Translator

sábado, 9 de novembro de 2013

"O GUIÃO: RETRATA BEM O VAZIO DE PENSAMENTO..."

MANUAL PARA LER O VAZIO


1. O papel a que se chamou o "guião para a reforma do Estado" apresentado por Paulo Portas, a solo, é um documento bizarro em qualquer governo. Um subtítulo diz que se trata de uma "proposta do Governo", não se sabe a quê nem a quem, mas significa que foi sancionado pelo Conselho de Ministros. No entanto, sendo em teoria pelo seu título, circunstâncias e longa preparação(?), o mais importante documento do Governo Passos Coelho, não se percebe que não tenha sido o primeiro-ministro a apresentá-lo. 

Na verdade, percebe-se, o verdadeiro documento para "reforma do Estado" é o Orçamento restritivo e de continuidade que na mesma altura estava a ser discutido no Parlamento, que é a materialização da saga dos cortes desde que Passos Coelho apareceu aflito a falar da "refundação do memorando". Essa é que é a política que conta. Este papel de Portas não é tomado a sério por ninguém, a começar pelos seus colegas do Governo. "É uma coisa do Portas", não é política a sério.

Compreende-se porquê. Este é um documento pomposo, mistificador e assustadoramente vazio. Numa altura em que o país se encontra num momento muito difícil da sua História e em que a exigência da governação deve ser maior, depois de todas as cenas com a "reforma do Estado" esperava-se outra coisa que não fosse esta medíocre compilação de lugares-comuns, soluções contraditórias, e formulações vagas e vazias. Como tudo o que Portas faz hoje, ele é muito mais um monumento de papel à sua sobrevivência política, do que qualquer outra coisa. E como acontece com quem já se está há muito tempo a afundar, é mais um esbracejar do que sequer uma vinda fugaz à tona.

No entanto, vale a pena perder algum tempo com ele porque mostra muito do que habita a cabeça dos governantes e da sua ostensiva falta de preparação para os tempos que vivemos. Portas coordenou-o, pediu trabalhos aos assessores, mandou copiar umas ideias de Livros Brancos, recebeu propostas dos ministros, que juntou numa amálgama sem nexo. Depois acrescentou-lhe os seus habituais soundbites e frases-títulos para pastorear a comunicação social, mas já nem sequer isso ele faz com muita convicção porque deu tanta reviravolta que se gastou, está usado, reciclado muitas vezes, baço e sem brilho.

2. O documento retrata bem o vazio de pensamento desta geração de políticos, o entranhamento do "politiquês" como linguagem, os slogans, e a completa falta de vergonha em nos enganar por regra e sistema, como quem respira. Por outro lado, está bem dirigi-lo ao PS, cuja linguagem política é igual e a vacuidade semelhante.

Podia-se dizer que o documento reflecte uma visão liberal do Estado, mas nem isso. Podia dizer-se que o documento reflecte uma visão social-democrata do Estado, mas nem isso. Podia dizer-se que o documento reflecte uma visão socialista do Estado, mas nem isso. Como diz Portas, mostrando como nenhuma coisa tem o seu significado, "é, (...) necessário afirmar que a maioria que apoia o Governo tem uma matriz identificada com o chamado modelo social europeu". Ou, noutra frase "hiperbólica": "O debate não deve ficar cristalizado entre a hipérbole da estatização, (...) e o chamado Estado mínimo ou Estado de mínimos, cujos conceitos esta maioria política não partilha. O objectivo é construir um Estado melhor." De facto, palavras tão vazias como "melhor" resolvem tudo. Ou seja, é isso tudo, liberal, social-democrata, socialista, e coisa nenhuma, um pastiche ideológico e político, subordinado ao papel que Portas quer ter de moderado, humilde, sensato e reformista. Tudo aquilo que não é. 

3. A característica dominante do documento é a prevalência do truísmo, do lugar-comum e da frase feita. Se cortarmos os casos mais evidentes, deixando mesmo assim muitos outros, fica reduzido a meia dúzia de páginas. Exemplos: "A reforma do Estado é um processo contínuo e coerente"; "Reformar o Estado é racionalizar as suas entidades"; "Reformar o Estado é ganhar eficiência"; "Reformar o Estado é simplificar procedimentos"; "Reformar o Estado é tornar a justiça mais amiga do cidadão e da economia"; "Reformar o Estado é modernizar a Defesa Nacional ", etc.

