Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
MANHÃ SEM SOL
Já ontem a
ssim aconteceu.Talvez venha pela tarde.
Um dia sem sol tem mesmo graça que valha.
Um reformado como sou não tem, assim,assim, muita coisa para contar no espaço onde vive.
Voltei “caseirinho” e cá me vou arranjando conforme posso.
Cá vou “ruminando” o dia-a-dia vasculhando na internet e a par daquilo que se vai passando na arena internacional e na nossa casa Portugal.
Continuo a não ser adepto dos lençóis e continuo a dormir, umas 5 horas por noite, mai
s ou menos com a ex-PM, do Reino Unido, Margareth Thacher e o Marcelo Rebelo de Sousa.Sou um velho ocupado e mantenho (pela graça do Bordalo Pinheiro) o humor constante dentro de mim.
Ajuda a viver!
E até, minha mulher, já deu por mim, sentado à minha mesa de trabalho, a rir-me, só, às gargalhadas!
Claro que ela não pensa: “pobre do velho está a ficar doidinho”.
Nada disso ela bem sabe que o rir faz desopilar o fígado e da figadeira não sofrer.
Hoje, ao calha, ripei a publicação “Camões – Revista de Letras e Cultura Lusófonas”, publicada em Janeiro de 1999, pelo Instituto Camões e de quando o Dr. Jorge Couto assumia a presidência.
Nessa altura, estava-se no tempo das “vacas gordos” e ainda, graças ao senhor, havia uns dinheirinhos, para publicar coisas bonitas.
Respiguei a brochura, trimestral (Janeiro a Março/1999) e maravilhei-lhe pelo conteúdo e pelas imagens inseridas.
A “Camões” é dedica, na sua totalidade, a Almeida Garrett, com artigos de várias personalidades ligadas à cultura.
Pouco li do excelente conteúdo literário (o farei com tempo), mas não resisti de copiar e publicar a litografia, satírica, de D.Maria II apertar o nariz ao Duke de Wellington.
Uma delícia!
Passem todos por aí um bom dia que eu por aqui vou arranjando-me mesmo dando uma gargalhadas só!
José Martins
EM PORTUGAL O FADO E O FUTEBOL É QUE "INDUCA"
PASSOS COELHO: É "BONITO" E APRESENTA-SE BEM
AS TECLAS DE PRATA DE BERTA BRÁS
«Os jornais deram há dias reportagem primorosa sobre a integração lusitana no bloco peninsular.
ns de crenças queremos ajuda alheia seja qual for o seu preço dai-nos vossa mão Senhores.Já não temos que comer nem solas p’ra pôr de molho o gageiro sobe ao mastro e não topa terra firme nas areias portuguesas Sebastião não virá na manhã de nevoeiro as barras de ouro herdadas dos tempos da ditadura estão erm vias de extinção nada temos p’ra deixar aos filhos do nosso amor dai-nos vossa mão Senhores não nos deixeis liquidar.
Os Espanhóis são mais ricos bem nos podem ajudar pelo prato de lentilhas como Jacob deu ao irmão damos-lhes a governança da nossa nau naufragada dai-nos lentilhas Senhores em troca da nossa barca.
Não era a primeira vez que Espanhóis nos governavam somos ineptos Senhores isso está mais que provado arriscai Senhores em nós valemos pouco dinheiro arriscai Senhores em nós o nosso preço é barato.
Temos desejo de ordem e de governos de força oito séculos de História é lirismo p’ra esquecer arriscai Senhores em nós bem nos podeis apoiar.
A vida é curta gozemo-la tendes as vossas pesetas ficar-vos-emos mui gratos se nos quiserdes comprar valemos pouco dinheiro o nosso escudo é barato dai-nos vossa mão senhores queremos continuar seja qual for vosso preço.
Ninguém nos quer?
Dai-nos vossa mão Senhores...»
É então a hora agora?
Berta Brás

Nau Catrineta
Lá vem a Nau Catrineta
Que tem muito que contar!
