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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

1 DE ABRIL ANTECIPADO!


Passos Coelho é candidato a primeiro-ministro nas próximas legislativas

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Pedro Passos Coelho anunciou, esta quinta-feira, que se recandidata à liderança do PSD com a intenção de se candidatar novamente ao cargo de primeiro-ministro nas próximas eleições legislativas, previstas para 2015.

Passos Coelho é candidato a primeiro-ministro nas próximas legislativas






                                                                                                                                                                        

As capas dos jornais e as principais notícias de Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014.


Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Passos quer mais uma legislatura
Papa envia mensagem a católicos reunidos no nordeste do Brasil
Câmara de Lisboa paga 100 milhões € pelos terrenos da Feira Popular e Parque Mayer
30 ministros colocam cargos à disposição de Nicolás Maduro
Internet proibida na Somália
Conselho de Proteção Civil defende avisos de riscos por telemóvel
Bahia contrata primos de Messi

Capa do Público Público

Viver com sentido em 2014. Ainda e sempre com o Eusébio
A televisão do café tem de pagar portagem?
Chatos com chatos
Eusébio e o Panteão
Saramago – uma péssima escolha
Uma boa notícia nunca vem só
Porque é que a esquerda não se une, nem se vai unir

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

A grande inversão
Sobre a doença
Programa de rastreio pode salvar 600 vidas por ano
Gripe mal começou e já fez dez internamentos graves
"Barricados" fugiram antes da GNR chegar
Medicamentos para a hepatite C disponíveis este mês
Liceu Passos Manuel homenageado em dia de aniversário

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

"Não se pode ser bem em tudo", disse Passos reagindo aos críticos
Passos Coelho é candidato a primeiro-ministro nas próximas legislativas
"Xutos" puros aos trinta e cinco anos
Mulher de 58 anos vai dar à luz o neto
Rita Pereira faz furor em Angola
Relâmpago matou três turistas e feriu 15 numa praia argentina
Homem de 55 anos morre atropelado na Nacional 205

Capa do i i

ERC dá parecer positivo à nomeação do novo diretor de Informação da RTP
Ordem dos Advogados. Tribunal rejeita 2ª volta nas eleições
“Mein Kampf”, de Adolf Hitler, é bestseller nos ebooks
Seguro encabeça pedido do PS de fiscalização sucessiva no Tribunal Constitucional
Sucesso da emissão de dívida "passo importante" para Portugal, Comissão Europeia
FMI considera que ainda há "grande incerteza" em relação à Grécia
Líder da extrema-direita francesa ambiciona “derrocada” da UE

Capa do Diário Económico Diário Económico

Nova CES aplica corte a pensões baixas e agrava redução das mais altas
Futuras pensões do Estado arriscam acumular cortes
Governo prevê aumentar desconto para ADSE em Março
Fosun compra Caixa Seguros e promete manter actual gestão
Investidores de longo prazo voltaram a comprar dívida nacional
O líder que quase ninguém no CDS se atreve a contestar
Martifer tem até Abril para assumir gestão dos Estaleiros

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

EDP perde liderança nos clientes industriais
Resultados da Alcoa decepcionam analistas
Lagarde: Saúde da banca europeia está rodeada de incerteza
Aguiar-Branco: Sexta-feira "renascem os Estaleiros Navais de Viana do Castelo"
Fernando Ruas: "Não conheço ninguém no PSD com o sentido de Estado de Passos Coelho"
Ministério da Saúde investiga Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia
Mais de 50% dos pedidos de despejo de inquilinos foram recusados

Capa do Oje Oje

A evolução da segurança da informação corporativa
E pluribus unum
Sonae Sierra vai comercializar La Perle
Wraith conduz Rolls Royce a vendas recorde
China acelerou Volvo Cars em 2013
Seat tem o melhor ano desde 2008
Novartis e Merck analisam troca de ativos

