Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
domingo, 24 de novembro de 2013
"UM RAPAZ, DEMOCRATA OPORTUNISTA; QUE NUNCA VERGOU A MOLA"
O texto a seguir não é deste blogue. Transcrevemos,
justamente, porque nos chegou pelo e-mail
Sobre o Humberto Delgado já me perguntaram várias o que
sei sobre ele devido ao facto de um dos meus tios-avôs ter sido amigo pessoal
do mesmo e ter andado metido nas "resistêncais". A verdade é que eu
não sei nada sobre o Humberto Delgado e apenas sei que o meu tio já sabia
provávelmente do plano para sequestrar o Paquete Santa Maria com
antecedência. Mais nada.Meteu-se-lhe o bicho do fanatismo democrático na cabeça e esta gente pela democracia é capaz de exterminar o mundo inteiro se tal for necessário. O fanatismo democrático é o pior tipo de fanatismo possível, são os piores...
Sobre o desertor Manuel Alegre
Natural de Águeda ou arredores, Manuel Alegre fez a sua vida académica em Coimbra. Descendente de uma classe “média-alta” fez a vida normal de estudante de Coimbra, um tanto boémia e, nesse sentido, um tanto tradicionalista.
Natural de Águeda ou arredores, Manuel Alegre fez a sua vida académica em Coimbra. Descendente de uma classe “média-alta” fez a vida normal de estudante de Coimbra, um tanto boémia e, nesse sentido, um tanto tradicionalista.
Cedo se
virou para a política o que, no ambiente de Coimbra, também era tradicional. Militou
na “organização local” do p.c.p. e estou à vontade para afirmá-lo porque fui eu
próprio quem desmantelou essa organização.
Dos seus elementos com alguma
responsabilidade ficaram dois: Silva Marques, hoje deputado do P.S.D. que,
embora fosse estagiário de advocacia em Aveiro, vivia já numa situação de
semi-clandestinidade, e o Manuel Alegre. Mas ficaram por razões diferentes.
O
primeiro, Silva Marques, porque mergulhou na clandestinidade e viria depois a
fixar-se na Itália, onde entrou em litígio com o “partido” do qual veio a ser
expulso, após ter feito várias autocríticas que, de resto, conheci.
Manuel
Alegre também escapou mas porque estava a prestar serviço militar no R.I. 12
(Regimento de Infantaria nº12) situado precisamente em Coimbra e já mobilizado
para Angola, como alferes miliciano. A PIDE foi sempre um pouco avessa à
detenção de militares mas, neste caso, pesou mais o facto de estar mobilizado.
É,
pois, totalmente falsa a ideia de que desertou por ser perseguido pela PIDE que
não o prendeu porque não quis fazê-lo. As razões íntimas que o levaram à
deserção só ele poderia explicá-las se bem que se tornou evidente para quem
alguma vez ouviu a “voz da liberdade” ao longo dos seus 12 anos de
funcionamento.
E não venha dizer que não traiu. Fê-lo ao longo de 12 anos, não só pelas declarações que prestou como também pelas que obrigou a prestar. Trata-se de matéria conhecida mas que abordarei um pouco à frente.
Desertou e foi para Paris em 1962, estava a ser criada a FPLN (Frente patriótica de libertação nacional) que já se decidira iria funcionar em Argel, com o beneplácito do governo argelino e toda a sua protecção. Seria dirigida por Fernando Piteira Santos que fora funcionário do partido comunista português e expulso da organização uns dez (10) anos antes. Aliás, o governo argelino já autorizara também a instalação e funcionamento da rádio “voz da liberdade” da qual Manuel Alegre viria a ser o locutor até 25 de Abril de 1974.
E não venha dizer que não traiu. Fê-lo ao longo de 12 anos, não só pelas declarações que prestou como também pelas que obrigou a prestar. Trata-se de matéria conhecida mas que abordarei um pouco à frente.
Desertou e foi para Paris em 1962, estava a ser criada a FPLN (Frente patriótica de libertação nacional) que já se decidira iria funcionar em Argel, com o beneplácito do governo argelino e toda a sua protecção. Seria dirigida por Fernando Piteira Santos que fora funcionário do partido comunista português e expulso da organização uns dez (10) anos antes. Aliás, o governo argelino já autorizara também a instalação e funcionamento da rádio “voz da liberdade” da qual Manuel Alegre viria a ser o locutor até 25 de Abril de 1974.
