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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CARTA AO MEU EX-EMBAIXADOR TADEU SOARES


Meu caro embaixador,
O tempo passa demasiadamente depressa!
Cagança de grandeza que se esfuma!
É a vida meu caro embaixador Tadeu Soares.
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Aproveito, escrever-lhe, no dia em que termina a carreira (8.10.2013) de embaixador, no exterior, regressa às Necessidades e com isso o Adeus à Diplomacia.
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É o senhor o último embaixador a reformar-se dos seis que servi na embaixada de Portugal em Portugal., onde assumiu funções em 26 de Abril de 1999 e que eu humildemente o procurei servir (como outros seus homólogos) com toda a lealdade.
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Porém pela sua mão e a seu gosto infiltrou pessoas, estranhas, no serviço que viriam a contribuir para que a Missão de Diplomática de Portugal no Reino da Tailândia, passá-se a ser mais um espaço de intriga do que para o que estava vocacionada de servir Portugal.
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Hoje e já reformado há 7 anos, de Assistente Administrativo Principal do quadro do MNE, não lhe guardo nenhum rancor e desejo-lhe que a sua reforma seja menos “fodida” que a minha, que depois de andar durante 24 anos a colher a “pera dos porcos” e a servir 6 embaixadores recebo a ´merda´, depois dos descontos, de 593 euros.
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Deve lembrar-se (tenho aqui cópia do documento) de quando as Necessidades lhe perguntou (para eu comprar tempo para a reforma), se eu já me encontrava a exercer funções na embaixada em 1984, respondeu ao ofício que fossem perguntar ao Embaixador Melo Gouveia (falecido em Novembro do ano passado) Assessor Diplomático da Câmara Municipal de Lisboa.
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O senhor usou a má fé para me prejudicar, porque nos arquivos da embaixada havia documentos (tenho no meu arquivo pessoal cópias) onde provavam que eu exercia funções, como funcionário eventual, em 1984 e no consulado do Embaixador Mello Gouveia.
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Felicidades
José Martins

S.SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS


CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO
FALEMOS SÉRIO!!!!

Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.
Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.
E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.
Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas  como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?
Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada.
Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto  sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar.
Falemos sério, Pedro. É tempo de falares sério, apesar do descrédito em que caíste. E falemos sério sobre reformas, sobre pensionistas e sobre Segurança Social.
 Não fales sobre o que desconheces. Não te precipites no que dizes.  Não sejas superficial, querendo parecer profundo apenas porque, autoritariamente, “engrossas” a voz. Não entregues temas tão complexos ao estudo de “garotos”, virgens no saber-fazer. Não entregues estudos a séniores que, vendendo a alma ao diabo, se prestam a criar cenários encomendados, para servirem os resultados que previamente lhes apresentaste, Pedro. E os resultados são, como podemos avaliar, desastrosos, Pedro. Económica e socialmente.
Vamos falar sério, Pedro. Não porque tu o queiras, mas porque eu não suporto mais a humilhação que sinto com as falsidades ardilosas lançadas para o ar, sobre matérias que preferes ignorar, porque nem sequer as estudas.
A raiva cresce dentro de mim, porque atinge a verticalidade e honestidade que sempre nortearam a minha vida, Pedro. Uma raiva que queima, se silenciada, E não me orgulho disso, podes crer Pedro.
Vamos por fases cronológicas que te aconselho a estudar:
a)   Pedro, por acaso sabes que o sistema que hoje se designa por “Segurança Social” deriva da nacionalização – pós 25 de Abril – das “Caixas de Previdência” sectoriais, que antes existiam?

b)   Por acaso sabes, Pedro, que o Estado português recebeu, sem qualquer custo ou contrapartida, os fundos criados nestas Caixas de Previdência, a partir das contribuições dos trabalhadores e dos seus empregadores?

c)   Por acaso sabes que a Caixa Geral de Depósitos – Banco estatal de Valores e de credibilidade inquestionável – é, acrescidamente, património dos muitos reformados e pensionistas que hoje somos? É, Pedro, a CGD era o Banco obrigatório por onde passavam as contribuições destinadas às Caixas de Previdência, mas entregava a estas, as contribuições regulares, apenas 4, 5 e 6 meses depois. Financiando-se com estas contribuições e sem pagar juros às Caixas, Pedro?