Ouvide agora, senhores,
Uma história de pasmar.
Passava mais de ano e dia
Que iam na volta do mar,
Já não tinham que comer,
Já não tinham que manjar.
Deitaram sola de molho
Para o outro dia jantar;
Mas a sola era tão rija,
Que a não puderam tragar.
Deitaram sortes à ventura
Qual se havia de matar;
Logo foi cair a sorte
No capitão general.
- "Sobe, sobe, marujinho,
Àquele mastro real,
Vê se vês terras de Espanha,
As praias de Portugal!"
- "Não vejo terras de Espanha,
Nem praias de Portugal;
Vejo sete espadas nuas
Que estão para te matar."
- "Acima, acima, gageiro,
Acima ao tope real!
Olha se enxergas Espanha,
Areias de Portugal!"
- "Alvíssaras, capitão,
Meu capitão general!
Já vejo terras de Espanha,
Areias de Portugal!"
Mais enxergo três meninas,
Debaixo de um laranjal:
Uma sentada a coser,
Outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas
Está no meio a chorar."
- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-se casar."
- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar."
- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar."
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."
- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei a Catrineta,
Para nela navegar."
- "Não quero a Nau Catrineta,
Que a não sei governar."
- "Que queres tu, meu gageiro,
Que alvíssaras te hei-de dar?"
- "Capitão, quero a tua alma,
Para comigo a levar!"
- "Renego de ti, demónio,
Que me estavas a tentar!
A minha alma é só de Deus;
O corpo dou eu ao mar."
Tomou-o um anjo nos braços,
Não no deixou afogar.
Deu um estouro o demónio,
Acalmaram vento e mar;
E à noite a Nau Catrineta
Estava em terra a varar.
-
Almeida Garrett, Romanceiro
Porto de Abrigo
SE A MODA PEGA.... A ADOPÇÃO DE UM TERRORISTA
Eis a tradução da resposta que o ministro canadiano da Defesa dirigiu a uma boa alma que a ele se lamentava da sorte reservada aos «combatentes» afegãos, prisioneiros nos centros de detenção no Afeganistão.
National Defence Headquarters
MGen George R. Pearkes Bldg, 15 NT
101 Colonel By Drive
Ottawa , ON K1A 0K2
Canada
Cara cidadã inquieta,
Obrigado pela sua recente carta exprimindo a sua profunda preocupação a propósito da sorte dos terroristas da Al Qaida capturados pelas forças canadianas, transferidos de seguida para o governo afegão e presentemente detidos pelos seus oficiais nos centros nacionais de reagrupamento de prisioneiros no Afeganistão.
A nossa administração toma este assunto muito a sério e a sua mensagem é recebida com muita atenção aqui em Ottawa.
Ficará feliz de saber que, graças à preocupação de cidadãs como a senhora, criámos um novo departamento na Defesa Nacional, que se chamará P.L.A.R.A., isto é, «Programa dos Liberais que Assumem a Responsabilidade pelos Assassinos».
De acordo com as directrizes deste novo programa, decidimos eleger um terrorista e colocá-lo sob a vigilância pessoal da senhora.
O seu detido particular foi seleccionado e será conduzido sob escolta fortemente armada até ao domicilio da senhora em Toronto a partir da próxima segunda-feira.
Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (poderá chamar-lhe simplesmente Ahmed) será tratado segundo as normas que a senhora pessoalmente exigiu na carta de reclamação.
Provavelmente será necessário que a senhora recorra a assistentes. Nós faremos inspecções semanais a fim de nos certificarmos, com a mesma firmeza da sua carta, de que Ahmed beneficia realmente dos cuidados e de todas as atenções que nos recomenda.
Apesar de Ahmed ser um sociopata extremamente violento, esperamos que a sensibilidade da senhora ao que descreve como o seu «problema comportamental» o ajudará a ultrapassar as suas perturbações de carácter.
Talvez a senhora tenha razão quando descreve estes problemas como simples diferenças culturais.
