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Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
COMO FERNANDO PESSOA ANALISAVA PORTUGAL NA SUA ÉPOCA
Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade:
É o português, típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e bandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.
O outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que o é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. `´E, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.
Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D.Sebastião que caíu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é o símbolo do regresso de El-Rei D.Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a família se não extinguisse.
Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si, O Potuguês, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três características:
(1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência;
(2) o predomínio da emoção sobre a paixão;
(3) a adaptabilidade instintiva.
- Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade.
- Pelo seguundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento.
- Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.
Cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.
O português do primeiro tipo é exactamente isto, pois é ele o português normal e típico.
O português do tipo oficial é a mesma coisa com água; a imaginação continuará a predominar sobre a inteligência, mas não existe; a emoção continua a predominar sobre coisa nenhuma; a adaptabilidade mantém-se, mas é puramente superficial - de assimilador, o português, neste caso, torna-se simplesmente mimético.
O português do tipo imperial absorve a inteligência com a imaginação - a imaginação é tão forte que, por assim dizer, integra a inteligência em si, formando uma espécie de nova qualidade mental. Daí os descobrimentos, que são um emprego intelectual, até prático, da imaginação. Daí a falta de grande literatura nesse tempo (pois Camões, conquanto grande, não está, nas letras, à altura em que estão nos feitos o Infante D.Henqrique e o imperador Afonso de Albuquerque, criadores respectivamente do mundo moderno e do imperialismo moderno) (?). É esta nova espécie de mentalidade influi nas outras duas qualidades mentais do português: por influência deia a adaptabilidade torna-se activa, em vez de passiva, e o que era habilidade para fazer tudo torna-se habilidade para ser tudo.
Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão.Introdução organizada por Joel Serrão) Lisboa: Ática, 1979.
domingo, 28 de dezembro de 2008
É O QUE SAIU HOJE!
ado de António Barreto para Guilherme Costa presidente da RTP: "Gostaria que RTP examinasse seriamente o seu papel a sua função cultural e a sua missão informativa, sacudindo a dependência estreita do governo em que se colocou voluntariamente, pensando na nobreza do serviço que poderia prestar ao país, produzindo programas que não nos envergonhem e cultivando aquelas que poderiam ser as suas mais relevantes qualidades, a independência e a servilidade". Trecho de um artigo publicado no "Público" de 28.12.08MISS RÚSSIA - A MAIS LINDA DO MUNDO
TERROR EM BUCARESTE - E OS MALEFÍCIOS DA GLOBALIZAÇÃO
Deus me livre!
José Martins
sábado, 27 de dezembro de 2008
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Não havia nessa altura (já os animais não falavam) chouriços a roubar, os "carjacking", os miúdos a "malharem" nos professores, como o malhador em centeio verde e a borrarem as paredes com a praga dos "sprays".
Se andassem levavam umas estaladas nas "trombas" ou com o cacetete do "sô" polícia nas "nalgas"(refilando a dose era a dobrar), que ficavam com o "nalgueiro" arder e perdiam a mania de estragar as paredes dos outros.
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Corruptos também não havia...
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Escândalos dentro do Governo, só se conhece o "Baile das Rosas" onde uns dois ou três, do Governo, se divertiram a dançar, com "gajas" com mais de 18 anos...
O Ministro Rui Patrício até afirmou: "gaita já um tipo não pode colocar à prova a sua virilidade"!
Mas não foi como o caso "casapiano" (de barbas longas) que depois de gente do Governo, andarem a brincar com a "pilinha" dos miúdos, um "Pedrinho" recebeu, ou vai receber uma nota do "camacho".
Também não havia "maricas" no Parque Eduardo VII, no ataque, pela noite adiante, onde aparecem uns gajos de carros de "topo de gama", a engatá-las.
Na altura ser "paneleiro" era uma vergonha...
O Terreiro do Paço era a Praça Portugal no meu tempo.
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Hoje meus meninos é a Praça do Lixo e, com licença, da MERDA"!
SÁTIRAS, POLÍTICAS,CASEIRAS
EMBRULHEM E AMARREM-LHE UM LACINHO DE SEDA
Euro2550 que me ofendem
je tive conhecimento que o Governo ofereceu a José Sócrates como prenda de Natal um cheque no valor de 2550 euros, para que o Chefe do Executivo possa fazer compras em determinãda loja de roupa. 