Muitas destas frases podiam ser escritas de trás para a frente, mudando os verbos e os adjectivos, que fica tudo na mesma. Por exemplo: "Reformar o Estado é não desistir da eficiência e reforçar a transparência", podia ser "reformar o Estado é reforçar a eficiência e não desistir da transparência". 

Mesmo saindo das frases curtas citadas acima, para não entediar o leitor, quando se vai mais longe é a mesma colecção de banalidades. Por exemplo: "O nosso objectivo é reformar, pensando na coesão social e com abertura à negociação política e na concertação social, factores distintivos de Portugal neste tempo excepcional que estamos a viver." Não é verdade, basta ler os documentos com origem na concertação social, ou a recusa do PS, mas mesmo que fosse, o que é que adiantam frases como estas? Ou falando da diplomacia económica, mais uma banalidade cuja repetição não vale o preço da tinta da impressora: "A escolha, preparação e formação dos diplomatas portugueses deve acentuar a componente económica e empresarial, e o mapa das embaixadas e consulados portugueses não deve ser estático, de modo a acompanhar a vertiginosa mudança da economia global e as oportunidades que esta abre". Ou, em mais uma frase feita, como toque de Portas: "Se o exemplo vem de cima, é preciso referir, desde logo, a necessidade de a própria organização dos ministérios ser melhorada". Ok, fico deslumbrado!

4. O grau de vacuidade é tal que ficamos sem saber o que se pretende dizer com frases pomposas como esta: "Não tendo o Governo poder de iniciativa em sede de revisão constitucional, declara-se, no entanto, a nossa abertura para reformar a arquitectura institucional do sistema judicial, o que pressupõe um esforço de consensualização política. Mas que "arquitectura institucional" é esta? Silêncio. Mais à frente: "Revalorizar um Estado imparcial perante as empresas, intransigente quanto a actividades ilícitas, e transparente, desde logo, com os seus serviços, constitui também uma obrigação reformadora." Mas o que é que isto quer dizer, que não seja já presente na suposta existência de um Estado de direito em Portugal que combata as "actividades ilícitas"? Um dos aspectos que mais sobressai nestes truísmos e na vacuidade do papel é o seu carácter proclamativo. Portas proclama tudo e mais alguma coisa. Por exemplo: "A função educativa do Estado é primordial e não está - nem estará - em causa". E depois? 

5. Claro que a assinatura de Portas está muito presente em certas frases e em particular nos soundbites, de que o melhor exemplo é ""cortar" é reduzir; reformar é melhorar. Pouco importa que não haja uma única parte concreta do documento em que os cortes realizados não estejam justificados como se tivessem nexo. Supostamente o documento destinar-se-ia a superar uma mera política de cortes (desculpem, poupanças), mas na verdade aqui ele tem que voar muito baixo para não ter os seus colegas ministros à perna. Com ele diz, deve inserir-se na "trajectória": "Uma nova geração de reformas no Estado tem de ser coerente com a trajectória de garantir que há consolidação orçamental". E por isso repete todas as falsidades relativas aos cortes dando-lhes um enquadramento teórico, fazendo aqui aquilo que Maduro habitualmente faz como intelectual de serviço. Um exemplo é a história das 40 horas na função pública, cujo verdadeiro objectivo é deixar de pagar horas extraordinárias e abrir caminho para os despedimentos, mas que Portas alcandora a reforma estrutural. Ou seja, tudo o que foi feito para cortar, tantas vezes a olho, encontra aqui justificação no "Estado melhor". 

6. Nesta selva de vacuidades vale a pena discutir as medidas? Vale pouco, porque este papel não tem função, até porque a maioria delas podiam ser feitas por este Governo que tem maioria absoluta, sem qualquer dificuldade. Que impede o Governo de recomeçar de novo com o Simplex, ou vender escolas, ou "introduzir mecanismos de maior articulação, coordenação, transparência e eficiência", seja lá o que isso for? Se não as faz é porque não quer ou não sabe fazê-las e para isso este "guião" não serve para nada, como muito bem sabem os colegas de Portas no Governo. E Passos Coelho, que o deixa, como dizem os franceses, "patauger dans sa sauce".

