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sábado, 12 de abril de 2014

BRASILINO GODINHO TECLOU

Saudando a declaração do vice-presidente do Governo Regional da Madeira
Aleluia!!!
Finalmente!!!
Já não era sem tempo...
De no campo governamental  se reconhecer o óbvio: Que primeiro-ministro e seus acompanhantes, causadores do infortúnio nacional, estão a matar muitos portugueses, a pretexto de  salvar Portugal. 
É como se, em atitude prepotente e tom de arrogância, dissessem: E sobre os vossos cadáveres vamos erguer um Portugal à nossa medida e conforme os nossos interesses. 
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Um apontamento de Brasilino Godinho
Esta verdade comezinha, encoberta indecorosamente por certos sectores da sociedade portuguesa, de que prossegue uma política de extermínio selectivo do povo português em nome de uma pretensa salvação nacional (lembremos que Adolf Hitler desencadeou o holocausto – o extermínio dos judeus, ciganos e outros grupos étnicos, em nome da salvação da raça ariana, do povo germânico), anda o autor destas linhas a proclamá-la a um compasso de bastantes luas. Entretanto, muita gente irresponsável deste país vem assobiando para o lado... 
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Porém, ontem, tivemos novidade e da grossa. Veio do Funchal, Ilha da Madeira. Segundo relata o PÚBLICO, na sua edição de hoje, 11 de Abril de 2014, o vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, anunciou ontem a sua candidatura à sucessão de Alberto João Jardim na chefia do Partido Social-Democrata da Madeira. 
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Já a terminar a sua declaração de anúncio da candidatura, João Cunha e Silva – e como relata o jornal PÚBLICO - "reiterou a crítica ao primeiro-ministro, defendeu que «para salvar Portugal não era preciso matar os portugueses». (selecção colorida de Brasilino Godinho). 
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Realço a afirmação do governante madeirense de que «para salvar Portugal não era preciso matar os portugueses» Só que depois deste reconhecimento tardio, se impõe fazer duas coisas: - primeira, o apuramento de quantos milhares de portugueses faleceram neste últimos três anos, vítimas da famigerada austeridade e atribuir as inerentes responsabilidades – o que sendo tarefa difícil, deve ser, pelo menos, tentada por alguém que assegure uma investigação séria; - segunda, de certos ‘papagaios’ e ‘araras’ coabitantes da quinta governamnetal, se deixarem, nas suas prédicas opinativas quase diárias, de recorrer ao eufemismo dos “dois milhões de cidadãos que estão no limiar da pobreza”. 
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O que fazem com a maior desfaçatez, grande hipocrisia e acentuado cinismo. Porque a realidade é outra e bem notada por quem tem sensibilidade, discernimento e não se limita “a ver passar os comboios” que, afinal, alguns espertalhões tão mal enxergam: os tais dois milhões de portugueses já estão mergulhados na pobreza. 
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Eles, desgraçados portugueses, por aí estão vegetando: humilhados, sofredores, enfraquecidos, doentes, esfomeados, miseráveis e abandonados. Com um único horizonte: o cemitério! 
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Daqui e nesta conturbada hora, saúdo a declaração de João Cunha e Silva. É que ele foi directo e objectivo na sua certeira observação sobre o responsável máximo da calamitosa situação social deste desventurado  país e acerca das terríveis consequências das escandalosas práticas políticas dos actuais governantes; por sinal, principescamente instalados nas suas privativas cortes dispersas por uma sumptuária rede de palácios e de palacetes. 
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País, Portugal, de triste e amargurado fado. E que tão indignos, oportunistas e atrevidos comensais tem abancados à mesa do seu deficitário Orçamento.
Fim

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