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sábado, 19 de outubro de 2013

ROUBAR E HERANÇA DA MÃE!


As capas dos jornais e as principais notícias de Domingo, 20 de Outubro de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Montijo: Acidente faz um morto
Marques Mendes: Ministro travou taxa
Angela Merkel: Reformas na UE
Lamego: Morto em despiste
Cavaco Silva: Avalia Orçamento
Maratona: Portugueses vencem
Algarve: Medicina entra em greve

Capa do Público Público

A "outra" equipa de Barcelona travou o Atlético
No meio da chuva, ficou marcado novo encontro para o dia do Orçamento
Sorteio do Totoloto
Cavaco faz "avaliação cuidadosa" dos custos de um orçamento não entrar em vigor a 1 de Janeiro
Marques Mendes: Orçamento do Estado “é tipo merceeiro”
O Barcelona abrandou em Pamplona
Sporting segue em frente na Taça EHF

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Suspeito de assalto a banco detido e libertado
Suspeito de dezenas de assaltos em Lagos foi solto
O valor do compromisso
Homem detido por posse de armas em Ponte de Lima
Milhares atravessaram Douro em protesto no Porto
Manifestação da CGTP attravessa ponte 25 de Abril
Despiste na A1 faz três mortos

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Meninos em risco à procura de uma infância
Farmácias hospitalares devem 16 milhões
Défice vai ser de 5,5% conforme acordado com a 'troika', afirmou Passos Coelho
As classes de palavras: o adjetivo
Governo procurou incluir o mínimo de questões com polémica constitucional, disse Passos
Governo ampliou cortes salariais por "questão de emergência", alega Passos Coelho
Cavaco solicita fiscalização da constitucionalidade após avaliação dos custos

Capa do i i

Velório de António Mourão realiza-se no domingo no cemitério da Quinta do Conde
Tribunal afasta Berlusconi do parlamento durante dois anos
Paulo Gonçalves campeão do mundo de Todo-o-Terreno
Pires de Lima. Atracção de investimento para Portugal "é prioridade do Governo"
Privatização da CP Carga deve avançar em 2014
Maradona põe Messi na frente de Ronaldo
OE 2014. Moody's alerta para riscos constitucionais na convergência de pensões

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Cavaco fala em sinais de inversão de ciclo na Europa
Milhares de pessoas pediram demissão do Governo em Lisboa
CGTP exorta Cavaco Silva a enviar Orçamento para o Constitucional
Arménio Carlos: Proposta de OE para 2014 não pode ser aprovada
Seguro diz que nem democracia nem Constituição estão suspensas pela assistência financeira
Número de desempregados inscritos nos centros de emprego aproxima-se dos 700 mil
Cavaco Silva: "Mal entendidos com Angola vão ser ultrapassados"

Capa do A Bola A Bola

Escaramuças entre adeptos no Oliveirense - Paços de Ferreira
Serginho e Henmi no Grand Prix
Quatro funcionários hospitalizados
Arthuro quer subir de divisão
Mário Ferreira esteve em Fátima
Proença regressa em breve
Boeck, Semedo, Rinaudo e Capel apostas para a Taça

Capa do Record Record

Os casos do Cinfães-Benfica
Voltar a impor respeito em casa
Sp. Espinho continua sem ganhar
Reyes: «Ganhar experiência»
Rosa Mota: «Rui Costa tem lugar no trono do desporto português»
Plantel portista com horas extra
Maicon acima de Fernando

Capa do O Jogo O Jogo

"A derrota faz parte do jogo"
A fotografia do dia
Lille agarra-se ao pódio
João Sousa avança em Valência
Barcelona deixa escapar o Real Madrid
Portugueses vencem a maratona mais fria do mundo
Chave do Totoloto

SOBRE O “FANTÁSTICO PAI DA DEMOCRACIA POIRTUGUESA”!



MÁRIO SOARES DE CÚ AO LÉU

Mário Soares, Angola e o tráfico de diamantes.

