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sábado, 22 de março de 2014

Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...


A questão central da discussão em torno do "Manifesto dos 70", não é o Manifesto em si. 
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É óbvio que a dívida, tal como se encontra estruturada atualmente, é impagável e algo terá de ser feito nos próximos anos a esse respeito. Mas, antes de ir ao ponto central do post, dizer que o primeiro passo para impedir a resolução desse problema é precisamente adotarmos esta atitude de “nós é que temos razão e os credores é que estão errados”
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Algum tipo de reestruturação terá de existir, mas achar que temos margem para ir impor condições aos nossos parceiros europeus é de um irrealismo…
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Minhas senhoras e meus senhores, levamos a bela média de quase 1 bancarrota a cada 10 anos, infelizmente, é preciso lembrar que é esse o currículo (o cadastro…) que Portugal tem para apresentar aos olhos de alemães, holandeses, finlandeses e outros.
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Acredito que isto não se aplica a algumas das personalidades que o dinamizaram, mas o verdadeiro propósito do Manifesto, é ser (mais) um instrumento de arremesso político e reconquista de poder. Ponto!
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A prova que esta iniciativa não passa de mais um episódio da categoria “Esquerda boazinha Vs Direita maléfica”, mais uma “polémica” para rechear telejornais, é constatar a candura com que aqueles mesmos ilustres que andaram cerca de uma década a defender que “havia mais vida para além do défice”, por oposição aqueles que defendiam que a dívida criaria graves constrangimentos ao País, surgirem subitamente como os maiores opositores e críticos da dívida, reconvertidos ao seu novo credo “a dívida é má, a dívida é impagável!”

Sim, vamos todos fazer de conta que nascemos ontem. Impagável, é o chico espertismo!

A austeridade não é a causa desta crise, é a consequência!

Deixemo-nos de utopias e ilusões e vamos ser “crescidinhos”. Portugal, terá "austeridade" durante 10 – 15 anos. Irá muito além de Passos, deste governo PSD/CDS, do próximo do PS e do que vier a seguir...

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