(url)

Nem Mais, é por isto que Passo de Coelho NÃO PRESTA !!!!!!!!!!!!!!!!


Nem Mais!!!!!!!!!
AI SE PASSOS COELHO FOSSE HONESTO !
Por Joaquim Letria
Se Passos Coelho começasse por congelar as contas dos bandidos do seu partido que afundaram o país, era ......hoje um primeiro ministro que veio para ficar.

Se Passos Coelho congelasse as contas dos off-shore de Sócrates que apenas se conhecem 380 milhões de euros (falta o resto) era hoje considerado um homem de bem.
Se Passos Coelho tivesse despedido no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações o seu amigo Relvas, era hoje um homem respeitado.
Se Passos Coelho começasse por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média baixa, hoje toda a gente lhe fazia um vénia ao passar.
Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande.
Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos quando os roubou aos reformados, era hoje um homem de bem.
Se Passos Coelho tivesse avançado com o processo de Camarate, era hoje um verdadeiro Patriota.
Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra.

Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anti- corrupção de verdade doa a quem doer, com os tribunais a trabalharem nela dia e noite, era já hoje venerado como um Santo...etc. etc. etc.
MAS NÃO !!!!
PASSOS COELHO É HOJE VISTO COMO UM MENTIROSO, UM ALDRABÃO, UM YES MAN AO SERVIÇO DAS GRANDES EMPRESAS, DA SRA. MERKEL, DE DURÃO BARROSO, DE CAVACO SILVA, MANIPULADO A TORTO E A DIREITO PELO MAIOR VIGARISTA DA HISTÓRIA DAS FALSAS HABILITAÇÕES MIGUEL RELVAS, E UM ROBOT DO ROBOT SEM ALMA E CORAÇÃO, VITOR GASPAR.
 
Proibido dizer mal de Portugal...

- "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a  desonra,de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se  os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a  rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa)

REAÇÃO DOS PENSIONISTAS AO OE 2014


 
Imagem intercalada 1
 

As melhores desta semana

Portugal: MISERÁVEIS, MAS LIBERAIS-FASCISTAS – TSF




Balneário Público - ontem
 
Dizem-se democráticos mas consciente ou inconscientemente advogam o liberal-fascismo de Belém e de São Bento, do Largo do Caldas (CDS) e da Lapa (PSD). A razão desta avaliação tem que ver com o Forúm TSF de hoje. 
.
O tema é a greve da função pública (que está a ter adesão muito significativa). É raro ter tempo disponível para escutar este fórum mas hoje ouvi aqui e ali as opiniões dos intervenientes em antena aberta. 
.
Conclui que temos em Portugal muitos portuguesinhos liberais-fascistas e até parece que estão mais pelo norte de Portugal. O costume. No norte e centro do país as saudades de Salazar perduram. 
.
Proposta da TSF para este fórum que está a terminar e vem desde as 10:20 da manhã (agora é quase meio-dia): “No Fórum TSF vamos olhar a greve geral da Função Pública e pedimos o seu contributo para nos ajudar a traçar um retrato mais completo da situação. 
.
O seu dia-a-dia foi afectado pela greve nas escolas, hospitais, finanças ou noutros serviços públicos? Se trabalha para o Estado, que decisão tomou hoje: fez greve ou decidiu ir trabalhar?” 
.
O que ouvi das intervenções foi deplorável. Gente que ainda não entendeu que os que trabalham só partem para a decisão de fazer greve por não vislumbrarem outra saída para a resolução dos seus problemas laborais. 
.
Neste caso porque o governo não é dialogante mas sim liberal-fascista e declarou a caça aos que trabalham sob a tutela da administração pública. O liberal-fascismo caracterizam-se pelo quero, posso e mando. 
.
Quando assim acontece não existe diálogo mas sim uma palhaçada de fingimento de diálogo mas procurando impôr o que já decidiram e o que ditam. Dizem dialogar (os do governo) mas não cedem e se aparentam ceder fazem como aquele alfaite que queria vender o casaco por 200 euros e as calças por 100 (300 euros no total). 
.
Confrontado com o pedido de desconto respondeu que sim, que faria desconto: o casaco por 250 euros e as calças por 50 euros. 
.
Subia no casaco e baixa nas calças. O cliente perguntou ao alfaite se lhe queria ir ao cu. É o que este governo tem feito. Engana-nos, mente, enrraba-nos. São uma súcia de depravados e traidores. 
 