Mário Soares visto pelo jornalista António Marinho (actual Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto), no «Diário do Centro» de 15 de Março de 2000.
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MÁRIO SOARES E ANGOLA polémica em torno das acusações das autoridades angolanas segundo as quais Mário Soares e seu filho João Soares seriam dos principais beneficiários do tráfico de diamantes e de marfim levados a cabo pela UNITA de Jonas Savimbi, tem sido conduzida na base de mistificações grosseiras sobre o comportamento daquelas figuras políticas nos últimos anos.
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Espanta desde logo a intervenção pública da generalidade das figuras políticas do país, que vão desde o Presidente da República até ao deputado do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, passando pelo PP de Paulo Portas e Basílio Horta, pelo PSD de Durão Barroso e por toda a sorte de fazedores de opinião, jornalistas (ligados ou não à Fundação Mário Soares), pensadores profissionais, autarcas, «comendadores» e comentadores de serviço, etc.
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Tudo como se Mário Soares fosse uma virgem perdida no meio de um imenso bordel. Sei que Mário Soares não é nenhuma virgem e que o país (apesar de tudo) não é nenhum bordel.
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Sei também que não gosto mesmo nada de Mário Soares e do filho João Soares, os quais se têm vindo a comportar politicamente como uma espécie de versão portuguesa da antiga dupla haitiana «Papa Doc» e «Baby Doc».Vejamos então por que é que eu não gosto dele(s).
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A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins. É-lhe atribuída a célebre frase:
 “Em política, feio, feio, é perder”.
São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril.
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Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e de seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
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JÁ DEPOIS DO 25 DE ABRIL, ASSUMIU-SE COMO O HOMEM DOS AMERICANOS E DA CIA EM PORTUGAL E NA PRÓPRIA INTERNACIONAL SOCIALISTA.
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Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
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Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e FOI AMIGO DE NICOLAU CEAUCESCU, FIGURA QUE CHEGOU A APRESENTAR COMO MODELO A SER SEGUIDO PELOS COMUNISTAS PORTUGUESES.
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Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem «Partido Socialista, Partido Marxista», mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá.
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Os seus governos notabilizaram-se por três coisas: políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso.
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INSULTO A UM JUIZ.
Em Coimbra, onde veio uma vez como primeiro-ministro, foi confrontado com uma manifestação de trabalhadores com salários em atraso. Soares não gostou do que ouviu (chamaram-lhe o que Soares tem chamado aos governantes angolanos) e alguns trabalhadores foram presos por polícias zelosos.
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Mas, como não apresentou queixa (o tipo de crime em causa exigia a apresentação de queixa), o juiz não teve outro remédio senão libertar os detidos no próprio dia.
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Soares não gostou e insultou publicamente esse magistrado, o qual ainda apresentou queixa ao Conselho Superior da Magistratura contra Mário Soares, mas sua excelência não foi incomodado.
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Na sequência, foi modificado o Código Penal, o que constituiu a primeira alteração de que foi alvo por exigência dos interesses pessoais de figuras políticas. Soares é arrogante, pesporrento e malcriado.
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É conhecidíssima a frase que dirigiu, perante as câmaras de TV, a um agente da GNR em serviço que cumpria a missão de lhe fazer escolta enquanto presidente da República durante a Presidência aberta em Lisboa: «Ó Sr. Guarda! Desapareça!».
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Nunca, em Portugal, um agente da autoridade terá sido tão humilhado publicamente por um responsável político, como aquele pobre soldado da GNR.
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Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia.
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À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
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Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais. Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país.
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Em 1980, não hesitou em APOIAR OBJECTIVAMENTE O GENERAL SOARES CARNEIRO CONTRA EANES, NÃO POR RAZÕES POLÍTICAS MAS DEVIDO AO ÓDIO PESSOAL QUE NUTRIA PELO GENERAL RAMALHO EANES.
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E como o PS não alinhou nessa aventura que iria entregar a presidência da República a um general do antigo regime, Soares, em vez de acatar a decisão maioritária do seu partido, optou por demitir-se e passou a intrigar, a conspirar e a manipular as consciências dos militantes socialistas e de toda a sorte de oportunistas, não hesitando mesmo em espezinhar amigos de sempre como Francisco Salgado Zenha.
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Confesso que não sei por que é que o séquito de prosélitos do soarismo (onde, lamentavelmente, parece ter-se incluído agora o actual presidente da República – Cavaco Silva), apareceram agora tão indignados com as declarações de governantes angolanos e estiveram tão calados quando da publicação do livro de Rui Mateus sobre Mário Soares.
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NA ALTURA TODOS METERAM A CABEÇA NA AREIA, INCLUINDO O PRÓPRIO CLÃ DOS SOARES, E NEM TUGIRAM NEM MUGIRAM, APESAR DE AS ACUSAÇÕES SEREM ENTÃO BEM MAIS GRAVES DO QUE AS DE AGORA. POR QUE É QUE JORGE SAMPAIO SE CALOU CONTRA AS «CALÚNIAS» DE RUI MATEUS?».

