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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O JOÃO DEPUTADO NA BUÉ!!! UMA CHATICE TER DADO EM CALOTEIRO...

João Galamba corre risco de prisão




João Galamba em investigação pela Worten

João Galamba em investigação pela Worten


O recém-eleito deputado socialista pelo círculo de Santarém, João Galamba, poderá estar envolvido num escândalo com a Worten.

De acordo com fontes de O Sono Luso, o deputado continua a comprar vários objectos a crédito sem nunca pagar as mensalidades devidas por compras anteriores. Fonte anónima associada à Worten afirmou que “[Galamba] já teve vários plasmas recolhidos pelo serviço de crédito“. Mesma fonte mostrou indignação com a “facilidade de crédito que ele tem tomando em consideração que nunca tenciona pagar o que pede emprestado“.

O deputado publicou recentemente a sua tese de doutoramento intitulada “como pedir crédito sem nunca o pagar” que lhe valeu uma menção honrosa no Concurso de Ideias Inovadoras do Governo.

O Sono Luso continuará a investigar este assunto. Temos receio que a mesma técnica possa ser aplicada no TGV.

Desmentido: não há qualquer investigação pendente sobre o cidadão Galamba. A fonte de O Sono Luso conjecturou sobre a possibilidade de a Worten estar a considerar aborrecer-se com a pessoa em questão, mas ultrapassou as suas responsabilidades e dever de lealdade interna. Com efeito, a Worten está fascinada pelo método de financiamento desenvolvido pelo professor Galamba e prevê começar a sua aplicação com os seus próprios fornecedores.

2009: O MAIS NOTÁVEL (MAS PACIÊNCIA...NÃO ESTÁ AQUI TUDO!)

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Eduardo Cintra Torres, no Público, sugere alguns "prémios" relativos ao ano que passou, imagens, pior e melhor. Acompanho-o nalguns.

«Imagens:



Marinho Pinto aos gritos contra Manuela Moura Guedes no Jornal Nacional de 6ª, no âmbito da preparação da censura e proibição definitiva do programa, dizendo-lhe que os patrões a deviam despedir.

Sócrates contra o PÚBLICO e a TVI no congresso do PS e contra o Jornal Nacional de 6ª numa entrevista televisiva.

Sócrates no parlamento dizendo que não sabia de nada do negócio PT-MediaCapital.



Mário Soares, o das liberdades, dizendo que a suspensão do JN6ª era um mero caso de gestão.

O deputado José Eduardo Martins, do PSD, obrigou os portugueses a estudar leitura orofacial para perceberem os palavrões que proferiu em defesa da honra no parlamento. Sem som e sem legendas não se chegava lá.



Cenas de um parlamento: Os cornos gestuais de Manuel Pinho; um deputado do PSD insultando um do PS; vários deputados insultando-se de esquizofrénicos, palhaços e vendidos a qualquer preço — tudo na mesma tarde; Oliveira Costa, do BPN, a chegar ao parlamento muito doentinho; Vítor Constâncio, o português mais cheio de si, enfadado com os deputados a quem tem de prestar esclarecimentos.



Prémio Primeira Pandemia Mediática: o vírus da gripe A espalhou-se rapidamente pelas TVs, originando milhares de injecções noticiosas aplicadas aos espectadores, mas não conseguiu espalhar-se da mesma forma na população. Esperemos que se fique pelos media. A ministra da Constipação, Ana Jorge, esteve diariamente nos telejornais dando conta de cada espirro suspeito.

Prémio Rede Social do Ano: qual Twitter, qual Facebook! E a Second Life já foi! A rede social dos portugueses é o futebol. Os 10 programas mais vistos foram 10 jogos de futebol. Antes isso.



Prémio Pior Programa de Informação do Ano: para o Prós & Contras, uma peça fundamental da propaganda governamental quanto aos temas, convidados e estratégia. Nunca se desceu tão baixo na sujeição ao poder político.

Prémio Melhor Canal do Ano: para o quinto canal. O governo queria-o para si com o dinheiro dos privados da ZON, mas depois, como estes quiseram acautelar o investimento, o governo mandou a ERC chumbar as propostas com desculpas esfarrapadas.




Prémio Porno 2009: para Como Nunca os Viu, de Raquel Alexandra (SIC), quatro supostas entrevistas sobre a suposta vida privada de dirigentes políticos nos seus supostos espaços privados. Quatro vómitos.