Capa do Destak Destak

Diplomata indiana, acusada de falsas declarações sobre empregada, deixa EUA
Atropelamento mortal na Nacional 205, distrito de Braga
Três elementos da NATO mortos em queda de avião no Afeganistão
Declarado estado de emergência em cinco municípios dos EUA por derrame químico
Comércio China-UE aumentou 2,1% em 2013 ...
Nova suspensão dos trabalhos da cimeira da África Central sobre a República Centro-Africana
Caracas libertou e enviou para Cuba membro das FARC para os diálogos de paz

Capa do A Bola A Bola

Clubes pedem saída de Mário Figueiredo
Reiner com proposta da China
Leandro Tatu pode reforçar o ataque
Guilherme e Luís Alberto rescindiram contratos
Lucho com renovação à vista
Max Meyer (Schalke 04) na linha de Ozil
Messi prepara-se para melhorar contrato

Capa do Record Record

Emídio Rafael a caminho mas Tiago Gomes fica
Barnes é aposta de futuro
Neste vira minhoto o direito é canhoto
Kayke junta-se a Gomaa no miolo
Líder Costa Oliveira sujeito a prova de fogo
Neymar apto para o Calderón
Um visitante (quase) perfeito

Capa do O Jogo O Jogo

Michael Bradley troca Roma pelo Toronto
As camisolas da Itália no Mundial'2014
Mascote prega partida
Udinese contrata médio de 17 anos
Elias: falha Fla, avança Timão
Yaya Touré é melhor jogador africano
Montero ainda não é do Sporting

LEILÃO




Meia lagosta para cada um…


Orlando Castro

"DAR VOLTA À CABRA DA CRISE"



Se não sabe fica a gora saber!
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SITUAÇÃO POLÍTICA EM BANGUECOQUE - TAILÂNDIA

Manifestação de paralização, em Banguecoque, próximo dia 13 de Janeiro 2014
Exército manterá-se "neutro" no conflito político actual
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The Nation 10 janeiro de 2014 01:00
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Zeladora dos negócios de Estado da Tailândia Yingluck Shinawatra, primeiro-ministro, presidiu a uma reunião na sede da "Polícia Real Tailandesa", para avaliar os preparativos do encerramento de Banguecoque, previsto, próxima segunda-feira pelos manifestantes anti- governo.
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O Exército manter-se-à neutro no conflito político actual a tempo inteiro e gostaria de chamar à atenção do público de não tomar partido , vice- porta-voz do coronel Winthai Suvaree disse ontem .
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Ele também pediu aos internautas para ser selectivos no uso das informações obtidas através de mídias, o que , segundo ele, podem conter informações falsas e discursos de ódio , antes de decidirem se as notícias são verídicas antes das difundirem. .
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O coronel disse que o comandante do Exército Prayuth Chan-ocha mantivera sua etiqueta profissional e mostrou postura neutra do Exército em meio às situações voláteis. Ele afirmou que o Exército precisava cumprir o seu dever de manter a paz e a ordem , garantindo segurança à vida e à segurança das pessoas , juntamente com a estabilidade ao país.
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Reagindo à campanha anti- governo pelo  "Partido Popular Democrático e Comissão de Reforma" e outros grupos aliados , Winthai disse que a reforma PDRC - proposta foi importante para combater a corrupção e outras falhas políticas, mas questionou que seriam lesões de valor se fatalidades acontecessem através de violência associada .
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" O Exército , por isso, apela para atividades pacíficas [ pelos manifestantes ] e aplicação legal [ de lei ] pela polícia ao longo da campanha ", acrescentou .
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Chefe do Exército, general Prayuth Chan-ocha ordenou aos soldados para tirar fotos para os registros e evidências durante o próximo comício político .
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Ele pediu que fotógrafos operadores de câmara de cada jornal e canal de televisão manterem as imagens obtidas como como prova. Acrescentando que 40 meios ligados à comunicação social estão agora exercício das suas funções, de acordo com  o "Centro para a Administração da Paz e da Ordem".  

