Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
UMA DOR DE ALMA OUVIR O SOFRIMENTO DE MARIA BARROSO
ALGO SE PASSA MUITO MAL EM ITÁLIA...DEPOIS DA AGRESSÃO A BERLUSCONI AGORA O BENTO XVI
Papa Bento XVI caiu na noite passada depois de receber um impulso quando uma mulher tentou pular um muro para o espaço em frente à Basílica de São Pedro, onde se iria celebrar a missa da meia-noite, para cumprimentá-lo.
O pontífice, foi imediatamente ajudado a levantar-se, não ficou ferido e foi levado pelos seus assessores para o altar e continuar a cerimônia, oficial que este ano teve início duas horas antes para evitar o cansado Papa.
DIVULGAR A COMUNIDADE PORTUGUESA NOS ESTADOS UNIDOS
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The Portuguese-American Magazine in the USA
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ÚLTIMAS
Nesta edição:
CATARINA dos SANTOS
A voz da lusofonia, de New York para o mundo
DANIELA RUAH
Actriz portuguesa é estrela na série NCSI: Los Angeles
LUÍSA FERNANDES
Chefe portuguesa vence concurso gastronómico no Food Channel
LUÍS M. LUÍS
Um português na zona mais perigosa do mundo: Afeganistão
PETER NERONHA
Luso-descendente nomeado US Attorney em Rhode Island
JOSÉ CASTELO BRANCO
Biografia em Dezembro: “Por vezes sinto que Portugal é um bocadinho pequenino para a minha pessoa”
JORGE COLOMBO
Artista português usa o iPhone para pintar e faz capas da revista New Yorker
PORTUGUESES em destaque pelo mundo:
NY: Arquitecto David Mares ganha concurso do Museu Guggenheim; África do Sul: Luso-sul-africana na lista das mais poderosas da revista “Fortune”; Dubai: portuguesa é mulher do ano; China: Lisa Furtado (irmã de Nelly) lança livro
Neste número:
4 – EM FOCO – Filme sobre Aristides de Sousa Mendes começa a ser rodado em Viana.
5 – FALATÓRIO
6 – ACTUAL – O último homem-orquestra ainda actua no norte de Portugal e Galiza; portuguesa Soares da Costa vai começar a construir também na Carolina do Norte e do Sul.
8 – JET-SET – José Castelo Branco revê a sua biografia em NY para lançamento em Dezembro
12 – PORTUGAL – Portugal abandonou-nos, dizem militares guineenses que serviram o exército português; idosos transmontanos vão ao médico porque se sentem sós; mais de metade do azeite consumido em Portugal vem de Espanha.
14 – AÇORES – S. Miguel e Terceira recebem maiores investimentos governamentais; Sinagoga de Ponta Delgada vai ser restaurada
15– PORTUGUESES EM DESTAQUE – Arquitecto português ganha prémio em NY; Peter Neronha nomeado US Attorney em Rhode Island; Luso-sul-africana na lista das mais poderosas da revista Fortune; Portuguesa é mulher do ano no Dubai
19 – ARTES – Jorge Colombo, artista português que usa iPhone como tela para criar as suas obras faz capas do New Yorker
30-33 – COMUNIDADES – Centro Português de Yonkers, NY, renova instalações e mentalidade; Proverbo, NJ: mais uma festa de Gala com música de qualidade e muita poesia; Escola Infante D. Henrique, NY, e Banco Espírito Santo entregam Bolsas de Estudo; Casa dos Açores da Nova Inglaterra, RI, promove literatura açoriana
SECÇÕES
35 – CRÓNICA DOS AÇORES – por Alzira Silva
37 – NA MARGEM de CÁ – A Farra do Boi em Santa Catarina, por Lélia Nunes
40 – DIA-CRÓNICA – por Onésimo Almeida
41 – DA AMÉRICA E DAS COMUNIDADES – por Diniz Borges
42 – LIVROS – A biografia de Nuno Álvares Pereira, por Duarte Barcelos
43 – CENSUS 2010
45 – LIVROS – “O Espião de D. João I”, o novo livro da luso-americana Deana Barroqueiro
47 – DESPORTO – Futebol é que une os emigrantes
49 – HORÓSCOPOS – pela Dra. Maria Helena
50 –HUMOR
AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 24.12.09
![]() | ![]() Avó e neto atropelados na passadeira António Costa: Dívida de 16 milhões Mau tempo: Milhares sem luz Teresa Heinz-Kerry: Cancro da mama Holanda: Velejadora fica com pai |
![]() | ![]() Acções portuguesas - Conheça as eleitas Matérias-primas - Mais um ano a brilhar Construa uma carteira global Retoma da economia será lenta e desigual Os fios da retoma |
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![]() | ![]() Última oportunidade para Saviola Cardozo: «Podemos fazer história» Evaldo está na mira do leão Desejo escondido de Micael Pequenos retoques |
![]() | ![]() Maxi López na mira da Lazio Standard Liège, de Ricardo Rocha, de fora da Taça Gasol renovou com os Lakers até 2014 Juventus: Bettega de regresso Liverpool: Fernando Torres admite necessidade de reforço |
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
É SEMPRE AVIAR!

