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Publicado 30 Dezembro 2009 11:07 (Jornal de Negócios)
Economia"Temos um défice assustador"
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A expressão é de Mário Soares, o primeiro-ministro que, na década de 80, teve de negociar um empréstimo com o FMI numa altura em que Portugal exibia um défice comparável ao de hoje, superior a 8% do PIB.
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A expressão é de Mário Soares, o primeiro-ministro que, na década de 80, teve de negociar um empréstimo com o FMI numa altura em que Portugal exibia um défice orçamental comparável ao de hoje, superior a 8% do PIB.
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Num longo artigo publicado hoje na revista “Visão”, em que antecipa a chegada de 2010, o antigo chefe de Governo e Presidente da República escreve que "é óbvio que Portugal está em crise", traduzida num "défice assustador" e num "endividamento muito grande".
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Soares aponta ainda o dedo à repartição da riqueza em Portugal, que “continua a ser muito injusta”, e às “desigualdades sociais intoleráveis”, mas sublinha que “já passámos por crises piores” e que “não somos a Grécia”.
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"Encaremos, com inteligência, coragem e sem complexos as crises", designadamente na área da Justiça, que considera ser "a mais grave de todas".
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“Tenhamos confiança e bom senso”, recomenda Mário Soares, reconhecendo, porém, que ambas são características que “não abundam entre alguns políticos e empresários portugueses”.
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À MARGEM: É tempo de o Dr. Mário Soares estar caladinho, enfiar nos pés as "pantufas" e arrumar-se junto ao aquecedor, mais a Drª Maria Barroso.
Isto é muito complicado para a geração dos 30 anos entender a razão porque os portugueses se encontram uns pobres "Jós".
Bem é que depois do 25 de Abril de 1974 o Dr. Mário Soares foi um dos arquirectos da liberdade dos portugueses e os livrou do chicote do fascismo.
O que aconteceu foi que os que se apoderam do poder "lixaram" as toneladas de ouro que havia.
A roubalheira foi infame!
O Dr. Mário de quando Ministro dos Negócios Estrangeiros e depois, Primeiro Ministro e Presidente da República viajou por este mundo adiante a apregoar o Portugal democrático.
Até (alguns jornalistas) lhe deram o nome de Rajá, pelas grandes comitivas que o acompanhavam chegando atingir as 150 pessoas.
O certo que foi que na década 80 do século passado Portugal, económicamente, não pudia com um gata pela rabo.
Estava de tanga e as notas de escudo era um papel que não circulava em país nenhum do mundo (excepto nas ex-colónias portuguesas).
O país estava empenhadíssimo e ninguém lhe dava crédito nenhum.
Em 1982 o Dr. Mário Soares pede ajuda aos emigrantes (ainda havia milhares a viver em França nos bairros de lata) que emprestassem dinheiro ao Governo, que estaria absolutamente garantido e com um juro de 30% ao ano, desde que fosse em moeda estrangeira e nesta seria devolvido.
Foi isso mesmo.
O Estado Português devolveu o dinheiro em moeda estrangeira e com os respectivos juros.
Ora o Dr. Soares bem sabia que quando Portugal entrasse na União Europeia, 1986, viria muito dinheiro de Bruxelas e o suficiente para pagar a dívida contraída aos emigrantes.
O dinheiro entrou em Portugal e nada foi feito com o mesmo e as viagens continuam a ser efectuadas ao estrangeiro e qualquer "badameco" era ministro e todos viviam numa "barbuda".
Antes do colapso, de momento, económico mundial, Portugal já se encontrava "teso" e agora, para encobrir o desfalque firmam as palavras que Portugal está mau de finanças por via dessa crise.
Na década de 80 os emigrantes, com o seu sentido patriótico, emprestaram dinheiro a Portugal. Porém agora desconfio que o voltem a fazer, porque deixaram de confiar no país onde nasceram e o seu dinheiro não está seguro.
É ver aquilo que aconteceu ao BPN e ao BPP.
José Martins