Só com uma diferença nessa altura as casas não subiam mais de quatro andares.
O mais alto era “Hotel Embaixador”, que mais tarde viria, alargar-se para as traseiras.
Viria, depois, o “Bar do Cowboys” a sofrer a concorrência com a abertura de outros. O cowboy, começou a perder a clientela e as raparigas, bailarinas, passaram-se para outros bares. Enfrasca-se todos os dias, de álcool e acabou por morrer há uma vintena de anos com uma cirrose e o fígado completamente podre.
O bar continua no soi cowbois. Durante um ano de férias em Banguecoque deambulei pela avenida da Sukhumvit e passei por lá grandes “noitadas” de quando uma cerveja custava 20 baht, durante o dia e 30 pela noite adiante.
Raramente vou à avenida da Sukhumvit. A avenida deixou de ter a beleza do meu tempo; os hotéis o carril elevado escureceu a artéria e deixou de ter hortas para além das margens da via e o intenso tráfego, o mercado de passeio acabou com o resto.
Ontem resolvi ir à “Siam Society” pagar a minha quota anual já caducada em 31 do mês passado. Raramente saio de minha casa, aonde ainda vivo, longe da “barafunda” que uma urbe como Banguecoque (outra igual, algures no Mundo, desta dimensão), de sei lá se mais ou menos de 14 milhões de almas no seu quotidiano de labuta.
Do mal o menos e não atingiu a biblioteca, instalada num edifício de ferro e cimento ao lado do que ardeu de madeira de teca. O caso está resolvido por agora com uma nova construção provisória.
A “Siam Society” está situada a uns escasso metros do local onde conheci a minha mulher Kanda de 30 anos. O Soi Asoke (Sukhumvit 21), na altura que o conheci era uma via mais pequeno, depois seria alargado e o seguimento (que bem se pode chamar) a estrada da circunvalação de Banguecoque que circunda toda a grande cidade.
Não podendo satisfazer o pagamento, e porque estou num espaço familiar há 30 e mais anos, vou almoçar ao “Honey Hotel” (que nunca mais lá fui desde 1979). Conheci as caras desse tempo, mais velhas como eu.
Perguntei ao empregado de mesa que me serviu: há quantos anos estava ali e respondeu-me: há mais de 30 anos...!!!
Não me enganei era mesmo a pessoa que eu tinha reconhecido. Na caixa do restaurante a mesma rapariga, sempre de sorriso nos lábios que havia conhecido.
Ainda, agora, se sorria só que não era era igual ao que lhe conheci...
Um sorriso com rugas na face é um sorriso velho e com pouco graça.
As outras raparigas, engordaram, como eu e na casa dos mais 50 anos. Não me identifiquei, nem ninguém me conheceu. Saí e continuei a minha curta romagem para matar as saudades dos tempos idos.
Fui visitar a livraria “Ásia Books” que não mudou uma palha que seja do estilo de construção, alem da pintura, ainda fresca, de verde do exterior do edifício. Vence as leis do progresso e está ali, me parece de pedra cal por mais anos e anos à sua frente.
Não houve diplomata, professor, gente ligada à cultura e artes, locais ou estrangeiros que não tenha visitado a “Ásia Books”.
Procurei livros dos antigos mas não encontrei um que fosse. Entretanto o sortido é vasto desde o rés-do-chão ao primeiro andar.
Não encontrei nenhum livro que me interessasse, porque sempre comprei obras que me falem da história de Portugal na Tailândia e nos países da Ásia por onde passaram.
Vou lê-lo e depois fazer os meus comentários.
José Martins
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