«DINHEIRO DE MACAU»
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Anos mais tarde, um senhor que fora ministro de um governo chefiado por MÁRIO SOARES, ROSADO CORREIA, vinha de Macau para Portugal com uma mala com dezenas de milhares de contos.
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A proveniência do dinheiro era tão pouco limpa que um membro do governo de Macau, ANTÓNIO VITORINO, foi a correr ao aeroporto tirar-lhe a mala à última hora.
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Parece que se tratava de dinheiro que tinha sido obtido de empresários chineses com a promessa de benefícios indevidos por parte do governo de Macau. Para quem era esse dinheiro foi coisa que nunca ficou devidamente esclarecida. O caso EMAUDIO (e o célebre fax de Macau) é um episódio que envolve destacadíssimos soaristas, amigos íntimos de Mário Soares e altos dirigentes do PS da época soarista.
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MENANO DO AMARAL chegou a ser responsável pelas finanças do PS e Rui Mateus foi durante anos responsável pelas relações internacionais do partido, ouseja, pela angariação de fundos no estrangeiro. Não haveria seguramente no PS ninguém em quem Soares depositasse mais confiança. Ainda hoje subsistem muitas dúvidas (e não só as lançadas pelo livro de Rui Mateus) sobre o verdadeiro destino dos financiamentos vindos de Macau.
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No entanto, em tribunal, os pretensos corruptores foram processualmente separados dos alegados corrompidos, com esta peculiaridade (que não é inédita) judicial: os pretensoscorruptores foram condenados, enquanto os alegados corrompidos foram absolvidos.
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Aliás, no que respeita a Macau só um país sem dignidade e um povo sem brio nem vergonha é que toleravam o que se passou nos últimos anos (enos últimos dias) de administração portuguesa daquele território, comos chineses pura e simplesmente a chamar ladrões aos portugueses.
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E isso não foi só dirigido a alguns colaboradores de cartazes do MASP que a dada altura enxamearam aquele território.Esse epíteto chegou a ser dirigido aos mais altos representantes do Estado Português.
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Tudo por causa das fundações criadas para tirar dinheiro de Macau. Mas isso é outra história cujos verdadeiros contornos hão-de ser um dia conhecidos. Não foi só em Portugal que Mário Soares conviveu com pessoas pouco recomendáveis.
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Veja-se o caso de BETINO CRAXI, o líder do PS italiano, condenado a vários anos de prisão pelas autoridades judiciais do seu país, devido a graves crimes como corrupção. Soares fez questão de lhe manifestar publicamente solidariedade quando ele se refugiou na Tunísia.
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Veja-se também a amizade com Filipe González, líder do Partido Socialista de Espanha que não encontrou melhor maneira para resolver oproblema político do país Basco senão recorrer ao terrorismo, contratando os piores mercenários do lumpen e da extrema direita da Europa para assassinar militantes e simpatizantes da ETA. Mário Soares utilizou o cargo de presidente da República para passear pelo estrangeiro como nunca ninguém fizera em Portugal.
