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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

AS LUMINOSIDADES DE ASSUNÇÃO ESTEVES"


Peditório nacional em prol da vida e memória do 25 de Abril de 1974. Na imagem Assunção Esteves disfarçada de pobre na escadaria da Assembleia da República.

Um peditório na tasca


A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, propôs que o órgão a que preside, que não é nenhuma mercearia, proceda à angariação de patrocínios de empresas para suportar os custos financeiros de iniciativas para assinalar o próximo 25 de Abril, que também não é nenhum aniversário de nenhuma padaria. O traço comum a todas as propostas a custear através dos patrocínios  a angariar por sugestão da gerente da loja é o fornecedor, a actual artista plástica do regime. Assunção Esteves começou por avançar com a ideia de Joana Vasconcelos poder fazer uma cobertura para a fachada do edifício da Assembleia da República, ideia que o seu próprio genuíno sentido de Estado, ciente dos custos de tal empresa, se encarregou de adaptar à “situação que o país atravessa”, acabando por propor a ornamentação de chaimites com cravos criados pela mesma Joana Vasconcelos, não existe mais nenhum artista plástico neste rectangulozinho à beira mar cravado. Aproveitar o 25 de Abril para pôr a Assembleia da República a organizar um peditório a favor de Joana Vasconcelos. Esta mulher é um génio. Mesmo a calhar: a Inconseguimentos, tasca de uma esquina nas imediações da AR, abriu vaga para nova gerente.
Vagamente relacionado (com poupanças, com artistas, etc): Para arrecadar uma receita adicional de 1277 milhões de euros em impostos e contribuições da segurança social que estavam em dívida ao Estado, o Governo perdoou 495 milhões de euros em juros, coimas e custas administrativas no final do ano passado. Os dados foram enviados ontem pelo Ministério das Finanças aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República.


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