Prémio Informação Mais Livre Não Há: para José Alberto Carvalho e D. de Informação da RTP. O Jornal da Tarde e o Telejornal preenchem exacta e rigorosamente os interesses do governo.


Sorrisos sarcásticos...!!!
O Prós e Contras é um Prós e Prós. Em 2009, a DI fez os possíveis para tornar as Escolhas de Marcelo um programa confidencial. Judite de Sousa, depois de confrontada pelo Sócrates mais arrogante de sempre numa entrevista em Maio, fez-lhe em Setembro a entrevista mais fofinha de sempre.


Prémio “Amigo Joaquim”: para o grupo Controlinveste, pela sua maravilhosa relação com o governo e com o BCP de Armando Vara, que se traduziu numa relação íntima de órgãos como o DN e a TSF com os interesses da central de propaganda. O zénite desta amizade foi a divulgação pelo DN de um suposto email entre jornalistas de outro jornal, um caso para os anais da sordidez do jornalismo português.

Vencedores: Sócrates e Luís Paixão Martins, LPM. Calaram o JN6ª no momento em que desejavam. Não conseguiram o negócio da PT-MediaCapital mas estão em vias de conseguir o mesmo através da OnGoing. A acção da sua central de propaganda foi de tal forma brutal que os outros partidos não conseguiram reagir, muito menos os media foram capazes de enfrentar a violência da desinformação.

Apesar dos casos em que o nome de Sócrates aparece envolvido e da governação desastrosa em alguns sectores, a manipulação grosseira da verdade e a violência da propaganda conseguiram manter Sócrates à tona com 36%. O objectivo central foi conseguido: ficar com o poder político, o controle dos grandes negócios do Estado e das grandes empresas. É certo que os vencedores de ontem serão os derrotados de amanhã.

Paixão Martins já percebeu isso e criou outra empresa, para afastar a coqueluche LPM da agitação mais política. O PS-governo já mudou de estratégia e diminuiu a violência da desinformação e propaganda, mas é certo e sabido que nos momentos cruciais, como ensinam os manuais militares, voltará ao mesmo.

2009, Ano dos Blogues: Foram plenamente reconhecidos como um “parceiro comunicacional”, intervindo alguns bloguistas em debates e noutros programas. Perante o sufoco comunicacional do PS-Governo até às legislativas, os blogues foram um mundo alternativo à Disneyland/Socratesland da maioria dos media tradicionais.

Todavia, muitos blogues começam também a revelar a fraqueza da soberba, funcionando em autocitação e em circuito fechado. A central de propaganda, quem sabe se com o nosso dinheiro, também promove blogues, como o Câmara Corporativa, numa acção típica das técnicas de desinformação dos países totalitários.
Finalmente, a blogosfera também serve hoje, como desde há uma década, para a autopromoção, caso de João Galamba, hiperactivo bloguista só até chegar a deputado.»

ROER OS OSSOS ATÉ À MEDULA

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PS
Viagens de Inês de Medeiros geram controvérsia na Assembleia
Por Helena Pereira

Inês de Medeiros é deputada do PS desde Outubro, mas continua a viver em França.
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Quase todos os fins-de-semana viaja para Paris para se reunir com a família, avança a edição do SOL desta sexta-feira
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A rotina – mais cansativa – é parecida com a dos deputados que são eleitos pelos círculos da emigração.
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A diferença é que este caso é inédito, pois Inês de Medeiros, apesar de viver em Paris foi eleita por um círculo do território nacional.
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A actriz, que já tinha sido mandatária da candidatura de Vital Moreira às europeias, foi eleita pelo círculo de Lisboa e, para ter ajuda financeira nas deslocações a casa, tal como os restantes deputados, vai obrigar a uma mudança no regime de ajudas de custo.

O PRIMO HUGO



O Hugo mestre de King Fu (o Panda) - Na China o Hugo teve outros treinos de "King Fu"

A MÁFIA SOCRÁTICA

"Não falimos por um milagre"

José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’, revela ao CM que o Governo o pressionou para não publicar notícias do Freeport e que depois passou aos investidores.

Correio da Manhã – O ‘Sol’ foi coagido pelo Governo para não publicar notícias do Freeport?

José António Saraiva – Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.

– Que problemas?