Por isso sou contra qualquer alienação da CGeral. Também está lá muito de mim. Um muito que deveria estar na Segurança Social nacionalizada…para ser bem gerida.

d)   Sabes por acaso, Pedro, que o Estado Português nunca reembolsou a Segurança Social pela da capitalização que conseguiu com a “nacionalização” das Caixas, como o fez aos Banqueiros?

e)   Saberás, Pedro, que a “nacionalização” das Caixas de Previdência” se deve à necessária construção de um verdadeiro Estado Social,  para o qual, maioritariamente, é a Segurança Social que contribui, sem as devidas e indispensáveis contribuições do Estado? Um Estado Social criado de base a partir dos “dinheiros” pertença daqueles que hoje são reformados e pensionistas. E que por isso exigem respeito pelo seu contributo mas, igualmente, exigem sejam bem geridos, porque ao Estado foram confiados contratualmente. Para me serem reembolsados mais tarde.

E boa gestão, Pedro, é  coisa que não vejo na Segurança Social, sujeita a políticas de bastidores duvidosas e para as quais nunca fui consultada.  Acredita, Pedro, os reformados, pensionistas e aposentados, sabemos o que dizemos quando afirmamos tudo isto, porque ainda temos muita capacidade – suportada por uma grande e valiosa experiência – para sermos um verdadeiro governo de bastidores. Com mestria, com sabedoria, com isenção e sem subserviências.

f)    Por acaso sabes, Pedro, que a dívida do Estado à Segurança Social é superior à dívida externa, hoje nas mãos da chamada “troika”?

Pois é, Pedro, a dívida sob o comando da troika é de 78 mil milhões de Euros, é? A dívida à Segurança Social, aos milhões de contribuintes, muitos deles hoje reformados, é de 80 mil milhões de dívida. Valor que cresce diariamente, porque o Estado é um mau pagador. Uma dívida que põe em causa não só os créditos/reembolsos aos reformados e pensionistas, na forma contratada, mas igualmente as obrigações/compromissos intergeracionais.

Porque estás tão preocupado em “honrar” os compromissos com o exterior e não te preocupas em honrar os compromissos para com os credores internos que são, entre muitos, os aposentados, os reformados e os pensionistas, antes preferindo torná-los no “bombo de festins” de um governo descontrolado?

Falemos sério, Pedro. Reabilita-te com alguma honra, perante um programa eleitoral que te levou, precocemente, ao lugar que ocupas. Um lugar de representatividade democrática, que te obriga a respeitar os representados. Também os reformados, aposentados e pensionistas votam.
E falando sério, mas com muita raiva incontida, Pedro, vou dar-te o meu exemplo, apenas como exemplo de muitas centenas de milhar de casos idênticos.
a)   Trabalhei 49 anos. Fui trabalhadora-estudante. E sem Bolonhas e/ou créditos, licenciei-me com 16 valores, a pulso. Nunca fui trabalhadora e/ou estudante de segunda. E fui mãe, num pais em que, na época, só havia 1 mês de licença de maternidade e creches a partir dos dois anos de idade das crianças. Como foi duro, Pedro. E lutei, ontem como hoje, para a minha filha, a tua Laura, as tuas filhas e muitas mais jovens portuguesas, terem mais do que eu tive. A sociedade ganha com isso. O Estado Social também tem obrigações pela continuidade da sociedade, pela contínua renovação geracional. Lutei, Pedro, muito mesmo e sinto muita honra nisso como me sinto orgulhosa do que conquistou a minha geração.

b)   Fiz uma carreira profissional, também ela dura, também ela de luta, numa sociedade que convencionou dar supremacia aos homens. Um poder dado, não conquistado por mérito reconhecido, Pedro. Por isso tão lenta a caminhada pela “Igualdade”.
 
c)   Cheguei ao topo da carreira, mas comecei como praticante. Sem “ajudas”, sem “cunhas”, sem “padrinhos” e/ou ajuda de partidos. Apenas por mérito próprio, duplamente exigido por ser Mulher. Um caminho que muito me orgulha e me enformou de

