Estou pelo D.José. A imprensa escrita, interneteira, a radialista e a visual tem explorado o assunto que não tem pontinha de interesse que valha.
O público português (parte), mastiga e digere o que a comunicação social lhe impinge.
Evidentemente que não vai fazer mossa nenhuma a dor que os muçulmanos estão a sentir pelas afirmações de D.José intolerantes à tolerante comunicadora Fátima dos Santos Ferreira.
Ontem a RTPi (aquela que temos, bossal e sem imaginação), apresentou umas duas famílias em que o marido muçulmano e a esposa cristã portuguesa.
Uma família feliz e gostei de ouvir as palavras da minha patrícia lusa. Não sei se vão haver manifestações de desagravo, no largo do Intendente, na Praça da Figueira, com toda a comunidade muçulmana acolhida em Portugal, a gritarem a palavra de ordem: "morte ao D.José!".
Não sou racista.
Tive namoradas, ao longo da minha vida, pretas, mulatas e até uma rapariga muçulmana, na Rhodésia (Zimbabwe), enquanto eu fazia uns "biscates" de mecânica, fora de uma pequena garagem, nos automóveis dos emigrantes portugueses, do terceiro andar, pela calada, enquanto eu vergado em cima do motor, lançava-me flores.
Olhava para o alto do prédio e não via ninguém.
A coisa foi-se repetindo e até que uma noite a rapariga, com meia face, apoiada no peitoril da janela, colocou o dedo nos lábios a dizer-me que era ela que me lançava as rosas do medo.
Nunca falei com ela e até não sei aonde estaria o meu encanto, dado que eu fui sempre um desasado.
Porém aquela rapariga, muçulmana, vivia acorrentada e procurava, imaginariamente a sua libertação.
Como ela há milhões espalhadas pelo globo.
São consideradas uns objectos ou (porque não?), máquinas de prazer. Todo o ser o humano é fraco e tem os seus devaneios e suas seduções. Ninguém é proprietário de ninguém e o ser humano é livre.
Se a mulher muçulmana cair em tentação e praticar o adultério; descoberto o crime vão cair em cima dela as iras de Maomé, o ódio de toda a comunidade e morta por apedrejamento.
Eu vivi 10 anos eu países 100% muçulmanos: nos Emiratos Arabes Unidos, Tunisia e Turquia, (moderados) e de maxima rigidez na Arábia Saudita.
Impensável na Arábia Saudita ser erigidas igrejas de outras religiões, enquanto que nos outros países podiam.
E com surpreza minha em Sfax na (Tunisia) vi uma Sinagoga onde se praticava o culto judaico.
Sobre o apedrejamento de mulheres tive o conhecimento, através de um ajudante meu, iamanita, que me serviu por algum tempo na oficina, ambulante, no deserto.
A mulher é amarrada a uma estaca num largo, uma camião basculante de sarrisca (pedra miúda) é despejado a uns cinco metros da mártir.
A seguir vem o sacrifício e o ódio de homens vestidos de robes brancos e de mulheres cobertas de véus pretos e começa o martírio para aquela desgraçada adúltera.
Principia então o arremesso compassado da pedra miúda que a vai matando lentamente.
Pode o martírio demorar horas, um dia até que as "pedrinhas" se vão amontoando à volta da mulher até ao último suspiro.
Desamarrado o cadáver é depois levado para bem longe e os abutres do deserto se encarregarão de o fazer desaparecer.
O homem sedutor esse teve outra morte e mais limpa,,,
A espada em feitio de meia lua de um golpe certeiro o carrasco lhe separará cabeça do tronco.
As palavras de D.José estão a dar brado na comunicação social, mas não se fala (porque não interessa) nos vários movimentos de mulheres muçulmanas, em favor de se libertaram do arcaiquismo a que estão sujeitas, pela escravidão, imposto pela religião de Maomé de que o homem, muçumano, não se pode apartar mesmo que o deseje.
José Martins