Mas no fórum da TSF, razão deste texto, o que se escutou foram alguns portugueses (mais do norte de Portugal) dando a entender que os trabalhadores, os sindicatos não têm razão e que devem fazer todas as cedências ao patrão governo. Os trabalhadores que trabalhem, que passem fome, que sejam carneiros do rebanho “sim-senhores-ministros”. 
.
Felizmente que a maioria dos intervenientes foram favoráveis ao direito e justiça da greve (pela minha percepção do que ouvi). 
.
Mas, mesmo assim, podemos concluir que em Portugal existem muitos depenados que não têm onde cair mortos mas que nem por isso deixam de ser saudosistas da ditadura salazarismo nem fiéis aduladores de liberais-fascistas como Cavaco Silva e os do governo. 
~.
Os que por sua vez servem interesses avessos a Portugal e aos portugueses, interesses que visam o regresso ao antigamente salazarista ou ainda pior. 
.
Por curiosidade cito o inquérito TSF em que pergunta se “O seu dia está a ser afetado pela greve nas escolas, hospitais, finanças ou noutros serviços públicos?”. Resultado: 17% SIM – 83% NÃO. 
.
O que poderá significar que vasta maioria de portugueses compreendem a necessidade de luta de uma greve e que por isso não recorre aos serviços em greve neste dia e nestas circunstancias. 
.
Temos ainda muitos liberais-fascistaas entre os esfarrapados portugueses que são tão estúpidos que nem compreendem que estão a apoiar aqueles que se governam dizendo que nos governam. 
.
Gentes que têm por fito empobrecer Portugal e dispô-lo ao serviço da exploração desmesurada do liberal-fascismo que se acoita nos interesses dos agiotas, dos banqueiros, do grande capital, dos mercados. 
.
Consolação: a maioria dos portugueses ainda não foi reciclada da democracia e do patriotismo para o liberal-fascismo que foi demonstrado naquele fórum da TSF.
Otávio Arneiro
Leia mais em Balneário Público
 

"E TUDO A ÁGUA LEVOU!!!...



Processo sobre compra de submarinos em risco de prescrever

Teresa Nicolau
Há sete anos que o Ministério Público investiga possíveis crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais na compra dos dois submarinos. O Sexta às 9 descobriu que este caso, que já teve três equipas de investigação, está agora à beira de prescrever.



Teresa Nicolau
Há sete anos que o Ministério Público investiga possíveis crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais na compra dos dois submarinos. O Sexta às 9 descobriu que este caso, que já teve três equipas de investigação, está agora à beira de prescrever.
- See more at: http://www0.rtp.pt/noticias/index.php#sthash.D0SKP27I.dpuf


Teresa Nicolau
Há sete anos que o Ministério Público investiga possíveis crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais na compra dos dois submarinos. O Sexta às 9 descobriu que este caso, que já teve três equipas de investigação, está agora à beira de prescrever.
- See more at: http://www0.rtp.pt/noticias/index.php#sthash.D0SKP27I.dpuf


Teresa Nicolau
Há sete anos que o Ministério Público investiga possíveis crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais na compra dos dois submarinos. O Sexta às 9 descobriu que este caso, que já teve três equipas de investigação, está agora à beira de prescrever.
- See more at: http://www0.rtp.pt/noticias/index.php#sthash.D0SKP27I.dpuf


Teresa Nicolau
Há sete anos que o Ministério Público investiga possíveis crimes de corrupção ativa e branqueamento de capitais na compra dos dois submarinos. O Sexta às 9 descobriu que este caso, que já teve três equipas de investigação, está agora à beira de prescrever.
- See more at: http://www0.rtp.pt/noticias/index.php#sthash.D0SKP27I.dpuf

OPORTUNISMO: "IMPRENSA DE CORDEL DESTE POBRE PAÍS"


Bárbara, Carrilho, Castelo-Branco e imprensa do género: a mesma laia?