Compreendemos que tenha a intenção de lhe proporcionar conselhos e educação ao domicílio.
O seu terrorista adoptado é temivelmente eficaz nas disciplinas de close-combat e pode dar fim a uma vida com objectos simples, tais como um lápis ou um corta-unhas.
Aconselhamo-la a não lhe pedir para fazer uma demonstração durante a próxima sessão do seu grupo de yoga.
Ele é igualmente especialista em explosivos e pode fabricá-los a partir de produtos domésticos. Talvez seja melhor que a senhora os guarde fechados à chave, salvo se considerar (segundo a opinião que exprime) que isso o possa ofender.
Ahmed não desejará manter relações com a senhora ou com as suas filhas (excepto sexuais), na medida em que considera que as mulheres são uma espécie de mercadoria sub-humana.
É um assunto particularmente sensível para ele, que é conhecido por manifestar reacções violentas em relação a mulheres que não se submetem aos critérios de vestuário que ele recomenda como mais próprios.
Estou convencido de que, com o tempo, virá a apreciar o anonimato que oferece a burkha. Recorde que isso faz parte do «respeito pelas crenças religiosas», como escreve na sua carta.
Mais uma vez, obrigado pelos seus cuidados. Apreciamos bastante que cidadãos nos indiquem como fazer bem o nosso trabalho e ocupar-nos dos nossos congéneres.
Tome bem conta de Ahmed e lembre-se de que a observaremos.
Boa sorte e que Deus a abençoe.
Cordialmente,
Gordon O'Connor
Ministro da Defesa Nacional
ESCUTAS DO APITO DOURADO
José Martins
Clique e ouça as escutas:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=EBC7EDDD-0DEA-48B8-BA07-174C2827CDAE&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&h=11
DITADURA IMPLEMENTADA EM ANGOLA
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A democracia morreu em Angola
Com a aprovação da nova “Constituição”, morreu em Angola a Democracia, ou se quisermos ser perfeccionistas a esperança de que um dia haveria Democracia em Angola. Para existir democracia, não basta haver partidos de oposição (Salazar também os admitiu a certa altura), não basta haver comunicação social independente (Salazar também a suportava), em particular se esta está tão condicionada pelo poder que não pode ser ouvida ou lida pelo Povo.
Não. É o primeiro deputado da lista do partido mais votado. Mesmo que esse partido só tenho, por exemplo, 25% dos votos expressos. Por outras palavras o sr. engº José Eduardo dos Santos, com medo de perder as eleições presidenciais, acaba com elas.
E por via das dúvidas, na hipótese de o partido a que preside não conseguir mais do que uma maioria relativa (por exemplo se não conseguirem fazer uma nova fraude eleitoral), ele será sempre o Presidente do País.
Sem indicações da Assembleia Nacional ou sem qualquer proporcionalidade em relação aos votos dos eleitores. Portanto, entre familiares, amigalhaços e clientes ele arranjará gente para todos os cargos. Nem Salazar nomeava todos os poderes.
Assim os amigos como Sócrates, Cavaco ou Obama vão felicitá-lo por esta nova “Democracia”. Assim os velhos lutadores pela liberdade do seu próprio partido, poderão continuar a receber as prebendas e as gasosas e disfarçar a sua cobardia. É por isto que hoje é um dia triste para Angola. Morreu a esperança na Democracia ou morreu a Democracia.
Emanuel Lopes in Notícias Lusófonas
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=25184&catogory=Opini%E3o
INTERESSANTE E PEDAGÓGICO
Não perca de ver e guarde nos favoritos
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Depois de abrir o Link abaixo, passem o rato por cima de cada país.
Em rodapé, para além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, indica a população de cada país e as emissões de CO2, colocando o cursor em cima.
É impressionante o movimento na China e na Índia.
Se verificarem bem, constatarão que a população da Europa não se consegue substituir.
Em contrapartida, a África e a Ásia não param de aumentar.