24 Dezembro 2009 - 00h54 - Correio da Manhã
António Costa: Dívida de 16 milhões
CHINA E VENEZUELA ESTREITAM RELAÇÕES

.O presidente venezuelano, Hugo Chávez, congratulou-se com o ministro da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China, Zhang Ping.- EFE -
PDVSA terá de corresponder, em 2010, as remessas de petróleo a Pequim
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Não importa quanto tempo leva para chegar os navios com o produto.
ENTÃO COMO É? ESTAMOS MESMO À BEIRA DE SERMOS UNS "TANGAS"?
A bancarrota na Grécia e em Portugal
Quando um Estado gasta mais do que as suas receitas (um défice),
Quando um Estado gasta mais do que as suas receitas (um défice), tem de pedir emprestada a diferença. Em vez de irem a um banco, os países vendem obrigações do tesouro em leilão. Estes papéis rendem ao seu portador uma quantia fixa dentro de um certo período, e são vendidos a quem estiver disposto a pagar mais. Se eu ganho o leilão oferecendo 900 euros hoje por uma obrigação que rende mil euros daqui a um ano, a taxa de juro que o Estado português paga é 10%.
Entretanto, há um mercado activo e líquido onde todos os dias posso vender este papel a outra pessoa. Se uns dias depois vendo a obrigação por 950 euros, ficamos a saber que se o Estado tivesse feito um novo leilão nesse dia, a taxa de juro cairia para 5%. O preço neste mercado permite por isso aferir a taxa de juro que o Estado enfrenta todos os dias.
As taxas de juro mudam e são diferentes de país para país em função do risco das obrigações. Existem dois riscos numa dívida do Estado. Primeiro, o risco de o Estado declarar bancarrota. Nos países desenvolvidos, isto acontece raramente. Portugal já não o faz desde 1892; a Grécia, desde 1893; e a Alemanha, desde 1932. Segundo, existe o risco de o Estado imprimir dinheiro e gerar inflação. Embora a quantia a pagar seja a mesma na moeda do país, o seu valor real na perspectiva de um estrangeiro passa a ser menor. A inflação ou, equivalente, a desvalorização da moeda é uma forma disfarçada de renegar o pagamento da dívida. Portugal nos anos 80 e 90 fazia- -o frequentemente. Por isso, quando o Estado português pedia emprestado, pagava uma taxa de juro bem mais alta do que a cobrada à Alemanha.
Com a entrada no euro, este segundo risco desapareceu. Portugal e a Alemanha passaram a ter a mesma moeda, e o controlo da inflação passou para as mãos do Banco Central Europeu. O BCE é independente dos Estados para nunca ceder à tentação de criar inflação para lhes resolver problemas fiscais. A figura 1 mostra a taxa de juro anual paga pela Alemanha nas obrigações a 10 anos entre 2002 e 2007, assim como a taxa paga por outros países da zona euro, incluindo Portugal. Eliminado o risco da inflação, e sendo remoto o risco de bancarrota, com o euro Portugal passou a pagar quase a mesma taxa de juro que a Alemanha.
