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terça-feira, 15 de abril de 2014

"SÍLVIO BEM-FEITO, BEM FEITO!"



Fátima Silva/João Caldeirinha
O antigo Primeiro-Ministro italiano foi sentenciado por fraude fiscal e terá de se deslocar pelo menos uma vez por semana ao local que for escolhido e aí permanecer durante 4 horas.

A Frase



Seja o assento no PSD ou a página inteira no Expresso, tudo Relvas acolhe com bonomia e o entusiasmo próprio da publicidade gratuita, do mais alto quilate. A prudência e os interesses do PSD convidá-lo-iam a eclipsar-se do espaço público durante muitos anos - mas quanto mais o "facilitador de negócios" aparecer em lugares de destaque, mais os seus negócios ficam facilitados. A maior parte do país, claro, vê Relvas e emborca sais de fruto; só que Relvas também não quer voltar a ter nada com a maior parte do país: "Confessou em privado que nunca voltará a lugares que o obriguem a apresentar declarações de rendimentos". Tamanha frontalidade e descaramento são quase comoventes.
João Miguel Tavares, Público

No Expresso: Assunção Esteves, possidónia.

A questão agrava-se, porque a criatura, para além de possidónia, é pífia.
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A maneira como se move ou anda nos corredores da Assembleia, e se calhar na rua, se é que se sujeita andar a pé na via pública (ainda não tem liteira nem sédia gestatória...), para dar um ar blasé (sei lá!...) e as expressões faciais são paradigmáticas de um ser recheado de inconseguimentos... e de outras palavras fora do comum (ou do léxico) para impressionar...
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As declarações proferidas a propósito da presença ou não dos militares da «Associação 25 de Abril» na sessão dos 40 anos da Revolução, no conteúdo e no tom, são bem a definição do inconseguimento com que exerce as funções de segunda figura do Estado.
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Trata os cidadãos em causa e os que a escutam como imbecis desprezíveis. Como ousam importunar Sua Excelência?
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Houve convite como nos outros anos, "o resto não existe". Brilhante na réplica aos visados e na resposta a uma pergunta!!!
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E como se não chegasse a insolência e a falta de polimento, acrescentou, se queriam usar da palavra "o problema é deles!".
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Só faltou recomendar-lhes que fossem a  alguma outra parte ou bater com a mão na anca e dizer queriam?!!!
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Citando Santo Agostinho, adaptando, a exemplo de um membro do Governo, também poderemos dizer Assunção locuta causa finita, colocando o nome da criatura no lugar de Roma... sempre dá alguma grandeza...

Assunção Esteves, possidónia. 
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Assunção Esteves é uma personagem no sentido plano e caricatural do termo.  Nos romances, as Assunções surgem nos capítulos secundários para dar um colorido sociológico ou histórico ao cenário onde a personagem principal actua.
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Ora, a nossa Assunção Esteves representa o colorido cómico de um certo Portugal, o Portugal da comédia snob, do nariz empinado por questões de nascimento. Sim, é o Portugal que brinca aos pobrezinhos, mas também é o Portugal que quer brincar aos riquinhos. Assunção Esteves encaixa na segunda espécie.
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Julgo que aqueles que brincam aos pobrezinhos têm uma palavra gira para descrever esta segunda categoria: possidónios.   Palavra giríssima, sei lá.
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A segunda figura do estado recusa admitir que o seu pai era alfaiate.  Aquilo que devia ser motivo de orgulho é motivo de vergonha.  Como é evidentíssimo, a filha de um pobrezinho não pode chegar ao topo, é contranatura.
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Apesar da origem humilde, Assunção Esteves aceitou o ethos pseudo-aristocrático da "Lesboa" que se repete em todas as povoações portuguesas com mais de, vá, 10 habitantes.   E a mutação não se ficou por aqui.  Segundo uma peça da Sábado, a Presidenta tem aquela obsessão típica pelo luxo.  Ele é roupa de alta-costura, ele é carteiras que custam 10% da sua reforma (valor da pensão: 7200 euros por 10 anos de trabalho), ele é um corrupio de assessores que trata como escravos coloniais, ele é gastos sumptuários: assim que chegou à Presidência da Assembleia, Assunção Esteves mudou a casa de banho do seu gabinete para não usar a mesma retrete do antecessor.  Que magno problema viu Assunção Esteves no bumbum de Jaime Gama?
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Os regimes mudam, mas este Portugal não morre. A comédia social parece que tem o dom da imortalidade. Tal como em 1950, ainda temos fidalgos a viver em bolhas sem qualquer contacto com a realidade.  E, tal como em 1950, ainda temos fidalgos wannabe que querem à força brincar aos riquinhos para depois brincarem aos pobrezinhos.   País giríssimo, sei lá.
Henrique Raposo
In: Expresso

INTERESSANTE VER


"CHACHADA - FORA COM OS GRAXAS, DE LAMBER BOTAS"

 
"EXPRESSÕES POPULARES"

"A CHACHADA - A ESCANDALOSA MANIPULAÇÃO POLÍTICA"


Chegaram a Portugal dois caramelos que ninguém conhecia e de um momento para outro são levados a herois! Um como outro viveram, no tal proclamado por eles exílio, a expensas das esmolas da União Soviética. Naquela altura qualquer chico que chegasse do estrangeiro e por conveniência política poderia ser colocado no púlpito da  praça pública como heroi!!!

"CONHECER AS MÁFIAS CASEIRAS"

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Eu sei que continua a haver pessoas se recusam a acreditar que existe corrupção em Portugal. Mas certamente ao ver o video, não restarão dúvidas. Estamo...