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Ele, que tanta austeridade impôs aos trabalhadores portugueses enquanto primeiro-ministro, gastou, como Presidente da República, milhões de contos dos contribuintes portugueses em passeatas pelo mundo, com verdadeiros exércitos de amigos e prosélitos do soarismo, com destaque para jornalistas. São muitos desses «viajantes» que hoje se põem em bicos de pés a indignar-se pelas declarações dos governantes angolanos.
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Enquanto Presidente da República, Soares abusou como ninguém das distinções honoríficas do Estado Português. Não há praticamente nenhum amigo que não tenha recebido uma condecoração, enquanto outros cidadãos, que tanto mereceram, não obtiveram qualquer distinção durante o seu «reinado».
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Um dos maiores vultos da resistência antifascista no meio universitário, e um dos mais notáveis académicos portugueses, perseguido pelo antigo regime, o Prof. Doutor Orlando de Carvalho, não foi merecedor, segundo Mário Soares, da Ordem da Liberdade.
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Mas alguns que até colaboraram com o antigo regime receberam as mais altas distinções. Orlando de Carvalho só veio a receber a Ordem da Liberdade depois de Soares deixar a Presidência da República, ou seja logo que Sampaio tomou posse. A razão foi só uma: Orlando de Carvalho nunca prestou vassalagem a Soares e Jorge Sampaio não fazia depender disso a atribuição de condecorações.
.FUNDAÇÃO COM DINHEIROS PÚBLICOS. 
A pretexto de uns papéis pessoais cujo valor histórico ou cultural nunca ninguém sindicou, Soares decidiu fazer uma Fundação com o seu nome. Nada de mal se o fizesse com dinheiro seu, como seria normal. Mas não; acabou por fazê-la com dinheiros públicos.
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SÓ O GOVERNO, DE UMA SÓ VEZ DEU-LHE 500 MIL CONTOS E A CÂMARA DE LISBOA, PRESIDIDA PELO SEU FILHO, DEU-LHE UM PRÉDIO NO VALOR DE CENTENAS DE MILHARES DE CONTOS.
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Nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha ou em qualquer país em que as regras democráticas fossem minimamente respeitadas muita gente estaria, por isso, a contas com a justiça, incluindo os próprios Mário e João Soares e as respectivas carreiras políticas teriam aí terminado.
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Tais práticas são absolutamente inadmissíveis num país que respeitasse o dinheiro extorquido aos contribuintes pelo fisco. Se os seus documentos pessoais tinham valor histórico Mário Soares deveria entregá-los a uma instituição pública, como a Torre do Tombo ou o Centro de Documentação 25 de Abril, por exemplo.
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Mas para isso era preciso que Soares fosse uma pessoa com humildade democráticae verdadeiro amor pela cultura. Mas não. Não eram preocupações culturais que motivaram Soares. O que ele pretendia era outra coisa.
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Porque as suas ambições não têm limites ele precisava de um instrumento de pressão sobre as instituições democráticas e dos órgãos de poder e de intromissão directa na vida política do país. A Fundação Mário Soares está a transformar-se num verdadeiro cancro da democracia portuguesa.»