Para apreciar quão extraordinário isto é, no gráfico está também a taxa de juro paga pelo Reino Unido. O mero risco de desvalorização da libra levou a que Portugal durante estes 6 anos pagasse bem menos pelas suas dívidas do que os honrados súbditos de Sua Majestade, apesar da sua reputação secular de bons pagadores.
2. O período pós-2008
No segundo gráfico vê-se a diferença entre as taxas de juro pagas pela Grécia, Irlanda, Itália, Espanha e Portugal e a taxa de juro paga pela Alemanha desde 1 de Janeiro de 2008. De um diferencial médio de 0,12% entre 2002 e 2007, estes países passaram a pagar desde então taxas de juro acima das alemãs, que na sexta-feira chegaram aos 2,7% para a Grécia. No início de 2009, Portugal pagou mais 1,58% do que a Alemanha, um número tão assustador que me levou a escrever uma coluna no "Expresso" intitulada "O verdadeiro pânico".
Este número revela que os investidores punham uma probabilidade séria de Portugal entrar em bancarrota. Se isto acontecesse, ninguém mais quereria emprestar a Portugal, o que forçaria medidas draconianas que eliminassem em absoluto o défice. As tentativas de controlo das contas públicas dos últimos 4 anos mostram que isto só seria possível com cortes drásticos nos salários dos funcionários públicos, e talvez mesmo a eliminação de programas como o rendimento social de inserção.
Uma alternativa à bancarrota é a saída da zona euro, a recuperação do escudo, e a desvalorização imediata da nova moeda. Esta hipótese é menos plausível. Em primeiro lugar, agora que a dívida portuguesa foi contraída em euros, desvalorizar o escudo só ajudaria se a dívida fosse reformulada em escudos, o que é complicado em termos legais. Para além do mais, desvalorizar o escudo viria com inflação nos dois dígitos, e os muitos produtos importados a que estamos habituados saltariam para preços proibitivos. As dívidas das empresas portuguesas no estrangeiro, denominadas em euros, explodiriam, levando a falências em catadupa e a uma subida em flecha do desemprego. Por fim, o Estado não conseguiria achar investidores a quem vender novas obrigações, forçando o mesmo ajuste repentino das contas públicas. Deixar o euro evitaria a bancarrota formal, mas teria consequências mais graves.
3. Crise financeira e contágio
Como pode este cenário catastrófico ser visto pelo mercado como provável? Antes de imaginar histórias nebulosas de malvados especuladores, relembre-se que qualquer pessoa pode comprar obrigações do tesouro portuguesas. Se você acha que o mercado está errado nesta avaliação, deve aproveitar-se da taxa de juro apetecível neste instante.
Umas semanas depois do meu artigo no "Expresso", tive de discutir numa conferência académica o novo trabalho de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff (acabado de sair em livro). Estes dois autores documentaram a história das muitas crises financeiras dos últimos 200 anos. Uma das suas conclusões é de que quase todas as crises levam à bancarrota dos Estados com contas públicas mais frágeis. A crise financeira de 2008-09 e os nossos falhanços sucessivos em controlar as contas públicas explicam a percepção de bancarrota revelada pelas taxas de juro.
Mesmo assim, a primeira bancarrota seria provavelmente na Grécia. A Irlanda também estava em perigo, mas depois de medidas corajosas para controlar o défice nas últimas duas semanas, a sua taxa de juro caiu a pique. A Grécia tem uma dívida pública maior do que Portugal (em parte devido à aventura dos Jogos Olímpicos e do novo aeroporto de Atenas), um défice maior, e uma história recente marcada por truques contabilísticos de fazer corar até os nossos políticos. No último mês, os gregos recusaram tomar medidas de controlo do défice, continuando a endividar-se a grande ritmo.
Mas se a Grécia seria a primeira, isto não devia tranquilizar Portugal. A 18 de Agosto de 1998, a Rússia declarou bancarrota. Nas semanas seguintes, países tão diversos com o Brasil, o México e até a Região Administrativa de Hong Kong tiveram sérias dificuldades em encontrar compradores para a sua dívida pública. Estes países tinham finanças públicas em melhor estado do que Portugal. Uma olhada rápida à figura 2 mostra que se a Grécia cair, a pressão cairá de seguida sobre Portugal, Espanha e Itália.
