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domingo, 1 de fevereiro de 2009

ASSIM VAI A DIPLOMACIA EM BANGUECOQUE

DIPLOMACIA "PIPOCA" DE ARROZ
Hoje estou inspirado e apetece-me escrever. Há dias sou igual ao Venceslau de Morais, desaminado, sentado à sua mesa de escrever, entre a solidão na sua casa, em Tokushima, (Japão) depois de lhe terem morrido os seus dois amores japonezinhos.
Vivia por ali enregelado de frio e, acredito, sem qualquer comidinha para se alimentar.
O Venceslau que poucos portugueses conhecem a história de sua vida, os japoneses chamam-lhe o "Venceslau do Japão".
Várias vezes vou buscar um dos quatro livro que tenho na minha biblioteca para me alimentar o espírito... Um dos meus preferidos é "Venceslau de Morais Notícias do Exílio Nipónico", que em mão, em Banguecoque, me ofereceu com uma dedicatória, o Dr. Jorge Dias que tinha sido o seu autor.
O Dr. Jorge Dias, sofria do coração, notei a sua doença e faleceu pouco depois, de regressar, da capital tailandesa, ao Japão.
Venceslau de Morais foi um oficial da Marinha Portuguesa que viria abandonar pelo amor ao Japão ou pelo amor que por lá deixou de quando a canhoneira Mondego numa visita de cortesia, num porto, lançou o ferro.
Ainda está pouco esclarecida a razão porque teria sido que Venceslau de Morais numa carta informava Lisboa a sua intenção de abandonar a Marinha Portuguesa e renunciar ao montante de sua reforma.
Bem se pode entender que Venceslau de Morais teria sido humilhado e mandou colher urtigas o posto de capitão-tenente da Marinha e a compensação pelos seus serviços (que foram muitos Portugal) a reforma. Venceslau de Morais morreu no Japão, já depois dos 70 e tais anos e sepultaram-no, em Kobe, junto aos seus dois amores, as japonezinhas.
Mas os japoneses honraram o Venceslau, com um busto, em Kobe numa praça pública.
Ora Venceslau do Japão foi um homem daqueles: antes partir que torcer e não aceitou humilhações de "pirolitos" hierárquicos no seu tempo.
Eu também fui humilhado por um "pirolito" que caiu na diplomacia portuguesa por favor e nos modos: "arranja lá um lugar para o meu rapaz...", que se chama Luis Cunha.
Por mais incrível que possa parecer o chefe de missão o embaixador Faria e Maya sustenta um "pirolito" diplomata, de baixo estofo, que grande dano tem produzido a Portugal na Tailândia e uma vítíma, humilhada, fui eu depois de 24 anos na Embaixada de Portugal em Banguecoque.
Um homem com 74 anos, a minha idade, não chora pelo lugar deixado, mas decepcionado como pode ser a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros expedir diplomatas para uma missão que nem tão-pouco servem para limpar o chão da chancelaria.
Uma das perguntas que iria fazer ao ministro Luis Amado, se passasse por Banguecoque, seria se ele ainda não conseguiu terminar com as "capelinhas" e os jeitinhos no Palácio das Necessidades.
E por último: "senhor ministro Portugal não vai a lado nenhum com gente desta no estrangeiro!"
José Martins


O DESTERRADO E O DESGRAÇADO


A inocência deste gajo "chico esperto" levou-o à total desgraça... Completamentente enceleirado de merda!