"FENÓMENO CAVAQUISTA DE NATUREZA FUNCIONAL,..."



"O DEBUTANTE VAI VOLTAR À ARENA POLÍTICA!!!..."



ENTREVISTA: "GRANDE F. DE. P." (Grande filho de Portugal)

 

A entrevista de Sócrates ao Expresso, de 19-10-2013

O conteúdo da entrevista de José Sócrates a Clara Ferreira Alves, na revista do Expresso, de hoje, 19-10-2013, pp. 24-34, obriga-me ao comentário, distribuídos por vinte cansativos pontos:

  1. Uma entrevista de um José Sócrates blasé nas fotografias de modelo - tiradas por Tiago Miranda, com roupas e botas da moda, halo mítico, com céu e Tejo por fundo - e no discurso ambivalente filosófico-escatológico, désabusé do «favor do povo» ingrato, com uma atitude de superior arrogância sobre adversários e amarga displicência sobre a política do género são-verdes-não-prestam...
  2. Uma entrevista narcisística - que outra poderia ser?... - com pretexto de episódios da sua vida e da ruína popular, como a sua inscrição no PPD, a sua ascensão no PS, o Governo Guterres, a tomada do poder, a campanha de 2005, o Freeport, a nacionalização do BPN, o despesismo do seu primeiro Governo, os voos da CIA pelo território português, a freudiana justificação filosófica da sua atitude perante a verdade, o luxo e o dinheiro, as escutas à Presidência da República, o PEC IV e o pedido de resgate financeiro à União Europeia e ao FMI.
  3. Uma entrevista de favor, à mesa de restaurante italiano (de que outro lugar gostaria mais?), combinada pelo mano Ricardo (Eu-Sou-Controlado - o linque foi apagado, mas a gente não esquece...) do Costa, de compensação pela pré-candidatura preterida a Presidente da República, com a simone-de-oliveira Ferreira Alves, no forro, tão eixo do bem (apesar de se vangloriar de «advogada do diabo»), de uma casaca sebenta, ela tão aborrecida por ter de «remexer em mexericos a par das questões patrióticas» (sic), tão dada que até vê «alguma candura» (!...) no entrevistado, cujo trabalho (o mémoire de mestrado) a crítica literária avalia como «bem escrito e bem argumentado», a quem pergunta pelo «exame de Inglês Técnico ao fim de semana» (sic!?... com medo de lhe perguntar pela licenciatura domingueira), que questiona, com o eufemismo da perseguição da liberdade de informação e de opinião, o «desejo de litigância» (sic!?...) e que lhe pergunta pelo «mail do primo» Hugo, mas jamais pelo primo José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, alegadamente aka «Bernardo» ou «O Gordo».
  4. Um Sócrates esquivo, falacioso nas respostas, e com versões seletivos de factos indiscutíveis, todavia, amargurado pelo seu recorrente problema com a verdade, «Essa questão da verdade...», que freudianamente procura justificar, enquanto vítima que se crê desse deontologismo. Intentando sublimar a verdade, põe a política numa categoria diversa - «o reino da opinião» -, dizendo que «só pretensos políticos pretendem fazer da política uma luta entre a verdade e a mentira». 
  5. O tardofilósofo, no qual se percebe algum fascínio por Carl Schmitt, argumenta com a «ética da responsabilidade» e pretende que sempre se filiou nas correntes do consequencialismo e do utilitarismo, o utilitarismo de Bentham e Stuart Mill». Contesta o deontologismo de Kant de «nunca mentir», mas gloria-se de que já leu a sua (Fundamentação da) Metafísica dos Costumes» (196 páginas) «uma dez vezes».