 RR


Na edição de “Em Nome da Lei” deste sábado discute-se o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho, não no sentido de apurar a verdade das acusações feitas por uma e outro, mas para avaliar o papel da imprensa em toda esta situação.
Para além dos convidados do costume, estiveram em estúdio Octávio Ribeiro, director do jornal e TV “Correio da Manhã”, Carlos Magno, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a psicóloga Ana Santos e a professora de Direito da Família Ana Sofia Gomes.
Neste divórcio mediático de Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho há uma acusação de um crime público de violência doméstica, e tendo ele sido alegadamente cometido por uma figura pública, o caso torna-se de inquestionável interesse público.
Na sequência dessa revelação, que surge por mais uma violação do segredo de justiça, Manuel Maria Carrilho tornou pública uma série de acusações contra a mulher, de alcoolismo e de ser viciada em comprimidos e em intervenções cirúrgicas para contrariar o envelhecimento.
Sabe-se que entretanto terá também apresentado queixa judicial contra a mulher por violência psicológica, emocional e social.
Pelo caminho, Carrilho faz uma acusação velada ao padrasto de Bárbara Guimarães de ter abusado sexualmente da enteada e outra de alcoolismo ao pai da mulher.
A assistir a tudo isto estão, além de Portugal inteiro, duas crianças de nove e três anos, os filhos do casal.
O papel da imprensa em todo este processo, bem como os efeitos que pode ter, são o tema em debate. 
 Pelos vistos, certos bem-pensantes dos media e arredores pretendem agora "analisar" o caso do "divórcio mediático" do casal Bárbara-Carrilho e fazem-no no mesmo universo mediátio que criou o fenómeno, como aliás tinha criado há uns anos o caso do "casamento mediático" do mesmo casal.
Ou seja, o tal divórcio só é mediático porque os media que pertencem ao sistema mediático vigente que também possui os"órgãos de referência", apartados em salas ao lado para escaparem a contaminações, lhe deram atenção. E dão atenção por que motivos? E agora querem perceber porquê? Haverá mesmo alguma coisa a perceber, para além disto que se mostra e que saiu esta mesma semana?



Querem mais? Para a semana há mais e ainda melhor que isto, possivelmente. Os analistas do "caso do divórcio mediático" querem analisar isto ou apenas entreter o pagode que lhes dispensará atenção? Não querem nada disso, apenas entreter como fazem estas revistinhas que fui buscar a um único sítio: aqui.
Esta realidade alternativa da vida portuguesa faz parte do sistema mediático-político que temos? É isto que acham como sinal de cultura e desenvolvimento por oposição ao que se passava há 40 anos em que havia apenas uma revistinha dedicada a estes fenómenos sociais?
Era talvez essa reflexão que seria necessário fazer- e não se faz. Muito menos com Carlos Magnos e outros assim. Tomem lá a Crónica Feminina de 19 de Julho de 1973 para  ver e comparar.

Reparem: a capa já é a cores. O tema também é o "casamento" e a figura é igualmente uma "estampa" do género. A decoração do sítio até se aceita em cenário de telenovela e portanto a diferença residirá no tempo. Não é assim, senhor Carrilho e senhor Magno?