AUMENTO DE FALÊNCIAS EM PORTUGAL

FALÊNCIAS, EM PORTUGAL, EM FLECHA
É a pura realidade aquilo que está acontecendo em Portugal...
Ouvimos há uns dois anos o PM José Sócrates, delirante, anunciar a formação de uma empresa em 24 horas!
Claro que desde logo, futurei, não haver senso nas suas palavras,fantasmagóricas, que soprava para a praça pública.
Parece-me que José Sócrates via nisso a salvação, já débil, da economia portuguesa.
Destes alardes estou eu bem farto e o público, com dois olhos de ver, que se trata de demagogia do "preço da uva mijona" que os poucos esclarecidos a engolem. No tempo do Governo do António Guterres, no ano 1998, também sem senso ou ponta por onde se lhe pegasse (houve festa, discursos e copos à mistura), anunciou que iriam ser enviados para os estrangeiro 400 jovens, estagiários licenciados, para junto aos gabinetes do ICEP (alguns em empresas de países da UE) sediados no estrangeiros, se treinassem em cima das relações internacionais.
António Guterres via nisso a incrementação das exportações de Portugal para o exterior.
Era, no seu modo de ver, a alavanca, para o desenvolvimento da economia portuguesa.
Para Banguecoque e de quando eu era o representante do ICEP, alternamente, enviaram 3.
Durante uns tempos quedavam-se em Banguecoque, junto ao Gabinete do ICEP e na empresa "Abrantina" (o escritório num quarto de hotel de 3 estrelas), que nunca aqui fez obra nenhuma, tão-pouco registada no Governo da Tailândia como construtora; outras partiam para a mesma empresa, em Kual Lumpur (Malásia), onde pouco ou mesmo nada tenha feito obras.
Não sei se ainda se queda por lá com escritório aberto.
Aparte de dois jovens, muito ambiciosos, um outro foi passando o tempo, montando uma moto desportiva, dando boleia a suas namoradas e pedir-me o montantes para pagar a ligação à Internet.
Aconselhava-me que deveria colocar no mercado tailandês os chocolates, os rebuçados, os chupa-chupas portugueses e outros produtos, de impossível colocação.
Porém o estagiário tanto me falava na promoção dos chocolates e dos chupa-chupas que um dia já meio irritado respondo-lhe: "se pretende aprender algo sobre aquilo que Portugal pode exportar para a Tailândia, deve correr os supermercados de Banguecoque verificar, nas prateleiras, onde os chocolates, os rebuçados, os chupa-chupas, os sabonetes e os detergentes são fabricados".
Era nessa altura o ministro da economia o Pina Moura.
Pelos anos de 1988 programou uma viagem, turística, à Ásia.
Com ele uma comitiva, integrada, onde se incluia o vice-presidente do ICEP, o meu velho amigo engenheiro Diogo Tavares, que hoje dado ser "gente grande" da GALP, deixou de me conhecer...!!!
Teria que haver uma concentração, em Macau, dos delegados do ICEP no famoso Hotel Oriental.
Eu como representante para os países do Sudeste Asático, onde o embaixador estava acreditado, recebi uma comunicação para seguir para Macau.
O embaixador Mesquita de Brito, não ficou com ciúmes, de tão grata honra, tinha sido contemplado, em gozar uns dias (4), no famoso "Oriental de Macau" à borla.
Houveram várias reuniões (jantei na mesa do General Rocha Vieira no Palácio de Santa Sancha), com os delegados do ICEP na Ásia: Pequim, Tóquio, Macau no Oriental.
Apenas assisti a uma (exclusivamente para mim), para dar conta do comércio da Tailândia e países vizinhos.
Forneci a Pina Moura tal qual a realidade.
E que Portugal deveria continuar apostar na área em franco desenvolvimento económico.
Recebi uma total desilusão sobre a sua orientação, puramente académica/política e distante do conhecimento da realidade do comércio nos países da Ásia do ministro Pina Moura.
Um desgosto enorme e uma decepção tida de Pina Moura, dado que é beirão, como eu, de Seia e eu de Gouveia a escassos quilómetros da minha terra.
Pina Moura era nem mais nem menos um "lagareiro" que não percebia, nadinha, sobre o mister da produção e funcionamente de um lagar de azeite!
José Martins

POR UNS ANOS "BEM BONS" NÂO TEM PROBLEMAS DE SUSTENTO

O Maxsim, de nacionalidade ucraniana, passeou muito por esse mundo adiante... Deambulou pelos Estados Unidos da América, pela Europa e fez por lá negócios chorudos, ligado a redes de pedófilos.
A vida nestes últimos tempos correu-lhe pelo melhor com a realização e colocação no mercado de CD Rom pornográficos.
Ganhou lagos de dinheiro pelas américas.
Porém, ali, já era procurado pelo FBI americano e o Maxsim escapou-se para as praias do sul da Tailândia.
Depois da fuga dos Estados Unidos o ucraniano pensou que a polícia americana já nunca mais lhe colocariam a vista em cima.
Pedófila que faz um filme e o vende, claro está que faz um cento!
Enganou-se e lixou-se...
A polícia tailandesa (que não é nada meiga para estes casos) deitou-lhe a mão, nas suas andanças e transações comerciais.
Nunca um mal vem só pelo caminho...
A polícia tailandesa já possuia uma informação internacionaç para lhe deitar a luva e caçou-o quando se movimentava a fazer negócio.
A Justiça americana solicita a extradição do ucraniano para o seu país.
Certamente que irá em tempo certo, só que terá que ser, primeiro, julgado na Tailândia e depois de cumprir a pena de cadeia (pode ser de uns 20 anos), viajará, então, para os Estados Unidos, com um bilhete de avião, algemado, de um caminho e as honras de ser acompanhado por dois agentes da polícia.

