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sábado, 5 de abril de 2014

“surreal Durão Barroso fazer inaugurações durante uma campanha eleitoral”.


Luís Marques Mendes: "O BPN é um caso de polícia" Antigo líder do PSD critica Durão Barroso e Vítor Constâncio. 05 de Abril 2014, 22h53  No seu habitual comentário na SIC, Luís Marques Mendes falou sobre o caso do BPN e as reacções à entrevista de Durão Barroso. “Tanto Durão Barroso como Vítor Constâncio estiveram mal. O BPN é um caso de polícia e foi mal feito ter sido transformado num caso de política”, afirma. “Constâncio não esteve bem porque só deveria ter falado se realmente tivesse alguma coisa de útil a dizer. Ao afirmar que não se lembra de nada, foi pior a emenda que o soneto. Todos sabemos que Constâncio falhou redondamente na supervisão”, acrescenta o ex-presidente do PSD. Marques Mendes acrescentou ainda que acha “surreal Durão Barroso fazer inaugurações durante uma campanha eleitoral”.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/luis-marques-mendes-o-bpn-e-um-caso-de-policia

À ATENÇÃO DA LAURINDINHA BORRADA


Editorial


Vistos gold, nem tudo o que reluz é ouro




Os vistos dourados têm vantagens para a economia. Mas levantam problemas, alguns de princípio.

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Na página de Internet do SEF nunca se fala em vistos gold. O conceito aparece com o pomposo nome técnico de ARI – Autorização de Residência para Actividade de Investimento. Já no nome se encontra um primeiro equívoco; nem tudo o que dá direito ao visto dourado se encaixa no conceito tradicional de investimento. 
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Comprar casas que valem mais de 500 mil euros ou abrir um negócio que crie emprego são investimentos. Já uma simples transferência bancária de um milhão de euros é questionável; até porque não existe nenhuma obrigação de o dinheiro depositado vir a ser efectivamente gasto (e não apenas parqueado) no país.
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Os vistos gold também podem ser vistos a partir de um prisma social, e esta abordagem foi sintetizada de uma forma bastante lúcida por Rui Pena Pires. Numa entrevista à Lusa, o sociólogo defende que o visto dourado “viola o princípio da universalidade, dos critérios abstractos, gerais, impessoais, de acesso aos direitos”. O estrangeiro tem em Portugal “um estatuto de exclusão parcial de direitos”, diz o professor universitário. “O que estamos a dizer é que só damos esse estatuto a quem o comprar”.
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E quem o compra, já se percebeu, nem sempre tem a melhor das intenções. O visto também é uma forma simpática de tirar o dinheiro (e a própria pessoa) do escrutínio das autoridades judiciais do país de origem. Serão uma minoria com certeza, mas o facto de a PGR estar a investigar dois investidores estrangeiros, por suspeitas de branqueamento de capitais, é a prova de que o fenómeno existe.
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Naturalmente que o visto gold tem vantagens. Para o mercado imobiliário é uma lufada de ar fresco. E quem vem para o país criar postos de trabalho é com certeza bem-vindo. O único senão é que dos 787 vistos gold já atribuídos, apenas se conhece um caso isolado de um investidor que pediu a autorização de residência para investir e criar postos de trabalho.
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Um dos argumentos dos defensores do visto gold é que se os outros países da Europa o fazem, nós também o devemos fazer. Considerando este argumento válido, poderíamos ter ido mais longe, como por exemplo o Reino Unido, que abre as suas fronteiras a quem investir dinheiro na dívida pública.
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Há países, como Malta, que foram mais longe e já não “vendem” autorizações de residência, mas a própria nacionalidade. Na Comissão Europeia olha-se para o fenómeno (que permite aos portadores de vistos deslocar-se livremente por todos os países de Schengen) com algum embaraço. E o mínimo que se poderia exigir era uma uniformização de regras. 
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Aliás, é o próprio Tratado de Lisboa que prevê uma competência partilhada na matéria. Caso contrário, os vários países que querem atrair dinheiro vindo de fora do espaço comunitário tenderão a concorrer entre si através do afrouxamento dos controles e dos critérios de concessão de vistos. E nesse caso o embaraço poderá vir a ser ainda maior.

As capas dos jornais e as principais notícias de Domingo, 6 de Abril de 2014.