Além disso, os profissionais dos mídias, no terreno, deverão possuir identificação anexada à sua roupa com a designação da empresa a que estão ligados, em cada dia, que a manifestação tiver lugar.
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Zeladora Yingluck Shinawatra, primeiro-ministro. ontem expressou preocupação com possível infiltração de terceiros , quando os manifestantes anti-governo começar a sua operação " Bangkok Shutdown" na segunda-feira .
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Yingluck pediu aos manifestantes para manter um protesto pacífico e prometeu que o governo vai cumprir as suas obrigações , mas a violência é , por vezes,  trabalho de terceiros, é uma preocupação , disse ela.
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Questonada se ela ou o líder do protesto Suthep Thaugsuban devem ser responsabilizada em caso de qualquer tipo de violência , ela disse que todos os partidos devem ajudar a preveni-lo.
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Ela disse que o Centro criado especialmente para a "Administração da Paz e da Ordem" vai criar um centro de operações na sede da "Polícia Real Tailandesa” para seguir de perto a situação e garantir que as autoridades, pacientemente, oferecerão total segurança, evitando conflitos e respeitar os padrões internacionais em lidar com manifestantes .
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Ela disse que não acreditava que as pessoas são a favor de um golpe de Estado e saudou o diálogo através de um fórum de reforma nacional.
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" A resposta de resolução porque o país não está tranquílo com ela. É uma questão de como podemos colaborar para que a Tailândia se move para frente e os manifestantes  satisfeitos. Estou pronta para cooperar ", disse ela .
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Yingluck visitou as instalações do jornal Matichon e felicitou o jornal pelo  seu 37 º aniversário .
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Tradução livre: José Martins

DO COLEGA "UMJEITOMANSO"


quinta-feira, Janeiro 09, 2014

O regresso aos mercados (leia-se: contrair mais dívida) vai ser um sucesso, já conseguimos endividar-nos na boa, que bom que é conseguir aumentar a dívida. O pior são os danos colaterais como, por exemplo, levar dois anos para fazer uma colonoscopia a uma doente oncológica cujo tumor foi crescendo. Com «uma resposta limitada, temos de triar», queixa-se um director do Hospital. Pois.


O post abaixo deste é para a palhaçada. Mete aliens, popotas, a Merkel e os berloques amestrados do Cavaco. Pena é que abduções zero. Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é mais séria.
Agora vou falar de uma notícia que, pela manhã, ia eu para o trabalho, me revolveu logo as entranhas. Uma coisa criminosa, diria eu. 
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Emília tem cerca de 60 anos e, após vários rastreios ao cancro colorretal, surgiu uma análise positiva. O médico de família encaminhou imediatamente o processo para o hospital, de modo a que a paciente fosse seguida no hospital Fernando da Fonseca, conhecido como Amadora-Sintra, na consulta de gastrenterologia. A mulher levou um ano para ser chamada para a consulta e esperou outro para fazer o exame. 

Continuo a transcrever para agora referir as declarações de Nuno Alves, director de serviços do Hospital, declarações que me arrepiam. Sinceramente: arrepiam-me.

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A unidade hospitalar reconhece o atraso e argumenta que, mesmo quando a análise é positiva, tem de haver uma seleção dos doentes por falta de recursos, como refere ao jornal o diretor de serviço de gastrenterologia do hospital, Nuno Alves: «A população do hospital é vasta, 500 a 600 mil pessoas, e só temos sete médicos no serviço. Estamos à espera há um ano para contratar». Com «uma resposta limitada, temos de triar». 

E o artigo continua:
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O diretor do programa nacional para as doenças oncológicas, Nuno Miranda, afirmou ao diário que a espera por uma colonoscopia «não devia passar os dois meses, mas se atingíssemos seis não era mau». Emília está agora a fazer «quimioterapia neoadjuvante» para reduzir o cancro e «ver se pode ser operada».

