Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
DO COLEGA "JUGULAR"
De novo "a puta mais deslavada e maltratada de que há memória"*
por Shyznogud, em 03.11.13
Não é por nada mas eu teria algum
cuidado com as metáforas e analogias, é que podem ser lidas de forma
literal, ora a ser assim juntar finanças e 1640 não é cenário lá muito
agradável... just saying.
* sobre a História, daqui
"O PAULINHO BARDAMERDA - O VENDEDOR DE BALELAS"
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Arroz e frutas portuguesas para a China e em força!
Arroz e frutas portuguesas para a China e em força!
Portas anuncia visita de Governadores chineses a Portugal
Económico com Lusa
04/11/13 09:17
. 04/11/13 09:17
Vice-primeiro-ministro
diz que a visita de seis governadores chineses pode proporcionar novas
oportunidades a empresas portuguesas.
Governadores de seis províncias chinesas, algumas das quais com mais de 50 milhões de habitantes deverão visitar Portugal em 2014, proporcionando novas oportunidades às empresas portuguesas, anunciou hoje o vice-primeiro ministro português Paulo Portas.
"De um ponto de vista económico e empresarial é mais simples encontrar escala nos mercados das províncias chinesas", disse Paulo Portas em Macau durante o seminário "Caminho das Exportações", organizado pelo semanário Expresso.
O vice-primeiro-ministro português não identificou os seis governadores, adiantando apenas que "o primeiro será o de Hubei", província do centro da China, com cerca de o dobro da área de Portugal e quase 60 milhões de habitantes."É uma aposta focada, e uma oportunidade de escala e de acesso significativa (para as empresas portuguesas)", afirmou Paulo Portas.
Segunda economia mundial e país mais populoso do planeta com cerca de 1.350 milhões de habitantes, a China é constituída por 22 províncias, cinco regiões autónomas, quatro municípios directamente dependentes do governo central e duas regiões administrativas especiais (Hong Kong e Macau).
A China tem várias províncias com mais de 80 milhões de habitantes e a mais populosa, Guangdong, que confina com Macau, excede os cem milhões.
Paulo Portas chegou a Macau domingo à noite para participar na IV reunião do Fórum para Cooperação Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa, vai decorrer amanhã e quarta-feira, sob o lema "Novo Ciclo, Novas Oportunidades".
Ainda no seminário do Expresso, o vice-primeiro-ministro português salientou que "a China foi determinante para o crescimento das exportações portuguesas em 2012".
"O relacionamento especial que Portugal tem com a China no quadro da União Europeia tem uma âncora mutuamente desejada em Macau e o interesse da China em Portugal e das empresas portuguesas na China vai continuar", disse.
Paulo Portas enalteceu o "pragmatismo" dos exportadores portugueses que, face à estagnação e até recessão em alguns dos clientes tradicionais de Portugal, designadamente na zona euro, "dirigiram-se aos mercados onde havia dinheiro".
O vice-primeiro-ministro apontou a "Ásia, e em particular as China" como um dos "quatro pilares" do crescimento das exportações portuguesas, juntamente com América Latina, África e o Golfo Pérsico.
"A nossa dependência dos mercados europeus diminuiu 10 pontos percentuais em 2012" e o crescimento das exportações para fora da União Europeia ficou muito perto dos 20%", referiu.
O seminário, realizado na residência do Cônsul-geral de Portugal, contou com a participação dos dois outros governantes que integram a delegação portuguesa à reunião do Fórum Macau: Luís Campos Ferreira e Pedro Gonçalves, secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e da Inovação, Investimento e Competitividade, respectivamente.
Além do anfitrião, o cônsul-geral Vítor Sereno, intervieram também, entre outros, o presidente do AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), Pedro Reis, o presidente da Autoridade Monetária de Macau, Anselmo Teng, o embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Torres Pereira, o secretário-geral da CPLP, Murade Murargy, e a secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos.
O mal é deles?
Afinal, como em Hamlet, existe "método"
na "loucura" do papelucho do senhor vice PM. Aliás, recordo-me de ter
tido de explicar a um agora secretário de Estado (o Bruno Maçães que,
comigo e com o Miguel Morgado, compilava os "contributos" dos vários
ministérios para o programa do Governo, em Junho de 2011) o que era o
"Estado paralelo" a que se aludia no preâmbulo desse programa.