Valores, Honra e Verticalidade. Anonimamente, mas activa e participadamente.
d)   No final da minha carreira profissional, eu e os meus empregadores, a valores capitalizados na data em que me reformei, (há dois anos) tínhamos depositado nas mãos da Segurança Social cerca de 1 milhão de Euros.
Ah! É bom que se lembre que os empregadores entregam as suas contribuições para a conta do/a seu/sua funcionário/a. Não é para qualquer abutre esperto se apropriar dele. O modelo que Churchil idealizou – e protagonizou – após a 2ª guerra mundial. Uma compensação no desequilíbrio entre os rendimentos do Capital e os do Trabalho, e que foi adoptado em Portugal ainda antes do 25 de Abril.
Quase um milhão de Euros, Pedro. Só nos últimos 13 anos de trabalho foram entregues 200 mil Euros à Segurança Social, entre mim e o empregador.
A minha pensão vem daí, Pedro. De tudo o que, confiadamente, entreguei à gestão da Segurança Social, num contrato assinado com o Estado Português. E já fui abrangida pelo sistema misto. E já participei no factor da sustentabilidade, beneficiando o Estado Social.
e)Mas há mais, Pedro. A esse cerca de1  milhão de Euros, à cabeça dos cálculos da minha pensão, retiraram  às minhas contribuições, à minha  “conta”, 20%, ou seja 200 mil Euros. Como contributo para o Estado Social. Para a satisfação do compromisso que devo para com as gerações seguintes. Para o Serviço Nacional de Saúde, para um melhor bem estar da sociedade portuguesa. E o dinheiro que se encontra – em depósito – nas mãos do Estado português através da Segurança Social, é de cerca de 800 mil Euros. Que eu exijo bem gerido e intocável.
f)Valor que, conforme os meus indicadores familiares (melhores      que a  média das estatísticas) da esperança de vida (85 anos  em média), daria para uma pensão anual de 40.000€ actualizada   anualmente pela capitalização dos meus fundos. É bom que          saibas que, sobre este valor, eu pagaria cerca de 16.000€ de IRS, fora os demais impostos. Mas, por artes de uma qualquer “engenharia financeira” nunca recebi nada disto.
Mas se aquele valor, que foi criado pelas contribuições de tantos anos de trabalho, estiver nas minhas mãos e sob a minha gestão, matéria em que fui profissional qualificada e com provas dadas, eu serei uma Mulher que poderá dormir descansada, porque serei  independente para mim e para ajudar filhos e netos, sem ter que acordar de noite angustiada.
É, Pedro, falemos sério e honra os compromissos que o Estado tem para comigo. Dá instruções ao Ministério da Solidariedade Social(?) para que me entregue o “meu dinheiro”. O MEU, Pedro!
E vou refazer contas:
a)   De modo frio, direi que o Estado tem que pôr à minha disposição os 100% de contribuições que lhe foram confiadas, ou seja, os cerca de 1 milhão de Euros.

b)   Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores  de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora.

c)   Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre.
Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa:
- quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE?
- quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses?

- quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE?
- qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade?
- Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos  públicos?
- qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas  e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema?

- sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas?
Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!!

A reformada,

M.Conceição Batista

Lx. 19/01/2013

PS – Aguardo que me seja entregue o meu dinheiro, conforme mencionei atrás. Tenho vida a organizar.

Quando Mário Soares Defendia o Plano do FMI

(O texto a seguir não é do autor deste blogue)
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O "bochechas" nunca mais "estica o pernil" para lhe fazerem o funeral, é admirável, com tanta banha e pecado em cima daquele corpo, o bicho nunca mais morre. Erva ruim não a queima a geada...
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Este é mais um que vão tentar meter no panteão nacional, ou panteão dos traidores que em vida cospem em cima da Igreja Católica, mas depois de mortos gostam de ser enterrados em templos católicos com toda a pompa e circunstância.
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E é esta mesma escumalha que chamava "bandido" ao Professor Salazar, o mesmo que hoje jaz em campa rasa como um pobre no Vimieiro, campa essa que tem sido repetidamente vandalizada pelos estalinistas do PCP e restante escumalha marxista que deveria de ser toda deportada para a Coreia do Norte em vagões de comboio para transporte de gado, como os seus ídolos politicos fizeram a milhões de opositores...
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Mas que se há-de fazer, estamos no Reino da loucura e assim vamos continuar por mais um bom tempo até isto rebentar ou implodir de vez...