A associação de luta contra o cancro do intestino, Europacolon, considera esta espera «criminosa», porque «o rastreio reduz em dois terços a probabilidade de se ter um cancro avançado», refere Vítor Neves ao DN. 


Segundo Vítor Neves, as normas internacionais determinam que, após um rastreio positivo à pesquisa de sangue oculto nas fezes, a colonoscopia deve ser feita de imediato, acrescenta à Lusa.


Já aqui o assumi muitas vezes: sou uma privilegiada. A nível de saúde tenho um seguro que me permite, a custos suportáveis, usufruir de cuidados de saúde em todas as unidades de saúde privadas do País. 
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Quando aqui mostro a minha indignação, não o faço por mim. Faço-o por dever de consciência, porque não quero que os meus concidadãos tenham menos direitos que eu. Não acho que a medicina privada seja melhor do que a pública mas a questão aqui não é essa. A questão é que a saúde pública deve ser universal, seja para os que a podem pagar (e que todos os meses descontam dos seus rendimentos para que os serviços existam e sejam bons), seja para os que não a podem pagar. 
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E haver cuidados de saúde significa que tudo se fará para que todas as vidas possam ser salvas, para que todas as doenças sejam tratadas, todo o conforto e assistência proporcionados. Se não se governa para o bem do povo de um país, para que raio se anda a governar?
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Há um ano e tal, na sequência da cirurgia a que tinha sido submetida, estava eu de férias fora de Lisboa, apareceu-me um coágulo muito doloroso numa perna. .
O cirurgião que me operou estava longe, também ele de férias fora e, pelo telefone, mandou que fosse de urgência para o hospital mais próximo. Lá fui e até era gente simpática, nada a dizer a esse nível. 
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Mas não apenas não me fizeram um exame para avaliar o tipo de coágulo (poderia ser superficial e não grave como felizmente era, mas poderia ser uma coisa perigosa) como me disseram que tinha que levar de imediato uma injecção anti-coagulante (e ficar a tomá-las durante uma semana) - mas que tinha que ir eu à rua, a uma farmácia de serviço, comprá-las e que lá voltasse para a levar. Na altura contei isso aqui.
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Sem conhecer bem a cidade onde estava, à meia noite, foi o bom e o bonito para dar com a farmácia de serviço, e isto mal podendo andar e num quadro que exigia repouso e a perna para cima. Claro que parte da busca se fez de carro e que quem mais se maçou foi o meu marido. 
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Mas aquilo foi uma coisa mesmo impensável, nem queríamos acreditar numa coisa daquelas. Imagino como eu me teria visto em palpos de aranha, verdadeiramente atrapalhada, se estivesse sozinha ou sem carro... Mas, enfim, o meu mal foi o menos, apenas quis deixar um testemunho na primeira pessoa. Não me queixo por mim, já o disse.
Paulo Macedo, numa imagem do blogue We Have Kaos in the Garden
Paulo Macedo, o ministro que tem sido poupado à erosão pública, de fininho, vai racionando os cuidados de saúde à população, reduzindo os medicamentos, mandando os doentes para casa mesmo quando acabaram de levar uma transfusão de sangue ou quando, instantes antes, estavam a oxigénio (caso real de há poucos dias com uma pessoa conhecida), fazendo com que os médicos tenham que escolher os doentes a que vão acudir.
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Estou a escrever isto e sinto um nó no peito. A sério. Apetece-me chorar. Ou dar um murro na cara destes estúpidos que, em dois anos e tal, têm desprezado as pessoas de uma forma vergonhosa - porque a prioridade para eles, a única, é agradar aos mercados.
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O meu Caro Leitor, se tem a sorte de ter algum dinheiro de lado, saberá que a taxa de depósitos neste momento, na melhor das hipóteses, anda à volta de 2% ao ano e é quando é. Na Alemanha, a taxa de referência anda à volta dos 0%, veja bem como não há-de ser fácil financiarem a economia (e logo eles que não precisam). 
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Ora veja bem, meu Caro Leitor, o belo negócio que é para as instituições financeiras obter juros à volta dos 5%. Veja os alemães se puderem vir cá aplicar o seu dinheiro - imagine-se o lucro acrescido que obtêm. Ou seja, nesta altura, levarem-nos juros a 4 ou 5% é óptimo para eles, mas péssimo para nós.
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Acresce que com uma economia com crescimento abaixo de zero e com uma inflação baixa, tudo o que seja acima de uns dois e picos por cento é dinheiro que vai acrescer à dívida. Ora, quando se pagam juros da ordem dos 5% ou mais, isto significa que é dinheiro que não resulta de excedentes gerados pela economia mas sim de dinheiro esbulhado à população (são os cortes nos ordenados e nas pensões, são os colossais impostos, são as colonoscopias que não se fazem, é parte do ensino especial sem professores, é este triste e vil empobrecimento).
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Como é que alguém pode andar a apregoar loas sobre o sucesso do regresso aos mercados nestas condições? E como é possível falar-se de sucesso acerca deste maldito programa de ajustamento tão brutalmente posto em prática por Passos Coelho com o ámen de Cavaco Silva? Como é que alguém pode ficar contente com o que se está a passar? Como, caraças?!
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Sinto-me revoltada, triste com isto. Por falta de prevenção, por falta de assistência, pode deixar-se morrer muita gente, podem desgraçar-se muitas famílias. Isto não é justo. .
Mas, nas guerras, os vencedores ocultam e desvalorizam os danos colaterais - mesmo que os danos colaterais sejam um País a viver pior, sem direitos, sem confiança, a regredir civilizacionalmente, um país mais velho, mais doente, mais triste.

