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sábado, 15 de fevereiro de 2014

"DO SENHOR JÚLIO IZIDRO"

NÃO QUERO MORRER…
Apareceu, por mão amiga, este texto de Júlio Isidro que dá para este fim-de-semana dar ânimo a todos os que bem pensam sobre o nosso futuro.
 NÃO, NÃO ESTOU VELHO!!!!!!
 NÃO SOU É SUFICIENTEMENTE NOVO PARA JÁ SABER TUDO!
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Passaram 40 anos de um sonho chamado Abril.
E lembro-me do texto de Jorge de Sena…. Não quero morrer sem ver a cor da liberdade.
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Passaram quatro décadas e de súbito os portugueses ficam a saber, em espanto, que são responsáveis de uma crise e que a têm que pagar…. civilizadamente, ordenadamente, no respeito das regras da democracia, com manifestações próprias das democracias e greves a que têm direito, mas demonstrando sempre o seu elevado espírito cívico, no sofrer e ….calar.
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Sou dos que acreditam na invenção desta crise.
Um “directório” algures decidiu que as classes médias estavam a viver acima da média. E de repente verificou-se que todos os países estão a dever dinheiro uns aos outros…. a dívida soberana entrou no nosso vocabulário e invadiu o dia a dia.
Serviu para despedir, cortar salários, regalias/direitos do chamado Estado Social e o valor do trabalho foi diminuído, embora um nosso ministro tenha dito decerto por lapso, que “o trabalho liberta”, frase escrita no portão de entrada de Auschwitz.
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Parece que alguém anda à procura de uma solução que se espera não seja final.Os homens nascem com direito à felicidade e não apenas à estrita e restrita sobrevivência.
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Foi perante o espanto dos portugueses que os velhos ficaram com muito menos do seu contrato com o Estado que se comprometia devolver o investimento de uma vida de trabalho.Mas, daqui a 20 anos isto resolve-se.
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Agora, os velhos atónitos, repartem o dinheiro entre os medicamentos e a comida. E ainda tem que dar para ajudar os filhos e netos num exercício de gestão impossível. A Igreja e tantas instituições de solidariedade fazem diariamente o miagre da multiplicação dos pães.
Morrem mais velhos em solidão, dão por eles pelo cheiro, os passes sociais impedem-nos de sair de casa, suicidam-se mais pessoas, mata-se mais dentro de casa, maridos, mulheres e filhos mancham-se de sangue , 5% dos sem abrigo têm cursos superiores, consta que há cursos superiores de geração espontânea, mas 81.000 licenciados estão desempregados.
Milhares de alunos saem das universidades porque não têm como pagar as propinas, enquanto que muitos desistem de estudar para procurar trabalho. Há 200.000 novos emigrantes, e o filme “Gaiola Dourada” faz um milhão de espectadores.
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Há terras do interior, sem centro de saúde, sem correios e sem finanças, e os festivais de verão estão cheios com bilhetes de centenas de euros.
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Há carros topo de gama para sortear e auto-estradas desertas. Na televisão a gente vê gente a fazer sexo explícito e explicitamente a revelar histórias de vida que exaltam a boçalidade.
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Há 50.000 trabalhadores rurais que abandonaram os campos, mas há as grandes vitórias da venda de dívida pública a taxas muito mais altas do que outros países intervencionados.
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Há romances de ajustes de contas entre políticos e ex-políticos, mas tudo vai acabar em bem... estar para ambas as partes. Aumentam as mortes por problemas respiratórios consequência de carências alimentares e higiénicas, há enfermeiros a partir entre lágrimas para Inglaterra e Alemanha para ganharem muito mais do que 3 euros à hora, há o romance do senhor Hollande e o enredo do senhor Obama que tudo tem feito para que o SNS americano seja mesmo para todos os americanos. Também ele tem um sonho…
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Há a privatização de empresas portuguesas altamente lucrativas e outras que virão a ser lucrativas. Se são e podem vir a ser, porque é que se vendem?
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E há a saída à irlandesa quando eu preferia uma…à francesa. Há muita gente a opinar, alguns escondidos com o rabo de fora.
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E aprendemos neologismos como “inconseguimento” e “irrevogável” que quer dizer exactamente o contrário do que está escrito no dicionário.
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Mas há os penalties escalpelizados na TV em câmara lenta, muito lenta e muito discutidos, e muita conversa, muita conversa e nós, distraídos.
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E agora, já quase todos sabemos que existiu um pintor chamado Miró, nem que seja por via bancária. Surrealista…
Mas há os meninos que têm que ir à escola nas férias para ter pequeno- almoço e almoço.
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E as mães que vão ao banco…. alimentar contra a fome , envergonhadamente, matar a fome dos seus meninos.
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É por estes meninos com a esperança de dias melhores prometidos para daqui a 20 anos, pelos velhos sem mais 20 anos de esperança de vida e pelos quarentões com a desconfiança de que não mudarão de vida, que eu não quero morrer sem ver a cor de uma nova liberdade.
Júlio Isidro, em Ericeira online

"QUEBRA-CABEÇA PARA RUI MOREIRA!"