Afinal agora temos liberdade para publicar aquelas revistas todas que dão emprego a outros tantos jornalistas, muitos, que fazem parte das empresas de media que empregam os comentadores que agora querem analisar o fenómeno do "o caso mediático do divórcio de Bárbara Guimarães e de Manuel Maria Carrilho".
Valeu a pena temos conquistado a Liberdade, para isto, não valeu? Dantes, era um horror, o cinzentismo e o obscurantismo e o atraso e a falta de cultura de que se queixava ontem outra figura deste jet, a presidenta directora da casa sem fundação Fernando Pessoa. Ora toma!
Hoje basta ir a um qualquer supermercado ou cabeleireiro e temos expostos para consumo visual imediato, as histórias pessoais e reais das artistas de telenovela, misturadas com a trama dos próximos capítulos. Em vez de um Simplesmente Maria radiofónico temos telenovelas em catadupa em horário nobre que a cultura é para horas mortas e o povo não gosta tanto. O Vitorino Nemésio passava às 7 horas da tarde desse tempo. Hoje nem às 7 da manhã...
Portanto, culturalmente estamos muito melhor, sim senhores. Há menos analfabetos porque as estatísticas das senhoras donas Lurdes da Educação e quejandas, o comprovam. Há mais "cultura", porque se vende mais papel de jornal. Há três diários consagrados à bola, esse fenómeno de alienação que passou a ser apenas popular, com o tempo destes 40 anos. Há um mundo de fenómenos mediáticos em ebulição e borbulham com casos destes todos os dias, aproveitados pelos vossos colegas jornalistas como pão para a boca, literalmente.
 Continuem por isso a discutir o caso singular do "divórcio mediático" daqueles enquanto lamentam que os filhos menores de ambos sejam expostos a tais lavagens de roupa suja pessoal e íntima que vocês mesmo promovem enquanto criticam quem o fez, não se coibindo de explicar como o fez.
Continuem a chafurdar nessas águas de um sistema que vos alimenta a vidinha e que já não podeis passar sem.
 Se vos ocorrer alguma pontinha de vergonha pelo sistema que aplaudem, reflictam então sobre quem foi responsável por esta porcaria.
Ah! E deixai crescer a barba porque é moda no sistema que viceja. 
.
Fonte: Porta da Loja

BELISCADURAS "ANGOLARES"


VICE-PRESIDENTE DE ANGOLA NÃO QUER SER VISTO COMO BRANQUEADOR DE CAPITAL


Sílvio Van Dúnen – Folha 8, 2 Novembro 2013
 
O filme, pese a muscu­latura e bafo do pre­sidente Eduardo dos Santos ao governo português, está longe do “The End” (do fim). Como Cavaco Silva não manda no Executivo e este no poder judicial, o Ministério Público luso, vai continuar, enquanto “es­cravo do direito”, a sua peregrina­ção contra actos ilícitos praticados no interior das suas fronteiras, por qualquer cidadão, não importando a sua proveniência, origem social ou capacidade económica.
 
E no caso em concreto, a diferença entre os dois países; Angola/Portu­gal, reside no facto de, enquanto em Lisboa existe uma democracia e sis­tema de governo, com separação de poderes, em Angola, reconheçamos, não vigorando um regime de parti­do único, não deixa de ser visível, vi­gorar o regime de um único partido, com um presidente com superpode­res. 
 
Daí muitos dirigentes angolanos continuarem com a justiça portu­guesa nos calcanhares, por alegados actos ilícitos. Nos últimos dias saiu da lista negra, o Procurador-Geral da República de Angola, João Maria Moreira de Sousa, antes indiciado na prática de um crime de transfe­rência ilegal de fundos. 
.
Constatou a investigação, ser normal em Angola, o Procurador-Geral da República, durante o seu mandato, continuar ligado a entidades comerciais e em­presariais, como sócio, razão pela qual, uma das suas sociedades, para fugir ao fisco, transferiu-lhe, a partir de uma conta bancária, alojada num paraíso fiscal, o montante de Euros: 70.000,00 (setenta mil euros), para a sua conta num banco português.
 
Inspirado nessa decisão, o actual vice - presidente da República de Angola, Manuel Domingos Vicente, por intermédio do seu advogado, Paulo Amaral Blanco, enviou um requerimento ao Ministério Públi­co português, solicitando, uma vez mais, a retirada do seu nome da lista dos malfeitores económicos.
 
Recorde-se correr em Lisboa, há cerca de dois anos, um processo investigativo, após denúncia feita pelo historiador e ex - embaixador de Angola, Adriano Parreira, sobre a prática de eventuais crimes de frau­de fiscal e branqueamento de capi­tais.
 
Existem algumas expectativas so­bre uma eventual retirada da lista, depois de anteriormente, ter havido três rejeições, sendo o último inde­ferimento dado pelo procurador en­carregado do caso, na altura, Paulo Gonçalves, sob alegação de o argui­do: “esperar momento oportuno”. 
.
Isto, pese o advogado de Manuel Vicente ter evocado o facto do seu cliente ter prestado bastantes es­clarecimentos, sobre a actividade empresarial e a proveniência dos fundos, apelando dessa forma pelo arquivamento processual, por ale­gada fragilidade das provas. 
.
Agora resta esperar pela decisão do pro­curador português, para se tirar da lama, o bom nome e honorabilida­de de um homem, alojado na vice-presidência de Angola e que tem na tenebrosa lista, dentre outros; o ge­neral Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, o general Leopoldino Nascimen­to “Dino”, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.
 
