Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Aldrabice - a sua imagem de marca...
Confesso que não li "a" entrevista, apenas colhi (aqui
e acolá) algumas passagens. Dessas impressões, o presente post salienta duas
que apenas confirmam a ideia geral que já tinha da personagem.
A primeira tirada trata-se da frase mais reproduzida da entrevista nos media: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter".
Esta tirada deu origem a diversos comentários e reflexões de cariz político (se corresponde a um piscar de olhos à direita, se um posicionamento para as presidenciais ou se os simpatizantes de esquerda, podem ter ficado ofendidos, etc.).
Por “aqui”, o que sobressai dessa afirmação é apenas a confirmação da arrogância, da vaidade e da soberba do “ingenheiro”, imagem que ficou sugerida daquele célebre momento do “oh Luís, fico melhor assim ou assim?... ”. Momento esse, recorde-se, em que se confirmava o pedido de ajuda externa pelo País, com as contrapartidas e as medidas que os portugueses tão bem conhecem…
A primeira tirada trata-se da frase mais reproduzida da entrevista nos media: "Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter".
Esta tirada deu origem a diversos comentários e reflexões de cariz político (se corresponde a um piscar de olhos à direita, se um posicionamento para as presidenciais ou se os simpatizantes de esquerda, podem ter ficado ofendidos, etc.).
Por “aqui”, o que sobressai dessa afirmação é apenas a confirmação da arrogância, da vaidade e da soberba do “ingenheiro”, imagem que ficou sugerida daquele célebre momento do “oh Luís, fico melhor assim ou assim?... ”. Momento esse, recorde-se, em que se confirmava o pedido de ajuda externa pelo País, com as contrapartidas e as medidas que os portugueses tão bem conhecem…
A segunda frase exprime aquele desconcertante lado
de Sócrates, mais concretamente, a desfaçatez e o “à vontade” com que insulta a
inteligência das pessoas.
A propósito da nacionalização do BPN, terá respondido “não sabia o que aquilo era!”…
Coitado, ele não fazia ideia (nem sabe o que é um offshore sequer...), se soubesse os prejuízos de tal decisão, subentende-se, a decisão seria outra … se fosse o entrevistador teria perguntado:
A propósito da nacionalização do BPN, terá respondido “não sabia o que aquilo era!”…
Coitado, ele não fazia ideia (nem sabe o que é um offshore sequer...), se soubesse os prejuízos de tal decisão, subentende-se, a decisão seria outra … se fosse o entrevistador teria perguntado:
“Mas, quando diz que "não sabia", isso não é uma admissão de incapacidade / impreparação, para governar o País?”
Também revelou que achou “…."mais prudente fazer a nacionalização", sublinhando que se estimava que o buraco da instituição fosse de 600 milhões de euros”. Mas, esperem lá, então na altura da nacionalização, Sócrates e T. Santos, não asseguraram aos portugueses que aquela nacionalização não custaria “um cêntimo aos portugueses”?!
(Neste caso, não é de excluir a possibilidade de não ter
existido contraditório, por receio da jornalista em ser
insultada...)
Enfim, pelos enormes prejuízos futuros que acarretam, supõe-se que pelo mesmo efeito “não sabia o que aquilo era!”, Sócrates também não teria tomado outras decisões:
As PPP rodoviárias…, As PPP na área da energia…., A concessão de barragens hidro-eléctricas à EDP…, As obras do Parque Escolar…, Etc..
Tudo em Sócrates é fabricado e vazio… de verdade. Por isso, não li a entrevista, assim como, não vejo o seu “espaço de comentário” dominical. Ler ou ouvir a personagem, é um “déjà-vu”, e, acima de tudo, é deprimente constatar como em Portugal (leia-se, a sociedade portuguesa) ainda é um campo tão fértil para charlatões: dos falsos padres, passando pelos “professor bambo” (de várias cores) ou os funcionários da S Social impostores que aldrabam velhinhas.
Enfim, pelos enormes prejuízos futuros que acarretam, supõe-se que pelo mesmo efeito “não sabia o que aquilo era!”, Sócrates também não teria tomado outras decisões:
As PPP rodoviárias…, As PPP na área da energia…., A concessão de barragens hidro-eléctricas à EDP…, As obras do Parque Escolar…, Etc..