GOLFE CLÁSSICO DE ALTA COMPETIÇÃO PELO SENHOR SILVA, DE BELÉM,. A VOLTA DO NECAS

LUSITANO ORGULHO, ARRUFOS DE ALCOVA E MATARAM O REI

MATARAM O REI
Faz hoje anos que mataram o Rei D. Carlos. Nem quero falar nisso. Prefiro recordar-vos que o monarca foi um bom caçador, pintor e desenhador. João Severino - http://pauparatodaaobra.blogspot.com

Credo abrenúncio... Arrufos de alcova!


LUSITANO ORGULHO


Tem sido uma falta deste blogue de ainda não ter dado o devido relevo a estas duas, proeminentes, personalidades lusitanas na Tailândia.
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O Nuno Caldeira da Silva é um especialista de boa mesa; melhores vinhos e uma revelação, como analista político, centralizado num palácio de vidro na rua nobre do centro de Banguecoque a Wireless Road, que se diverte a escrever umas coisas e ainda lhe pagam ao fim do mês...
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Há "cagande" Nuno!
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Está sempre em cima do acontecimento.
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Pena foi que não tenha caído de paraquedas na capital tailandesa há mais tempo.
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O Miguel Castelo Branco é um "porreirinho" com uma sede e amor, constante e incontrolável pelas belezas e das gentes tailandesas.
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Posso garantir sem pontinha de dúvida que o Miguel já conhece mais deste país, das gentes e das suas tradições, que eu em 30 anos.
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Um "porreirinho" que escreve, excelentemente, umas peças que me dá gosto de as ler e até comentar, mas outras são muito complicadas de entender o tema, para um gajo como eu, que só tem a 4ª classe, conseguida, com merendas de pão de centeio e azeitonas pretas (algumas já sapateiras).
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Quanto ao analista político Nuno Caldeira da Silva quando as bota as notícias/análises para o blogue, já têm barbas e conhecidas há 24 horas ou mais.
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De qualquer forma e feitio aqui vão as minhas homenagens a estes dois "puro sangue" lusitanos.
José Martins

sábado, 31 de janeiro de 2009

RISO DOMINICAL!


Alegria, alegria ó gente do meu país! O Instituto Camões fez 80 anos! E os frutos foram imensos... Segundo a velhinha da Luz e o Zé Paulo. Este o que fez as sondagens em cima dos benefícios que representam o Instituto Camões para a economia portuguesa. Riam-se por aí muito e podem gargalhar!



Grafismo da responsabilidade de José Martins

PORTO LIVRE - ASSIM VAMOS COM A POLÍTICA!


Vem aí trabalho a dar com um pau!

Nada de pánico! Tudo neste país corre em cima de rodas lubrificadas...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DE REGRESSO DO RIO KWAI

