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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

As capas dos jornais e as principais notícias de Quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Cavalo à solta provoca tragédia em dia de Natal
Passos Coelho: “Os melhores anos estão para vir”
Bancos de Lisboa têm lixo à porta
Como o Mundo passou o Natal
Mata militar da GNR por ciúmes
Polícia detém sequestrador que ameaçou matar o pai
Tragédia no Meco: Identificados corpos das estudantes

Capa do Público Público

Cartas à directora
Portugal, os sírios e a opacidade guineense
2013
Doping: a questão filosófica
Um Senado para a Guiné-Bissau
O colapso do serviço público consular
Forças Armadas: consequências graves de decisões piores

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Duas crianças entre 5 feridos graves de acidente em Évora
Há sempre mais um lugar à mesa para um aluno de Erasmus
Tripulante de navio do Sri Lanka caiu ao mar no Bugio
Três mortos e 5 feridos graves em acidente em Évora
Um morto e quatro feridos graves em acidentes até às 22.00
Conheça a chave do Totoloto
Estradas da serra da Estrela encerradas

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Nove feridos em sucessão de acidentes na A28 e na A11
Cavalo na estrada causa acidente com três mortos e cinco feridos graves
Isabel II fala do neto em mensagem de Natal
Mortos pelas chuvas de dezembro chegam a 38 no sudeste brasileiro
Tripulante de navio caiu ao mar e está desaparecido
Corrupção leva à troca de dez ministros turcos
Famosos vivem Natal de mimos

Capa do i i

EDP tem mil operacionais no terreno a resolver avarias
Greve de trabalhadores do lixo da Câmara de Lisboa com adesão de cerca de 85%
Snowden considera “missão cumprida” revelação de espionagem maciça dos EUA
Operação Natal registou um morto, um ferido grave e 104 ligeiros no dia 23
Pilotos da easyJet cumprem hoje primeiro de quatro dias de greve
Greve na Carris e TST a partir das 18h00 de hoje
Camané em digressão nacional a partir de Janeiro

Capa do Diário Económico Diário Económico

Nem tudo se perdeu
Cinco lições em 365 dias
Ganhar balanço para um (novo) ano decisivo
Cavaco dispensa fiscalização preventiva do Orçamento
Os 20 dias que custaram milhões a Portugal
Portas no centro da crise que o promove a vice
A última vez que Mandela reuniu o mundo

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

30. Os juros da dívida portuguesa vão manter-se em queda?
28. Vai haver mais OPV na bolsa de Lisboa?
29. As taxas dos depósitos vão continuar a cair?
24. Vão circular mais automóveis novos nas estradas?
25. A TAP e a RTP vão ser privatizadas?
26. Os transportes e a água serão concessionados?
27. A Bolsa de Lisboa vai continuar em alta?

Capa do Oje Oje

Edição impressa do OJE regressa dia 7 de janeiro
Governo aguarda “consequências” do inquérito na Guiné-Bissau
Pilotos da easyJet em Lisboa avançam com paragem
Generali vende participação de 4,8% na Pirelli
Rede ferroviária de alta velocidade na China atinge 10 463 quilómetros
Gazprom e Shell avançam para expansão de Sakhalin
Presteve Foods quer exportar para Europa através de Portugal

Capa do Destak Destak

185 acidentes, um morto e cinco feridos graves no dia de Natal nas estradas nacionais
Xi Jinping presta homenagem a Mao Zedong nos 120 anos do seu nascimento
Vários feridos na capital da Tailândia em confrontos entre populares e polícias
Coreia do Norte reforça controlo de fronteira para evitar fuga de populares
PM do Japão visita templo de Yasukuni sob críticas de Pequim
Polícia tailandesa afasta manifestantes com gás lacrimogéneo
Três quebra-gelo a caminho da Antártida

Capa do A Bola A Bola

Cabo Verde pode dispensar Kay do jogo com a Catalunha
Dois reforços hoje no Axa
Sporting vai a Paris no dia 12
Cluj pode avançar já por Pedro Tiba
«Não gosto de nadar nem andar de bicicleta. Foi o que fiz nestas 13 semanas» - Van Wolfswinkel
«Ninguém está a jogar ao mesmo nível de Suárez» - Brendan Rodgers
Tiago Lopes de regresso após castigo