Tudo em Sócrates é fabricado e vazio… de verdade. Por isso, não li a entrevista, assim como, não vejo o seu “espaço de comentário” dominical. Ler ou ouvir a personagem, é um “déjà-vu”, e, acima de tudo, é deprimente constatar como em Portugal (leia-se, a sociedade portuguesa) ainda é um campo tão fértil para charlatões: dos falsos padres, passando pelos “professor bambo” (de várias cores) ou os funcionários da S Social impostores que aldrabam velhinhas.
É deprimente constatar como em Portugal (e isto é válido
para qualquer organização: uma empresa, por ex.), pode surgir um lunático e vergar
à sua megalomania e delírio, toda uma estrutura. T. Santos, em última instância
(e pagou por isso...), forçou um resgate que, se tivesse sido
negociado 6 meses antes, não teria os erros de concepção deste, feito "em cima do
joelho".
A este propósito, recordar como Sócrates
diabolizou o FMI, ele era o homem que "não estava disponível para governar com o FMI",
pois, como começa a sua declaração ao País depois de celebrado o MOu?..."O Governo conseguiu um bom acordo, um acordo que defende
Portugal...".
Assim, do dia para a noite, o "péssimo" fmi
passou a ser a solução e, claro, ele (Sócrates) o homem indicado para por o
memorando em prática... isto não são contradições...
Enfim, para concluir, republicamos um post de Agosto e deixamos à consideração do leitor, qual
será afinal a “imagem de
marca” que melhor define Sócrates:
- Se o, sempre presente, padrão: “optar pelo mais fácil no presente e atirar com os prejuízos para os governos seguintes”;
- Ou então, este cândido “não sabia o que aquilo era…”.
- Se o, sempre presente, padrão: “optar pelo mais fácil no presente e atirar com os prejuízos para os governos seguintes”;
- Ou então, este cândido “não sabia o que aquilo era…”.
"...Recordem-se as “imagens de marca” dos governos de
Sócrates:
PPP rodoviárias:
Sabiam que estas obras foram lançadas com um período de carência de 5 anos? Ou seja, o empreiteiro com dinheiro emprestado pela banca (bem remunerado claro...), faz a obra e só 5 anos depois o Estado começa a pagá-la... Isto é, injecta-se dinheiro na economia, criam-se um postos de trabalho e cobram-se uns impostos, faz-se uma festarola a inaugurar a obra à hora de abertura dos telejornais...
Cinco anos depois (agora) ficam auto-estradas onde não passa ninguém e é altura de pagar a dívida acumulada!
Isto não é mascarar as contas?!
Desorçamentação generalizada (obras públicas, saúde, educação, etc…):
Talvez o caso mais evidente desta desorçamentação seja a empresa Estradas de Portugal. Até ao consulado Sócrates, a despesa relacionada com manutenção e construção de estradas estava no perímetro orçamental. Com a alteração do estatuto da Estradas de Portugal (EP), todos esses encargos, deixaram de ser contabilizados no Orçamento de Estado e passaram as contas daquela empresa.
.
Todos os anos, milhares de milhões de €,
"desapareceram" do défice mas foram-se acumulando na dívida E. P. –
alguém, mais tarde, haveria de pagar. Aqui, podem constatar a dimensão deste
truque contabilístico: enquanto, no final de 2007 a dívida da EP era de 1.000
milhões de €, 18 meses depois (em 2009, portanto) essa dívida já ultrapassava
os 15.000 milhões! Mas, claro, a comunicação social em nada disso via razão
para alertar os cidadãos e, nesse mesmo ano, Sócrates – por pouco – não voltou
a ter maioria absoluta…
Para aferir a dimensão da despesa que foi sonegada à contabilidade do défice, podemos ainda consultar aqui (artigo do Jornal de Negócios), como entre 2008 e 2011, a desorçamentação terá atingido valores entre os 6% e os 9% do PIB! (em média, 8.000 a 9.000 milhões € / ano).
Isto não é mascarar as contas?!
Para aferir a dimensão da despesa que foi sonegada à contabilidade do défice, podemos ainda consultar aqui (artigo do Jornal de Negócios), como entre 2008 e 2011, a desorçamentação terá atingido valores entre os 6% e os 9% do PIB! (em média, 8.000 a 9.000 milhões € / ano).