– Estávamos em ruptura de tesouraria, e o BCP, que era nosso sócio, já tinha dito que não metia lá mais um tostão. Estávamos em risco de não pagar ordenados. Mas dissemos que não, e publicámos as notícias do Freeport. Efectivamente uma linha de crédito que tínhamos no BCP foi interrompida.

– Depois houve mais alguma pressão política?

– Sim. Entretanto tivemos propostas de investimentos angolanos, e quando tentámos que tudo se resolvesse, o BCP levantou problemas.

– Travou o negócio?

– Quando os angolanos fizeram uma proposta, dificultaram. Inclusive perguntaram o que é que nós quatro – eu, José António Lima, Mário Ramirez e Vítor Rainho – queríamos para deixar a direcção. E é quando a nossa advogada, Paula Teixeira da Cruz,

ameaça fazer uma queixa à CMVM, porque achava que já havia uma pressão por parte do banco que era totalmente ilegítima.

– E as pressões acabaram?

– Não. Aí eles passaram a fazer pressão ao outro sócio, que era o José Paulo Fernandes. E ainda ao Joaquim Coimbra. Não falimos por um milagre. E, finalmente, quando os angolanos fizeram uma proposta irrecusável e encostaram o BCP à parede, eles desistiram.

– Foi um processo longo...

– Foi um processo que se prolongou por três ou quatro meses. O BCP, quase ironicamente, perguntava: "Então como é que tiveram dinheiro para pagar os salários?" Eles quase que tinham vontade que entrássemos em ruptura financeira. Na altura quem tinha o dossiê do ‘Sol’ era o Armando Vara, e nós tínhamos a noção de que ele estava em contacto com o primeiro-ministro. Portanto, eram ordens directas.

– Do primeiro-ministro?

– Não temos dúvida. Aliás, neste processo ‘Face Oculta’ deve haver conversas entre alguns dos nossos sócios, designadamente entre Joaquim Coimbra e Armando Vara.

– Houve então uma tentativa de ataque à liberdade de imprensa?

– Houve uma tentativa óbvia de estrangulamento financeiro. Repare--se que a Controlinveste tem uma grande dívida do BCP, e portanto aí o controlo é fácil. À TVI sabemos o que aconteceu e ao ‘Diário Económico’ quando foi comprado pela Ongoing – houve uma mudança de orientação. Há de facto uma estratégia do Governo no sentido de condicionar a informação. Já não é especulação, é puramente objectiva. E no processo ‘Face Oculta’, tanto quanto sabemos, as conversas entre o engº Sócrates e Vara são bastante elucidativas sobre disso.

– Os partidos já reagiram e a ERC vai ter de se pronunciar. Qual é a sua posição?

– Estou disponível para colaborar.

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Será que não há ninguém em Portugal capaz de mandar esta cáfila de corruptos e ladrões para o deserto, para o fundo do oceano, para o inferno ou para a p.q.p.?

O HUGO ESCLARECEU...!!! SENDO ASSIM... ASSUNTO ARRUMADO.

"Está tudo esclarecido", diz primo de Sócrates

O primo de José Sócrates, Hugo Monteiro, garantiu hoje aos investigadores do processo Freeport que foi autorizado pelo primeiro-ministro a usar a relação de parentesco para conseguir um contrato com o outlet. Clique para visitar o dossiê CASO FREEPORT


Hugo Monteiro foi hoje ouvido durante duas horas no DCIAP, na qualidade de testemunha,tendo afirmado ao Expresso que "ficou tudo esclarecido".

Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL CASO FREEPORT
O primo de José Sócrates garantiu que recebeu a autorização do primeiro-ministro para usar a relação de parentesco que os une, numa reunião com o director de marketing do Freeport, Simon Jobling.
Regressado a Portugal no dia 16 de Dezembro, Hugo Monteiro foi notificado na semana passada pelos investigadores do processo Freeport para ser ouvido.

Leia mais na edição do Expresso amanhã nas bancas.

CASADINHOS DE FRESCO


António, in 'Expresso'

PRONTO: O MOMENTO HISTÓRICO DE JOSÉ SÓCRATES...!!!

foto BRUNO SIMÕES CASTANHEIRA/JN
Parlamento aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo
Bolo de casamento e champanhe no exterior do Parlamento

Festejos nas galerias e exterior do Parlamento

As muitas pessoas que encheram as galerias do Parlamento para assistir à discussão das propostas sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo suspiraram de alívio e algumas abraçaram-se após a aprovação do projecto do Governo.

