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sábado, 1 de março de 2014

BANGUECOQUE: PORTUGAL NO BAZAR INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA

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Portugal, como pela primeira vez em 1916, esteve representado AQUI no Bazar Internacional da Cruz Vermelha organizado pelas missões diplomáticas acreditadas no Reino da Tailândia, com produtos de fina qualidade onde se incluiram vinhos do Alentejo, Algarve, Bairrada, Dão e Douro, presunto e enchidos do Porco Pata Negra de Barrancos, azeite extra-virgem, sabonetes da famosa marca e internacionalmente conhecida Claus e como estrela no pavilhão os genuinos Pasteis de Nata portugueses.

O pavilhão de Portugal, pelas 7 horas da manhã de sábado (1.03.14) apresentava-se pronto para ser visitado por Sua Alteza a Princesa Maha Chakri Shirindorn

Junto às  8 horas, S. A. a Princesa Maha Chakri, passa em frente do Pavilhão de Portugal, observa os produtos portugueses acompanhada pelo Embaixador de Portugal (último lado direito) Luis Barreira de Sousa.

Embaixador Barreira de Sousa à sua chegada ao pavilhão ouve a Conselheira Teresa Nunes de Matos, em cima dos produtos expostos, cuja missão da organização do pavilhão a si lhe pertenceu.

A estrela dos produtos lusos vai para os pasteis de nata de confecção do nóvel empresário na Tailândia (sediado em Banguecoque) Carlos Afonso com o objectivo de dinamizar seu fabrico e colocar a famosa especialidade em vários postos de venda na capital tailandesa.

A boa "pinga" portuguesa e da melhor cepa exposta no balcão de vendas

Azeite extra-virgem de Trás-os-Montes da empresa lusa/tailandesa "Globo Internacional", sob a gerência, dinâmica, de Carlos Afonso.

Carlos Afonso, coloca o presunto Pata Negra no "stand" de corte para depois ser vendido às fatias que hábilmente iria a cortar. Acrescenta-se aqui que pela primeira vez o Pata Negra é vendido em Banguecoque

Igualmente, a primeira vez, o enchido do Pata Negra, exposto e vendido na Tailândia.

Os famosos sabonetes Claus, do Porto, dão uma nota de elegância no pavilhão.

Enquanto S.A. a Princesa Shirindorn não chega para visitar o pavilhão Embaixador Luis Barreira de Sousa troca dois dedos de conversa com o empresário Carlos Afonso.

A bela Cherry, directora da empresa importadora, de vinhos portugueses "LAA-EDEM.Co,,Ltd, dá os últimos carinhos a garrafas, colocando-as em recipiente, plástico, com gelo para depois o dar a provar (beber para crer) aos visitantes.

O pavilhão Portugal absolutamente dignificado, onde dentro todos a posto aguardam que oficialmente seja aberto e vendidos produtos de excelência lusos.

Um sorriso, bem português, de Carlos Afonso, tendo a seu lado uma "viola" Pata Negra de Barrancos

A Conselheira Maria Teresa Matos, antes da abertura oficial, dá os último retoques de paresentação

Pouco depois das 7 da manhã e cerca de uma hora antes da abertura do bazar já se movimentam pelas ruas dos pavilhões pessoas, de posses, com convites especiais para ver quais os produtos estrangeiros que vão comprar. Aqui referimos que a gente tailandesa sempre teve apetência (seja os que forem) pelos produtos estrangeiros.

Agora e depois de S.A. a Princesa Maha Chakri, partir e oficialmente inaugurar o bazar sobem pelas escadas rolantes as primeiras dezenas de pessoas em busca de comprar novidade chegadas, através das missões diplomáticas, ao Bazar Internacional da Cruz Vermelha.
José Martins

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A EMBAIXADA DE PORTUGAL E LIGAÇÕES COM A CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL EM BANGUECOQUE