Assim, em
meados de 1962, partiriam de Paris rumo a Argel Fernando Piteira Santos, sua
companheira, Maria Stella Bicker Correia Ribeiro e Manuel Alegre. A FPLN
cresceu rapidamente e tem que dizer-se que o seu principal indutor foi a rádio
“voz da liberdade”.
Tornou-se, assim, a breve trecho, num autêntico coio de
traidores, grande parte deles desertores do Exército Português e também,
ex-prisioneiros que, libertados pelo inimigo, eram para ali encaminhados e lá
permaneciam em cativeiro pelo menos até se disporem a revelar perante os
microfones tudo o que sabiam e não só: tinham igualmente que recitar “ipsis
verbis” o discurso que lhes punham à frente. Só depois disso é que teriam
hipótese de sair da Argélia.
Esta atitude, que em qualquer país civilizado
consubstanciaria a figura jurídica de “cárcere privado” era praticada pela FPLN
com a cumplicidade do senhor Manuel Alegre: só que no Portugal democrático
ninguém fala disso. Não seria trair?
E receber os chefes dos movimentos africanos que nos combatiam, ouvir e transmitir aí os seus dislates não seria trair?
E fornecer-lhes as informações que desertores e ex-prisioneiros de guerra eram forçados a prestar não seria trair?
E receber os chefes dos movimentos africanos que nos combatiam, ouvir e transmitir aí os seus dislates não seria trair?
E fornecer-lhes as informações que desertores e ex-prisioneiros de guerra eram forçados a prestar não seria trair?
Bom, se isto não era trair vamos a outro aspecto: - Enviar homens – elementos
da FPLN – para Cuba a fim de serem instruídos na guerrilha urbana, também não
era trair?
E a FPLN (não só mas também) enviou para lá alguns que foram
treinados numa base cujo nome não me recordo de momento mas sei que dista 17
quilómetros de Havana e foram treinados entre outros por Alvarez del Bayo,
antigo coronel do Exército espanhol que se bateu contra Franco e foi um dos
homens do DRIL ( Directório Revolucionário Ibérico de Libertação) que organizou
o assalto ao Santa Maria.
E também me lembro que esses homens (da FPLN) foram
treinados no fabrico e uso de explosivos e, ainda, a fazer guerrilha urbana com
armas que eles próprios tinham que fabricar. E que aprenderam, por exemplo, a
fabricar morteiros partindo de um simples cano retirado de um algeroz. Isto era
bem mais do que trair.
E para que dúvidas não restem, cito dois nomes: Eduardo
Cruzeiro que foi jornalista do “República”, está vivo e tem um “bom tacho” na
RTP, e Rui Cabeçadas que é ou foi advogado. E digo “é ou foi “ porque calculo
que teria a minha idade, talvez um pouco mais, e não sei se é vivo ou já
morreu. Chega? Não, não chega que eu tenho mais.
Sei que a vida na FPLN não era um “mar de rosas” para todos. Bem pelo contrário: as guerras entre essa organização e o p.c.p. era violentíssima. Chegou-se ao ponto de o p.c.p. ocupar a rádio pela força e a FPLN responder com um contra-golpe que consistiu em levantar os depósitos bancários do p.c.p., factos que obrigaram o governo argelino a intervir para pôr as coisas no lugar.
Sei que a vida na FPLN não era um “mar de rosas” para todos. Bem pelo contrário: as guerras entre essa organização e o p.c.p. era violentíssima. Chegou-se ao ponto de o p.c.p. ocupar a rádio pela força e a FPLN responder com um contra-golpe que consistiu em levantar os depósitos bancários do p.c.p., factos que obrigaram o governo argelino a intervir para pôr as coisas no lugar.
E como
nem o Dr. Pedro dos santos Soares, membro da cúpula do p.c.p. e adrede enviado
para Argel conseguiu pacificar as hostes, este partido decidiu jogar a última
cartada: nem mais nem menos do que Humberto Delgado.