Notícias de última hora, chegadas a redacção do F8, dão conta do in­deferimento do pedido, por parte do procurador do caso, Paulo Gon­çalves, alegando não estarem ainda concluídas as conexões financeiras, num processo sem prazo, onde ain­da ninguém foi constituído arguido, pelo que gozam da presunção de inocência.
 

A Frase




É básico e tem sido repetido que para reformar o Estado, para reorganizar o Estado é preciso, antes de mais, conhecer o Estado que temos e saber que Estado queremos ter. Ora, em Portugal os políticos continuam a encher a boca com a expressão "reforma do Estado", mas nada fazem para tentar começar a saber que Estado têm e que Estado querem.
São José Almeida, Público

Bruno Nogueira afirma que Margarida Rebelo Pinto é uma merda


Bruno Nogueira – Nunca é demais...


Voltando à “vaca fria” (insisto que isto é uma frase-feita que quer dizer blá blá blá...) e para arrumar, por esta vez, o assunto da autora de resmas de papel encadernadas como livros... queria dizer que, embora o vídeo (ou áudio, conforme os casos) já tenha – e ainda bem! – invadido tudo o que é rede social, não quero deixar, também eu, de assinalar o feito do humorista Bruno Nogueira.
Na verdade, os muitos humoristas que exercem a sua arte em terras de Portugal... nem sempre acertam (para dizer o mínimo). Entre os que acertam, há os que têm alguma graça, os que têm muita... e os que têm momentos geniais.
Foi este o caso do Bruno Nogueira, que fez tudo bem nesta sua “interacção” com a declaração de Margarida Rebelo Pinto, que aqui partilhei antes. Vale a pena ouvir até ao fim!

Não perca o video

Fonte: Cantigueiro

Bandalho...


ESTA É PESADA, mas, merece-o...
 Hélder Rosalinho, secretário de estado da Administração Pública 
  
http://3.bp.blogspot.com/-GcMbUf1Za8g/UjMGJ9CzisI/AAAAAAAAGNA/W44NTm65Bl0/s1600/rosalino.jpg
Tenho de reenviar
.
Só mesmo a tiro! Este grandessíssimo filho da puta sabe que a sua futura pensão não será atingida pelos cortes que defende de forma intelectualmente desonesta.  .
Só mesmo a tiro!
Este grandessíssimo filho da puta sabe que a sua futura pensão não será atingida pelos cortes que defende de forma intelectualmente desonesta. 
  .
Este grandessíssimo filho da puta terá uma pensão por conta de um fundo de pensões do Banco de Portugal, instituição onde se acolhe uma corja de malfeitores que impõe aos outros o que sabem não os atingir, como é, por exemplo, o caso do ex-ministro Gaspar. 
.
Este grandessíssimo filho da puta é intelectualmente desonesto quando fala da situação financeira da CGA, pois sabe, mas esconde, que não há entradas novas no sistema e que o governo não paga à CGA o que as entidades patronais são obrigadas a pagar para o regime da Segurança Social. 
.
Este grandessíssimo filho da puta sabe que isso nunca acontecerá com a corja privilegiada do Banco de Portugal em cujas tetas mama. Porque o Banco de Portugal assegurará, com prejuízo dos lucros do Estado, de todos nós, o que for necessário para manter os privilégios da corja que calca os mais fracos, condição para que possam manter o estatuto de filhos da puta. 
.
Declaração de interesses: não sou beneficiário da CGA, mas não gosto de filhos da puta a quem daria, se pudesse, um tiro. 
PUBLICADA POR A. MOURA PINTO 
.
ORA AQUI ESTÁ !

ATÉ QUE ENFIM QUE ALGUEM SABE O REMÉDIO (À  BALA…) PARA ACABAR COM ESTES FILHOS DA PUTA.

SÓ DESTA MANEIRA ELES IRÃO MAMAR PARA OUTRO LADO.

POR FAVOR:   DIVULGUEM AO MÁXIMO