O aspeto essencial, aquele que convém nunca esquecer, é que o salário
mínimo visava e visa assegurar que quem trabalha teria não só as suas
necessidades básicas satisfeitas, mas também um conforto mínimo. Só um
salário que permitisse a um trabalhador viver com dignidade promoveria e
valorizaria o trabalho. No fundo, uma forma de reafirmar o trabalho
como fator central entre os outros meios de produção e como pilar
fundamental da comunidade. Era, e é, assim vital que a mais baixa das
retribuições garantisse sempre mais que a simples sobrevivência. No
limite, asseguraria que quem trabalha não fosse pobre. Não é, nem nunca
foi, o caso português.
Pedro Marques Lopes, DN

Sem comentários:
Enviar um comentário