Estes patriotas que nos pastoreiam
Segundo o Expresso, o senhor
vice PM gostaria de abandonar o barco antes das legislativas de 2015
para se "acomodar", talvez, em Bruxelas.
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A "notícia" é um amuse-bouche
para o Doutor Cavaco e o dr. Passos que dificilmente consentirão em
mais uma debandada patriótica, desta vez de tão dissimulada eminência.
Mas não deixa de ser reveladora.
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O serviço público, no sentido
"republicano" do termo, que devia ser um motivo de orgulho para quem o
pode exercer, tem vindo a ceder perante a vulgaridade e os "apetites"
por outras coisas: "postos", conselhos de administração ou fiscais,
bancos, negócios, tráfico de influências.
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A política, sob a forma de
partidos, governos ou parlamentos, é apenas o trampolim para essas
outras coisas onde o que releva é o primado da primeira pessoa (os seus
interesses privados, corporativos ou a representação deles) e não o país
que juraram por sua honra servir.
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Deviam, por consequência, lavar a
boca cada vez que a enchem de empáfia "patrioteira" diante de uma nação
apoucada que, ao contrário deles, não pode "fugir" para lado algum.

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