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quinta-feira, 10 de abril de 2014

"O FREITAS PORTUGUÊS, JOGADOR DE FUTEBOL, NA TAILÂNDIA"


Seu nome de família é Douglas Freitas Cardoso Rodrigues. Nasceu no Brasil, tem 32 anos, filho de pai português, mãe brasileira e possui a nacionalidade portuguesa. 
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Ora como eu não me dou lá muito bem com portugueses que tenham nomes que não estão inseridos no dicionário de língua portuguesa acho, e por bem, que devo ignorar o primeiro nome o Douglas e designar o seu primeiro nome, unicamente por Freitas. 
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Nesta minha cruzada em descobrir os portugueses no reino da Tailândia vão me informando de pessoas, nas mais diversas ocupações, que ignorava. Está visto que há portugueses dispersos do norte ao sul da Tailândia. 
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Eu que sigo (para passar tempo e não me julgar um desgraçadinho de reformado) nos meandros do futebol há uns 4 anos e apesar do Freitas Português, jogar futebol da 1ª liga, há 4 anos, da Tailândia só há uma semana me informaram que jogava no Ratchaburi F.C., uma laboriosa cidade a uns 120 de Banguecoque. 
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Ontem 4ª feira e porque havia encontro de futebol entre o Ratchaburi F.C. e o OSOTSPA F. C., fui saber quem era quem o Freitas Português e como se portava dentro do relvado. 
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Patrício, amigo, forneceu-me o número do telefone do atleta português e entrei em contacto, por mensagem telefónica. As imagens a seguir elucidam a acção do Freitas Português, dentro do estádio a jogar a bola.
Freitas de corte de cabelo aerodinâmico conjuga-se, perfeitamente, com a sua estatura de tronco, braços e pernas de dureza de madeira de cedro....
.....tive o jogador, durante os 90 minutos sob a mira do visor da Nikon e da lente de 500 milímetros. Não cheguei a entender qual a posição do atleta português. Freitas tanto estava na defesa, no meio campo como junto à grande área do adversário em procura da oportunidade de fazer chegar a bola ao fundo das redes....
.... no seu olhar é felino e garra nos movimentos....
.... um verdadeiro "gentleman" para com seus adversários dentro do relvado....
.... Freitas, inúmeras vezes, é senhor da bola e tenho pela minha frente um jogador, raro, de futebol endiabrado....
.... recebe a bola de um colega...
.... ilude dois adversários....
... e dispara o "tiro" à redes e tarde para o número 10 lhe retirar a bola....
...tiro que não deu golo, porque a bola bateu na trave e fez ricochete....
.... por vezes, comparo o jogo de futebol como um bailado dentro de um relvado...
....e o Freitas Português, durante os noventos minutos vai dando instruções a seus colegas de campo....
... aqui Freitas, mas já tarde, para ludibriar o guarda-redes....
....Freitas Português é um jogador de futebol raro... mas enfim... nem todos podem ter a sorte, de ser descobertos....
....aqui vai Freitas a seguir a bola....
.... fica de sua posse enquanto quatro jogadores, adversários, de mãos no ar e um agarra-a e marcada a falta pelo árbitro....
.... Freitas tem a bola na mão e espera que o árbitro, pelo apito, deia a ordem para o tiro....
... gera-se a habitual confusão e tentam, os jogadores, convencer o árbitro que não foi nada mão na grande área...
... o atleta faltoso (o que agarrou a bola à unha) continua a clamar, ao sr. árbitro, inocência de seu crime que não foi na conversa...
.... mas agora e depois do jogador que cometeu o crime e outros seus colegas se retirarem, quem não está pelos ajustes da falta é o guarda-redes...
... Freitas o verdadeiro gentleman convence o guarda-redes, adversário, que deve ocupar seu lugar e contra a decisão do sr. árbitro não há nada a fazer....
... o guarda-redes volta, a dizer não sei o quê ao Freitas, mas certamente não seria para ser meigo no tiro....
... e depois de um tiro, a cento e tal quilómetros à hora, há que correr para os colegas e festejar o golo..... mas seria bem de pouca dura, porque o clube do Freitas Português viria a sofrer um outro golo e perder em casa por duas bolas a uma...
Freitas é um jogador famoso dentro da cidade de Ratchaburi no fim da tarde e antes de começar o jogo, uma sua fã, aguarda de tablete, para lhe tirar uma foto... 
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Despedi-me do grande futebolísta, era dez da noite e consolei-o pela derrota sofrida e nada havia a desanimar porque até ao lavar dos cestos é vindima e dois pontos de diferença, do primeiro clube da tabela classificativa, pode e deve, o torneio da Primeira Liga estar-lhe no "papo".
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Não me agrada conduzir pela noite e fui dormir num hotel de duas estrelas e preparar-me para a viajar para Banguecoque e no meio do caminho esperava-me um "Cozido à Portuguesa" com todos ingredientes.
Absolutamente certíssimo! O patrício Manuel Campos, sua esposa Pornpana e filho, moram em Samut Songran e precisamente a meio do caminho de Ratchaburi. Na ida para para lá não desejei dar a notícia ao Manuel Campos, mas fi-lo no intervalo do jogo e telefonei-me... E logo ali me convidou, no regresso a casa, para um cozido à portuguesa que igual podem confeccionar melhor do que ele é que nunca!!!!
Uma delícia de comer, chorar e fartar... Deixei a família Campos pelas duas meia da tarde... Passado uma hora estava deitado de barriga para o ar, num sofá de minha casa, a fazer a digestão e lembrei-me do ditado: "Morra Marta Mas Morra Farta!" Até à próxima!
José Martins

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