Dado que estas manifestações são proibidas dentro das instalações da Assembleia, os defensores do acesso ao casamento por casais homossexuais manifestaram-se com palmas, enquanto desciam a escadaria do Parlamento.

Algumas dezenas de pessoas reuniram-se depois na rua para celebrarem com um brinde o alargamento do casamento a pares homossexuais.

AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 08.01.10

Correio da Manhã

Professora suspensa por falar de sexo
Amadora: Dois polícias agredidos

Acordo na Educação

David Gomes: Novela da TVI
Cimpor: OPA considerada hostil

Capa do PúblicoPúblico

Acordo põe fim a quatro anos de conflito entre Governo e professores
Governo chega a acordo com alguns sindicatos

Barack Obama assume responsabilidade de um “erro sistémico” e anuncia reformas

Madeira concede valor recorde de garantias financeiras
Tribunal dá razão aos Açores para recusar navio "Atlântida"

Capa do Diário de NotíciasDiário de Notícias

Ministério e sindicatos chegam a acordo
Ministério da Educação e sindicatos chegam a acordo
PSD realça recuo em toda a linha por parte do Governo

Reviravoltas de um dia muito longo...
Ministério da Educação e sindicatos chegam a acordo

Capa do Jornal de NotíciasJornal de Notícias

Educação: Governo abdica de vagas para acesso ao 3.º escalão, mantém quotas para "Muito Bom" e "Excelente"
Educação: Fim das categorias e possibilidade de chegar ao topo com "Bom" são motivos para celebrar - FNE
Educação: Acordo é importante para os professores mas fica aquém em alguns aspectos - Fenprof

Itália: Feridos ligeiros em confrontos entre polícias e imigrantes, durante manifestação
Educação: Acordo permite abrir uma nova página no sector - Ministra

Capa do ii

Fernando Rosas: "A República falhou no essencial: democratizar o país" - vídeo
Há cinco anos que despesa com remédios não crescia tanto
BCP Jardim Gonçalves recorre à Relação

Juiz admite dúvidas processuais sobre destruição de escutas

Orçamento: Todos querem conversar. Ninguém garante acordo

Capa do Diário EconómicoDiário Económico

Ministro das Obras Públicas estreia hoje 'tram-tram', os novos veículos do metro do Porto
Há acordo entre Governo e professores
Seis distritos sob aviso laranja e 12 a amarelo devido ao frio

Saiba quais são os bancos com o melhor ‘spread’

Bolsa portuguesa entra em 2010 com o pé direito

Capa do Jornal NegóciosJornal Negócios

Ministério da Educação, Fenprof e FNE chegam a acordo
Oferta da CSN é "oportunística, irrelevante e perturbadora"
Sector automóvel compensa perdas das mineiras e leva Ásia a valorizar
Seguradoras pedem fim dos limites à dedução de seguros de saúde
Menos investimentos das empresas explicam níveis de execução do QREN

Capa do OjeOje

EDPR deverá ser hoje seleccionada para construir parque eólico ao largo da Escócia
Nikkei encerra a subir 1,09%
Wall Street termina sessão em equilíbrio
Agenda de 8 de Janeiro

SIVA prevê subir quota em 2010


Capa do DestakDestak

Presidente do Conselho Europeu não tem de prestar contas a Parlamento
A lei terá de ser interpretada de forma coerente - professor de Direito
Empresa de tratamento admite perturbações no abastecimento devido a excesso de consumo
Alumínio na água deveu-se a lamas que escorrerram para albufeira
Tiago está em Madrid para assinar pelo Atlético

Capa do 24 Horas24 Horas


Capa do A BolaA Bola

Sp. Gijón pode levar Moreno
Azarenka e Wozniacki no Jamor
Jara é aposta para o futuro
Empresário de Pedro Mendes confirma conversa com o leão

Viatri na rota do dragão


Capa do RecordRecord

Hulk e Sapunaru são hoje ouvidos na Liga
Recuperador incansável
Pompey desiste de Miguel Vítor
David é um chamariz
Maradona atento ao melhor Saviola


Capa do O JogoO Jogo

Rafael Miranda chegou à Madeira cheio de confiança
Treinador do Desp. Aves critica atitude do árbitro Lucílio Baptista
Pedroto é uma "referência" para Carlos Queiroz
Herman José, o "José Estebes", e a ternura por José Maria Pedroto
Rui Alves

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

GRAÇAS AO SENHOR QUE FOI ENCONTRADO UM CONSENSO...!!!