Isto não é mascarar as contas?!
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Concessão de barragens hidroeléctricas à EDP:
Concessão de barragens hidroeléctricas à EDP:
No mesmo ano em que Sócrates se afirmava o campeão do défice,
para além da desorçamentação que era uma prática comum desde o início do seu
mandato, encaixou, só em 2007 cerca de
750 milhões de € pela concessão à EDP das novas barragens
no Douro. Os portugueses, basta olhar para a sua factura, facilmente percebem
quem está agora a pagar esses negócios...
Note-se, que falamos das barragens que, mais tarde (2011, 1021)
se dizia colocarem em causa o estatuto “Douro Património Mundial”. Imaginam o
cenário que resultaria do cancelamento dessas obras, como iria o Estado
devolver esse dinheiro à EDP e indemnizar as partes envolvidas (empreiteiros,
projectistas, municípios, trabalhadores…)?
Isto não é mascarar as contas?!
A empresa pública Parque Escolar:
Aqui assiste-se a uma prática similar às PPP Rodoviárias, difere apenas na circunstância de o concessionário das PPP rodoviárias serem entidades privadas e, neste caso, o concessionário (a quem as rendas são pagas) ser uma entidade pública.
Um aspecto abordado na comunicação social, foi a chama “festa do Parque Escolar”. Mais uma vez, com recurso a fundos comunitários – mas com uma significativa componente de dívida à banca – foram efectuadas obras faraónicas em escolas pelo País fora (candeeiros Siza Vieira, pedras e mármores de países exóticos, sistemas de ar condicionado apenas usados em hóteis 5*, etc.). No entanto, um aspecto que não foi muito falado, e que explica como essa divida à banca será paga nas próximas décadas, é a circunstância de todas as escolas intervencionadas ao abrigo deste programa, passarem a ter de pagar avultadas rendas à empresa Parque Escolar. Esta, por sua vez e durante os próximos 20 – 30 anos, canalizará para a banca essas verbas de modo a reembolsar dívida assumida…
“Cada escola remodelada paga, em média, uma renda de 320 mil euros por semestre à Parque Escolar. Valores podem chegar aos 113 milhões por ano, quando estiverem prontas 178 escolas.”
Isto não é mascarar as contas?!
A empresa pública Estamo:
(esta é das minhas favoritas) Esta empresa pública foi criada para gerar receitas extraordinárias através da gestão do patrmónio imóvel do Estado, operava da seguinte forma: O Estado dispoe de um imenso parque de imóveis onde funcionam todos os organismos da sua (mostruosa) estrutura. A Estamo é uma empresa pública criada para adquirir imóveis ao próprio Estado (confuso?), passando os organismos e serviços do Estado que funcionavam nesses edifícios a ser inquilinos da Estamo.
Isto não é mascarar as contas?!
A empresa pública Parque Escolar:
Aqui assiste-se a uma prática similar às PPP Rodoviárias, difere apenas na circunstância de o concessionário das PPP rodoviárias serem entidades privadas e, neste caso, o concessionário (a quem as rendas são pagas) ser uma entidade pública.
Um aspecto abordado na comunicação social, foi a chama “festa do Parque Escolar”. Mais uma vez, com recurso a fundos comunitários – mas com uma significativa componente de dívida à banca – foram efectuadas obras faraónicas em escolas pelo País fora (candeeiros Siza Vieira, pedras e mármores de países exóticos, sistemas de ar condicionado apenas usados em hóteis 5*, etc.). No entanto, um aspecto que não foi muito falado, e que explica como essa divida à banca será paga nas próximas décadas, é a circunstância de todas as escolas intervencionadas ao abrigo deste programa, passarem a ter de pagar avultadas rendas à empresa Parque Escolar. Esta, por sua vez e durante os próximos 20 – 30 anos, canalizará para a banca essas verbas de modo a reembolsar dívida assumida…
“Cada escola remodelada paga, em média, uma renda de 320 mil euros por semestre à Parque Escolar. Valores podem chegar aos 113 milhões por ano, quando estiverem prontas 178 escolas.”
Isto não é mascarar as contas?!