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Apesar de
já não ter idade para ingenuidades, convenci-me que, face ao lastro
rapace nessa matéria, o novo Governo iria usar mais a administração
pública e os seus organismos de consultadoria e de assessoria jurídicas
do que os pequenos e grandes impérios da advocacia portuguesa dos
negócios.
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O próprio PM, antes de o ser, tinha mencionado isso num jantar
em que o conheci: "vamos privilegiar a administração pública na
composição dos gabinetes do Governo".
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Mas eis que somos confrontados com
o "papelucho Portas" - e com a complacência de muita gente, da esquerda
e da direita do regime, com aquilo -, nem que seja a título de "base de
trabalho" para futuras coligações regimentais.
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E uma das "bases" é,
justamente, o progressivo abatimento do "Estado não paralelo" para
reforçar o outro que se afectava "combater" onde, generosamente,
participam as mencionadas "tropas de elite" do direito e dos interesses
privados.
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Este
artigo de João D'Espiney explica, em excelente e entendível português,
em que medida os contribuintes têm "ajudado" a essa empresa.
E, indirectamente, por que, com estes ou outros "homens de palha" nos
sucessivos governos, o regime é obrigado a perpetuar-se.
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Pouco tardará
para que os assessores, consultores e juristas do Estado sejam
remunerados, e depois tratados, "à chinesa" para não perturbar "o mar
como de rosas" (de um verso chinês) do Estado paralelo prometido pelo
dr. Portas. Salvo, naturalmente, os do Banco de Portugal
que, entre outras actividades (como, por exemplo, consultores do PR
e/ou professores universitários), também lá passam.
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Afinal, não foi em
vão que vi tantas vezes desfilar pelos corredores do Governo o "Estado
paralelo" que imaginava parvamente andar a contrariar. O mal é deles?
Nota: A versão online do i entretanto retirou o artigo citado embora faça manchete na edição em papel:
tags: regime
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KAOS:The Lone Sócrates
Quando o
Sócrates perdeu as últimas eleições saiu de Portugal espezinhado e
politicamente morto.
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Poucos ou nenhuns tinham a coragem de o defender ou
dizer-se seus amigos. Depois da merda que fez e da campanha montada
para o colocar como o monstro o homem parecia que tinha peçonha.
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Dois
anos depois e uns meses de comentador politico na TV, embora poucos
ainda tenham a coragem de dar a cara por ele já se sente o cheiro a medo
entre as hostes do PSD. É que se o Sócrates fez muita porcaria estes
são ainda mais porcalhões.
.
O Sócrates podia e era um aldrabão, um
vendido ao poder econômico e um trafulha da pior espécie mas tinha uma
ideia para o país. Apostava na educação, na ciência e nas exportações.
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Esta bestas que lá estão agora, não só fazem muito pior em todos os
aspectos como destroem o futuro destruindo a escola e a qualificação
dos nossos jovens, a investigação cientifica e a inovação, como nos
tornam num país de mão de obra quase escrava para a produção de produtos
de baixo valor condenando-nos a ser o INATEL da Europa.
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E o PSD está
assustado porque, mesmo sozinho, o Sócrates já lhes faz mais oposição
que o Seguro com todo um partido e, não apostava com ninguém, que ele
não voltará um dia a primeiro-ministro.
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É que comparado com o Sócrates o
Passos Coelho e o Seguro juntos são mentecaptos políticos.
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Será que
ainda um dia terei de ir reciclar os meus velhos bonecos do Sócrates?
"AS VIAGENS TURÍSTICAS DO BARDAMERDA"
Portas destaca em Macau descida do IRC face à nova taxa energética
Publicado às 10.16
O vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, justificou, esta
segunda-feira, em Macau, que a nova contribuição das empresas
energéticas ocorre "num momento extraordinário" e lembrou que as
empresas chinesas a operar em Portugal vão beneficiar da descida do IRC.
| foto Jorge Amaral/Global Imagens |
| Paulo Portas está em Macau |
Numa
declaração durante o seminário "No caminho da internacionalização", em
Macau, Paulo Portas referiu-se à contribuição extraordinária do setor
energético, que afeta a EDP, dominada pela China Three Gorges, separando
os compromissos assinados pelo governo português da "circunstância
excecional" que o país vive.
