Passos
responsabiliza Menezes pela derrota do PSD em Gaia
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Líder do partido disse no Conselho Nacional que Menezes lhe pediu carta branca para gerir o processo em Gaia e ele deu.
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Líder do partido disse no Conselho Nacional que Menezes lhe pediu carta branca para gerir o processo em Gaia e ele deu.
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Pedro
Passos Coelho não perdeu muito tempo da sua intervenção no conselho nacional do
PSD com os resultados autárquicos, mas houve um caso em que foi contundente: no
da Câmara de Gaia. Num concelho que durante 16 anos foi social-democrata, o
presidente do partido deixou claro quem foi o responsável pelo mau resultado.
Segundo vários relatos feitos ao PÚBLICO, Passos afirmou que Luís Filipe
Menezes lhe pediu carta branca para tratar do processo de Gaia e ele acedeu.
Sublinhou que Menezes era um ex-líder do PSD e que foi ele quem conduziu todo o
processo.
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Já sobre a derrota no Porto, Passos ilibou Menezes. Disse que o ex-autarca de Gaia era um candidato forte e que o seu nome fora aprovado pela concelhia, pela distrital e ratificado pela direcção nacional do partido. A única surpresa foi mesmo o resultado eleitoral (21,06%).
Já sobre a derrota no Porto, Passos ilibou Menezes. Disse que o ex-autarca de Gaia era um candidato forte e que o seu nome fora aprovado pela concelhia, pela distrital e ratificado pela direcção nacional do partido. A única surpresa foi mesmo o resultado eleitoral (21,06%).
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Foi um dos pontos críticos de uma reunião que acabou às 4h da madrugada de desta quarta-feira e que teve vários episódios que sugeriam algum ajuste de contas. José Pedro Aguiar Branco, que liderou a lista de Menezes para a Assembleia Municipal do Porto, foi ao conselho nacional defender a punição de todos os militantes que apoiaram candidaturas adversárias às do partido.
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O ministro da Defesa não poupou ninguém e censurou aqueles que “estiveram na sombra a apoiar os adversários do partido”, numa alusão a Rui Rio, e os que “escreveram artigos contra a Lei de Limitação de Mandatos”, numa indirecta a Paulo Rangel.
Foi um dos pontos críticos de uma reunião que acabou às 4h da madrugada de desta quarta-feira e que teve vários episódios que sugeriam algum ajuste de contas. José Pedro Aguiar Branco, que liderou a lista de Menezes para a Assembleia Municipal do Porto, foi ao conselho nacional defender a punição de todos os militantes que apoiaram candidaturas adversárias às do partido.
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O ministro da Defesa não poupou ninguém e censurou aqueles que “estiveram na sombra a apoiar os adversários do partido”, numa alusão a Rui Rio, e os que “escreveram artigos contra a Lei de Limitação de Mandatos”, numa indirecta a Paulo Rangel.
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O ex-presidente da assembleia geral do grupo Impresa censurou Rui Rio, Paulo Rangel e Valente de Oliveira por não terem apoiado Luís Filipe Menezes no Porto, que registou a maior derrota do PSD desde 1976. De rajada, Aguiar-Branco nomeou Francisco Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite, Nuno Morais Sarmento e José Luís Arnaut, criticando-os por dar entrevistas a atacar o Governo sem qualquer consequência.
O ex-presidente da assembleia geral do grupo Impresa censurou Rui Rio, Paulo Rangel e Valente de Oliveira por não terem apoiado Luís Filipe Menezes no Porto, que registou a maior derrota do PSD desde 1976. De rajada, Aguiar-Branco nomeou Francisco Pinto Balsemão, Manuela Ferreira Leite, Nuno Morais Sarmento e José Luís Arnaut, criticando-os por dar entrevistas a atacar o Governo sem qualquer consequência.
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O rastilho estava lançado e o eurodeputado Paulo Rangel não resistiu à provocação do seu adversário na corrida à liderança do PSD em 2010, de que Pedro Passos Coelho saiu vencedor, acusando-o de ter uma visão “soviética” do partido. Os apupos ouviram-se na sala e sucederam-se à medida que o eurodeputado falava.
O rastilho estava lançado e o eurodeputado Paulo Rangel não resistiu à provocação do seu adversário na corrida à liderança do PSD em 2010, de que Pedro Passos Coelho saiu vencedor, acusando-o de ter uma visão “soviética” do partido. Os apupos ouviram-se na sala e sucederam-se à medida que o eurodeputado falava.
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Rangel defendeu que não se pode tirar a ninguém o direito de não apoiar um candidato e que, tendo ele defendido a ilegalidade de candidaturas de presidentes de câmara com mais de três mandatos autárquicos, nunca poderia apoiar Menezes.
Rangel defendeu que não se pode tirar a ninguém o direito de não apoiar um candidato e que, tendo ele defendido a ilegalidade de candidaturas de presidentes de câmara com mais de três mandatos autárquicos, nunca poderia apoiar Menezes.