A empresa pública Estamo:
(esta é das minhas favoritas) Esta empresa pública foi criada para gerar receitas extraordinárias através da gestão do patrmónio imóvel do Estado, operava da seguinte forma: O Estado dispoe de um imenso parque de imóveis onde funcionam todos os organismos da sua (mostruosa) estrutura. A Estamo é uma empresa pública criada para adquirir imóveis ao próprio Estado (confuso?), passando os organismos e serviços do Estado que funcionavam nesses edifícios a ser inquilinos da Estamo.
Quem beneficiava com isto? A banca que, para além da assessoria
e comissões das operações, emprestava dinheiro à Estamo para as operações de
compra dos imóveis, por outro lado. o défice desse ano, com esta receita, lá
baixava mais um pouco.
O problema, é que a partir daí, estes organismos - que não
tinham despesas por ocuparem esses edifícios -, passam a ter rendas a pagar à
Estamo (que, na verdade, é um mero intermediário da banca).
Isto não é mascarar as contas?!
E o que têm comum todas estas manigâncias contabilísticas? Todas elas, através de divida contraída à banca, contaram com a cumplicidade do sector financeiro e este, claro, entre comissões, pareceres e assessorias, elevadas taxas de juro, etc.., graças a quem desgraçadamente nos governou nesse período, encontrou à sombra do Estado – à custa dos contribuintes portugueses – a “galinha dos ovos de ouro”.
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Li e...
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Etiquetas: ingenheiro,
Realidade paralela socialista
COMENTÁRIOS PARA QUÊ??
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Srº Ministro Poiares Maduro
Deixe que me identifique – Paulo M M de
Athayde Banazol – contribuinte 131295420 – com todos os impostos pagos ao
Estado.
.
Ouvi a S/intervenção acerca da
“inevitabilidade” de cortar pensões e outras prestações sociais.
.
A ser verdade – espero que não ! –
deixe-me arrolar algumas áreas – garantidamente do S/conhecimento – aonde o
Governo pode “inevitavelmente” cortar:
.
Deputados – são 330 no Continente e
Ilhas, com vencimentos (3.624,41 €/mês), despesas representação (370,32€),
prémios de presença no Plenário (69,19€), deslocações (0,36 €/Km)
deslocações em “Trabalho Político” (se é que se sabe o que isto é !)
Território Nacional (376,32€), Europa (450,95€) fora da Europa (1.074,80€),
deslocações em representação da AR – nacional (69,19€/dia), estrangeiro
(133,66€/ dia) e as regalias / mordomias de todos conhecidas e que, se
perguntar aos portugueses, todos classificam de escandalosas, absolutamente
fora de contexto e imerecidas.
.
Alguém viu ou ouviu falar da
“inevitabilidade de cortes” no número, remunerações e mordomias destas
senhoras e senhores ??
.
Porque não pagam os deputados as
refeições ao preço do comum dos portugueses - menos do n/bolso – menos dos
impostos dos portugueses !
.
E não me fale em demagogia – o exemplo
TEM que vir de cima !.
Presidente da AR que se reformou com 12
( DOZE !!!!) anos de atividade com uma pensão de 7 mil e muitos Euros –
aqui não se põe a “inevitabilidade de cortes” ??
.
Mordomias com Assessores e Secretárias,
subvenções vitalícias a políticos e Deputados, custos com a Presidência da
República – que por sinal gasta mais do que a Casa Real Espanhola !!
Centenas de Juntas de Freguesia e
dezenas de Câmaras Municipais – vereadores, assessores, “especialistas” e
comissões – aonde está a “inevitabilidade dos cortes” ?
.
Para quando a VERDADEIRA renegociação
das PPP’s, SWAP’s, SCUT’s e Rendas Energéticas bem como a devolução aos
cofres do Estado dos milhões “emprestados” ao BPN ?
.
De acordo com o Prof Boaventura Santos,
se considerados os cortes nestas áreas a poupança seria de cerca de 2 mil e
cem milhões de Euros - e já agora faça-me um favor ministro Poiares Maduro,
não me diga que o Prof Boaventura Sousa não é conhecedor da realidade e
demagogo.
.
Juízes do Tribunal Constitucional e
Juízes – para quando os “inevitáveis cortes” nos vencimentos e subsídios de
residência bem como a regularização dos tempos de serviço para obtenção da
reforma ?
.
Viaturas do Estado - de um total de
largas centenas “cortaram” ½ dúzia !
