O VETO DE CONSCIÊNCIA
Infelizmente, desde que José Sócrates, tomou posse do Governo, tenho vindo a encontrar as maiores disparidades em cima de sua conduta, como governante.
Ainda lhe dei algum crédito de quando,eufóricamente, se movimentava na campanha eleitoral.
Não foi porque tivesse alguma simpatia pelo PS (não confio em nenhum outro partido), mas pelas suas palavras e futurei que José Sócrates seria uma nova revelação.
Não conhecia o seu passado político e sinceramente já estava cansado do aventureirismo de outros seus predecessores.
Tinham-me enganado todos!
Desde a presidentes da República a Primeiros-Ministros e o último foi o Pedro Santana Lopes.
Depois de tantas dúvidas e ter dado algum crédito a José Sócrates, logo após ser empossado, surgem dúvidas, públicas, se é um verdadeiro engenheiro ou de coisas já feitas.
Com o correr de sua governação comecei a verificar que ele era nem mais ou nem menos uma cópia fiel ,tirada a papel químico, dos seus antecessores.
Surgem as maiores disparidades durante a sua gerência: " a construção dos aeroportos; do TGV; a população a ficar sem hospitais e clínicas; o protesto dos professores, o aumento dos criminalidade, a caída da economia e agora, para compor o ramo, o caso do "Freeport".
Entre tantas "cavaladas", que lhe observei, há a dos emigrantes o não poderem votar por correspondência.
Ora José Sócrates, dentro de sua estratégia, ao ser aprovada a lei na Assembleia da República (pelo seu partido a maioria) e depois pelo Presidente da República, seria para continuar no poder e, com isto, os emigrantes não o viessem a incomodar e aos seus "camaradas" de partido.
Tratou os emigrantes um pouco acima de cão!
O Braga das Comunidades, homem pequenino, como o ditado, velhaco ou bailarino, evidente que não informou o seu patrão Sócrates a importância dos emigrantes para o país.
O Braga tem sido um secretário para as Comunidades Portuguesas no Mundo, como já o tinham sido, o José Lelo (o videirolas tripeiro) e o José Cesário de Viseu, que foram distribuindo uns "bronzes" aos presidentes das associações nos países onde os emigrantes estão sediados; comerem umas lascas de presunto, beber uns copos e receberem umas palmadas, de amizade, nas costas.
O José Lelo até fez umas exibições giras, nos palcos das associações a cantar o fado.
Não vou falar nas suspeitas de estar envolvivo no, bastante, falado "mensalão" do Brasil.
Porém o José Sócrates ignora a força dos emigrantes pelo mundo adiante!
E bem pode precisar deles e não tardar!
Isto vem a propósito da crise económica em Portugal, em que estava à beira da banca rota, no princípio da década oitenta do século passado.
Mário Soares (já por diversas vezes o confessou) lutava deseperadamente para que Portugal não fosse sofrer a vergonha da falência e, certamente, se isso tivesse acontecido hoje Portugal estaria anexado à Espanha!
O Primeiro-Ministro Mário Soares pedia encarecidamente aos emigrantes que depositassem as suas economias, em moeda estrangeira, em bancos portugueses.
Ofereceu juros chorudos, que seria uma forma de evitar a banca rota. Mas os emigrantes nessa altura, mesmo com juros altos, como pobres e tinham grangeado as suas economias a poder de "sangue, suor e lágrimas", muitos duvidavam em as transferir para a pátria que os tinha parido e até bastardado.
Em 1981, na Arábia Saudita eu mais uns 10 portugueses que trabalhavamos para uma companhia, americana, de prospecção de ramas de petróleo, tivemos uma reunião onde discutimos se transferíamos ou não as nossa economias para Portugal.
Havia dúvidas e bastantes...
Mas entre essas dúvidas eu incentiveio-os dizendo-lhes: "É o nosso país e seja o que Deus quiser, vamos salvar Portugal!"
E foram os emigrantes, espalhados pelo mundo, que salvaram Portugal da vergonha da "banca rota".
É certo que o Governo português pagou a todos os emigrantes com juros, porque depois de 1986 começou a chover dinheiro da União Europeia e Portugal venceu a crise.
Só que esses dinheiros, foi semente que caiu em ruim solo que não germinou!
Talvez e não tarde que outra vez os emigrantes respondam à chamada para que Portugal não caia novamente na "banca rota".
José Martins