Capa do Record Record

«Seleção dos EUA é menos forte»
Manuel José: «Repetir presença na final»
Rusescu custa 225 mil euros
Ciclo nulo exige reforços
Gottardi: «É um jogo que pode definir muita coisa»
Alexandre dá cartas na Serie A italiana
Nuno Coelho tapa buraco

Capa do O Jogo O Jogo

Exclusivo André Villas-Boas
"Ronaldo foi o mais completo que treinei"
Lisboa receberá Euro'2014
"Ligas? Prefiro a espanhola"
Nery Bareiro a caminho do Bonfim
New York Times sugere alojamento em favelas
Candeias é para agarrar

RICARDO ARAÚJO PEREIRA, PASSOS E OS VELHOTES

Ricardo Araújo Pereira escreve ao primeiro-ministro

Um Parecer

Caro Sr. primeiro-ministro,
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O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. 
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Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente.Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. 
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É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não só pelo seu. 
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Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma. O grande problema das sociedades modernas são os velhos. 
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Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São compradas na farmácia, mas não deixam de ser drogas. 
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A culpa é da medicina, que lhes prolonga a vida muito para além da data da reforma. Chegam a passar dois ou três anos repimpados a desfrutar das suas pensões. 
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A esperança de vida destrói a nossa esperança numa boa vida, uma vez que o dinheiro gasto em pensões poderia estar a ser aplicado onde realmente interessa, como os swaps, as PPP e o BPN. Se me permite, gostaria de acrescentar algumas ideias para ajudar a minimizar o efeito negativo dos velhos na sociedade portuguesa: 
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1. Aumento da idade de reforma para os 85 anos. Os contestatários do costume dirão que se trata de uma barbaridade, e que acrescentar 20 anos à idade da reforma é muito.  .
Perguntem aos próprios velhos. Estão sempre a queixar-se de que a vida passa a correr e que 20 anos não são nada. É verdade: 20 anos não são nada. Respeitemos a opinião dos idosos, pois é neles que está a sabedoria. 
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2. Exportação dos velhos. O velho português é típico e pitoresco. Bem promovido, pode ter aceitação lá fora, quer para fazer pequenos trabalhos, quer apenas para enfeitar um alpendre, um jardim. 
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3. Convencer a artista Joana Vasconcelos a assinar 2.500 velhos e pô-los em exposição no MoMa de Nova Iorque. Creio que são propostas valiosas para o melhoramento da sociedade portuguesa, mantendo o espírito humanista que tem norteado as políticas das últimas décadas.

Cordialmente,

Nicolau Maquiavel

FILHÓS DE NATAL


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Os “sinais positivos” dados pela economia portuguesa em 2013 ainda não são suficientes para “podermos dizer que vencemos esta crise”, afirma o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
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Na tradicional mensagem de Natal, difundida através da RTP, Passos Coelho alerta para algumas incertezas e obstáculos que o país vai ter de enfrentar em 2014. Sublinha que “dada a complexidade dos problemas que herdámos”, não há soluções fáceis, o que significa que ainda há “muito para fazer neste ano de 2014”, que será um ano “cheio de desafios”.
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A menos de cinco meses do fim do programa de assistência, o chefe do Governo afirma que esta é uma etapa decisiva da nossa recuperação e que “precisaremos de todos os instrumentos que mobilizámos para concluir sem perturbações o programa”.
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Pedro Passos Coelho considera que o fecho do plano da “troika” está ao nosso alcance, “desde que não hesitemos, desde que percebamos todos o que está em causa”.
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A mensagem de Natal, divulgada esta noite ao país, descreve ainda 2013 como “um ano muito exigente” e muito difícil, “sobretudo para os desempregados e para os membros mais vulneráveis da nossa sociedade”, que não devem ser esquecidos.
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Este foi também, acrescenta Passos Coelho, o ano em que a economia nacional “começou a dar a volta”, com destaque para os indicadores das exportações, dos excedentes comerciais e financeiros, para a diminuição do desemprego “mês após mês” e para os  primeiros sinais de crescimento económico.
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Apesar dos avisos para as dificuldades que permanecem, o primeiro-ministro diz querer “fechar esta página da nossa história” e afirma que é preciso dirigir todas as energias para “combater a pobreza, reduzir mais rapidamente o desemprego, aumentar o investimento e reduzir as desigualdades sociais”.
A mensagem faz ainda referência ao sentido do Natal, “festa da esperança”, com Passos Coelho a desejar que seja aproveitado para recuperar “forças e o sentido de propósito comum que nos define como povo”. 
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Um povo orgulhoso, diz, “e que sabe que, do alto de quase 900 anos de história, os seus melhores anos ainda estão para vir”.
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Fonte: TSF