"Portugal nunca aceitaria alterações de natureza contratual ou
regulatória porque Portugal gosta de honrar a sua palavra e os seus
compromissos", afirmou o vice-primeiro-ministro.
"Outra coisa são alterações de natureza fiscal que se justificam por uma
circunstancia excecional, num momento extraordinário e onde se tem de
pedir mais a quem pode mais para se ter autoridade para pedir aos demais
- e isso aconteceu", prosseguiu, lembrando que ocorreu também "uma
alteração a nível fiscal", que "é boa para todas as empresas, incluindo
para as empresas chinesas que operam em Portugal, que foi a descida do
IRC nos próximos quatro anos".
Paulo Portas recordou que a China tem peso no FMI e "sabe a pressão que
certas instituições internacionais fazem relativamente àquilo que em
Portugal se convencionou chamar as rendas excessivas no setor
energético".
A China Three Gorges, acionista de referência da EDP, contestou a aplicação da taxa aos produtores de energia prevista no Orçamento do Estado para 2014, com que o Governo uma receita de 150 milhões de euros.
O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge
Moreira da Silva, afirmou em outubro que tem tido, e terá, discussões
com todas as empresas do setor a justificar a contribuição
extraordinária, entre as quais uma reunião com o grupo China Three
Gorges, garantindo ainda que a medida não terá efeitos no consumidor
final.
| Artigo Parcial |
União Europeia: O Império da Merda
Um coprocrata europeu em pleno exercício legislativo.
Hoje me deparei com a seguinte notícia:
À primeira vista, isso parece ridículo, e
é. A primeira imagem que veio à minha cabeça foi a do velho Senado
romano. Por alguma razão, não consegui imaginar Cícero a pedir a atenção
dos seus colegas para debater uma questão de importância equivalente.
Talvez os tempos fossem mais difíceis, mas o facto de termos chegado
muito perto de uma guerra mundial, na era nuclear, há poucas semanas, me
leva a acreditar que não. Essa imagem que expõe o contraste entre a
União Europeia e o Império Romano não é despropositada, afinal, todos
sabemos que o último é invocado constantemente pelos ditos europeístas. É
verdade que o império romano nos trouxe a civilização. Graças a ele,
fomos incluídos no espaço cultural greco-romano e ainda recebemos
influências de civilizações mais antigas, adoptando e adaptando tudo
isso, fertilizando o solo para o futuro nascimento de Portugal, que por
sua vez se transformou num civilizador que em nada ficou a dever à
Grécia ou a Roma.
Porém, isso foi algo bem diverso do que
se passa hoje com a (mal)dita. Hoje temos uma civilização que está por
um fio e um povo prestes a ser colonizado pela barbárie tecnocrática. À
ordem greco-romano-cristã em que assentamos, que nos levou a mares nunca
dantes navegados, nos querem impor o arbítrio de uma ditadura inimiga
dessa civilização. Os romanos trouxeram-nos a cultura erudita do mundo
clássico, a qual absorvemos sem necessidade de imposição, ou melhor,
voluntariamente. A União Europeia traz a cultura de massas e a impõe por
regulamentos que excluem toda a alta cultura dos meios onde circularia
sem essas imposições. Olhem para as nossas escolas e universidades, que
adoptam uniformemente, sem que haja possibilidade de oposição, as regras
europeias! Qual o resultado? Os romanos trouxeram Virgílio e ainda por
cima nos puseram em contacto com Homero. A União Europeia exclui Camões
do currículo e impõe aulas de educação sexual.