Em Agosto de 1983, o Governo do Bloco Central PS-PSD, assinou um memorando de entendimento com o Fundo Monetário Internacional. Os impostos subiram, os preços dispararam, a moeda desvalorizou, o crédito acabou, o desemprego e os salários em atraso tornaram-se numa chaga social e havia bolsas de fome por todo o país. O primeiro-ministro era Mário Soares. Veja como o homem que hoje quer rasgar o acordo com a troika defendia os sacrifícios pedidos aos portugueses:

“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto”. - DN, 27 de Maio de 1984

“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de partir alguns”. - DN, 01 de Maio de 1984

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.” - JN, 28 de Abril de 1984

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política que está a ser seguida é a necessária para Portugal”. - Idem

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”. - RTP, 1 de Junho de 1984, Idem, ibidem
 
“A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”. -  RTP, 1 de Junho de 1984

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus meios e recursos”. - Idem

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”. - Idem, ibidem
 
“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre jogo das empresas e dos trabalhadores (...). O Estado só deve garantir o subsídio de desemprego”. - JN, 28 de Abril de 1984

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência... deve pura e simplesmente falir. (...) Só uma concepção estatal e colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa responsabilidade." - Idem

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. - RTP, 1 de Junho de 1984

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos impostos”. - 1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho nem salários”. - DN, 19 de Fevereiro de 1984

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende representar”. - RTP, 1 de Junho de 1984

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem completamente falsa.” - Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja punida na lei. Sê-lo-á”. - RTP, 31 de Maio de 1984

“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser permitida a militares em serviço”. - La Republica, 28 de Abril de 1984

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça descoberta”. - Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro-ministro. Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas condições actuais”. - JN, 28 de Abril de 1984

“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão pública, devidamente corrigida”. - RTP, 1 de Junho de 1984

“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”. - 6 de Junho de 1984 
Vítor Matos
17 de Maio de 2013

Os impostos são só para os outros?


por José Vítor Malheiros
Texto publicado no jornal Público a 17 de Setembro de 2013
Crónica 34/2013
O objectivo das empresas com morada na Holanda é a dupla não-taxação: não pagar nem cá nem lá.