Clicar no link abaixo:
http://www.breathingearth.net/
O DESLUMBRAMENTO PROVINCIANO DE DOIS E OUTROS RAPAZES E RAPARIGAS
José António Saraiva
O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'.
Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.
Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.
Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.
ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.
As suas vidas mudaram por completo.
Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.
Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.
Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.
CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.
Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.
Todos eles tiveram um percurso idêntico.
E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.
Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.
A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?
A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.
Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.
Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.
E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.
Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos.
Alguns eram atrevidos em excesso.
E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.
QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados.
Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.
Montaram uma rede para tomar o Estado.
José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.
Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.
MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.
Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.
A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.
Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.
O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.
O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).
A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.
O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.
A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.
SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos de palha.
É quase inevitável que assim aconteça.
O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.
É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres.
Consegui-lo-á?
Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.
Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro ,,,mas sempre de mão estendida ,,pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha .
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A menos que toque a alguns que estão a comer do mesmo prato pago por nós,mas não vai ser por muito mais tempo..
O GUME DA NAVALHA DE MÁRIO CRESPO
Outra vez não2010-01-18A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não. . |
NOVAS "SCANERS" DOS AEROPORTO
NEW AIRPORT SCANNER
Enviado pelo João Severino http://pauparatodaaobra.blogspot.com
BEM O EÇA TINHA CARRADAS DE RAZÃO...
FMI defende pacto "alargado" para relançar economia
O Fundo Monetário Internacional (FMI) veio ontem introduzir mais um factor de pressão sobre as intensas negociações políticas entre o PS e os dois partidos de Direita com vista à aprovação do Orçamento do Estado para 2010 e possível adopção de uma política de médio prazo de relançamento da economia.
Rui Peres Jorge
rpjorge@negocios.pt
António Larguesa
alarguesa@negocios.pt
O Fundo Monetário Internacional (FMI) veio ontem introduzir mais um factor de pressão sobre as intensas negociações políticas entre o PS e os dois partidos de Direita com vista à aprovação do Orçamento do Estado para 2010 e possível adopção de uma política de médio prazo de relançamento da economia.
Na avaliação anual à economia portuguesa, a instituição com sede em Washington defende a adopção do conjunto de reformas estruturais, que diz imprescindíveis ao relançamento da economia, mas salienta que o seu sucesso depende de "um apoio político alargado e uma liderança determinada por vários anos".
O FMI sinaliza assim as vantagens de um entendimento político de médio prazo e o mais abrangente possível, na linha do proposto por social-democratas e democratas-cristãos.
Para cumprir esse caminho, as delegações destas forças partidárias vão prosseguir as conversas com o ministro das Finanças sobre o Orçamento, que será entregue na próxima terça-feira no Parlamento e cuja votação final só acontecerá a 12 de Março, após um intenso mês de negociações na especialidade.
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P.S. - Relançamento da economia aonde? Se a economia de um país baseia-se nas exportações e Portugal pouco tem que exportar e vender; liderança alargada determinada por vários anos... aonde temos os líderes à altura?
Se nunca os tivemos em 36 anos!
ENVIADO POR UM CORRESPONDENTE DESTE BLOGUE
AS SUAS NOTÍCIAS DE HOJE 21.01.10
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A PEDALADA ECONÓMICA DA CHINA
Os dados oficiais mostraram que a economia cresceu 8,7% em 2009 para US $ 4.9tn. Essa figura é o tamanho da economia do Japão em 2008.
Números do Japão para 2009 não estão fora até o próximo mês, mas são esperadas para mostrar uma contração de cerca de 6%.
O que não está em dúvida se suas trajetórias. A China está alimentando à frente, enquanto o Japão está a ficar para trás.
Deve ser lembrado, porém, que a população da China é 10 vezes o tamanho do Japão, mesmo que a sua economia em geral é maior, Japanese people permanecem muito mais rica do que as da China.
Durante os anos 1980 o Japão que estava subindo, e alguns previram então seria um dia sequer de ultrapassagem Estados Unidos. Mas então, houve um acidente seguido de duas décadas de estagnação.
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