Ruas deu cheques no adro da igreja
20 Agosto 2013,
22:05 por Bruno Simões | brunosimoes@negocios.pt
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Numa delas, na paróquia do Viso,
Ruas teria mesmo falado aos fiéis durante a eucaristia. Ao Negócios, o
padre do Viso confirmou que, antes da missa começar, o presidente da
câmara entregou um cheque de 50 mil euros, mas negou que tenha falado
durante a eucaristia.
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"Foi um acto público de
caciquismo ao melhor estilo", criticou Hélder Amaral, candidato do CDS à
câmara de Viseu. "Não lhe fica bem estar a esturricar dezenas milhares
de euros", declarou, por seu turno, José Junqueiro, igualmente
pretendente da câmara, mas pelo PS. Os dois partidos acusaram, esta
terça-feira, o presidente da câmara de atribuir subsídios às paróquias
durante as missas.
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"É mentira, não fez nenhum anúncio na missa", assegurou Armando Esteves, o pároco do Viso. "Foi apenas assinado um protocolo de 50 mil euros, fora da missa, na zona do adro", descreveu ao Negócios. "Fernando Ruas entregou um cheque à paróquia", há cerca de um mês.
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Na paróquia de São João de Lourosa, no último domingo, o procedimento terá sido semelhante. Fernando Ruas assinou um protocolo e entregou um cheque à paróquia, de cerca de sete mil euros.
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O autarca confirmou ao Negócios as entregas dos cheques e recusa que tenha sido uma acção de campanha. "Fui fazer aquilo que sempre fiz em 24 anos, que é apoiar as comissões fabriqueiras [entidades que gerem os bens da igreja]. Fui a mais que uma e vou continuar", assegura.
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"É mentira, não fez nenhum anúncio na missa", assegurou Armando Esteves, o pároco do Viso. "Foi apenas assinado um protocolo de 50 mil euros, fora da missa, na zona do adro", descreveu ao Negócios. "Fernando Ruas entregou um cheque à paróquia", há cerca de um mês.
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Na paróquia de São João de Lourosa, no último domingo, o procedimento terá sido semelhante. Fernando Ruas assinou um protocolo e entregou um cheque à paróquia, de cerca de sete mil euros.
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O autarca confirmou ao Negócios as entregas dos cheques e recusa que tenha sido uma acção de campanha. "Fui fazer aquilo que sempre fiz em 24 anos, que é apoiar as comissões fabriqueiras [entidades que gerem os bens da igreja]. Fui a mais que uma e vou continuar", assegura.
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O facto de as assinaturas e
entregas dos cheques acontecerem antes ou depois das missas é por "uma
questão de conveniência" dos padres, justifica.