O relatório tem como título “Avoiding Tax in Times of Austerity” e como pós-título “Energias de Portugal (EDP) and the Role of the Netherlands in Tax Avoidance in Europe”, foi publicado há dias e já deu origem a várias notícias de jornal. O seu autor é a SOMO, uma organização holandesa sem fins lucrativos, dedicada ao estudo do desenvolvimento sustentável e que há quarenta anos monitoriza o funcionamento das multinacionais e o impacto da sua acção no desenvolvimento económico, no ambiente e nos direitos humanos.
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O que diz o relatório? Explica como é que as grandes empresas portuguesas fogem aos impostos em Portugal criando empresas-fantasma na Holanda (mailbox companies, assim chamadas por terem pouco mais do que uma caixa de correio), fazendo passar por elas os seus fluxos financeiros, beneficiando não só das condições fiscais vantajosas que a Holanda oferece às empresas estrangeiras como conseguindo por vezes, como fez a EDP, acordos especiais com o fisco holandês que lhes garantem uma “dupla não-taxação”. 
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“Dupla não taxação”? Sim. Estas empresas não pagam ou quase não pagam impostos nem cá nem lá, graças a uma hábil utilização das leis fiscais, à conivência das autoridades fiscais holandesas que ganham com o negócio das empresas-fantasmas cerca de mil milhões de euros por ano e, claro, à benevolência generalizada, em Portugal e na UE, relativamente aos abusos do grande capital.
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A expressão “double non-taxation” aparece 15 vezes nas 30 páginas do relatório e é o Santo Graal do “planeamento fiscal agressivo” - o eufemismo utilizado para descrever a fuga, legal ou ilegal, aos impostos.
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O relatório da SOMO não tem nenhuma novidade de fundo. Os advogados que aconselham as empresas sobre as melhores maneiras de fugir aos impostos, os activistas que combatem a mesma fuga aos impostos, os políticos e os jornalistas da área conhecem bem esta situação, que é objecto de discussão em organizações internacionais há anos. Por isso, o relatório foi objecto de algumas notícias mas não suscitou a indignação generalizada que teria sido justa. 
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E, no entanto, esta é uma das razões principais da crise que vivemos, da desigualdade crescente das nossas sociedades, da erosão da democracia que todos sentimos. Graças aos buracos nas leis nacionais e às lacunas nas leis internacionais, as grandes empresas conseguem fugir às suas obrigações fiscais e defraudar o Estado enquanto usam as infraestruturas que os cidadãos pagam com o seu trabalho. A fuga aos impostos é o roubo por alguns do património de todos.
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É por isso que é chocante a mentira que Passos Coelho gosta de repetir segundo a qual “não há dinheiro”. Não há dinheiro para a saúde ou para a educação. Não há dinheiro para pensionistas ou para desempregados. Não há dinheiro para as universidades ou para as pequenas empresas. Mas há dinheiro para compensar a fuga aos impostos das grandes empresas. Mais: os mesmos políticos que repetem que não há dinheiro são os que nunca levantam um dedo nos fóruns internacionais para combater a evasão fiscal. 
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E os empresários que mais falam de patriotismo e que pregam que temos de trabalhar mais são os mesmos que vivem à conta dos impostos que nos roubam. Dezanove das empresas do PSI 2 têm empresas de fachada na Holanda. E o Governo adula as grandes empresas que fogem aos impostos enquanto esmifra os trabalhadores por conta de outrem. Como a famosa milionária americana Leona Helmsley (que foi presa por fuga ao fisco) o Governo acha que só os pobres é que devem pagar impostos.
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A Comissão Europeia estima que o total perdido devido à fuga aos impostos é de um milhão de milhões de euros por ano. Quando se olha para o que as empresas roubam à comunidade através dos seus advogados pagos a peso de ouro e dos políticos corruptos que metem no bolso percebe-se de onde vem a dívida pública. Quando nos roubam é natural que fiquemos com um défice. Só a parte legal dessa fuga aos impostos é estimada em 150.000 milhões de euros. Mais do que o orçamento total da União Europeia.
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Não há dinheiro para pagar pensões quando as grandes empresas dão o golpe do baú todos os anos, perante o sorriso seráfico de Maria Swap Albuquerque. A SOMO diz aliás a certa altura que “apenas podemos especular sobre as razões por que as autoridades fiscais portuguesas não levantam junto das autoridades fiscais holandesas” a questão da fuga aos impostos das empresas portuguesas.
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Imagine por um momento que tínhamos um Governo honesto, empenhado em fazer cumprir a lei, em combater este regime de crime social tolerado. Qual seria a importância da nossa dívida? Seria possível continuar a destruir o Estado Social com o argumento da falta de dinheiro? Seria possível continuar a vender ao desbarato o património público? Não. É por isso que podemos ter a certeza de que, com este governo, a actual situação de saque legal e fuga das empresas para paraísos fiscais como a Holanda irá continuar. (jvmalheiros@gmail.com)

DISCURSO DO GENERAL ( premonitório?) - BRASIL


Cá estamos a bater na mesma tecla. Isto é a situação no
que se chamamos o país  irmão (pelo menos a genética parece ser de facto a mesma !!!). Não serve de exemplo para nós mas será bom para mostrar ao nosso Povo o bem que ainda tem, mais não seja para desabafar e criticar o mal que nos étem sido feito.
Abraço
 

É ISSO QUE O PT VAI ACABAR PROVOCANDO. DEPOIS NÃO VENHAM ME DIZER QUE "LUTARAM CONTRA A DITADURA"!!!
DISCURSO DO GENERAL
R E P A S S A N D O
Discurso do General
A NOSSA LIBERDADE
(GEN PAULO CHAGAS)
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Liberdade para quê? Liberdade para quem? Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?
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Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?
Falam de uma?noite? que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade!

Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê! Mas, afinal, o que se vê?

Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e
quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia
Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos ?bullying?, onivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada. 

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros. Mas, afinal, onde é que nós vivemos?

Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam ?mensalões? e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da ?liberdade?, que encontramos a ?cracolândia? e a ?robauto?, ?dominadas? e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do ?micoondas?, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor e com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla? Afinal, aqueles da escuridão eram ?anos de chumbo? ou anos de paz?

E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?

Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade? Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil. Após a leitura não deixe de repassar. É o retrato do nosso Brasil Pense, sinta e aja: ?A mente que se abre para uma nova ideia, jamais retornará ao seu tamanho original" - Albert Einstein

Não pergunte o que seu País pode fazer por você, Pergunte o que você pode fazer pelo seu País.
(John F. Kennedy)

DO AMIGO FERNANDO GIL

Não percam este vídeo!
Não é lamechas, mas tem muito de verdade. 
Eu, com os meus 75 anos de idade, que necessito do apoio duma bengala e já não posso conduzir um carro, posso confirmar...
Vejam o vídeo anexo.
Cumprimentos
Luiz Pinto(meu colega de liceu em Lourenço Marques)
video
 

Lei 2105 do estado novo...


O Senhor Passos Continua a não entender o que a troyka recomendou no Memorando assinado nas costas dos portugueses pelo marginal Súcrates :
- REFORMULAR  O  ESTADO, não é atacar continuamente os REFORMADOS!

Primeiro reduz o numero de deputados ( de 230 para 35 e chegam bem para fazerem a borrada de Leis que têm feito (Exemplos ? : Lei dos mandatos; Lei da CERTIEL para assegurar tachos, etc, etc) ) e reduz o numero de Institutos de 1500 para 100, corre com as Fundações (tipo Mário Soares e afins!!), exringue as Entidades Reguladoras(puso de TACHISTAS!!) e reactiva as Direcções Gerais lideradas por Directores NÃO PARTIDÁRIOS, de carreira profissional, nomeados por concurso público independente, resolve o problema das SWAP e PPP, cobra os respectivos impostos e rendas à EDP GALP & Cª Lda, ASSEGURANDO O NÃO AUMENTO DE CUSTOS AO CONSUMIDOR , vá à GALILEI buscar o que faltar para os 4 mil milhões .....e depois venha falar com os REFORMADOS!!!!
 Senhor Passos, veja se mete isto na pinha !  Se não for capaz, ou não tiver coragem, de tomar estas medidas, diga que nós damos uma ajudinha !!!!
 Para já tem aqui uma Lei "fácil de implementar", onde pode ir buscar mais de 100 milhões, sem sacar as Pensões de Sobrevivência, a quem está no fim da Vida.
 É uma atitude baixa e imoral, quando há GAJOS com ordenados mensais (a fazerem asneiras nas empresas que dirigem!!!(caso TAP)) superiore a €400.000, à custa do Estado ! BASTA !!!!
 

Pedido Urgente. Divulguem por favor.