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Bem. O tema é pesado. A mim, pelo menos, pensar nisto, dá-me cabo da cabeça. Por isso, para aliviar o ambiente, desçam, por favor, até ao post seguinte. E vamos todos torcer para que os aliens venham cá buscar esta gente desumana que tanto mal anda a fazer aos seus concidadãos, em especial aos mais frágeis e carentes.

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Permito-me ainda convidar-vos a virem até ao meu outro blogue, o Ginjal e Lisboa. Hoje tenho  palavras de Cecília Meireles na voz de Paulo Autran sobre um filme muito bonito: Retrato.

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E, por agora, já chega, não é? Passa das duas da manhã e estou cansada. Uma vez mais nem vou rever o que acabei de escrever.Desejo-vos, meus Caros leitores, um dia muito feliz. E muito sinceramente vos desejo saúde porque sem saúde somos muito pouco.


4 comentários:

RICARDO ARAÚJO PEREIRA


Um 2014 fantástico 



Se os indicadores são assim tão bons, porque é que a troika continua a mostrar-nos o dedo do meio?
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O escritor brasileiro Luís Fernando Veríssimo percebeu que se interessava mais por letras do que por números quando, em criança, o professor de matemática lhe colocou aqueles problemas do costume. "Um comboio parte do ponto 
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A às 8h00 e viaja a uma velocidade média de 100 km/h. Outro comboio parte do ponto B duas horas mais tarde e depois segue a 80 km/h. Determine a que horas vão os comboios encontrar-se no ponto C, sabendo que, etc." Em vez de calcular a resposta, Veríssimo punha-se a imaginar quem seriam os passageiros dos comboios, por que razão iriam para o ponto C àquela hora da manhã, ou quem os esperaria lá.
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A dimensão do meu interesse por economia também ficou evidente quando, na faculdade, tomei contacto com a teoria da mão invisível, de Adam Smith. 
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Dediquei as minhas reflexões a tentar perceber a razão pela qual alguém, mesmo tratando-se de um mecanismo económico, dispondo de uma mão invisível, a usaria para orientar agentes económicos em sistemas de mercado livre, e não para apalpar jovens raparigas no metro. 
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Bem sei, e não é sem vergonha que o confesso, que os meus pensamentos acerca da mão invisível eram bastante primários: descuravam a existência de raparigas que, não sendo assim tão jovens, pudessem igualmente tentar o possuidor de uma mão invisível, e que isso sucedesse noutros locais que não apenas o metro. Mas essa sofisticação de raciocínio, só a obtemos com a idade.
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Esta semana, coloquei a mim mesmo uma questão sobre a economia nacional que pertence à mesma área de estudo: se os indicadores são assim tão bons, porque é que a troika continua a mostrar-nos o dedo do meio?