Capa do Correio da Manhã Correio da Manhã

Prosseguem operações de resgate no sudoeste da China após sismo que fez 26 feridos
Novo bispo do Porto faz hoje a sua entrada solene na Catedral
OEA renova apelo para "diálogo amplo" entre governo e oposição na Venezuela
Abertas assembleias de voto para eleições legislativas na Hungria
Austrália com esperança mas sem certezas sobre sinal detetado nas buscas por avião
Atriz brasileira Sónia Braga homenageada com prémio do Cinema Iberoamericano
EUA vão enviar mais dois navios equipados com sistema antimísseis para o Japão

Capa do Público Público

As cartas dos leitores
Enquanto a Europa não nasce e se olhássemos para a receita?
Cartas à Directora
Lidar com a agressividade e a frustração dos filhos (I)
A religião crítica e a crítica da religião
O pato viúvo
Vistos gold, nem tudo o que reluz é ouro

Capa do Diário de Notícias Diário de Notícias

Antecipar eleições
Quem vê caras também avalia a inteligência
Videovigilância por instalar na maior parte do País
Suspeitos de ligação à Al-Qaeda são de outros países
Ser Nobel é ter mais poder, dinheiro e reconhecimento
A chave vencedora do Totolota
Fenprof quer travar nova lei sobre formação

Capa do Jornal de Notícias Jornal de Notícias

Mundial de futebol cria guerra de imagens entre TVI, SIC e a RTP
Viver a revoluçãoe vê-la depois ao longe
Velório de José Wilker realizado em teatro do Rio de Janeiro
Menina salva de ficar cega graças a uma foto no Facebook
Destinos esgotados nas férias da Páscoa
Menos carros nas ruas mas mais multas por estacionar ilegalmente
Alertas sobre al-Qaeda vieram do estrangeiro

Capa do i i

Pedro Lomba. "O governo tenta continuar e desenvolver o espírito do 25 de Abril original"
Contra-ordenações. Estado perde 72 milhões de euros devido a prescrições
António José Seguro. Mudança de Portugal começa na Europa
Regulador da Saúde vai centralizar queixas de utentes a partir de Junho, diz Ministro
Calçada. As pedras no caminho dos lisboetas já estão a ser retiradas
Meco. Investigação continua e não há indícios contra dux
Presidenciais. Marcelo continua na frente, mas com margem mínima

Capa do Jornal Negócios Jornal Negócios

Toyota Verso 'Powered by BMW'
Nintendo 2DS
Seguro: Mudança de Portugal começa na Europa
Ucrânia recusa aumento de 80% no gás fornecido pela Rússia
Donos da Cabovisão garantem em França acordo para comprarem operador móvel
Merkel pede uma UE mais justa e sem elevadas taxas de desemprego jovem
Escrevam-me a dizer quem foi ao meu funeral

Capa do A Bola A Bola

Madjer eleito melhor da época
Petit vai continuar no comando do Boavista
PSG testa Chelsea com proposta de 61 milhões por Hazard
Benfica vence Ovarense (86-65)
Deh Alves vai representar Portugal no Mundial
Rayo Vallecano de José Castro vence Celta de Vigo (3-0)
Liverpool em vantagem por Coentrão

Capa do Record Record

Marcelo comanda defesa mais segura fora de casa
Vítor Baía: «Não existe mística»
Do "assim-assim" à concentração
Objetivo comum
Jefferson chega aos 50 jogos
O beijo dos campeões entre Moniz Pereira e Domingos Castro
Tiago Caeiro espreita lugar como titular

Capa do O Jogo O Jogo

Nascido a 25 de Abril
Dragon Force vence na Luz
Criança desperta do coma a ouvir golo de Ronaldo
Fonte do Bastardo bate Benfica
O resumo do Paços de Ferreira-Sporting
"Quero o melhor para o clube que sempre me apoiou"
"Vamos ficar na I Liga"

A FRASE

Depois de custos de pelo menos sete mil milhões de euros, que saíram do bolso dos contribuintes, sem nenhuma condenação entretanto e com inqualificáveis prescrições à vista, o BPN é sempre um tema quente. Que queima quem nele toca. Mesmo quando parece estar em fase de rescaldo, basta um pequeno sopro para o atiçar. Mais do que isso, temos o fogo de novo ateado e sem controlo. Durão Barroso, sabendo dos perigos, arriscou ser incendiário. Chamuscou quem quis atingir, é certo. Mas foi ele quem acabou por ficar mais queimado
Filomena Martins Diário de Notícias