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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Terça-feira, 5 de Novembro de 2013.


Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Balões da Google pretendem levar internet a todo o Mundo
Twitter ameaça a liderança do Facebook
EUA autoriza aparelhos eletrónicos nas descolagens e aterragens
Chris Hemsworth: "Não vim aqui procurar a fama"
Aveiro: Associação critica mapa de recolhas de sangue
TV: Língua gestual também no cabo
Mais de 3000 médicos cubanos chegam ao Brasil

Capa do Público Público

Onde está a Nadezhda Tolokonnikova, das Pussy Riot? Ainda ninguém sabe
Nuno Crato diz que Portugal "entrou numa espiral responsável"
Wawrinka e Del Potro começaram bem o Masters
Chile obrigado a pagar indemnização a vítima do regime de Pinochet
Sorteio da Lotaria Clássica (44º/2013)
Johnson & Johnson pagará multa de 1600 milhões de euros por fraude e suborno
Sindicatos acham "muito difícil" fechar ainda este mês acordo com BCP para redução salarial

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Portugal e Angola foram sacaneados
Distribuídos cachimbos para 'crack' para combater HIV
Três disciplinas do secundário com novos programas
CP alerta para "perturbações e supressões" 4.ª feira
Câmara abriu vias em zona protegida
Presidente de junta multado por não apresentar contas
Lojas de ouro com situações irregulares

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Crato diz que portugueses precisavam "trabalhar um ano sem comer" para pagar a dívida
Águias sem autorização para errar
Valor das prendas caiu 40% desde que chegou a troika
Gigantes da Banca perdem 4,3 milhões/dia
Vinte anos a evocar obra de Júlio Resende
Pamela Anderson de rastos após a Maratona de Nova Iorque
Taxa de violações no Brasil cresceu 18% num ano

Capa do i i

Governo não pode “permanentemente invocar” constrangimentos da troika sobre salário mínimo
CP alerta passageiros para "fortes perturbações e supressões" na 4.ª feira
GNR detém 81 pessoas por conduzir com excesso de álcool no sangue
António Costa eleito para a Área Metropolitana em desacordo com a CDU
BPI fecha 21 balcões já no final deste mês
Eminem eleito “Artista do ano” nos primeiros prémios de música do You Tube
Tribunal de Contas multa presidente de junta por não apresentar contas de 2010

Capa do Diário Económico Diário Económico

Governo e troika já avaliaram subida do IVA para compensar chumbo constitucional
Paulo Portas tenta acalmar chineses com descida do IRC na EDP e na REN
Brasileiros da Solvi interessados na privatização da EGF
Receitas da Estradas de Portugal só pagam 57% dos custos até 2020
BCP confirma regresso a lucros em 2014 e início do reembolso ao Estado
O que precisa de saber antes de aplicar as poupanças nos mercados
Créditos da casa com Euribor a três e seis meses ficam mais caros

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Marco António Costa: Indisponibilidade do PS para diálogo é caso único no plano político europeu
PS: Governo provocou um "curto-circuito" na economia portuguesa
Crato diz que portugueses precisavam "trabalhar um ano sem comer" para pagar a dívida
O Graal e o Estado
A Fraude de Ícaro
A opção legítima de não pagamento das dívidas
O Estado subterrâneo

Capa do Oje Oje

Alcatel-Lucent quer angariar 2 mil milhões com novas ações e dívida
Barclays une negócios na África do Sul
Google amplia centro de dados na Finlândia
Roche paga até 406 milhões por antibiótico
El Corte Inglés: "A retração no consumo tem-nos obrigado a ter uma dinâmica promocional mais intensa"
Carmo Sousa Machado nomeada Regional Chair EMEA da Multilaw
Francisco Montenegro e João Menezes reforçam Quinta do Pôpa

Capa do Destak Destak

Rapariga de 8 anos é a mais nova paciente de cancro do pulmão na China
Governo do Congo anuncia vitória sobre rebeldes do M23
Operadora de Fukushima adiou retirada de combustível para testar procedimentos
Governo apela ao povo para controlar empresas que parem atividade na Venezuela
Autoridades japonesas investigam 3 maiores bancos por alegadas ligações ao crime organizado
Governo da Coreia do Sul quer ilegalizar terceira força política do país
Polícia dos EUA investiga tiroteio em centro comercial de Nova Jérsia

