Translator

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pinto Monteiro compara métodos do Governo aos do regime nazi



Pinto Monteiro compara métodos do Governo aos do regime nazi


Pinto Monteiro compara métodos do Governo aos do regime nazi 
Lusa

O ex-procurador-geral da República acusou o Governo de estar a surfar a onda da troika para pôr em prática medidas extremas contra as populações do interior, em particular as decisões de fechar serviços e de tribunais que, sob a capa de uma falsa poupança, deixam isoladas zonas inteiras do país. Foram declarações colhidas este domingo pela Rádio Altitude, nas quais Pinto Monteiro denuncia o Governo por argumentar com o “bicho papão” da troika e pôr em prática um calculismo digno do regime nazi.
Pinto Monteiro:

“A troika não anda a fechar tribunais nenhuns, é
como a história do papão, vem aí o papão, agora é a troika”.

“Não há nenhuma poupança que justifique a deslocação de populações, o encerramento de tribunais onde só já há os tribunais”. “Não venham com a troika [do Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu]. A justiça fecha os tribunais porque quer fechar os tribunais. A troika é uma história do papão e não manda fechar tribunais nenhuns”, denunciou Pinto Monteiro, para acusar o Governo de Passos Coelho de “fechar tudo, as finanças, o banco”.

Na Guarda, onde a Rádio Altitude registou as declarações de Pinto Monteiro em plenas festividades de Carnaval, o ex-procurador-geral deixou um desafio a Passos Coelho: “Era melhor proibirem as populações que tiverem menos que x [indivíduos], que as fechassem à força
como fazia antes o regime nazi”.

São declarações que se seguem ao fecho da penúltima das avaliações periódicas da troika e na qual terão ficado concluídas as mexidas na área da Justiça negociadas no memorando de entendimento assinado em maio de 2011.
“Nenhuma poupança justifica a deslocação de populações”
No encerramento do dossier da Justiça, o Governo comprometeu-se com a troika a fechar 20 tribunais e converter outros 27 em secções de proximidade.O Governo sustenta, por outro lado, que Portugal não está em condições de impor um programa autónomo, já que se encontra sob fortes condicionamentos financeiros e - por contrato assinado com os credores internacionais - obrigado a limitar gastos.

Neste ponto, Pinto Monteiro argumenta que não há “nenhuma poupança que justifique a deslocação de populações, o encerramento de tribunais onde só já há os tribunais”.

Pinto Monteiro adverte que este tipo de atuação levará à morte das regiões do interior de Portugal: “Quem vive aqui sabe que as terras do interior estão a morrer”, lançou o magistrado, para aconselhar os ministros a fazerem “uma incursão pelas aldeias e vilas da
Beira Interior, para perceberem” essa realidade.

Considerou assim que se “devia pôr cobro a essa vergonha [o encerramento dos tribunais no interior do país] para poupar meia dúzia de tostões e que põe a população sem justiça”.

Sem comentários:

Enviar um comentário