O País afunda-se.
Nunca uma mensagem de Natal de um político foi tão ignorada pelos portugueses. Os analistas que tiveram de assistir à sua passagem foram demolidores, impiedosos, arrasando Sócrates de início ao fim, que, pela insistência no trivial e na imposição de teimosas aleivosias, não merecia outra coisa
Fiz parte dos milhões de indígenas que recusaram perder tempo a olhar e a ouvir um PM sem credibilidade, que só fala e diz o que lhe escrevem com a ajuda de dois telepontos, que perde mais tempo a fazer ensaios de imagem que a tentar entender o País que deveria dirigir e, pela sua incompetência, o mergulha na mais profunda crise de que há memória. Já não tenho paciência para o escutar.
A liderança de Portugal desmorona-se. O País afunda-se. Não por culpa do Governo, que tem muita gente válida, mas por causa do seu 1º Ministro que o dirige de varapau; não necessariamente devido ao Partido Socialista, que ganhou as eleições, mas pela arrogância do seu Secretário-Geral, José Sócrates, que purga contestatários com laivos de ditador de terceiro mundo
Portugal está numa encruzilhada perigosa e resvala para níveis preocupantes de sustentabilidade. Sem Justiça que nos inspire confiança, nem oposição que nos garanta alternativa; com a corrupção em escala elevada e o silenciamento dos órgãos de comunicação social, atingimos níveis comparáveis aos do antigo regime.
Perante estas terríveis constatações, esperávamos pela natural intervenção do Presidente da República. Pura ilusão. Cavaco Silva faz cálculos. E vai-se refugiando num ensurdecedor silêncio. Entretanto, o País vai navegando à deriva.
Por Gabriel Fernandes - Cascais