Capa do A Bola A Bola

Patrícia Gouveia vai jogar em Itália
Duarte acordou mais feliz
Luís Leal sonha jogar em França
Paulo Fonseca puxa por Jackson
Joseph Mendes reforça ataque
Jogo 75 de Jorge Jesus na Europa
Slimani é o plano B de Jardim

Capa do Record Record

Jesualdo intocável no projeto
Portugal quer receber as melhores da Europa em Sub-18
Naval: Investidor brasileiro na calha para entrar
Coelho: «Poderemos subir ou até ser campeões»
Duas asas cortadas na decisão europeia
Grupo B: Muslera e Sneijder são baixas de peso no Galatasaray
Fortaleza longe dos Arcos

Capa do O Jogo O Jogo

"Se trabalharmos como na Luz somos favoritos"
"Não se preocupem, Messi voltará em breve"
Mourinho "fartou-se" de David Luiz, diz Daily Star
Diana Teixeira, uma sportinguista a não perder
Del Bosque avisa Diego Costa
Villareal vence com golo no último minuto
David Addy chamado à seleção

DO COLEGA "JUGULAR"




De novo "a puta mais deslavada e maltratada de que há memória"*

por Shyznogud, em 03.11.13

Não é por nada mas eu teria algum cuidado com as metáforas e analogias, é que podem ser lidas de forma literal, ora a ser assim juntar finanças e 1640 não é cenário lá muito agradável... just saying.


* sobre a História, daqui

"O PAULINHO BARDAMERDA - O VENDEDOR DE BALELAS"

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Arroz e frutas portuguesas para a China e em força!

Portas anuncia visita de Governadores chineses a Portugal

Económico com Lusa  
04/11/13 09:17
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Vice-primeiro-ministro diz que a visita de seis governadores chineses pode proporcionar novas oportunidades a empresas portuguesas.

Governadores de seis províncias chinesas, algumas das quais com mais de 50 milhões de habitantes deverão visitar Portugal em 2014, proporcionando novas oportunidades às empresas portuguesas, anunciou hoje o vice-primeiro ministro português Paulo Portas.

"De um ponto de vista económico e empresarial é mais simples encontrar escala nos mercados das províncias chinesas", disse Paulo Portas em Macau durante o seminário "Caminho das Exportações", organizado pelo semanário Expresso.

O vice-primeiro-ministro português não identificou os seis governadores, adiantando apenas que "o primeiro será o de Hubei", província do centro da China, com cerca de o dobro da área de Portugal e quase 60 milhões de habitantes."É uma aposta focada, e uma oportunidade de escala e de acesso significativa (para as empresas portuguesas)", afirmou Paulo Portas. 

Segunda economia mundial e país mais populoso do planeta com cerca de 1.350 milhões de habitantes, a China é constituída por 22 províncias, cinco regiões autónomas, quatro municípios directamente dependentes do governo central e duas regiões administrativas especiais (Hong Kong e Macau).
 

A China tem várias províncias com mais de 80 milhões de habitantes e a mais populosa, Guangdong, que confina com Macau, excede os cem milhões.

Paulo Portas chegou a Macau domingo à noite para participar na IV reunião do Fórum para Cooperação Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa, vai decorrer amanhã e quarta-feira, sob o lema "Novo Ciclo, Novas Oportunidades".

Ainda no seminário do Expresso, o vice-primeiro-ministro português salientou que "a China foi determinante para o crescimento das exportações portuguesas em 2012".

"O relacionamento especial que Portugal tem com a China no quadro da União Europeia tem uma âncora mutuamente desejada em Macau e o interesse da China em Portugal e das empresas portuguesas na China vai continuar", disse.

Paulo Portas enalteceu o "pragmatismo" dos exportadores portugueses que, face à estagnação e até recessão em alguns dos clientes tradicionais de Portugal, designadamente na zona euro, "dirigiram-se aos mercados onde havia dinheiro".

O vice-primeiro-ministro apontou a "Ásia, e em particular as China" como um dos "quatro pilares" do crescimento das exportações portuguesas, juntamente com América Latina, África e o Golfo Pérsico.

"A nossa dependência dos mercados europeus diminuiu 10 pontos percentuais em 2012" e o crescimento das exportações para fora da União Europeia ficou muito perto dos 20%", referiu.

