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terça-feira, 25 de março de 2014

BRASILINO GODINHO TECLOU



Remeto-vos minha crónica de hoje sobre o anúncio oficial de que não há pobreza em Portugal - o qual procura escamotear o ano (2012) a que reportam os dados do Instituto Nacional de Estatística.
Mesmo sendo os dados referentes a 2012 é caso para se admitir existir gente em Portugal que vai acreditar nessa história mal contada do limiar da pobreza.

Com os melhores cumprimentos.
Afinal, em 2012 só havia limiar da pobreza... E. em 2014 - Tudo como (2012) dantes: Quartel general em Abrantes!

Caros leitores,
Remeto-vos minha crónica de hoje sobre o anúncio oficial de que não há pobreza em Portugal - o qual procura escamotear o ano (2012) a que reportam os dados do Instituto Nacional de Estatística.
Mesmo sendo os dados referentes a 2012 é caso para admitir existir gente em Portugal que vai acreditar nessa história mal contada do limiar da pobreza.Com os melhores cumprimentos.
Ao compaso do tempo... 
Fantástico!
Quem diria? 
O grande chefe Coelho, do governo, falhou em tudo.
Até na emblemática meta do empobrecimento dos portugueses...
Ontem, o Instituto Nacional de Estatística publicou dados sobre os rendimentos dos portugueses no ano de... 2012. 
Repare-se: 2012! Por esses dados ficámos a saber que há dois anos o risco de pobreza afectava quase dois milhões de portugueses e que a diferença de rendimentos entre os 10% mais ricos e os 10% mais carenciados continuava a aumentar. 

A propaganda oficial, a esforçada e irrequieta, rapaziada que abanca na mesa do Orçamento e, ainda, o pessoal jornalístico que está alinhado nos campos de S. Bento e de Belém, na alfacinha cidade, como tropa de combate na guerra política, não perderam tempo e imediatamente entraram em acção no sentido de enaltecer os resultados da política governamental neste específico domínio social. Mais uma vez estão enganando o povo. 

Vejamos: Se aqui e agora temos, forçosamente, que nos reportar aos dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) do ano de 2012, não haja dúvidas que só se pode extrair uma sensata conclusão: o grande chefe Passos Coelho errou. O que somado às contínuas falhas anteriores representa ter errado em tudo. 

Até ontem, a coroa de glória da coelhal figura era a de que conseguira alcançar o seu grande objectivo, amplamente anunciado ao longo dos três anos de governação: o empobrecimento dos portugueses. 

Toda a gente e nós próprios temos insistido na ideia/ convicção de que, de facto, estava atingido o governativo patamar almejado pelo chefe do governo. 

Porém, nesta altura do campeonato governamental, o INE e os órgãos de comunicação social (jornais, rádios e televisões) estão embandeirando em arco e proclamam que quase dois milhões de cidadãos estão situados no limiar da pobreza. 

Visto, lido e respigado, atente-se nalguns pormenores significativos do extremo cuidado, grande despudor e acintosa subtileza, com que - por parte de gente comprometida com a governança - são divulgados e comentados os referidos dados. 

Logo salta à vista a novidade que a todos surpreende: não há pobreza em Portugal (estamos reportados a 2012, não nos esqueçamos...). 

O que existe, segundo o bacoco evangelho governamental, é um número de quase dois milhões de pessoas que correm risco de pobreza. E correr risco de pobreza, quer dizer que ainda não atingiram tal estádio de carência e miséria. 

Isto teve reflexos imediatos na quadratura do círculo de pobreza em que o País está inserido. Já, estão a surgir novas expressões suaves para designar a pobreza: "privação material", "privação material severa","desigualdade". 

Assim, a modos do moço que em vez de pegar o touro pelos cornos o pega de cerneira... Cinismo e hipocrisia, quanto baste! 

Obviamente que perante a informação de que em 2012 (repetimos) os milhões de portugueses estavam no limiar da pobreza, fica a certeza(...) que Passos Coelho falhou o seu grande objectivo de empobrecer os portugueses - o que o compromete irremediavelmente como o governante que falhou em tudo. 

A menos que dois anos depois, neste ano de 2014, os milhões (não dois, porventura três ou mais) de portugueses tenham dado o salto do limiar da pobreza para o estado da dita - o que obrigaria a festejarmos Passos Coelho por, finalmente, ter conseguido o triunfo daquela que é a sua grande causa governativa: a pobreza da maioria dos cidadãos que integram a triste e amargurada nação que somos na hora que passa.
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