  6. Passando como raposa pela vinha vindimada do caso da licenciatura, sem responder à questão domingueira sequer, nem ao Inglês Técnico - «se quiser falar disso... falo» (mas não falou...).
  7. Sócrates justifica a sua inscrição no PSD por «convicção doutrinária». E afirma: «Não tinha nenhuma simpatia por Sá Carneiro, pelo contrário, e a única coisa boa foi a liderança do Guerreiro». Porém, José Sócrates apresentou o seu pedido de inscrição no PPD em 5 de novembro de 1974 e Emídio Guerreiro só foi secretário-geral do PPD em 1975, durante os meses em que Francisco Sá Carneiro se deslocou a Inglaterra para se tratar de doença inesperada. 
  8. A sua oratória alterna entre a pretensa elevação filosófica e a ostensiva rasteira escatologia. A expressão bem pensante - e até o gosto peculiar pelo adjetivo «horrível» -, contrasta com o discurso de merda-para-aqui-merda-para-acolá (com desculpa dos leitores): «a merda de um moderado»; «a merda da política». A questão da sujidade das mãos («calcular o mal menor... é isso sujar as mãos») parece também perseguir o seu espírito no exercício da política.
  9. O «animal feroz» descreve-se agora como «um tipo que sempre foi a merda de um moderado»...
  10. Dando aparentemente razão à minha hipótese de que planeia o doutoramento conjunto possivelmente com Universidade da Columbia, do seu amigo Manuel Pinho (e daí o teste do IELTS que teve de realizar, em 29-8-2013) e a Sciences Po, agora que o projeto presidencial (e o de ser comissário europeu) se esfumou na noite das eleições autárquicas de 29-9-2009, apesar do anúncio no Expresso, de 21-9-2013, de que, com a publicação do livro com o «mémoire» sobre a tortura, «fechar o ciclo iniciado com a ida para Paris em 2001 e concluído com a defesa da tese em junho», vai ter de voltar à desculpa académica para a continuação do prudente exílio. Pois, na entrevista responde: «eu fui e ainda sou estudante da Sciences Po»... Ora, se terminou o mestrado, a única razão para dizer que ainda é estudante da Sciences Po, é que vai continuar para doutoramento ao contrário do que consta da notícia de Ricardo Costa, no Expresso, de 21-9-2013.
  11. Diz que tem agora uma vida boa: «nem sabia que existiam vidas assim, vidas tão boas. Nunca tinha tido uma vida dessas». Sabia, sabia; tinha, tinha. E procura justificar essa vida com a «fortuna» da mãe, de «muitos prédios (sic), «andares». Manda, todavia, a sabedoria popular que se desconfie da fortuna, tal como da santidade: «riqueza e santidade é sempre menos de metade da metade»... 
  12. Sobre o fausto paririsiense, alega que telefonou à sua «gestora de conta» (na CGD?) e pediu «um empréstimo ao banco de 120 mil euros», para «um ano sem nenhuma responsabilidade e levando um filho comigo», confessando «gastei o dinheiro todo». Realmente, vidas assim, e ainda para mais na esquerda-tão-esquerda de que se reclama nesta entrevista, há muito pouco... A esse luxo dos 120 mil euros na Paris das luzes e sombras, chama, todavia, a «vida contemplativa que tive nestes dois anos» - o que deve, na realidade, ser a nossa a contemplar tal fausto. Embora, depois, já fale nas «misérias da minha conta bancária» (sic) - não se percebe se o gasto dos 120 mil euros, se dos outros rendimentos e despesas.
  13. Justifica que agora trabalha para uma «empresa suíça, porque fui convidado a trabalhar na América Latina».