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O clima de crispação levou Passos a pedir alguma contenção. Por essa altura, o porta-voz do partido, Marco António Costa, saiu da sala para falar aos jornalistas. Defendeu o ainda presidente da Câmara do Porto ao dizer que “não houve, da parte de Rui Rio, nenhuma declaração expressa de apoio a outro candidato”. E, ao ser questionado com o facto de Rio ter criticado a candidatura de Luís Filipe Menezes, declarou: “Nós não temos por princípio o delito de opinião”.
O clima de crispação levou Passos a pedir alguma contenção. Por essa altura, o porta-voz do partido, Marco António Costa, saiu da sala para falar aos jornalistas. Defendeu o ainda presidente da Câmara do Porto ao dizer que “não houve, da parte de Rui Rio, nenhuma declaração expressa de apoio a outro candidato”. E, ao ser questionado com o facto de Rio ter criticado a candidatura de Luís Filipe Menezes, declarou: “Nós não temos por princípio o delito de opinião”.
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O terceiro caso a que Passos Coelho se referiu expressamente foi o de Sintra, para sublinhar que o PSD não podia ficar refém da “chantagem” de Marco Almeida, que se assumiu como candidato quando o PSD ainda não tinha iniciado o processo. Marco Almeida terá dito que, se o partido não o escolhesse, ele seria candidato como independente. Segundo Passos, foi por essa razão que o PSD escolheu Pedro Pinto.
O terceiro caso a que Passos Coelho se referiu expressamente foi o de Sintra, para sublinhar que o PSD não podia ficar refém da “chantagem” de Marco Almeida, que se assumiu como candidato quando o PSD ainda não tinha iniciado o processo. Marco Almeida terá dito que, se o partido não o escolhesse, ele seria candidato como independente. Segundo Passos, foi por essa razão que o PSD escolheu Pedro Pinto.
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Na intervenção de Paula Teixeira da Cruz, que falou logo a seguir a Passos Coelho, a ministra da Justiça sustentou que não deve haver “caça às bruxas”. Na primeira fila, segundo relatos feitos ao PÚBLICO, Passos Coelho comentava “aqui não há bruxas” e a ministra respondia afirmativamente, dizendo “há bruxas, há”.
Na intervenção de Paula Teixeira da Cruz, que falou logo a seguir a Passos Coelho, a ministra da Justiça sustentou que não deve haver “caça às bruxas”. Na primeira fila, segundo relatos feitos ao PÚBLICO, Passos Coelho comentava “aqui não há bruxas” e a ministra respondia afirmativamente, dizendo “há bruxas, há”.
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Mas foram muitos os que pediram responsabilidades políticas pela derrota de domingo. Luís Rodrigues, conselheiro nacional e candidato por Setúbal, onde o PSD foi muito penalizado, sustenta que a a antecipação do congresso “é uma falsa questão”. “Não acredito que apareçam candidatos contra o Passos Coelho. Já nas listas para o conselho nacional, é diferente”, afirmou.
Mas foram muitos os que pediram responsabilidades políticas pela derrota de domingo. Luís Rodrigues, conselheiro nacional e candidato por Setúbal, onde o PSD foi muito penalizado, sustenta que a a antecipação do congresso “é uma falsa questão”. “Não acredito que apareçam candidatos contra o Passos Coelho. Já nas listas para o conselho nacional, é diferente”, afirmou.
"Não
sou como o Sócrates”
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Mas foi a situação do país que arrebatou boa parte do discurso inicial de cerca de 45 minutos. O presidente do PSD referiu que até ao final do ano está em curso a avaliação da execução orçamental em que também se sustenta o sucesso do programa de assistência financeira. Passos Coelho recusou ser “como o Sócrates” e dizer que está tudo bem. Mas não foi pessimista. Disse que, em princípio, “está tudo a correr bem”, salientou os sinais positivos que a economia tem dado, mas a avaliação é permanente.
Mas foi a situação do país que arrebatou boa parte do discurso inicial de cerca de 45 minutos. O presidente do PSD referiu que até ao final do ano está em curso a avaliação da execução orçamental em que também se sustenta o sucesso do programa de assistência financeira. Passos Coelho recusou ser “como o Sócrates” e dizer que está tudo bem. Mas não foi pessimista. Disse que, em princípio, “está tudo a correr bem”, salientou os sinais positivos que a economia tem dado, mas a avaliação é permanente.
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Os riscos da situação portuguesa voltaram a ser explicados aos conselheiros. A descida do rating da dívida — uma ameaça recente das agências — é considerado um risco para o sucesso do programa, assim como mais chumbos do Tribunal Constitucional.
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Mas Passos Coelho nunca se referiu directamente a um segundo resgate. Como foi noticiado que tinha voltado a acenar com um segundo resgate, o próprio Passos Coelho gracejou com isso ao final da noite.
Os riscos da situação portuguesa voltaram a ser explicados aos conselheiros. A descida do rating da dívida — uma ameaça recente das agências — é considerado um risco para o sucesso do programa, assim como mais chumbos do Tribunal Constitucional.
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Mas Passos Coelho nunca se referiu directamente a um segundo resgate. Como foi noticiado que tinha voltado a acenar com um segundo resgate, o próprio Passos Coelho gracejou com isso ao final da noite.










