André Castro Ribeiro/Pedro Rothes/Pedro Pena | Publicado há 34 minutos
Uma relojoaria da Baixa do Porto foi assaltada esta manhã à mão armada. Os quatro assaltantes estavam de cara tapada, usaram uma arma de fogo e pés de cabra e levaram vários relógios topo de gama. Foi em plena luz do dia na Rua de Santa Catarina.

"O BARÃO DE PACOTILHA EM MÁ CAMA"



"EU DIRIA: AUTARQUIAS EM PORTUGAL SÃO CONDADOS"


As autarquias são mini-monarquias que podem ser interrompidas por mini-exílios dourados.

Nesta crónica de Ricardo Araújo Pereira, ficamos a conhecer as dificuldades com que se debatem os nosso corajosos autarcas. Os penosos momentos de luta contra a corrupção, e o recurso à justiça para perseguir quem lesa o interesse público. 
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Os ferozes defensores de causas nobres. A ironia é certamente uma forma de, com humor, se divulgar os podres dos nossos políticos. A falta de visão e o desperdício de dinheiro, de tempo e recursos, em pequenas causas, contrastando com o esforço nulo na luta pelas grandes causas.  
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Perdiz com alecrim e manjerona
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Se eu mandasse, toda a gente era autarca uma vez na vida.  Infelizmente, como os mandatos autárquicos chegam a durar 40 anos, nem toda a gente teria uma esperança de vida que lhe permitisse aguardar a sua vez.
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Mas parece-me evidente que a gestão de uma autarquia rejuvenesce. Aponto como exemplo Fernando Ruas, presidente não só da Câmara de Viseu como também da associação de municípios, e que, aos 62 anos, não tem ainda um único cabelo branco. Há qualquer coisa no trabalho autárquico que protege a saúde de quem o executa. Creio que é a absoluta ausência de preocupações. 
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O autarca, em princípio, sabe que não há nada que o apanhe. Se fizer falcatruas, em princípio não é condenado. Mas, se for condenado, mais depressa é reeleito. Se for reeleito, não pode ir preso.
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Mas, se for preso, foge para o Brasil. O destino do autarca oscila entre o poder perpétuo e o turismo tropical.São minimonarquias que podem ser interrompidas por miniexílios dourados.
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Além disso, a atividade autárquica é isenta de stresse, como pôde voltar a constatar-se esta semana: todo o País está absorvido pelos problemas do desemprego, da crise da dívida, do décimo terceiro mês e da bancarrota, mas a Câmara Municipal do Fundão não deixa que essas pequenas preocupações a afetem, e tem tempo para tratar dos grandes assuntos. 
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E decidiu processar a organização do concurso gastronómico 7 Maravilhas por uma infração culinária. Ao que parece, a perdiz de escabeche, que a edilidade do Fundão garante ser originária de Alpedrinha, vai apresentar-se a concurso como se fosse - e peço ao leitor que contenha a revolta e a indignação - de Idanha-a-Nova. Assim que a Câmara do Fundão percebeu que ia ser espoliada da perdiz de escabeche entrou em ação e fez, aliás apropriadamente, um escabeche.
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De acordo com o Expresso, a Câmara ameaça "acionar todos os meios legais que se encontrem disponíveis e se afigurem necessários e pertinentes".
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Sossega-me saber que, de acordo com este comunicado, a Câmara não pretende acionar meios legais que não se encontrem disponíveis. Já não é mau.
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Mas a intenção de recorrer a todos os disponíveis faz antever uma batalha legal longa e violenta: quem tenha vagar para ir à procura, encontra, na legislação portuguesa, uma vastíssima gama de meios apropriados para a defesa das vítimas da deslocalização dos pratos de caça. O Código Civil dedica dois capítulos a este flagelo, e há uma subsecção que regulamenta em especial os escabeches.
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O perpetrador do crime que se cuide. 
O desperdizamento da Câmara do Fundão não passará impune. Fonte
Mais alguns casos do bom serviço dos autarcas.
  1. Promiscuidade dos autarcas... Rodando o poleiro entre família e amigos
  2. Autarca de Celorico de Basto contrata empresa dos pais após vencer eleições.
  3. Frota automóvel de autarcas custa, a todos nós, entre 8 e 10 milhões, mas é segredo!
  4. autarcas loucos pelo poleiro... a vergonha é nula.
  5. Como esbanjar muitos milhões e fingir que se é amigo do cidadão.
  6. A UE é a culpada da má gestão dos autarcas
  7. A família e os autarcas
ARTIGO COMPLETO: http://apodrecetuga.blogspot.com/#ixzz2tOm0NBXX