  14. E, se não tem guarda-costas ou seguranças desde que saí de primeiro-ministro, tem «o motorista de sua mãe»!... Portanto, nada de confusões, o motorista que usa não é seu. 
  15. Alega que não soube («só soube a posteriori»...), quando estava no poder, dos voos da CIA por território nacional (e aeroportos de bases militares portuguesas como a das Lajes, nos Açores), com prisioneiros da Al-Qaeda para lugares secretos onde eram torturados. Pelo sim, pelo não, defende-se: «Se fizeram isso... é preciso haver provas»...
  16. Nem sabia do buraco do BPN (para além dos «600 milhões de euros») - «não sabia o que aquilo era» e que o nacionalizou para evitar o contágio financeiro. Portanto, não se confirma a tese de que foi para ficar dono de Cavaco Silva, através da informação que o banco possuía sobre compra e venda de ações da SLN pelo Presidente e família.
  17. Justifica a festa do despesismo das PPPs no seu primeiro governo com a «boa doutrina económica»...
  18. Desculpa-se que só pediu o resgate financeiro, que nos traz agrilhoados, porque o PSD se opôs ao PEC IV, ainda que no final da entrevista confesse: «a alternativa era o default», «assinei».
  19. Alega que «a campanha das escutas» («o primeiro-ministro está a escutar o Presidente») que as suas operações suaves puseram nos média na véspera das eleições de 2009, dezassete meses depois de os factos terem ocorrido, foi pensado por um assessor do Presidente (que não nomeia, mas se percebe querer dizer Fernando Lima»), dizendo que se tratou de «uma conspiração da direita política com ligações á Casa Civil do PR para me impedirem de ganhar em 2009». Esqueceu-se, porém, da queixa do seu sucessor socialista, António José Seguro, sobre escutas em «telefones, computadores e outros meios» na sede do Largo do Rato...
  20. Finalmente, aproveita, esta ocasião do pergaminho académico, a que por cuidado, embora incida freudianamente sobre a tortura, dá o título de «A confiança no mundo», para atacar os adversários políticos e os média, que não reconheceram, o que se percebe crer, numa interpretação alienada da sua persona criada, o seu valor superlativo enquanto «chefe». Sem pejo, diz: «eu sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter» (sic!!). O chefe que já não é de uma esquerda que o dispensou... E ataca com insulto e rancor, os inimigos: «raios vos partam, vou vencer-vos a todos» (os rivais e aristocratas do PS); «pulhas»; «o bandalho» do Santana Lopes; Teixeira dos Santos que «se foi abaixo»; «o estupor» e «filho da mãe» do Schäuble; o «traste de um político» (Passos Coelho?) que «invoca a razão de Estado para pôr em causa a Constituição e a lei» (em contraste com essas duas «linhas vermelhas que nunca ultrapassarei, como político»; «os filhos da mãe da direita»; os «pistoleiros» do Correio da Manhã («fui alvo de uma perseguição política e pessoal de uma direita hipócrita»), além de Miguel Relvas que tuteava (e «achava-o um gajo decente»), mas «nunca mais falei com o Relvas» (nem agora no regresso aos écrans); e até ao episódio, que mais lhe custou, do rumor posto a circular sobre uma alegada relação homossexual sua com com Diogo Infante «pessoa que nunca conheci e com quem nunca falei na vida» (note-se, aliás, que o ator Diogo Infante casou-se civilmente com o seu agente Rui Calapez, segundo o CM, de 19-10-2013, com quem vivia «há vários anos»). Em suma: um ajuste socratino de contas com os inimigos e o povo mas, como sempre, seletivo na memória.


Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, objeto da entrevista ao Expresso, de 19-10-2013, e de notícias que comento, não é aqui imputado de qualquer ilegalidade ou irregularidade.

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"AS GALGAS (FORA DE PORTAS) DO ANÍBAL E DO PASSOS COELHO"

Cavaco Silva fala em sinais de inversão de ciclo na Europa

Passos Coelho afirma que há uma "nova fase" na Europa

O primeiro-ministro português sustentou que está a começar uma "nova fase" na Europa, dando como ultrapassado o "ciclo de abrandamento económico", num discurso em que defendeu que a abertura das economias ibero-americanas e condenou o protecionismo.

A nova fase na Europa – ontem em Itália

"Liderando a manifestação um caminhão com alto-falantes e música com mais de duas grandes bandeiras que dizem " contra a insegurança e a austeridade manifestamos nossa ira " e "sem governantes , sem fronteiras, liberdade de movimento". Atrás do camião, o cortejo é aberto por uma bandeira com um V clássico com a máscara de Vendetta e as palavras " precisamos casa, trabalho,  e dinheiro para todos".

KAOS:Um Menu ao gosto do Sr. Silva?


FORBES E A RIQUESA DA ISABELINHA SANTOS




A Frase


Toda a gente lamenta o destino da classe média, que a troika e o Governo estão, pouco a pouco, a liquidar. Mas ninguém se lembra que essa classe média é uma classe média de Estado, ou seja, um produto do Estado, que o Estado deliberadamente fabricou e que não pode ter outro destino, quando acabam os meios de a sustentar, como sucedeu em 2011. Se fosse uma criatura da economia, resistiria melhor e até talvez conseguisse influir no "ajustamento" que se combinou com os credores. Infelizmente, foi o contrário que sucedeu. A democracia precisava de uma base de apoio e, como não havia nenhuma, a que havia era muito frágil, não hesitou em se prover com um imenso funcionalismo, por natureza dependente e fiel, e em orientar a escola e a universidade para carreiras que o poder político controlava.
Vasco Pulido Valente

"O ARTISTA VAI VOLTAR!!!...



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Sócrates diz ao Expresso que não tem vontade de voltar a submeter-se a eleições


José Sócrates diz que não sente qualquer inclinação para voltar a depender do favor popular. Foi assim que respondeu à jornalista Clara Ferreira Alves do Expresso, sobre a hipótese de se candidatar à Presidência da República, mas sem nunca afastar a ideia taxativamente.

 

“PM convida Presidente mexicano a interessar-se pelas próximas privatizações em Portugal”

E pronto! É esta a triste figura que “fazemos” no estrangeiro! Como não bastava saber-se que temos um primeiro ministro vendido... sempre que este abre a boca, é para vender mais uma parcela do património nacional.
Sempre desejando ver o lado bom das coisas... chamo a atenção para os gestores da “TV Shop”, dos trens de cozinha da já estafada salazarista Filipa Vacondeus, dos fabricantes de enciclopédias a metro, da "Tupperware", dos cosméticos “Avon”, mais os outros que se dedicam às vendas porta-a-porta, pelo correio e na televisão... e que agora não me ocorrem.
Contratem e levem o tipo, pessoal!!! Ele pode ser (e é!) um pedaço de esterco como governante, mas como vendedor é imparável... e, como se pode ver mais uma vez e pelo tema deste texto, não tem um pingo de vergonha na cara.
Ao país não serve para nada... mas pode fazer a vossa fortuna!


O QUE TE FAZEM MINHA QUERIDA BANDEIRA...

México recebe Passos Coelho com bandeira nacional «inventada»

Numa cerimónia oficial no México, o primeiro-ministro, Passos Coelho, discursou sob o pano de fundo de uma bandeira portuguesa diferente e não oficial. A Rádio Renascença (RR) conversou com Segismundo Pinto, do Instituto Português de Heráldica, que admite que a «tosca bandeira» tenha sido «fabricada no México para desenrascar».

 

Através das imagens transmitidas pela TVI24, vê-se o primeiro-ministro a discursar ao lado do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, junto a uma bandeira nacional diferente da oficial.
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«Trata-se de uma versão não oficial da bandeira da República Portuguesa, seguramente não executada em Portugal mas no México», diz Segismundo Pinto, do Instituto Português de Heráldica, na antena da RR.
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«Se repararmos bem, a esfera armilar assenta numa superfície branca - o que não acontece na versão oficial.» Além disso, «os sete castelos interiores não se apresentam naquela posição, as torres não estão voltadas para o centro do escudo, e os escudetes são demasiado pequenos», refere Segismundo Pinto, acrescentando que «tudo leva a crer que [a bandeira que surge atrás de Passos Coelho] foi fabricada para desenrascar» com recurso «a um bocado de tecido verde e vermelho».
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Até porque, sustenta o especialista, é muito pouco provável que «o primeiro-ministro se fizesse acompanhar de uma versão tão tosca [da bandeira] para uma cerimónia oficial».
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Por isso deixa a sugestão: «Se calhar era uma boa ideia [para sugerir] aos serviços oficiais do protocolo de Estado que os governantes ou o Presidente da República se fizessem acompanhar de bandeiras».
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Este episódio marca assim a deslocação de Passos Coelho e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, ao México. Esta quinta-feira, os governantes partem para o Panamá, onde representarão Portugal na XXIII Cimeira Ibero-Americana, juntamente com o Presidente da República, Cavaco Silva.