Ministério e professores finalmente de acordo

01h22m

ALEXANDRA INÁCIO

Ministra elogiou compreensão dos sindicatos que permitiu ultrapassar impasse de quatro anos.

foto vasco neves/dn

Ministério e professores finalmente de acordo

Mário Nogueira e Isabel Alçada assinam acordo

Fumo branco: ao fim de 14 horas de intensas negociações, Isabel Alçada conseguiu chegar a acordo com oito dos 14 sindicatos de professores. Este entendimento aprova uma nova estrututura da carreira docente, avaliação de desempenho e regime transitório.

Foi tal e qual uma maratona: demorada, esgotante e com episódios atribulados. As mais de 14 horas de reuniões, com a ministra e o secretário de Estado Ajunto da Educação a subirem e descerem escadas e elevadores para participarem nas quatro mesas negociais que decorreram, durante todo o dia e noite de ontem na 5 de Outubro, revelavam que havia vontade de ambas as partes para que o dia não terminasse sem acordo. O anúncio foi feito já de madrugada, com seis sindicatos a demarcarem-se do entendimento, entre eles a ASPL, a Pró-Ordem, o SEPLEU e o SINPOS.

As duas maiores federações sindicais - a FENPROP que representa mais de 65% dos professores e a a FNE que representa mais de 20% - chegaram a acordo com a ministra da Educação. Já perto da uma da manhã, em conferência de imprensa, Isabel Alçada considerou que o acordo é "uma melhoria muito importante" para o ambiente e o trabalho nas escolas. "Eu acreditei sempre que um bom acordo era possível e nunca desisti. E julgo que a persistência compensou", disse, referindo o "esforço de aproximação do ministério" e elogiando a "compreensão dos sindicatos". "Sabiamos que um acordo só seria possível se houvesse de parte a parte um verdadeiro espírito de compromisso e foi isso que aconteceu", elogiou.

"Neste momento abrimos uma nova página", disse Isabel Alçada, explicando que o acordo mantém a avaliação e a existência de quotas para a atribuição das notas máximas "Muito Bom" e "exelente" . De acordo com as explicações da ministra, haverá contingentação de vagas em dois momentos: na passagem do 4º para o 5º escalão e do 6º para o 7º.

Durante a tarde, por volta das 17 horas, o gabinete de imprensa do Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (SINAPE) chegou a anunciar à Imprensa que o sindicato iria assinar, com reservas, o "acordo de princípios" proposto pelo Ministério da Educação (ME). No entanto, mais de três horas depois, o dirigente Nóbrega Ascenso dirigiu-se ao átrio da 5 de Outubro para dizer aos jornalistas que tinha havido um equívoco. As negociações continuavam.

A bloquear o acordo faltava a garantia taxativa de que todos os professores classificados com "Bom" podiam atingir o topo da carreira. Com a existência de vagas seria criada uma lista graduada para a progressão dos docentes.

Nóbrega Ascenso queria que no documento final ficasse escrito, de forma inequívoca, que após três anos, no máximo, os professores passariam de escalão. O topo da carreira seria assim alcançado, no máximo, em 40 anos (mais seis do que verifica na estrutura proposta pelo Governo). Isabel Alçada abdicou da contingentação para o 3º escalão - onde actualmente, se encontram mais docentes - e a prova de ingresso só passará a ser feita pelos professores que ainda não tenham ingressado na carreira