A Frase


Quando o Governo fala dos portugueses, considera que está a falar destes muitos milhões de pessoas para quem não existe qualquer perspectiva de futuro e para quem o Governo não tem quaisquer políticas e aparenta não se preocupar por não ter? Afinal quem são os portugueses reais se não estes milhões de portugueses?
José Pacheco Pereira

"A LAURINDINHA BORRADA E SUA ANTECIPADA CAMPANHA ELEITORAL"




ENCONTRO COM A CIDADANIA, por Campos de Barros, IDP – Norte

campos de barros
Concidadãs e Concidadãos, boa noite!
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Não é por acaso que me dirijo deste modo à plateia, pois que é a CIDADANIA que estará permanentemente presente neste Encontro.
Em nome do IDP-Norte, e portanto do IDP e em meu próprio, um sincero agradecimento à Associação Industrial de Lousada, pela gentileza das cedências das instalações, extensivo a todas as entidades que, contactadas, demonstraram a melhor receptividade ao pedido feito, como foi o caso dos Bombeiros Voluntários de Lousada, da COPAGRI e da Escola Secundária de Lousada. Assim se serve o país…
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Aos dois ilustres convidados, Prof. Dr. Paulo de Morais, que dispensa apresentações e ao Dr. Álvaro Neves da Silva que, entre outros cargos na EU, desempenhou a função de Embaixador da EU em Moçambique, manifesto a honra que sinto pela sua presença.
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E, aos presentes, a afirmação do quanto me sensibiliza o incentivo que a sua adesão constitui para continuar, enquanto tiver condições para tal, a luta por um Portugal mais justo, mais fraterno e em que a Ética, a todos os níveis, esteja sempre presente…
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E porque há presentes que pouco ou nada sabem sobre a minha pessoa, e para melhor compreensão quando da minha intervenção, um simples cartão de apresentação: tendo passado, por acidente em serviço, àsituação de reserva, alguns meses antes do Golpe Militar do 25 de Abril, foi solicitada, ainda durante a fase de preparação e planeamento do mesmo Golpe, a minha intervenção, numa determinada missão, a que, de imediato acedi. 
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E no âmbito desta mesma missão, fui convidar a aderir ao mesmo, um Oficial General, então no activo, desempenhando funções de destaque e que, anteriormente, fora Deputado da União Nacional…
Razões do Encontro:
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Mais do que nunca, a CIDADANIA tem que fazer sentir a sua FORÇA e intervir na direcção política do país, nas suas duas vertentes: direitos, sim, mas também, o que frequentemente é esquecido, obrigações. O IDP lançou-me o repto, que aceitei, convicto de que seria mais uma missão de serviço prestado ao país, para organizar este Encontro e aqui estamos. E para além das intervenções que terão lugar, interessa, e muito, auscultar opiniões e sugestões; muito em especial no que diz respeito aos Sistemas Eleitorais.
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Segue-se a Intervenção do Prof. Dr. Paulo de Morais
O Regime Vigente e Sistemas Eleitorais
E comecemos pelo Regime Vigente.
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Para que as minhas posições não possam ser consideradas meramente como pessoais, recorri a vários documentos, com destaque para um, da autoria do politólogo Adelino Maltez, com cujos pensamentos e princípios me identifico; vejamos, então:
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-A tragédia, social, económica e financeira a que vários governos conduziram Portugal, interpela a consciência dos portugueses no sentido de porem em causa os partidos que, nos últimos vinte anos, criaram uma classe que governou o País sem grandeza, sem ética e sem sentido de Estado, dificultando a participação democrática dos cidadãos e impedindo que o sistema político permita o aparecimento de verdadeiras alternativas.
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- A Assembleia da República, sede da democracia, desacreditou-se, com os deputados a serem escolhidos, não pelos eleitores, mas pelas direcções partidárias, que colocam muitas vezes os seus próprios interesses acima dos interesses da Nação.
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-É urgente mudar Portugal, dando conteúdo positivo à revolta e crescente indignação dos portugueses.
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-O que está em causa já não é a opção pela democracia, mas torná-la efectiva e participada.
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-Impõe-se uma ruptura, visando um objectivo nacional, que todos os sectores da sociedade podem e devem apoiar.
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-A Pátria está em perigo e é urgente dar conteúdo político e demonstrativo do sentimento de revolta dos portugueses e a solução passa, obrigatoriamente, pelo fim da concentração de todo o poder nos partidos e na reconstrução de um regime verdadeiramente democrático.