O seminário, realizado na residência do Cônsul-geral de Portugal, contou com a participação dos dois outros governantes que integram a delegação portuguesa à reunião do Fórum Macau: Luís Campos Ferreira e Pedro Gonçalves, secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e da Inovação, Investimento e Competitividade, respectivamente.

Além do anfitrião, o cônsul-geral Vítor Sereno, intervieram também, entre outros, o presidente do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Pedro Reis, o presidente da Autoridade Monetária de Macau, Anselmo Teng, o embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Torres Pereira, o secretário-geral da CPLP, Murade Murargy, e a secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos.

O mal é deles?

Afinal, como em Hamlet, existe "método" na "loucura" do papelucho do senhor vice PM. Aliás, recordo-me de ter tido de explicar a um agora secretário de Estado (o Bruno Maçães que, comigo e com o Miguel Morgado, compilava os "contributos" dos vários ministérios para o programa do Governo, em Junho de 2011) o que era o "Estado paralelo" a que se aludia no preâmbulo desse programa. 
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Apesar de já não ter idade para ingenuidades, convenci-me que, face ao lastro rapace nessa matéria, o novo Governo iria usar mais a administração pública e os seus organismos de consultadoria e de assessoria jurídicas do que os pequenos e grandes impérios da advocacia portuguesa dos negócios. 
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O próprio PM, antes de o ser, tinha mencionado isso num jantar em que o conheci: "vamos privilegiar a administração pública na composição dos gabinetes do Governo". 
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Mas eis que somos confrontados com o "papelucho Portas" - e com a complacência de muita gente, da esquerda e da direita do regime, com aquilo -, nem que seja a título de "base de trabalho" para futuras coligações regimentais. 
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E uma das "bases" é, justamente, o progressivo abatimento do "Estado não paralelo" para reforçar o outro que se afectava "combater" onde, generosamente, participam as mencionadas "tropas de elite" do direito e dos interesses privados.  
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Este artigo de João D'Espiney explica, em excelente e entendível português, em que medida os contribuintes têm "ajudado" a essa empresa. E, indirectamente, por que, com estes ou outros "homens de palha" nos sucessivos governos, o regime é obrigado a perpetuar-se. 
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Pouco tardará para que os assessores, consultores e juristas do Estado sejam remunerados, e depois tratados, "à chinesa" para não perturbar "o mar como de rosas" (de um verso chinês) do Estado paralelo prometido pelo dr. Portas. Salvo, naturalmente, os do Banco de Portugal que, entre outras actividades (como, por exemplo, consultores do PR e/ou professores universitários), também lá passam. 
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Afinal, não foi em vão que vi tantas vezes desfilar pelos corredores do Governo o "Estado paralelo" que imaginava parvamente andar a contrariar. O mal é deles?
Nota: A versão online do i entretanto retirou o artigo citado embora faça manchete na edição em papel:
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KAOS:The Lone Sócrates

Quando o Sócrates perdeu as últimas eleições saiu de Portugal espezinhado e politicamente morto. 
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Poucos ou nenhuns tinham a coragem de o defender ou dizer-se seus amigos. Depois da merda que fez e da campanha montada para o colocar como o monstro o homem parecia que tinha peçonha. 
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Dois anos depois e uns meses de comentador politico na TV, embora poucos ainda tenham a coragem de dar a cara por ele já se sente o cheiro a medo entre as hostes do PSD. É que se o Sócrates fez muita porcaria estes são ainda mais porcalhões. 
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O Sócrates podia e era um aldrabão, um vendido ao poder econômico e um trafulha da pior espécie mas tinha uma ideia para o país. Apostava na educação, na ciência e nas exportações. 
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 Esta bestas que lá estão agora, não só fazem muito pior em todos os aspectos como destroem o futuro   destruindo a escola e a  qualificação dos nossos jovens, a investigação cientifica e a inovação, como nos tornam num país de mão de obra quase escrava para a produção de produtos de baixo valor condenando-nos a ser o INATEL da Europa. 
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E o PSD está assustado porque, mesmo sozinho, o Sócrates já lhes faz mais oposição que o Seguro com todo um partido e, não apostava com ninguém, que ele não voltará um dia a primeiro-ministro. 
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É que comparado com o Sócrates o Passos Coelho e o Seguro juntos são mentecaptos políticos. 
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Será que ainda um dia terei de ir reciclar os meus velhos bonecos do Sócrates?