Por favor leiam e divulguem. Podem salvar uma vida.
Meus caros
Como mãe e ser humano, não pude deixar de responder ao apelo dirigido Dr. Domingos Braga da Cruz, médico no Hospital da Prelada, o qual transcrevo abaixo.
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Pedia-vos o favor de divulgarem esta mensagem da forma que entenderem mais conveniente, na esperança de que algum dos interlocutores possa salvar esta vida.
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Desde já, o meu muito obrigada por toda a atenção que possam dispensar a este assunto.
"Hospital da Prelada - Dr. Domingos Braga da Cruz
Serviço de Aprovisionamento
Telefone 22 8330771/2 Ext. 4490
Rua Sarmento de Beires, 153
Apartado 52857
4251-901 Porto
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Caros colegas e amigos, acho que nunca fiz directamente um pedido destes, pelo que peço que leiam o meu mail. Este caso é bem próximo. O Gonçalo, tem 15 anos, jogou basket com o meu filho mais novo (embora em clubes adversários) e está neste momento numa situação desesperada, pois tem um tipo de sangue raro , O Rh negativo, está internado no IPO desde Agosto com transfusões de sangue permanentes, até se descobrir um dador de medula compatível.
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Acontece que a vida dele está em perfeito "count down" pois o sangue deste tipo está a esgotar-se e as possibilidades de vida são cada vez menores.
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O Gonçalo está em isolamento e contactável apenas por telemóvel e pc, pelo que tem consciência do que se passa, o que a meu ver é mais dramático ainda.
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Pedia-vos por isso que se tiverem conhecimento de alguém com este tipo de sangue, disponível para ser dador de sangue, o encaminhem para o meu mail ou dêem o meu contacto (96 977 65 49) que eu darei seguimento. Mesmo que não tenha este tipo de sangue pode ser dador de medula, se for compatível, bastando igualmente uma análise sanguínea, pelo que não é forçoso excluir quem não tiver O RH negativo.
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Independente de termos ou não filhos, de sentirmos ou não maior proximidade com este problema, penso que é um dever ajudar quem tanto precisa, ajuda que nos custa tão pouco e que é tão valiosa para quem a recebe. A vida é realmente o nosso bem mais precioso.
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Lembrem-se disso.
Vamos ajudar o Gonçalo. O Gonçalo Franco é filho de um casal amigo, e amigo de infância do meu filho João com a mesma idade do Gonçalo. Para além disso, é atleta sub-16 do Clube Basquetebol do Queluz, estudante na Escola Secundária Stuart de Carvalhais, em Massamá e precisa urgentemente de ajuda.
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Em 08/2012, foi-lhe diagnosticada a mesma doença que afetou o filho do futebolista do Benfica, Carlos Martins e que esteve na origem de uma enorme onda de solidariedade. Temos de ajudar o Gonçalo a vencer o maior jogo da sua vida.
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Segue o apelo da mãe Ana Claudia Magalhães, minha amiga:
Necessito da vossa ajuda, o meu filhote Gonçalo Luís Franco necessita de sangue, plaquetas e dadores de medula, IPO de Lisboa.Rh 0 negativo. Obrigado aos que já foram dar, e por favor repassem.
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Vamos todos ajudar o Gonçalo a superar esta etapa. Peço que divulguem pelos Vossos conhecimentos pois ainda este fim de semana falei com a mãe, o Gonçalo entretanto teve alta desde a semana passada e agora tem a obrigatoriedade de duas idas semanais ao IPO mas não pode circular na rua como um adolescente com uma vida normal.
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O que lhe aconteceu pode acontecer a qualquer um de Nós, foi um vírus que o infetou.
Agradeço desde já a V/ boa atenção,
Ana Isabel Morais

KAOS:E tu onde vais estar a partir de hoje?



Caros amigos por ter intensão de acompanhar o companheiro tetraplégico que vai fazer uma greve da fome em frente à Assembleia da Republica não me vai ser possível atualizar este blog nem  fazer os meus bonecos. A minha intensão é sempre que sair do trabalho ir para lá e lá permanecer até ao dia seguinte. Não sei por quanto tempo será nem quando voltarei a publicar, mas o que gostaria mesmo era de ver muitos de vós também se juntarem a este homem que, na sua deficiência, mostra uma coragem enorme e merece todo o nosso apoio. Não faz sentido nem vejo nenhuma desculpa que justifique que quem passa por tantas dificuldade lute e nós com vidas bem mais facilitadas vamos para casa jantar, ver televisão e dormir descansados nos nosso confortáveis colchões. Eu não as vou arranjar e lá ficarei o tempo que for necessário.

KAOS:O caldo entornado




durao barroso palhaco triste bw
O regresso de Portugal aos mercados está pendente da capacidade de “cumprir os passos que estão previstos” nas reformas delineadas pela troika na oitava e nova avaliações. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, salienta que o recado é válido para “todos”, incluindo o Tribunal Constitucional.
“É obvio que Portugal tem de fazer um esforço como Estado, não se pode pedir apenas responsabilidade do Governo – é responsabilidade de todos órgãos de soberania e da sociedade no seu conjunto.”
A instabilidade social e a “falta de determinação”, disse, representam “um risco político” a ter em consideração. ” A instabilidade leva à insegurança junto dos investidores e quem paga é o país credor que vê reduzidas as fontes de financiamento.
“Quando as pessoas começam a duvidar, começam a vender dívida pública portuguesa, os juros começam a aumentar e lá temos outra vez o caldo entornado.”