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Trata-se de uma perplexidade que, como a mão invisível de Smith, explora a relação da ciência económica com o carpo, metacarpo e falanges. E é um problema que completa a teoria do economista inglês com outros patamares de visibilidade: a mão é invisível; os indicadores, só o primeiro-ministro e alguns dos seus amigos os vêem; e o dedo do meio, vemo-lo todos.
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A mensagem de Natal de Passos Coelho deve, a esta luz, ser incluída na tradição da literatura profética, uma vez que analisa os indicadores que o primeiro-ministro vê mas que tanto nós como o INE só veremos, em princípio, no futuro. 
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A partir dos dados avançados pelo profeta, no dia 25 de Dezembro, podemos antever o ano de 2014. A nossa economia começou a crescer, e acima do ritmo da Europa. 
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O emprego também já cresce e foram criados 120 mil postos de trabalho, só até ao terceiro trimestre. E o desemprego, especialmente o emprego jovem, está a descer. Em 2014, as 120 mil pessoas que arranjaram emprego vão produzir riqueza, provavelmente a cavalo dos seus unicórnios, acima do ritmo de crescimento da Europa. 
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Com a ajuda da Fada dos Dentes, o número de desempregados descerá para níveis insignificantes. E, no primeiro semestre, Passos Coelho encontrará um sapo muito feio, a quem dará um beijo de amor. 
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E o anfíbio transformar-se-á num lindo superavit da balança comercial. Tudo indica que vamos ter um 2014 fantástico. Resta apenas saber se será fantástico no sentido que a palavra adquire nos anúncios de shampoo, para descrever o aspecto do cabelo depois de lavado e penteado, ou no sentido tradicional, que designa as coisas que só existem na nossa imaginação.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/ricardo-araujo-pereira=s23462#ixzz2pvyR0GG7

"FAVAS CONTADAS O TRIUNFO DO PORCO"


Natália Carvalho
Ao contrário do que fez quando chegou à liderança do PSD em março de 2010, desta vez Pedro Passos Coelho vai sair à rua para fazer campanha, mesmo sem oposição à vista dentro do partido. O primeiro-ministro deverá ser o único candidato à liderança social-democrata nas diretas marcadas para daqui a 15 dias.

"ELA PRODUZIU O CALOTE QUE NÃO SERÁ ELA A PAGÁ-LO!"

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ASCO DE GAJA!

Maldita memória.

por Luís Menezes Leitão, em 09.01.14
Hoje Portugal pagou juros de 4,675% por uma emissão a cinco anos. A Ministra das Finanças acha que "a emissão foi muito bem sucedida". Não vejo ninguém a contraditar essa apreciação. O problema é que ainda me lembro de Machete ter dito que Portugal não conseguiria evitar um segundo resgate se os juros não descessem abaixo de 4,5%. Mais ninguém se lembra?

Autoria e outros dados (tags, etc)

"O FOSSO QUE ELES (GOVERNO) VÃO APROFUNDANDO CADA VEZ MAIS!!!..."

(Quem se mete com canalha fica sempre borrado... O exemplo está à vista!!!...)