Pode prever-se com certeza este contágio? Não, o contágio nas crises ainda é um tema difícil de explicar ou prever. Por exemplo, a Argentina declarou bancarrota em Dezembro de 2001 e, com a excepção do Uruguai, praticamente não houve contágio. É difícil, no entanto, não ter insónias sobre o assunto.
4. Respostas postiças
Como sempre, quando o problema é sério, surgem argumentos postiços que menorizam a questão. Primeiro, pode olhar-se para a figura 2 e notar que o Reino Unido está a pagar a mesma taxa de juro que Portugal. Mas o Reino Unido tem a libra, Portugal o euro. A taxa de juro inglesa reflecte o risco (normal) de desvalorização da libra em relação ao euro; a taxa de juro portuguesa reflecte exclusivamente o risco de bancarrota.
Segundo, pode esperar-se que os países ricos da zona euro, como a Alemanha e a França, venham em nosso socorro. Mas partir daqui para concluir que não há problema é um disparate. Se os alemães pagarem as nossas dívidas por nós, não o farão sem contrapartidas. Vão exigir que os portugueses ponham as contas em ordem, de forma a pagarem o favor e evitarem futuros problemas. Isto é precisamente o que faz o FMI. Quem viveu em Portugal durante as intervenções do FMI sabe quão draconianas são as medidas para pôr as contas em ordem. Como descreveu Luís Campos e Cunha no "Público" há poucos dias, Portugal transformar-se-ia num protectorado da Alemanha.
5. Conclusões
Portugal vai entrar em bancarrota? Provavelmente não. Mas a possibilidade de isso ocorrer era praticamente zero há uma década e hoje é bem alta. Uma simples chance em cem de renegarmos as nossas dívidas pela primeira vez desde 1892 é assustadora.
Como qualquer pessoa afundada em dívidas, Portugal tem duas opções. Uma é ganhar mais dinheiro com um aumento no crescimento económico. Há uma década que Portugal não cresce. A outra é corrigir o défice público, o que nesta altura de recessão só tornaria a vida dos portugueses ainda mais difícil. Se Portugal tem estas escolhas dolorosas só tem de se culpar a si mesmo pela irresponsabilidade do crescimento do Estado e pela acumulação de dívida pública nos últimos 20 anos.
No mínimo, exige-se aos nossos governantes que tranquilizem os nossos credores com intenções claras, apoiadas por medidas concretas, de controlo das finanças públicas e promoção do crescimento económico. Continuar a esconder o problema dos portugueses, entretendo-os com telenovelas de insultos na Assembleia da República e temas fracturantes no topo da agenda só levará mais depressa ao precipício.
O FIO DA NAVALHA DO MÁRIO CRESPO E OS SEUS APOIOS
Isto conforme diz um amigo nosso, tem de haver:
O "emplastro" com um abraço
Mário Crespo "passou-se" (?)
Não, não creio que se tenha "passado", creio sim que está a tentar lançar o alerta que afinal palhaços estamos a ser todos nós, já que acabamos por ser coniventes na palhaçada em que se transformou este país, deixando que autênticos bandoleiros sejam legitimados como governantes votando, neles como se fossem os salvadores da Pátria, quando não passam de verdadeiros criminosos que, em qualquer país com um mínimo de decência, já teriam sido julgados e punidos por aqueles, que todos os dias sofrem na carne os seus desmandos- o Povo.
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Manuel Ribeiro da Silva
PAZ, AMOR NO DIA HOJE. NADA DE GULA E USE A TEMPERANÇA.
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LISBOA: NEM SÓ DE ESPANHA NOS CHEGA MAU VENTO...!!!
Um favor clique em baixo:
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Mas também há uns gajos, porreiros, de la que mostram que Lisboa é linda!