É verdade que não estamos a falar de um ser humano mas de um bicho fedorento, de um sabujo que trocou o seu país pelo luxossito bacoco de um lugar de Presidente da Comissão Europeia, que se vendeu por cagança e um bocadinho de poder.
Vendido até à medula ao grande capital, aos Senhores da Nova Ordem Mundial, este bandalho e traidor vem agora com falinhas mansas chantagear o país e os seu orgãos de soberania. Ameaça o Tribunal Constitucional, e todos nós.
Ou obedecemos , ou calamos, ou nem refilamos ou mostramos muita  subserviência e aceitamos tudo o que querem ou temos o caldo entornado.
Pois eu digo-lha já que meta os seus mercados e os juros no cu, que entorne o caldo pelo seu focinho abaixo que não precisamos dele para nada.
Reconquistemos a nossa soberania e a nossa dignidade mandando-o à merda. Este é um ser rastejante do mais indigno que existe e só merece os nosso desprezo e que todos os portugueses lhe escarrem em cima.

KAOS:E tu onde vais estar na Segunda-feira?


passos coelho paulo portas carniceiros pensoes
A somar aos cortes já previstos nas pensões agora vão também cortar nas pensões de sobrevivência. Acabou a campanha e agora não há dia em que as medidas do próximo orçamento não nos comecem a cair em cima em catadupa.
Era de esperar e espero que agora finalmente se perceba que todo este folclore, a tão proclamada derrota do PSD, as vitórias pifias do PS e do PCP nada alterou. Vão continuar os cortes nos direitos, na dignidade e na vida de todos nós enquanto para os poderosos e para os mercados o banquete vai continuar.
E nós não fazemos nada?
Vamos continuar a dedilhar nos computadores a nossa zanga e frustração, vamos continuar a chamar-lhes filhos da puta quando falamos com os nossos vizinhos e, alguns, os mais aguerridos, esperar para a ir ás grandes manifestações marcadas pelos donos do protesto social? Vamos, qual maratona em dia de festa, atravessar a ponte no dia 19 com a CGTP e depois, loucura total, logo na semana seguinte desfilar no cortejo do Que se Lixe a Troika? É essa a nossa grande luta que vai mudar esta merda toda?
A mim parecia-me normal que já estivéssemos todos na rua, a ocupar o espaço público afirmando a nossa posse sobre este país, dizendo que não aceitamos e exigindo a mudança. Não basta mudar as caras, temos que mudar tudo, o objecto das politicas transferindo-o da criação de dinheiro para colocar as pessoas como a razão principal da politica.
Amanhã (segunda feira) um deficiente tetraplégico vai iniciar uma greve de fome à Porta da Assembleia da Republica e vai ficar enquanto lhe for humanamente possível para alertar o poder das dificuldades porque estão a passar todos os deficientes ( https://www.facebook.com/events/311102049032018/).
E nós, que não temos as suas dificuldades muito provavelmente viremos para casa jantar, sentar-nos em frente à televisão a ouvir todas aquelas patacuadas e depois iremos, de escrevermos por aqui algumas frases indignadas contra os bandalhos do governo, dormir nos nossos confortáveis colchões.
Pois se estão indignados porque não nos juntamos a este homem que vai sofrer em nome de outros, porque não vamos também para São bento e lhe fazemos companhia e lhe damos o apoio que ele necessita. Porque não ficamos lá de noite e de dia.
Vocês não sei, mas eu amanha mal termine o meu trabalho vou para lá e lá ficarei a té ter de voltar para o trabalho no dia seguinte e isto durante os dias que for necessário.
Pouca diferença farei, mas se formos muitos, se nos juntássemos aos milhares por lá e ocupássemos aquela praça.
Somos assim tão comodistas, cobardes e resignados que vamos encontrar todas as desculpas do mundo para não o fazer? Para mim basta e vou. Quem desejar que se encontre lá comigo.