EÇA E A GUERRA DO AFEGANISTÃO

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*Assunto:* EÇA E A GUERRA DO AFEGANISTÃO, em 1880
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Eça de Queiroz foi um observador arguto da guerra do Afeganistão, não a do Obama, mas a dos ingleses im
periais do sec. XIX, e sobre ela escreveu páginas implacáveis que talvez os nossos governantes, já que os estrangeiros não sabem português, tivessem interesse e proveito em ler e meditar. Aí vão elas (escritas em 1880). Extracto do livro *“CARTAS DE INGLATERRA”*.
*A guerra do Afeganistão vista por Eça de Queiroz*
"Os ingleses estão experimentando, no seu atribulado império da Índia, a verdade desse humorístico lugar comum do sec. XVIII: 'A História é uma velhota que se repete sem cessar'.
O Fado e a Providência, ou a Entidade qualquer que lá de cima dirigiu os episódios da campanha do Afeganistão em 1847, está fazendo simplesmente uma cópia servil, revelando assim uma imaginação exausta.
Em 1847 os ingleses, "por uma Razão de Estado, uma necessidade de fronteiras científicas, a segurança do império, uma barreira ao domínio russo da Ásia..." e outras coisas vagas que os políticos da Índia rosnam sombriamente, retorcendo os bigodes - invadem o Afeganistão, e aí vão
aniquilando tribos seculares, desmantelando vilas, assolando searas e vinhas: apossam-se, por fim, da santa cidade de Cabul; sacodem do serralho um velho emir apavorado; colocam lá outro de raça mais submissa, que já trazem preparado nas bagagens, com escravas e tapetes; e, logo que os correspondentes dos jornais têm telegrafado a vitória, o exército, acampado à beira dos arroios e nos vergéis de Cabul, desaperta o correame, e fuma o cachimbo da paz...
Assim é exactamente em 1880.
No nosso tempo, precisamente como em 1847, chefes enérgicos, Messias indígenas, vão percorrendo o território, e com os grandes nomes de "Pátria" e de "Religião", pregam a guerra santa: as tribos reúnem-se, as famílias feudais correm com os seus troços de cavalaria, príncipes rivais juntam-se no ódio hereditário contra o estrangeiro, o "homem vermelho", e em pouco tempo é tudo um rebrilhar de fogos de acampamento nos altos das serranias, dominando os desfiladeiros que são o caminho, a estrada da Índia...
E quando por ali aparecer, enfim, o grosso do exército inglês, à volta de Cabul, atravancado de artilharia, escoando-se espessamente, por entre as gargantas das serras, no leito seco das torrentes, com as suas longas caravanas de camelos, aquela massa bárbara rola-lhe em cima e aniquila-o. Foi assim em 1847, é assim em 1880.
Então os restos debandados do exército refugiam-se nalguma das cidades da fronteira, que ora é Ghasnat ora Kandahar: os afegãos correm, põem o cerco, cerco lento, cerco de vagares orientais: o general sitiado, que nessas guerras asiáticas pode sempre comunicar, telegrafa para o viso-rei da Índia, reclamando com furor "reforços, chá e açúcar"!
(Isto é textual; foi o general Roberts que soltou há dias este grito de gulodice britânica; o inglês, sem chá, bate-se frouxamente). Então o governo da Índia, gastando milhões de libras, como quem gasta água, manda a toda a pressa fardos disformes de chá reparador, brancas colinas de açúcar, e dez ou quinze mil homens. De Inglaterra partem esses negros e monstruosos transportes de guerra, arcas de Noé a vapor, levando acampamentos, rebanhos de cavalos, parques de artilharia, toda uma invasão temerosa...
Foi assim em 1847, assim é em 1880.
Esta hoste desembarca no Industão, junta-se a outras colunas de tropa índia, e é dirigida dia e noite sobre a fronteira em expressos a quarenta milhas por hora; daí começa uma marcha assoladora, com cinquenta mil camelos de bagagens, telégrafos, máquinas hidráulicas, e uma cavalgada eloquente de correspondentes de jornais. Uma manhã avista-se Kandahar ou Ghasnat;- e num momento, é aniquilado, disperso no pó da planície o pobre exército afegão com as suas cimitarras de melodrama e as suas veneráveis colubrinas do modelo das que outrora fizeram fogo em Diu. Ghasnat está livre! Kandahar está livre!

Hurrah!
Faz-se imediatamente disto uma canção patriótica; e a façanha é por toda a Inglaterra popularizada numa estampa, em que se vê o general libertador e o general sitiado apertando-se a mão com veemência, no primeiro plano, entre cavalos empinados e granadeiros belos como Apolos, que expiram em atitude nobre! Foi assim em 1847; há-de ser assim em 1880.
No entanto, em desfiladeiro e monte, milhares de homens que, ou defendiam a pátria ou morriam pela "fronteira científica", lá ficam, pasto de corvos - o que não é, no Afeganistão, uma respeitável imagem de retórica: aí, são os corvos que nas cidades fazem a limpeza das ruas, comendo as imundices, e em campos de batalha purificam o ar, devorando os restos das derrotas.
E de tanto sangue, tanta agonia, tanto luto, que resta por fim? Uma canção patriótica, uma estampa idiota nas salas de jantar, mais tarde uma linha de prosa numa página de crónica...
Consoladora filosofia das guerras!
No entanto, a Inglaterra goza por algum tempo a "grande vitória do Afeganistão" - com a certeza de ter de recomeçar, daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis.
A "política" portanto é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades dum grande império.
Antes possuir apenas um quintalejo, com uma vaca para o leite e dois pés de alface para as merendas de verão..."
*Foi assim em 1847, foi assim em 1880. É assim em 2009. Alguém será capaz de traduzir estas páginas para Obama? O problema é outro: será que ele ou qualquer americano "controlado", entenderá o texto?*