Mais uma vez visitei a cidade de Kanchanaburi.
Sou conservador e acomodo-me no "Jolly Frog", uma simpática estância balneária, situada na rua Rio Kwai que principia junto à infamosa ponte (Bridge Over the River Kwai), com uma extensão de cerca de uns 3 quilómetros.
Antes de uns 300 metros do términus da rua ao lado direito está o "Jolly Frog" (Júlia Rã).
A rua Rio Kuwai, margina o rio do mesmo nome; de correr de água mansa, onde durante o dia os barcos compridos (long tail) numa correria transportam turistas.
A estância compôm-se de 60 "bengalôs", cujos preços vão de 180 bates(arejados com ventoinha) e 290 bates (com ar condicionado).
Os empregados são simpáticos desfazem-se em amabilidades para com a clientela.
Comida excelente onde podem ser escolhidos pratos de iguarias tailandesas ou ocidentais.
A população que reside, na rua Rio Kwai, o seu viver depende do turismo, proprietários de pequenos bares, aluguer de carrinhas, mini-buses veículos de duas rodas a pedal ou motorizadas e lojas de serviços de "Internet" a 30 bates a hora.
Há umas duas ou três dezenas de bares, ao longo da rua, a maior parte construídos de canas de bambú e cobertura de folhas de ávores.
Não são daqueles bares considerados de "alterne", mas onde se pode beber uma cerveja e jantar num ambiente de bem estar.
A cidade de Kanchanaburi é uma urbe que não se distancia da vida,normal, de outras do sul ao norte da Tailândia.
Por mais estranho que possa parecer, depois dos acontecimentos políticos e sociais que ocorreram na cidade de Banguecoque, alguns "Velhos do Restelo" consideraram os efeitos da crise que motivada pelo encerramento de dois aeroportos, internacionais, na capital tailandesa, semelhante à hecatome "Tsunami" ocorrida em 26 de Dezembro de 2004, que viria atingir as praias do sul.
De facto, de quando o encerramento (estive nessa altura no Rio Kwai) dos aeroportos, fomos encontrar escassez de turistas e uma fraca percentagem de ocupação na "Jolly Frog".
Na altura perguntei à recepcionista que taxa de ocupação havia e mostrou-me uma "cambulhada" de chaves que foi o mesmo, responder-me, quedar-se fraca.
Na minha permanência de agora, uma semana completa, o "Jolly Frog" encontrava-se a 90% e um corrupio de chegadas e partidas de turistas, estrangeiros, de "mochila" (gente jovem).
Por curiosidade, todos os dias às 7 da manhã, dirigi-me para a área da ponte e verificar a afluência de visitantes.
A esta hora ainda é cedo para os turistas chegarem...
Lá para junto às 9 horas estarão ali os primeiros para atravessarem a ponte. Posso afirmar que durante uma semana foi o primeiro "farang" a caminhá-la nos dois sentidos.
Algumas manhãs corria, nos dois sentidos, 3 vezes.
Dá-me prazer, assim como qualquer outra pessoa lhe daria, fazer este excercício matinal, cuja frescura apetecível, vinda do rio, que conforta o caminhante.
Lá do alto, que não devem ser 10 metros, entre o tabuleiro e o curso do rio, entre os arcos e as barras de ferro bruto que compôem aquela estrutura que foi de sacrifico e de morte de dezenas de milhares de soldados, prisioneiros do exército imperial do Japão, temos pela frente uma paisagem deslumbrante com a verdura das duas margens do rio; as pequenas ilhas no curso, onde crescem as plantas, aquáticas, os lótus e os jacintos.
Do lado direito e esquerdo da ponte estão as altas cordilheiras de montanhas na direcção terras da Birmânia.
Ainda só há uma meia dúzia de pessoas, a quais residentes no local; surge o homem das "bandeirinhas", avisar os passeantes matinais para que desloquem para os abrigos, lateriai, da ponte.
Está a chegar o comboio!
Junto às nove da manhã chega outro comboio mas este é o luxuoso "Express Oriental", para turistas endinheirados.
Sai de Banguecoque, ao princípo de domingo e chega a Kanchanaburi pela manhã de segunda-feira; atravessa a ponte em cima do rio Kwai e mais à frente tem outra espectacular, construída com toros de árvores teca, a ponte Wong Po, que segue junto à margem do rio Kwai até ao final da linha férrea, em Nam Tok.
Regressam à ponte em Kanchanaburi e ficam por ali, assistidos por guias especializados que os levam aos pontos, principais, que merecem ser visitados onde se inclui um passeio de barco pelo rio Kwai.
Ao principio da noite partem para a Malásia.
Não deixa de ser curioso mencionar os preços do "Express Oriental" que só gente abastada poderá utilizar este meio de transporte: "Pullman Superior" 2.210, "Cabine Especial" 3140 e Suite Presidencial" 4.420, montantes em dólares americanos.