A organização, voluntária de sentido humanitário, foi fundada em 1893, em Banguecoque, e a sua finalidade é o de acudir às pessoas vítimas de catástrofes ambientais, feridos de guerra ou fora delas; outras enfermidades. 
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Todas as ajudas atribuídas a pessoas estão inseridas sob a filosofia  da não distinção de raças, credos ou inclinações políticas.
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Pouco depois da fundação são construídos, na capital tailandesa dois hospitais com os nomes do rei Chulalongkorn (o pai da moderna Tailândia, de hoje, e o abolidor da escravatura) e da Raínha Sawanwattana, que através dos anos foram sendo modernizados e hoje encontram-se apetrechados com as mais modernas tecnologias hospitalares que os coloca entres os melhores da Europa e América..
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A primeira participação de Portugal, nos eventos de caridade da Cruz Vermelha Internacional na “Cidade dos Anjos”, aconteceu no consulado de Luis Leopoldo Flores que nos longínquos anos de 1916, onde ainda não se procedia à  venda de produtos portugueses, mas sim à  angariação de fundos entre a comunidade portuguesa, composta na maior parte por pessoas de etnia chinesa, que obteram no Reino do Sião, após uma breve passagem por Macau, um documento que lhes conferia o estatuto de protecção do consulado português, e, ainda por gente natural daquele território, que constituia um  núcleo significativo. 
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Estas primeiras angariações, entre a nossa comunidade, contavam com a realização de espectáculos organizados por membros da família real tailandesa.
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A primeiras comunicações, conhecidas e transmitidas pelo Cônsul Flores ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, datam de 16 de Agosto de 1916, e as verbas humanitárias conseguidas, em moeda siamesa e ouro, não se destinam à Cruz Vermelha tailandesa ,mas à sua homóloga portuguesa para depois serem canalizadas para o Príncipe de Gales, Presidente da Cruz Vermelha Europeia, com a finalidade de amenizar e socorrer as vitímas da 1ª Guerra Mundial que grassava, barbaramente, na Europa e onde Portugal participou com 100.000 soldados dos quais se contabilizam: 7.222 mortos, 13,751 feridos, 12,318 desaparecidos. Um cheque emitido pelo banco Hongkong Shangai designava 76,16 libras esterilinas, avultada importância para a época, daqui se pode concluir que no Reino do Sião (Tailândia) no príncípio do sec. XX  havia e se produzia riqueza.
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Em outro ofício dirigido a Lisboa, datado de 27 de Agosto de 1917, assinado pelo Cônsul interino João Flores ( o Cônsul Luis Flores, já não pertencia ao número dos vivos, havia falecido em 17 de Abril, do mesmo ano, vítima de febre tifoide) transmitia novas doações  destinadas à Cruz Vermelha Portuguesa que totalizavam 77,04 libras esterlinas. Este montante foi angariado através da exibição de uma comédia no “Theatro Real Dusit Park” em Banguecoque, sendo a sua receita  distribuída pelas Sociedades da Cruz Vermelha Americana, Belga, Inglesa, Framcesa, Italiana, Portuguesa, Japonesa, Romaica e Rússia Elesta.
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João Flores mencionava que todas as bandeiras dos países, aliados à guerra contra a Alemanha, estavam hasteadas à frente do edifício. No final da primeira comédia foi mostrada ao público uma caricatura, enorme, pintada a óleo, representando o Kaiser alemão amarrado com cordas grossas e coroado de soldados de todas as nacionalidades com as espingardas apontadas para ele.
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Depois das manifestações de solidariedade em favor da Cruz Vermelha, nas primeiras duas décadas do século passado, não demos conta mais algum evento levado a cabo, nos arquivos da Embaixada de Portugal. A perturbação política em Portugal, saída de uma monarquia centenária, não o permitia.
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O Consulado de Portugal, na capital tailandesa, por falta de verbas, vindas de Lisboa, para a sua subsistência, fica praticamente a viver das rendas dos armazéns, alugados e construídos por firmas tailandesas e estrangeiras, no terreno doado pela Corôra tailndesa em 1820, na margem do rio Chao Praiá, para construir Feitoria, doca para a reparação  e construção de navios.
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Portugal regressa às manifestações humanitárias da Cruz Vermelha, depois de 1982 pela mão do Embaixador Melo Gouveia que com a cooperação de empresas portuguesas (destaco contribuição e entusiasmo do Fernando Oliveira, director de exportação para a Ásia ca Corticeira Amorim, SOGRAPE Vinhos de Portugal e o Governo de Macau) que debaixo da administração portuguesa tem, regularmente, todos os anos, estado presente nos bazares da Cruz Vermelha.
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Desde 1997 e quando a Representação do ICEP foi re-aberta, na Embaixada de Portugal, as contribuições viriam a tomar outra dimensão com contributos de largas dezenas de milhares de bahts. 
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Agora, não como o século passado, os montantes são dirigidos para a  Delegação da Cruz Vermelha Internacional Tailandesa com o patronato de Sua Majestade a Rainha Sirikit, esposa de Sua Majestade o rei, da Tailândia, Bhumibol Adulyadej.
José Martins

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