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E o que se constata, no actual regime, é o vigorar de uma democracia muito formal e mesmo virtual e muito pouco real, consequência de uma partidocracia; direi mesmo que como uma ditadura dos partidos, através do sistema eleitoral.
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E passo assim para a segunda questão em análise, começando pela realidade que ninguém pode negar e terminando com as eventuais soluções, estas sim, passíveis de discussão e de serem objecto de opiniões diversificadas.E desde já quero salientar não ser, de modo algum, especialista na matéria de “Sistemas Eleitorais”, muito embora defendendo, e desde já fica aqui registado, um sistema em que a “votação nominal” seja a pedra angular. Vejamos, então, as razões que me levam a defender tal princípio:
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Muitos portugueses julgam que “vivem em democracia”-e aqui passo a citar Jorge Tavares-porque “têm o voto”. Mas poucos olham para o que o seu voto decide: PRATICAMENTE NADA…Os portugueses não têm sequer o direito básico da Cidadania, que é o de poder escolher o candidato em que gostariam de votar para o representarno parlamento.
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O verdadeiro nome do nosso sistema eleitoral é o sistema proporcional de “listas fechadas”, dado que a ordem nas listas é IMPOSTA pelos partidos, em vez de ser determinada pelos eleitores. Os portugueses estão reduzidos a “votar” em listas, cuja ordem foi estabelecida pelos próprios partidos.
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É sabido que faz parte da essência da democracia que o resultado das eleições não possa ser decidido antes da sua realização, mas em Portugal há DEZENAS de candidatos que sabem que vão ser deputados, semanas antes de ser deitado o primeiro “voto”: são os “Vencedores antecipados”!
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O que falta aos portugueses, é o “voto nominal”, ou seja, um voto nos nomes;qual o sistema, dentro deste princípio, que melhor se adapta a Portugal, tendo em consideração a mentalidade do país e a sua organização administrativa e territorial, não me compete apresentar e muito menos defender, dado não ser especialistas na questão, competindo a esses mesmos especialistas apresentar as suas opções e deixar, depois, os cidadãos escolher, podendo, como a democracia o exige, o actual sistema ser uma das opções a sufragar.
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E tudo isto porque os partidos se não autoregeneram, até porque, como frequentemente o tenho afirmado, não são constituídos por “masoquistas”… E, assim, o actual sistema permite que a maioria dos políticos portugueses NUNCA, verdadeiramente, tenha sidosubmetida a um escrutínio democrático.
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Nada, absolutamente nada, antes pelo contrário, tenho contra os partidos, que considero, aliás, pedras fundamentais de uma democracia de verdade; mas partidos que cumpram o que confere à actividade política uma muita honrosa e mui digna e missão:servir o país!
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Assim, dar voz à Cidadania é fundamental e urgente, o que implica terminar com o monopólio dos partidos, na apresentação de listas de candidatos.
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E para quem pretenda consultar algo relativamente aos diversos sistemas eleitorais vigentes na Europa, sugiro a leitura de estudos e artigos de opinião de especialistas, como Manuel Meirinho, André Freire ou Henk van der Kolk. Como se pode concluir, estou muito bem acompanhado, nas propostas que defendo e nas sugestões apresentadas. Definir quais os métodos e processos que permitam a implantação de um novo Sistema Eleitoral, é um outro desafio que se coloca, mas que não tem cabimento neste Encontro.
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Que a minha modesta intervenção constitua umALERTA para todos os que se deixaram adormecer ao som do “canto da sereia” e que correm o risco de só acordarem com o tremendo e infernal ruído do desabar do país!
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Em resumo: um Novo Regime, um novo Sistema Eleitoral e só não digo uma Nova República,pelo muito respeito que os monárquicos me merecem.
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E uma palavra final, dirigida fundamentalmente aos mais jovens: sempre confiei na juventude, com quem convivi parte apreciável da minha vida e tenho a certeza de que será fundamentalmente ela a reconstruir Portugal. E é essa esperança que me faz sentir menos penoso o “pesadelo “ em que se transformaram muitos dos ideais, sonhados numa certa e já distante manhã de Abril. Que, quando partir,essa esperança me acompanhe…

1º Sorteio das Finanças já foi entregue


ORA AÍ VAI DO QUE ME CHEGOU DE UM AMIGO


PRAXES na GUINÉ CONAKRY !

Recebi este exemplo das praxes na Guiné Conacry que partilho com os nossos leitores. Pode ser que seja aproveitada pelos Honoris Duxs e seus subordinados, como uma nova praxe a ser implementada no próximo ano nas Universidades!!