Pensões a partir de mil euros passam a pagar Contribuição Extraordinária


Pensões a partir de mil euros passam a pagar Contribuição Extraordinária 
Mário Cruz, Lusa

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a alteração da Contribuição Extraordinária de Solidariedade, que passará a aplicar-se a partir dos mil euros, em vez dos atuais 1350. Além do alargamento da base contributiva, é também proposto um aumento de um ponto percentual nos descontos para os subsistemas de saúde dos funcionários públicos, militares e polícias. Trata-se do denominado plano B, com o qual o Executivo pretende colmatar o “buraco” orçamental de 388 milhões de euros que resultou da inconstitucionalidade dos cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações.

As medidas aprovadas no Conselho de Ministros desta quinta-feira propõem que o primeiro escalão da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) passe a estender-se entre os mil e os 1800 euros, que serão taxados a 3,5 por cento.

Com a redução de 350 euros no patamar de incidência, os cálculos do Executivo apontam para que mais 79 862 pensionistas passem a pagar a Contribuição, sendo que 318 377 continuarão isentos.
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Sobre o valor que ultrapassar os 1800 euros será aplicado um corte de 16 por cento, o que se traduz numa taxa global entre os 3,5 e os dez por cento.
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Quanto à taxa marginal de 15 por cento, que era aplicada às reformas superiores a 5030 euros, passará a aplicar-se a partir dos 4611. Do mesmo modo, a taxa marginal de 40 por cento que até agora abrangia as pensões superiores a 7545 euros passará a vigorar a partir dos 7126 euros.
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No que respeita à proposta de aumentar de 2,5 para 3,5 cento os descontos das contribuições dos trabalhadores para a ADSE, para a Assistência na Doença aos Militares (ADM) e para a Divisão de Assistência na Doença (SAD), o Governo explica que a mesma "será agora objeto de apreciação com os representantes sindicais e associativos dos beneficiários".
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No comunicado do Conselho de Ministros lê-se que "esta alteração visa que os subsistemas de proteção social no âmbito dos cuidados de saúde sejam autofinanciáveis, isto é, assentes nas contribuições dos seus beneficiários, e tem por pressuposto o seu caráter voluntário, para onde evoluirão também o ADM e os SAD". "Uma decisão unânime"
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O alargamento da base da CES agora ultimado e o aumento de um ponto percentual nos descontos dos funcionários públicos estão incluídos na proposta de orçamento retificativo que será debatida e votada no Parlamento a 22 de janeiro, antes de seguir para promulgação pelo Presidente da República.

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A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, explicou que as alterações à CES foram “uma decisão unânime tomada em Conselho de Ministros”.
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Na semana passada o Governo já tinha revelado a intenção de “recalibrar” a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e agravar os descontos para os subsistemas de pensões dos funcionários públicos. Mas não havia ainda uma decisão sobre os valores finais.
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Fontes do Executivo citadas pelos jornais económicos aventavam que a CES poderia vir a começar nos 900 euros e que os descontos dos funcionários públicos poderiam subir, “no mínimo”, para três por cento.




Foto: José Sena Goulão, Lusa
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“Teremos de colmatar o problema orçamental agora aberto através de medidas que visam recalibrar a Contribuição Extraordinária de Solidariedade e alargar nomeadamente a sua base de incidência para o ano de 2014 e acelerar o processo de autofinanciamento da ADSE, implicando a progressiva diminuição da comparticipação pública e o correspondente agravamento da contribuição dos beneficiários”, indicava Marques Guedes no final dos trabalhos do Conselho de Ministros da semana passada.
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O ministro da Presidência sublinhou então que o recente acórdão do Tribunal Constitucional deixava “claro que não é inconstitucional reduzir pensões em pagamento, indiciando que uma medida desse tipo terá de ocorrer no quadro de uma alteração duradoura que abranja todos os sistemas de Segurança Social”.
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“Essa alteração é justificada pela insustentabilidade, em particular, da Caixa Geral de Aposentações, pelo que o Governo irá necessariamente trabalhar numa solução de natureza duradoura, tendo em atenção nomeadamente os critérios e os limites que são apontados pelo próprio acórdão do Tribunal Constitucional”, disse Marques Guedes.
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