Ainda assim os povos se cansaram do
império romano. Sentiam que a sua estrutura era pesada e demasiadamente
centralista, no que tinham muita razão, mas não sabiam o que o futuro
distante reservava aos seus descendentes. De acordo com o que podemos
apurar através do sistema de taxação do império, as taxas no mundo
romano não chegaram a mais do que 3-4% na fase final do império, tendo
ficado numa média de 1-2% até o terceiro século da nossa era. Porém, há
um factor a ter em conta: a inflação. Esta, na Antiguidade, por não
existir uma banca centralizada e papel moeda lastreado em dívida, não
mascarava o que nunca deixou de ser: uma forma de tributação. Assim,
tendo em conta esse factor, chegaremos facilmente aos 6% de taxação.
Hoje, o estado leva uns 40% da riqueza nacional e ainda assim mantém um
défice de cerca de 10% da dívida pública, e a União Europeia, que
permitiu - e induziu - que os estados da união chegassem ao actual nível
de taxação, se faz passar por benévola ao pedir para si uma taxa que
lhe permita recolher "apenas" mais uns 3% da riqueza das nações
europeias, e nem vou discutir a inflação real do euro, escondida graças à
violência dos regulamentos económicos. Levando em conta que a União
agora possui poder de veto sobre os orçamentos nacionais, o que
significa que poderá dirigir os recursos do erário de modo a privilegiar
a classe que a promove, a dos banqueiros, podemos ter uma ideia da
intensidade da voracidade dessa "União" na comparação com a voracidade
de um "Império". Os publicani não passavam de rapazes se comparados aos banqueiros...
Mas voltemos agora à questão das
sanitas, não só por ser o tema do post, mas porque nos diz muito a
respeito da razão de estarmos na merda. Um liberal dirá que estamos na
merda porque, ao invés de discutir temas importantes, os deputados
europeus estão preocupados com essas coisas sem importância pois querem
regular tudo, como se isso fosse apenas um fetiche. Mas não é assim. Os
deputados não discutem nada. Alguns, com certeza, protestam quando
podem, com a palavra, mas tudo acaba por passar pois estes são uma
minoria. Esses regulamentos vêm prontos de instituições controladas
pelos lobbies que actuam em Bruxelas. O esquema é quase sempre o mesmo.
Os grandes fabricantes encomendam regulamentos que os favoreçam e os
lobbies tratam de "arranjar o negócio". Agora, explicarei qual é o
efeito disso nas nossas vidas.
Imaginem uma pequena fábrica em
Portugal, obrigada a operar com margens pequenas para compensar a pouca
produtividade e os custos ligados ao confisco tributário e à
organização monopolística de sectores importantes da economia, como a
energia (ninguém a gere melhor na Europa do que o Mexia, afinal, somos
os mais esfolados do continente). Diante do novo regulamento, terá que
redesenhar o seu produto, ao contrário dos grandes que encomendaram a
legislação, que já tinham preparado uma linha que foi a matriz do novo
padrão, sendo para isso obrigado a redefinir toda a cadeia produtiva
e, muito provavelmente, encomendar novas máquinas. Estando ele
descapitalizado e, por ser pequeno, possuindo capacidade para se
endividar, ainda mais num contexto em que o governo suga todos os
recursos da banca a juros muito altos, que por isso só emprestará ao tal
empresário, que oferece um risco bem maior que o governo, a juros ainda
mais usurários, podemos imaginar que terá sérias dificuldades.
Quem ganha? Quase sempre são as empresas
das nações cujos mercados nacionais permitiram o nascimento de gigantes
com massa crítica para avançar nesse jogo de concentração do poder
económico e político, onde o objectivo é quebrar a concorrência num jogo
suicida em que "vence" quem aguenta mais. Olhem para as dívidas das
grandes empresas e a forma como os bancos as controlam por aí para
entenderem esse jogo onde só os últimos vencem de facto. As nossas
empresas, como sabemos, não têm condições para jogar o primeiro jogo, e
os nossos bancos estão ao nível delas pois não têm massa crítica para
serem mais do que joguetes nas mãos dos grandes bancos internacionais.
Portanto, está mais do que na hora de escolher o caminho que desejamos
tomar: o da União Europeia, o Império da Merda, ou o que os nossos
antepassados descobriram, o do Quinto Império.
Carlos Velasco





