Extraordinário esforço !!!
Campanha Eleitoral para as Autárquicas
- 9,7 milhões - “inevitabilidade dos cortes” ??
Fundações - como diz a nossa Gente –
“tanta parra e pouca uva” – cortaram ?
Quantas, aonde, quais , poupanças ?
O mesmo relativamente às “milhentas”
Comissões - “inevitabilidade dos cortes” ?
Vencimentos, mordomias e Regimes
Especiais na TAP, ANA, CP, CGD, Metro, TV, etc., etc., etc. – aonde está
a“inevitabilidade dos cortes” ??
Parque Escolar ??
Palestina ?
SCUT’s ?
IMI / edifícios pertença dos partidos
políticos
Milhentas nomeações de assessores,
especialistas e consultores ?
etc. ..
etc. ...
etc. ....
.
Surpreende-me (para não dizer mais nada
!) a determinação do Governo na defesa da “inevitabilidade de cortes” nas
pensões – será que o vai fazer às atribuídas ao Dr. Jardim Gonçalves,
juízes, deputados, etc., etc. ?
.
A Vossa determinação parece ter um só
“alvo” – os fracos e sem voz – à minha mãe – 84 anos e numa cadeira de
rodas - a Vossa determinação tirou 60 em 800 euros.
.
Ao ex-presidentes Soares - 500.000 E
(fora a Fundação) e Sampaio – 435.000 E (fora a Fundação Cidade Guimarães)
- não se viu ou ouviu aplicar a “inevitabilidade de cortes” – serei eu que,
nos meus quase 60, ando distraído.
.
Quando responsabiliza - e prende !!!! -
o Estado os governantes responsáveis pelos atropelos à lei e esbanjar de
dinheiros públicos ??
.
A “inevitabilidade dos cortes”
justifica cortes na ajuda à saúde aos militares e funcionários públicos e
mantém o nível de impostos às pessoas acima do taxado às empresas – Bancos
e Companhias de Seguro com lucros inacreditáveis para um país em crise –
aonde a “inevitabilidade” de ajustar impostos ??
.
Os “inevitáveis cortes” ministro
Poiares Maduro, cessam quando o Estado e o Governo de que faz parte,
cortarem aonde TÊM que cortar e na minha opinião, deixarem de esbanjar
dinheiro, de privilegiar uns à custa dos dinheiros de outros e de acabar
com as exceções aos sacrifícios que, parece, não são suportados por todos
por igual – até lá não haverá “inevitáveis cortes” que suportem este estado
de coisas.
.
Porque não quero tornar estas linhas em
assunto pessoal, não refiro os “inevitáveis cortes” que a minha pensão tem
vindo a sofrer e que, por vontade Sua, vai ser alvo de mais “inevitáveis
cortes”.
.
Até quando ministro Poiares Maduro os
“inevitáveis cortes” – quando o rendimento disponível chegar a “0” ??
Ainda e longe de completar o rol:
.
1 - Victor Constâncio, atuação como
Governador do BdP e custos
.
2 - Madeira e as obras faraónicas do
Governo
.
3 - Reformas de Luxo – o nº de
reformados que ganhavam 4000 (ou mais) euros engordou cerca de 400%
.
4 - CP - de acordo com a folha salarial
da CP, um inspetor-chefe de tração recebe 52,3 mil euros, há maquinistas
com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com
remunerações que ultrapassam os 30 mil euros / ano.
.
5 – a lei de financiamento de campanhas
- a recente decisão do Governo de aumentar os montantes dos ajustes diretos
permitidos a governantes e autarcas permite fuga aos impostos
.
6 – BdP – os privilégios e despesismo
do Banco prolongam-se numa lista longa e ofensiva
.
7 – EDP – 800 viaturas para um total de
1800 funcionários
com faturas anuais de combustível de 10 000 E
.
8 – Viaturas EP – em 63 EP há 224
carros para gestores que custaram ao Estado 6,4 milhões de euros – fora o
resto !!
.
9 – os milhares de Euros em Ajustes
Diretos que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a
transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem
"agravar o risco" de corrupção.
.
10 - despesas de representação, Cartões
de Crédito e telemóveis
.
11 – projetos ruinosos tipo aeroporto
de Beja
.
12 – milhões injetados nas PPP’s e
Banca Privada
etc. ..
etc. ...
etc. ....
etc. .....