"SEGUIMOS NÓS, CONTRIBUINTES, AGUENTAR BARDAMERDAS"



"AS VIAGENS TURÍSTICAS DO BARDAMERDA"

Portas destaca em Macau descida do IRC face à nova taxa energética

Publicado às 10.16

 

O vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, justificou, esta segunda-feira, em Macau, que a nova contribuição das empresas energéticas ocorre "num momento extraordinário" e lembrou que as empresas chinesas a operar em Portugal vão beneficiar da descida do IRC.
 
foto Jorge Amaral/Global Imagens
Portas destaca em Macau descida do IRC face à nova taxa energética
Paulo Portas está em Macau
 

Numa declaração durante o seminário "No caminho da internacionalização", em Macau, Paulo Portas referiu-se à contribuição extraordinária do setor energético, que afeta a EDP, dominada pela China Three Gorges, separando os compromissos assinados pelo governo português da "circunstância excecional" que o país vive.

"Portugal nunca aceitaria alterações de natureza contratual ou regulatória porque Portugal gosta de honrar a sua palavra e os seus compromissos", afirmou o vice-primeiro-ministro.

"Outra coisa são alterações de natureza fiscal que se justificam por uma circunstancia excecional, num momento extraordinário e onde se tem de pedir mais a quem pode mais para se ter autoridade para pedir aos demais - e isso aconteceu", prosseguiu, lembrando que ocorreu também "uma alteração a nível fiscal", que "é boa para todas as empresas, incluindo para as empresas chinesas que operam em Portugal, que foi a descida do IRC nos próximos quatro anos".

Paulo Portas recordou que a China tem peso no FMI e "sabe a pressão que certas instituições internacionais fazem relativamente àquilo que em Portugal se convencionou chamar as rendas excessivas no setor energético".

A China Three Gorges, acionista de referência da EDP, contestou a aplicação da taxa aos produtores de energia prevista no Orçamento do Estado para 2014, com que o Governo uma receita de 150 milhões de euros.

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, afirmou em outubro que tem tido, e terá, discussões com todas as empresas do setor a justificar a contribuição extraordinária, entre as quais uma reunião com o grupo China Three Gorges, garantindo ainda que a medida não terá efeitos no consumidor final.
Artigo Parcial

O LIVRO DE SÓCRATES (o engenheiro)


Estava, como não podia faltar a FOGRAFIA do
inesquecível Carniceiro da Venezuela HUGO
Chavez…………… 

União Europeia: O Império da Merda

Um coprocrata europeu em pleno exercício legislativo.
 
Hoje me deparei com a seguinte notícia:


À primeira vista, isso parece ridículo, e é. A primeira imagem que veio à minha cabeça foi a do velho Senado romano. Por alguma razão, não consegui imaginar Cícero a pedir a atenção dos seus colegas para debater uma questão de importância equivalente. Talvez os tempos fossem mais difíceis, mas o facto de termos chegado muito perto de uma guerra mundial, na era nuclear, há poucas semanas, me leva a acreditar que não. Essa imagem que expõe o contraste entre a União Europeia e o Império Romano não é despropositada, afinal, todos sabemos que o último é invocado constantemente pelos ditos europeístas. É verdade que o império romano nos trouxe a civilização. Graças a ele, fomos incluídos no espaço cultural greco-romano e ainda recebemos influências de civilizações mais antigas, adoptando e adaptando tudo isso, fertilizando o solo para o futuro nascimento de Portugal, que por sua vez se transformou num civilizador que em nada ficou a dever à Grécia ou a Roma.

Porém, isso foi algo bem diverso do que se passa hoje com a (mal)dita. Hoje temos uma civilização que está por um fio e um povo prestes a ser colonizado pela barbárie tecnocrática. À ordem greco-romano-cristã em que assentamos, que nos levou a mares nunca dantes navegados, nos querem impor o arbítrio de uma ditadura inimiga dessa civilização. Os romanos trouxeram-nos a cultura erudita do mundo clássico, a qual absorvemos sem necessidade de imposição, ou melhor, voluntariamente. A União Europeia traz a cultura de massas e a impõe por regulamentos que excluem toda a alta cultura dos meios onde circularia sem essas imposições. Olhem para as nossas escolas e universidades, que adoptam uniformemente, sem que haja possibilidade de oposição, as regras europeias! Qual o resultado? Os romanos trouxeram Virgílio e ainda por cima nos puseram em contacto com Homero. A União Europeia exclui Camões do currículo e impõe aulas de educação sexual.