Enquanto não chega o grosso da coluna de visitantes, para caminhar ao longo da ponte, dei um salto ao "cemitério de guerra" situado à saída da cidade de Kanchanaburi, onde estão assinalados em placas de bronze e gravados os nomes dos soldados, prisioneiros dos japoneses, vitímas de febres, má nutrição, durante a construção do caminho de ferro, chamado de morte e a infamosa ponte em cima do rio Kwai. Este cemitério que honra os nomes dos militares caídos e incorporados nas "Forças Aliadas", estacionados no Sudeste Asiático, Indonésia e Hong Kong contra a ocupação das tropas imperiais japonesas é frequentemente visitado por familiares, chegados da Europa, Austrália, Nova Zelândia e América.
Na altura que cheguei ao cemitério ainda por ali não havia visitantes, que por curiosidade ali vão para colher imagem e até deu para eu meditar: "porque razão as guerras acontecem e encontrar o porquê de se ter sacrificado vidas humanas ontem e que, actualmente, os "massacres" continuam...".
Caminhei entre os corredores de relva bem tratada, ladeadas de placas onde há nomes, gravados, de militares que eram jovens quando partiram.
Dezenas deles com 2o e uns poucos de 18 anos.
Entrou, pela porta principal do campo de repouso, um grupo de visitantes de uma dúzia de pessoas.
Segue à frente um homem que se dirige para um ponto que bem me pareceu conhecer o local e quedou-se, mais o grupo, em frente de uma placa.
Bastante distante observei toda aquela gente com os olhos fixos no chão.
Retirei a lente, 16.70, da Nikon F70 e em lugar desta coloquei uma zoom de 80-200, fiz umas poucas fotografias, distante para não perturbar, a romagem de homenagem a um familar caído havia 66 anos.
Partiram e dirigi-me o local e fiz mais uma imagem à placa em memória do Sargento Andersen, cujo número lhe tinha sido conferido de 5.355 e falecido no dia 11 de Setembro de 1943.
O sargento Andersen além de não ter tido uma morte digna, não teve, porém um funeral com a miníma decência, talvez cremado ou lançado o seu corpo, esquelético, sem vida para a vala comum, cavada entre a vasta e cerrada floresta que circunda a cidade de Kanchanaburi.
Para os leitores estarem ao corrente da história e daquilo se haja passado, na década quarenta do século XX, quer na construção da ponte, em cima do rio Kwai, ou do caminho de ferro, cujo a intenção dos japoneses seria ligar, Singapura à Birmânia e, ainda a ambição de seguir a construção, mais ao norte e atingir a Índia. Um clique: http://aquitailandia.blogspot.com/2008/04/ponte-do-rio-kwai.html .
Abandonei o cemitério, sei lá quantas vezes o visitei antes e, como sempre, com alguma emoção porque não é fácil, para quem tem sentimentos e respeito pela vida humana enfrentar as "animalidades" cometidas por outros seres humanos.
Volto para a entrada da ponte e ver que movimento de visitantes haveria por lá.
Vão chegando grupos pequenos, outros com cerca de umas 30 pessoas.
O maior quinhão são de orígem de países asiáticos.
Entre eles estão, muitos japoneses cujos seus antepassados foram os causadores da tragédia da ponte, mas que a estes não se lhe pode imputar culpa de tal facto.
É o mundo da política e dos conflitos que embora não seja fácil de perdoar pelas famílias dos atingidos, agora, no correr do tempo é mais uma página entre as muitas que narram episódios da "Segunda Guerra Mundial".
O passado em Kanchanaburi entre os anos de 1942 e 1945, ficará para sempre, a memória, num museu de guerra instalado junto à ponte que recomendamos aos visitantes do mundo lusófono o visitarem.
Durante o dia milhares de pessoas atravessam a ponte de um lado ao outro.
A invenção da máquina fotográfica digital permite aos caminhantes da ponte tirarem milhares de fotos em todos os ângulos em cima daquela estrutura, bruta, de ferro assente em sete pilares no leito do rio.
Junto à ponte chegam dois autocarros e principiam a sair, jovens estudantes, vestindo todos camisola da mesma cor.
Com eles, nas mãos um bloco de notas.
À frente, daquela "matulagen", escolar, dos dois sexos um jovem de uns 30 anos que nasceu "albino".
Gente nascida albina existe pelo mundo todo.
Cheguei a vê-la em África na terra de gente negra.
O homem, que sofreu da congenitização do albinismo, embora não muito acentuado, dado que suportava, bem de frente, os raios do sol, caminhava ladianamente entre o lastro da ponte.
Os estudantes, entre as idades de 16 aos 20 anos, iam parando em pontos que lhes ordenava e tirava-lhes fotografias.