.
Muitos, muitos mais casos haveria para
arrolar ministro Poiares Maduro que são do conhecimento de todos nós, aonde
o esbanjar de dinheiros públicos se vê à vista desarmada e que, se
combatido com a DETERMINAÇÃO dos portugueses que fizeram Portugal, talvez
evitasse os “inevitáveis cortes” que a S/determinação entende serem
necessários.
.
É por causa de tudo que arrolei – e o
do muito que ficou por arrolar – que Membros do Governo são assobiados e
apupados – nem todos os que assim procedem são comunistas, nem todos com
agenda política – discordo mas compreendo!
.
Ministro Poiares Maduro – estou longe –
MUITO LONGE – da política e políticos pelo que não tenho simpatia por
políticos e filiação em NENHUMA força política.
.
Filiei-me quando com 20 e poucos anos –
jovem oficial - Jurei Bandeira – essa é a minha única Filiação pelo que
tenho MUITA dificuldade em entender estas situações, bem como a
“inevitabilidade dos cortes”, que considero profundamente injustos para a
os portugueses.
Coisas de Soldado !
.
Cumprimenta
Paulo Banazol
KAOS: "AÍ VÃO DUAS"
Os obscuros tuneis deste governo
Lembro-me de
ouvir o Passos Coelho referir em 2011 que em 2012 já iríamos ver os
sinais da retoma, ele e mais uma cambada em que se inclui o Sr. Silva a
dizerem em 2012 que em 2013 já se via ao luz ao fundo do túnel e já
seria possível abrandar a austeridade e agora que estamos em 2013 já se
apontam para grandes melhorias em 2014 e a ministra até fala de redução
de impostos para 2015.
.
Até lá não que ainda estamos no processo de
ajustamento e a cumprir com o resgate da Troika mas depois o Sol
brilhará.
.
Não dizem é que tudo está a falhar, a divida bate recordes, os
juros nos mercados continuam altos, a economia contrai, o défice não há
maneira de ser atingido sem recurso a medidas extraordinárias e, se em
2014 a meta são os 4% em 2015 são 2.5% e por ai fora.
.
A juntar a isto
teremos o inevitável novo resgate (ou programa cautelar como agora lhe
querem chamar) que vai obrigar a mais e mais austeridade.
.
Esta canalha toda
do Presidente, a todos os ministros do governo, dos grupos
parlamentares da maioria e os seus apaniguados, faltando claro os
senhores do capital que são os seus donos, todos mentem, enganam e
trafulham.
.
São aldrabões e de mentira em mentira lá vão sacando os
recursos e a vida ao país e a todos nós. Perante o não há alternativas
só lhes podemos fornecer um outro não há alternativas que não seja
correr com eles e quanto mais cedo melhor.
Burros e mentirosos
O ministro da Economia, António Pires de Lima, garantiu nesta
segunda-feira em entrevista à Reuters que o Governo quer negociar um
programa cautelar com Bruxelas e que o executivo conta começar as
negociações deste programa nos primeiros meses de 2014. (Lusa e PÚBLICO
Esta gente parece
acreditar que o que dizem lá por fora não é ouvido em Portugal e
consequentemente que o que dizem cá não é ouvido lá por fora.
.
Que a sua
credibilidade não vale um chavo já nós sabemos, agora o que pensarão
nesta Europa e neste mundo os que o ouvem dizer uma coisa e no dia
seguinte o seu oposto? Esta gente nem trafulha sabe ser e mente com
todos os dentes e ainda espera que acreditemos neles. Quanto tempo mais
vamos ter de aturar gente destas?
.
Já todos sabemos que mais dia menos
dia estaremos a assinar mais um memorando ou programa cautelar ou o que
lhe quiserem chamar que nos vai obrigar a mais austeridade, mais
sacrifícios e mais pobreza. Já todos sabemos que os mercados e os
ladrões internacionais do grande capital não vão largar o osso enquanto
houver uma empresa pública, um direito ou um euro que possam vira cá
saquear.
.
Só é pena que nem todos saibamos ainda que a única solução que
nos resta é correr com esta cambada e cortar com este sistema que nos
escraviza em nome do lucro especulador. Pena é que permitamos que esta
gente nos continue a roubar impunemente.
