Le
mos com muito interesse um artigo (http://combustoes.blogspot.com/ ) de Miguel Castelo Branco intitulado "Piranhismo" que na nossas maneira de analisar o conteúdo, escrito, se refere às "Piranhas" que se movimentam, nas águas turvas e lodosas, a sugar o sangue a comer a carne e a roer os ossos do cidadão honesto que ainda, em Portugal, felizmente os há. Ora o Miguel começou a trabalhar aos 15 anos, cumpriu as suas obrigações militares, nunca faltou ao serviço, tem o registo criminal cristalino; nunca pediu um atestado de doente falso a um médico amigo e, chegamos à conclusão, que é um cidadão honesto deste país. Não duvidamos das frases escritas do Miguel e até, nós, nos encontramos, absolutamente, honestos como ele.
Cumpridores das nossas obrigações para os incompetentes que em nós mandaram durante as nossas responsabilidades de servir.
O Miguel na sua idade e relacionada com a nossa é um jovem, mas absolutamente marcado pelas injustiças que continuam a "medrar" em Portugal, onde tudo continua a funcionar nos modos de compadrio e prevalece "favor- práqui-favor-práli" e assim por diante.
Os portugueses são o que têm sido através do séculos e já não há mesmo nada a fazer...
É aguentar e cara alegre!
Nós que já andamos no mundo (note-se nunca a vegetar) há 73 anos e a trabalhar desde os 10 anos, a carregar tabuleiros de queijo à cabeça pelas ruas do Porto tivemos, desde criança, que aprender a agarrar os bois pelos cornos.
Depois um "globe-trotter" a trabalhar e a correr países em África, árabes e do oriente, igualmente tivemos que segurar vários bois (poucos de nacionalidade estrangeira), de pura raça lusitana para não levar marradas e ficar pendurado nos cornos deles.
Mas, já contavamos com isso, que mais tarde ou cedo que não iríamos conseguir segurar os cornos de um boi, pensamos que era um b
oi manso, enganou-nos... Marrou-nos e atirou-nos para lá da trincheira e para junto da assistência que assiste, impávida, serena e já sem forças para travar as investidas dos bois que continuam andar por aí a pastar na pradaria de boa erva e melhores ares.
São bois/piranhas que depois de marrarem as pessoas ainda lhes sugam o sangue, comem-lhe a carne e roiem-lhe os ossos.
É o Portugal, nação secular, que se identificou, desde o princípio muito mal com os marqueses, condes,viscondes, barões, cardeais, bispos, padres, freiras e o poviléu bocagiano e pacheconiano.
Mas nós estamos no novo milénio e Portugal está na estaca zero!
Os vícios continuam arreigados na sociedade onde nada se consegue sem uma cunha...
Foi criada uma sociedade onde só medram os incompetentes mediocres, os engraixadores de botas, intriguistas e os corruptos, os tais considerados salteadores de estrada, não violentos, mas assaltam os dinheiros que são públicos com técnicas de homens de uma seriedade inviolável.
O Miguel é um pregador do deserto que do alto da duna procura que a sua voz seja ouvida. O vento quente do deserto leva o som da voz de seu pranto e ninguém a ouve a não ser os honestos como ele, onde estou incluído.
Os bois continuarão andar por aí a marrar e as piranhas a sugar o sangue, a comer a carne e a roer os ossos da gente honesta.
José Martins