Aproximei-me do jovem albino e fiz-lhe uma pergunta que não me lembro e responde-me, num puro inglês com um certo orgulho: I´m thai ! (eu sou tailandês!).
Entabulei conversação com o jovem professor, que trazia os seus estudantes para lhes mostrar a "Ponte do River Kwai".
Num dos desvios que há vários no correr da ponte, quedei-me a observar a alegria que enxameava a classe, de uma escola vocacional, na província de Ayuthaya, de bloco e esferográfica nas mãos.
Um jovem chegou-se junto a mim e pediu-me para lhe responder a perguntas que me iria fazer.
Estas seriam: A que país pertencia: a cores da bandeira; qual a frase, na minha lígua: "I love you" (eu amo-te); que impressões tinha das pessoas tailandesas; que lugares, tinha visitado e qual que tinha mais gostado e o prato preferido de culinária de seu país."
Todas as respostas solicitadas foram satisfeitas e terminou, em seguida com uma exclamação pelo grupo, que presenciou a minha questionabilização, quando os informei que vivia na Tailândia.
Teve que haver uma imagem da minha pobre e velha face entre os jovens. As estudantes do sexo feminino não param e sem descanso vão interpelando os turistas que vão chegando à ponte.
Veio à minha mente que as nações nascem e crescem conforme o cuidado dos cidadãos que nasceram sob a sua bandeira.
Entre a população tailandesa há o orgulho de ser TAI (tailandês) e para todo o visitante ao seu país há sempre um sorriso.
Sorriso que deve ser, filosóficamente, respeitado porque nem todos os sorrisos reluzem, igual, ao ouro.
Mas quando o sorriso é entendido e respeitado, temos pela frente, sem dúvida, que haja, um amigo para sempre.
Surpreende-me toda aquela disciplina dos estudantes, bem longe estão para o atingir os alunos das escolas portuguesas onde começa a não haver o respeito (segundo o que vou sabendo pela comunicação) para com o mestre.
Digno de realçar como os alunos de escolas são incentivados para promover o seu país, a Tailândia.
Deixa-me maravilhado o entusiasmo observado, como ainda muito jovens se interessam na divulgação de sua nação.
Junto à ponte são montadas bancas onde o turista pode a preço de "tuta e meia" comprar um refrigerante, uma garrafa de água, um coco de líquido fesquinho, ou uma espetada de galinha ou outra carne assada.
O fumo dos assados provindo das cozinhas ambulantes entra nas narinas e abre o apetite e um petisco a recomendar para enganar o estômago antes do almoço ou o jantar.
Passei o dia completo e em cheio entre pessoas, de várias nacionalidades e a poesia da ponte.
Lá do alto da ponte admira-se toda aquela beleza da corrente de um rio que se movimenta preguiçosamente em direcção do Golfo da Tailândia. Casa flutuantes, que considero de festa navegam rio acima e abaixo, durante ia e até à meia noite.
O sol aproximava-se do poente, é tempo de regressar ao "Jolly Frog" e tomar um reconfortante banho de chuveiro.
Antes de partir sento-me, por ali numa escada e bebo um a água de coco fresco.
Dou a última olhadela à ponte que depois de tantos martires, soldados, terem sucumbidos pela má nutrição e doenças tropicais, é hoje uma um ponto que atrai milhares de visitantes diariamente.
Desde as 10 da manhã até ao sol se esconder para lá das montanhas dos "Três Pagodes" o caminho dos turistas, em cima do tabuleiro, não estagna.
Vê-se, em alguns caminhantes um semblante carregado e poucas palavras ouvidas.
O espectro do passado que entra em cada um a guerra inútil para satisfazer as ambições dos homens. Levanto-me depois de uma curta meditação e vejo um grupo de estudantes do sexo feminino de outra escola que não era a dos que tinha estado pela manhã.
Chegam alegres a transbordar jovialidade.
Entre elas uma traz, pendurada ao pescoço, uma medalha.
Não era de ouro, nem de prata, mas talvez de bronze.
Fosse de metal que tenha sido cunhada. mas a medalha estava com ela a representar uma sua vitória.
Não lhe perguntei em que modalidade de desporto a tinha conquistado.
Deveria ter sido numa competição, organizada entre escolas.
Não resisti à tentação de pedir à rapariga que me autorizasse fazer-lhe uma fotografia com a sua medalha.
Era a minha participação no seu orgulho de campeã.
E quem sabe se a teremos, no futuro, uma atleta olímpica.
Para já a sua imagem ficou registado e o seu orgulho, nos meus arquivos fotográficos.
José Martins 31.01.09

O REI DA BOLOTA PARA A ENGORDA DE PORCOS E A CHATICE DO "FREEPORT"




Devemos dar todo o nosso conforto moral ao Zé
O Vencido da política a caminho da glória!