Aconselho vivamente a retenção deste endereço nos favoritos, para poder ser consultado, um pouco, todos os dias, de forma a ser entendido e desmistificado Angola e o 25/4.
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P.S. O texto, acima, é de autoria da pessoa amiga que enviou a este blogue.
 MARGEM: Memórias dos tempos idos que agora me afloram, novamente, à memoria de quando ouço e vejo, num video, uma figura sinistra (infelizmente nasceu em Portugal) Rosa Coutinho.
Este marinheiro, no tempo que eu permaneci na cidade da Beira, no final da década 60, do século passado, navegou pelos mares da costa moçambicana e comandou uma fragata. Poucos conheciam o marinheiro careca.
Porém a cidade da Beira desenvolvia e com isto abriram uns bares de alterne, com raparigas chegadas da ilha da Madeira e da metrópole. Segundo se constou e badalado no escuro o Rosa Coutinho, ter-se-ia tomado de amores por uma pobre moça que trabalhava num desses bares.
Não se sabe qual a querela, amorosa, entre o Coutinho e a sua namorada, o certo foi que numa manhã apareceu morta (ninguém haja dado conta do crime) estatelada na base do famoso prédio "Mira Mortos" (nome dado pelo facto estar em frente ao cemitério da Beira).
A Beira era uma cidade onde todos se conheciam e correram rumores que a rapariga tinha sido assassinada pelo namorado Rosa Coutinho, lançando-a de uma janela, do sétimo andar, do prédio "Mira Mortos".
Porém um dos mais brilhantes jornalistas moçambicano, Gouveia de Lemos, director do "Notícias da Beira", embora não tenha nomeado o autor do crime, deu a entender, em editoriais, que o criminoso teria sido o Rosa Coutinho.
O Engenheiro Jorge Jardim, a dar uma no cravo e outra na ferradura, como o dono do "Noticias da Beira" demitiu Gouveia de Lemos.
O jornalista (que conhecia e amigo), perseguido e sem emprego partiu da Beira e exilou-se no Brasil mais a sua inseparável esposa.
Sofria do coração e morreu, pouco depois. Foi mais uma vítima de Rosa Coutinho!
Gouveia de Lemos foi uma figura do jornalismo que me fascinou! Algumas vezes, ainda um jovem, de pouco mais de 30 anos, conversei, já altas horas da noite, depois de encerrar a edição do dia do "Notícias da Beira", com o editorialista e jornalista que até hoje conheci.
Mas na memória ainda me estavam frescas as palavras, de quando Gouveia de Lemos, veio de Lourenço Marques para dar outra imagem ao "velhinho" pasquim "Notícias da Beira" e fui ter com ele e disse-lhe: "Sr. Gouveia de Lemos eu quero ser jornalista...!!! Olhou para mim, estupefacto e deu-me as instruções o que deveria estudar para ser jornalista.
Ainda bem que não fui isso... Hoje estaria a viver, igual, aos sem abrigo.
Ser jornalista é uma profissão de risco.
José Martins




