TRAMADOS E MAL PAGOS PELA "CANALHA" POLÍTICA
O 2º resgate vem a caminho e a culpa não é do
Tribunal Constitucional
Na ponta final
da campanha eleitoral autárquica as afirmações do Governo tornam cada vez mais
claro que o ‘regresso aos mercados’ nunca passou de uma ilusão. A continuação
da política deste governo e da Troika está a agravar os bloqueios que a
economia portuguesa enfrenta. Mas existem alternativas - e são urgentes.
.
O governo tem vindo a afirmar que as decisões do Tribunal
Constitucional (TC) estão a tornar cada vez mais provável a necessidade de um
segundo resgate. Ao insistir nesta ideia, o governo tem três objectivos:
1) desresponsabilizar-se pela crise económica e social que
atravessa o país;
2) justificar as privatizações e os cortes nos serviços públicos
e nas prestações sociais que se prepara para anunciar com a proposta de
Orçamento de Estado (OE) para o próximo ano e;
3) ir instalando na sociedade portuguesa a ideia de
inevitabilidade da continuação da actual estratégia de governação para lá de
2014. Face a isto, é fundamental compreender e afirmar com clareza que:
1º) O Estado português não conseguirá, tão cedo, financiar-se
nos mercados internacionais - mas isto não decorre das decisões do TC
Portugal tem uma dívida pública superior a 130% do PIB, um endividamento externo historicamente elevado, uma estrutura económica débil e um sector financeiro enfraquecido. O país não dispõe de instrumentos de política económica para lidar com estes problemas e quem deles dispõe – ou seja, as instituições europeias - recusa-se a pô-los em prática, preferindo usar o seu poder de chantagem para impor aos países periféricos e, por arrasto, ao conjunto da UE um modelo de sociedade que não foi sufragado nas urnas. Nestas condições, a dívida portuguesa é impagável e é isso que explica a persistência das elevadas taxas de juro dos títulos da dívida portuguesa. É por essa razão que o 'regresso aos mercados' nunca passou de uma ilusão, usada pelo governo para justificar os sacrifícios até aqui impostos ao país e aos portugueses.
Portugal tem uma dívida pública superior a 130% do PIB, um endividamento externo historicamente elevado, uma estrutura económica débil e um sector financeiro enfraquecido. O país não dispõe de instrumentos de política económica para lidar com estes problemas e quem deles dispõe – ou seja, as instituições europeias - recusa-se a pô-los em prática, preferindo usar o seu poder de chantagem para impor aos países periféricos e, por arrasto, ao conjunto da UE um modelo de sociedade que não foi sufragado nas urnas. Nestas condições, a dívida portuguesa é impagável e é isso que explica a persistência das elevadas taxas de juro dos títulos da dívida portuguesa. É por essa razão que o 'regresso aos mercados' nunca passou de uma ilusão, usada pelo governo para justificar os sacrifícios até aqui impostos ao país e aos portugueses.
.
2º) A estratégia do governo e da troika não resolve – antes
agrava – os bloqueios que economia portuguesa enfrenta. Segundo o governo, a
destruição dos serviços públicos e a desregulação das relações de trabalho são
o caminho para sair da crise. No entanto, após três anos de austeridade
tornou-se ainda mais claro que esta estratégia não resolve, antes agrava, os
bloqueios que a economia portuguesa enfrenta – desde logo, um endividamento
insustentável e uma estrutura produtiva débil. Se esta trajectória não for
interrompida, Portugal terá uma sociedade ainda mais desigual e entregue às
lógicas de mercado. Esse será o único 'sucesso' do 'programa de ajustamento' do
governo e da troika.
.
3º) As alternativas existem e são urgentes O caminho da devastação
social e económica não se inverterá enquanto não se impuser uma renegociação da
dívida pública portuguesa que seja consentânea com uma política de relançamento
do emprego, de valorização do trabalho e de restabelecimento dos direitos que
asseguram uma sociedade decente. Os
portugueses e portuguesas que não se revêem no actual rumo têm de continuar a
reunir forças para resistir à estratégia de retrocesso social e para construir
as condições para uma alternativa de governação que faça
frente à chantagem e devolva ao país um sentido de esperança no futuro.
