"TSUNAMI NA ÁSIA - RECORDADO 9 ANOS DEPOIS"




Faz hoje 9 anos que teve a efeito a tragédia Tsunami , na Ásia, que ceifou a vida a dezenas de milhares de pessoas. Para mais sobre os efeitos da fúria da água clique: AQUI

MAIS UMA DO RICARDO ARAÚJO PEREIRA


Os Venezuelanos anteciparam o Natal, Passos Coelho prolonga a Quaresma. Anos de privações.

O presidente da Venezuela antecipou o Natal para Novembro e a notícia foi recebida aqui com uma certa superioridade gozona. 
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Portugal, que é um pequeno e pobre país africano, às vezes comporta-se como se
pertencesse à Europa rica.
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Vai uma distância assim tão grande entre as loucuras do governo venezuelano e as do nosso? Vou buscar a fita métrica e já voltamos a falar.
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O governo da Venezuela é dirigido por Nicolás Maduro; o governo de Portugal está, ao mesmo tempo, podre e verde. 
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Dos três estádios de evolução da fruta, calharam-nos os dois que não interessam. Uns ministros estão a cair de podres, outros estão verdes para o cargo, e Rui Machete está ambas as coisas: a cada declaração pública, revela ser ao mesmo tempo inexperiente e ultrapassado.
1-0 para Portugal.
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Maduro veste-se com as cores da bandeira da Venezuela, envergando garrido um fato de treino que o habilita simultaneamente a governar o país e a treinar o Paços de Ferreira; Passos Coelho veste-se com as cores da bandeira portuguesa, envergando um pin. É patriotismo bacoco na mesma, mas ligeiramente mais discreto. A Venezuela empata: 1-1.
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Nicolás Maduro vê Hugo Chávez em todo o lado. Primeiro, ouviu a sua voz no canto de um passarinho, agora viu o seu rosto numas escavações do metro. Passos Coelho vê a retoma económica em todo o lado. A economia portuguesa está tão morta como Hugo Chávez, mas tanto o governo português como o venezuelano garantem que eles ainda vivem. Julgo que é um empate: 2-2.
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Na Venezuela, Maduro pediu ao parlamento para governar por decreto, isto é, dirigir o país sem precisar do aval da assembleia. Trata-se, diz ele, de fazer face a um período de guerra económica. 
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Nenhum dirigente internacional minimamente prestigiado o apoia. Em Portugal, Passos Coelho quer governar à margem da constituição. 
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O presidente da comissão europeia, Durão Barroso, concorda com ele. Ou seja, felizmente, também nenhum dirigente internacional minimamente prestigiado o apoia.
Novo empate, que coloca o resultado num renhido 3-3.
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O presidente venezuelano resolveu antecipar o Natal, para proporcionar uma alegria ao povo; Passos Coelho decidiu prolongar a Quaresma, para proporcionar uma alegria à troika. 
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Em vez de durar 40 dias, a nossa Quaresma promete durar 40 anos. Os venezuelanos têm dois meses de cânticos, festas familiares e trocas de presentes; nós temos quatro décadas de jejuns, penitências e sacrifícios.
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Portugal recoloca-se em vantagem: 4-3.
Não sei bem de que é que estamos a rir.

RICARDO ARAÚJO PEREIRA em "Don't cry for me, Venezuela"

A Frase




Este Natal veio para nos mostrar que a justiça não é algo que nos vá ser oferecido e que tem de ser arrebatada das mãos daqueles que a sequestram. E a única esperança que ele permite consiste em acreditar que haverá cada vez menos pessoas a pensar como escravos e a compreender que há, lá fora, um mundo a conquistar.
José Vítor Malheiros, Público