A PRENDINHA DE NATAL
cesso "Face Oculta"De Sofia Branco (LUSA) – Há 3 horas
Lisboa, 23 Dez (Lusa) - O procurador-geral da República informou hoje que não autoriza o acesso às certidões do processo Face Oculta relativas a escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates.
Pinto Monteiro refere, em comunicado enviado às redacções, que se impõe o "acatamento" da decisão do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que decidiu considerar nulas todas aquelas certidões, "razão pela qual não é possível facultar o acesso".
À MARGEM: Cá para mim não me interessa mesmo nada ouvir as escutas e certamente uma "peixeirada" de palavras menos o tratar dos assuntos de Estado.
Bem na mente dos portugueses a "barracada" das escutas, do caso Casa Pia entre o Ferro Rodrigues (já não me lembra o nome do outro) em que na conversa que foi trazida a pública o que se ouviu foram palavras "rascas" onde no diálogo entrou a palavra "caguei-me"!
Sendo assim eu também me "caguei" para as escutas entre o Sócrates e o Vara.
José Martins
VACINAS: A GRANDE NEGOCIATA..
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São os primeiros países a voltar atrás nas encomendas feitas para a pandemia. A Espanha e a Alemanha estão a negociar com os laboratórios a possibilidade de cancelar ou devolver as doses de vacinas contra a gripe A que sobrarem devido à fraca adesão das populações. Em Portugal, a ministra Ana Jorge tem referido até agora apenas o alargamento da imunização a faixas que inicialmente não estavam cobertas. Mas a renegociação com o fornecedor pode vir a ser analisada na reunião sobre o assunto marcada para a próxima semana.
O contrato assinado no Verão entre a GlaxoSmithKlein e os diferentes países para o fornecimento da Pandemrix não prevê qualquer renegociação. Mesmo assim, os países estão confrontados com um problema: desde que a Agência Europeia do Medicamento decidiu que basta uma dose para imunizar um adulto, em vez das duas previstas inicialmente, as vacinas são mais do que a encomenda.
Agora, estudam formas de minimizar os prejuízos de ficar com vacinas na prateleira. A ministra da Saúde alemã, que encomendou 50 milhões de doses, adiantou à Reuters que alguns estados estão em negociações com a Glaxo, mas que até agora não há resultados. E, em Janeiro, o governo federal vai tentar vender parte das remessas a outros países. Caso haja interessados.
Em Espanha, onde as autoridades compraram doses para 40% da população, "há várias hipóteses em estudo, uma delas vender as vacinas nas farmácias", refere o governo. É uma espécie de tudo por tudo para não perder dinheiro. Só contando com estes dois países, a devolução das embalagens em excesso representaria uma perda de 15% das receitas previstas pelos laboratórios que desenvolveram o produto (a Glaxo, a Novartis e a Sanofi-Aventis). Outros países que encomendaram vacinas para toda a população, ou para a esmagadora maioria, como a Noruega, estão a doar doses à Organização Mundial de Saúde para serem distribuídas pelos países pobres.
Se no início da campanha de vacinação, a adesão já foi difícil, a redução de casos que tem ocorrido nas últimas semanas e o fim da primeira onda poderão ser um novo factor dissuasor para a população e uma dor de cabeça acrescida para as autoridades. Até agora, o discurso oficial português é o de que nada se perde e as pessoas poderão ser vacinadas mesmo depois do Inverno. Mas há quem questione um investimento de 45 milhões de euros feito com a pandemia.
Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, defende que "é consensual que se exagerou nas encomendas". "Não sei se o contrato prevê renegociação, mas se outros estados o estão a fazer por alguma razão será". E lembra que o prejuízo das contas da saúde triplicou este ano e "45 milhões de euros gastos com a epidemia foi excessivo".
Até há uma semana, Portugal tinha recebido 311 mil doses e utilizado cerca de 240 mil. As outras que faltam para chegar aos seis milhões são esperadas para os primeiros três meses de 2010.
Qual a sua reacção: ImportanteDivertidoAssustadorEscandalosoIncrívelInovador.Tags: gripe a, vacinas.





