QUERER É PODER
António d'Almeida

O MUNDO CHEIO DE BURACOS ERRADOS

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Meti-o no buraco errado
Um dos vídeos mais vistos actualmente com legendas em espanhol
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Clique e divirta-se

A LUSA NO BRASIL: ENCERRA SERVIÇO


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Os conteúdos da Lusa no Brasil eram tratados pela empresa Primapagina, de São Paulo, mas a agência portuguesa decidiu não renovar o contrato, sem qualquer explicação.
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Brasília - A agência de notícias portuguesa Lusa encerrou o seu serviço no Brasil. O site do serviço brasileiro da agência estatal mantinha-se até esta quarta-feira (6) na Web com notícias do dia 31 de dezembro de 2009, sem qualquer explicação aos internautas.

Os conteúdos da Lusa no Brasil eram tratados pela empresa Primapagina, de São Paulo. De acordo com fonte da empresa, responsável pelo site, a Lusa decidiu não renovar o contrato, sem qualquer explicação. "Deve ter sido uma decisão estratégica", disse fonte da Primapagina contatada pelo Portugal Digital.

Segundo informação obtida pelo Portugal Digital, os parceiros da Lusa no Brasil, a estatal Agência Brasil e o portal UOL, participado da Portugal Telecom, não foram informados da decisão.

A agência mantém no Brasil dois jornalistas brasileiros, como correspondentes em São Paulo e Brasíla.

O encerramento do serviço brasileiro acontece quase em simultâneo com declarações do ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que, em recente entrevista ao jornal "Público", de Lisboa, defendeu a necessidade de Portugal "valorizar cada vez mais a relação com o Brasil" (ver notícia do Portugal Digital de 3 de janeiro 2010).

"Temos de valorizar cada vez mais, no eixo do Atlântico Sul, a relação com o Brasil e a relação com Angola. O futuro passa por valorizar muito o eixo Lisboa-Brasil, o eixo Lisboa-Washington e o eixo Lisboa-Luanda", afirmou o ministro na referida entrevista ao "Público".

O serviço brasileiro da Lusa foi inaugurado há dez anos com a abertura de uma Delegação em Brasília, chefiada por um jornalista português e integrada por uma equipe de jornalistas brasileiros, com o objetivo de desenvolver a circulação de informação entre os dois países e, simultaneamente, procurar viabilizar financeiramente a agência.

Dificuldades da administração da empresa e da sua diretoria de Informação, nomeadamente na definição de uma estratégia informativa adequada às realidades brasileiras, a par de interesses políticos, comerciais e pessoais, alheios ao projeto inicial, levaram ao encerramento da empresa na capital federal e à sua transferência para São Paulo.

Posteriormente, por iniciativa diplomática, foram feitas algumas tentativas para dar maior expressão ao serviço da Lusa no Brasil, que conduziram à sua terceirização, com entrega da gestão do site à empresa Primapagina, ao estabelecimento de um acordo de parceria com o provedor UOL e à revitalização de um acordo de cooperação, que já havia sido assinado por duas vezes, em anos anteriores, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, com a agência estatal Brasil.

A entrega, há quatro anos, da gestão do site brasileiro da Lusa - que veiculava publicidade e significativo número de matérias noticiosas relativas a instituições do governo chinês - foi acompanhada pela “migração" para a Primapagina do site Macauhub, ligado ao governo da região administrativa chinesa de Macau e dirigido, na altura, por um jornalista da Lusa.

Até ao momento, a Lusa não divulgou qualquer informação sobre a interrupção ou encerramento do serviço Brasil.

A Agência Lusa é controlada a 50,14% pelo Estado português, tendo ainda vários grupos portugueses de mídia como acionistas de referência, entre os quais a Controlinveste, com 23,35%, e a Impresa, com 22,36%. Da Redação Portugal Digital