Ainda assim os povos se cansaram do império romano. Sentiam que a sua estrutura era pesada e demasiadamente centralista, no que tinham muita razão, mas não sabiam o que o futuro distante reservava aos seus descendentes. De acordo com o que podemos apurar através do sistema de taxação do império, as taxas no mundo romano não chegaram a mais do que 3-4% na fase final do império, tendo ficado numa média de 1-2% até o terceiro século da nossa era. Porém, há um factor a ter em conta: a inflação. Esta, na Antiguidade, por não existir uma banca centralizada e papel moeda lastreado em dívida, não mascarava o que nunca deixou de ser: uma forma de tributação. Assim, tendo em conta esse factor, chegaremos facilmente aos 6% de taxação. Hoje, o estado leva uns 40% da riqueza nacional e ainda assim mantém um défice de cerca de 10% da dívida pública, e a União Europeia, que permitiu - e induziu - que os estados da união chegassem ao actual nível de taxação, se faz passar por benévola ao pedir para si uma taxa que lhe permita recolher "apenas" mais uns 3% da riqueza das nações europeias, e nem vou discutir a inflação real do euro, escondida graças à violência dos regulamentos económicos. Levando em conta que a União agora possui poder de veto sobre os orçamentos nacionais, o que significa que poderá dirigir os recursos do erário de modo a privilegiar a classe que a promove, a dos banqueiros, podemos ter uma ideia da intensidade da voracidade dessa "União" na comparação com a voracidade de um "Império".  Os publicani não passavam de rapazes se comparados aos banqueiros... 

Mas voltemos agora à questão das sanitas, não só por ser o tema do post, mas porque nos diz muito a respeito da razão de estarmos na merda. Um liberal dirá que estamos na merda porque, ao invés de discutir temas importantes, os deputados europeus estão preocupados com essas coisas sem importância pois querem regular tudo, como se isso fosse apenas um fetiche. Mas não é assim. Os deputados não discutem nada. Alguns, com certeza, protestam quando podem, com a palavra, mas tudo acaba por passar pois estes são uma minoria. Esses regulamentos vêm prontos de instituições controladas pelos lobbies que actuam em Bruxelas. O esquema é quase sempre o mesmo. Os grandes fabricantes encomendam regulamentos que os favoreçam e os lobbies tratam de "arranjar o negócio". Agora, explicarei qual é o efeito disso nas nossas vidas.

Imaginem uma pequena fábrica em Portugal, obrigada a operar com margens pequenas para compensar a pouca produtividade e os custos ligados ao confisco tributário e à organização monopolística de sectores importantes da economia, como a energia (ninguém a gere melhor na Europa do que o Mexia, afinal, somos os mais esfolados do continente). Diante do novo regulamento, terá que redesenhar o seu produto, ao contrário dos grandes que encomendaram a legislação, que já tinham preparado uma linha que foi a matriz do novo padrão, sendo para isso obrigado a  redefinir toda a cadeia produtiva e, muito provavelmente, encomendar novas máquinas. Estando ele descapitalizado e, por ser pequeno, possuindo capacidade para se endividar, ainda mais num contexto em que o governo suga todos os recursos da banca a juros muito altos, que por isso só emprestará ao tal empresário, que oferece um risco bem maior que o governo, a juros ainda mais usurários, podemos imaginar que terá sérias dificuldades.

Quem ganha? Quase sempre são as empresas das nações cujos mercados nacionais permitiram o nascimento de gigantes com massa crítica para avançar nesse jogo de concentração do poder económico e político, onde o objectivo é quebrar a concorrência num jogo suicida em que "vence" quem aguenta mais. Olhem para as dívidas das grandes empresas e a forma como os bancos as controlam por aí para entenderem esse jogo onde só os últimos vencem de facto. As nossas empresas, como sabemos, não têm condições para jogar o primeiro jogo, e os nossos bancos estão ao nível delas pois não têm massa crítica para serem mais do que joguetes nas mãos dos grandes bancos internacionais.  Portanto, está mais do que na hora de escolher o caminho que desejamos tomar: o da União Europeia, o Império da Merda, ou o que os nossos antepassados descobriram, o do Quinto Império.
 
Carlos Velasco

CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS...

BOCA DO INFERNO