Estava no Brasil, sofria
de doença grave e foi a Praga para se tratar. Foi aí que o p.c.p. o abordou e
convenceu a ir para Argel. Foi-lhe dito que tudo o que se pretendia era unir a
oposição e derrubar o “regime fascista” português. Ninguém se não ele poderia
liderar essa união, preparar e comandar o golpe. Convencido do seu prestígio,
acreditou e foi para a Argélia.
Enganou-se, até porque nunca lhe passara pela cabeça que encontraria o que na realidade encontrou. Desconhecia que o p.c.p. jamais perdoaria a “traição” de Piteira Santos, que, embora marxista e reconhecido como tal, havia falado na PIDE. Mas havia outros problemas não menos graves: Humberto Delgado era um impulsivo e queria uma revolução imediata.
Enganou-se, até porque nunca lhe passara pela cabeça que encontraria o que na realidade encontrou. Desconhecia que o p.c.p. jamais perdoaria a “traição” de Piteira Santos, que, embora marxista e reconhecido como tal, havia falado na PIDE. Mas havia outros problemas não menos graves: Humberto Delgado era um impulsivo e queria uma revolução imediata.
O p.c.p., mais preparado
politicamente, respondia que aprendera as lições da guerra civil de Espanha e
da própria Guatemala. Era para eles evidente que “nenhuma revolução poderia
triunfar sem que antes conseguisse o apoio das Forças Armadas”. Não embarcava
em aventureirismos. Virou-se para a FPLN e a ela aderiu.
Só que, logo que pôs o
problema da revolução imediata, foi-lhe respondido que Lenine ensinava que
“nenhuma revolução de massas poderia ser ganha sem que tivesse o apoio de uma
parte do exército que houvesse servido o regime anterior”.
Não percebera que
uns e outros eram marxistas e sabiam que o comunismo não tinha a mínima
hipótese de governar Portugal. O que interessava a todos era entregar a África
Portuguesa à União Soviética. E isto significava para Delgado que “entre dois
mundos ficara sem mundo”.
Tentou, por sua vez, a última cartada: era amigo e um
grande admirador de CHE GUEVARA que se transformara em mito de todos os
revolucionários de todo o mundo. Pediu a sua ajuda e GUEVARA aceitou. Foi para
Argel e por lá ficou uns tempos mas nada fez. Nem podia fazer: GUEVARA era
agente do KGB soviético.
E os interesses de Moscovo estavam muitíssimo à frente
de Humberto Delgado, que ficou só. Sem dinheiro, sem saúde e sem apoios ameaçou
entregar-se às Autoridades Portuguesas. Foi o seu fim. Não sei como nem em que
circunstâncias. Tudo o que sei – e já o disse várias vezes – é que essa
história continua mal contada.
Quem sabe se o senhor Manuel Alegre não poderia
levantar uma pontinha do véu?..."
Abílio Augusto
Pires ex-inspector da PIDE/DGS
"MISÉRIA CHEGADA AOS BANCOS"
Banca apresenta prejuízo superior a 1,5 mil milhões de euros
RTP com Lusa
Os resultados dos 24 bancos que operam no
mercado português traduzem-se num prejuízo de 1,55 mil milhões de euros
nos primeiros nove meses do ano, segundo números disponíveis no portal
do Banco de Portugal. Das 24 entidades financeiras analisadas, metade
teve lucros e a outra metade prejuízos.
A Frase
Que bonito: parece que os pais
fumadores vão ter cadastro governamental, informa o `Expresso` Como? Simples:
se o `fumo passivo` causa doenças em volta, por que não sinalizar no boletim de
saúde das crianças que elas têm pais criminosos em casa? O ideal, aliás, seria
o Estado não ficar pelo fumo inquirindo também a dieta da família (sal, açúcar,
gorduras); a presença (ou ausência) de `jogging` matinal; a intensidade sísmica
que os progenitores geram nos momentos de intimidade e que pode infligir danos
psíquicos ou auditivos irreparáveis. Munido destas informações, o Estado
poderia retirar as crianças destes antros de pecado- ou, em alternativa, punir
os pais com taxas moderadoras dignas de corar um calvinista. Depois, na idade
adulta, os filhos também teriam a oportunidade de processar os pais pelo rol de
traumas e doenças que uma educação virtuosa teria evitado.
24 Nov, 2013 João Pereira Coutinho Correio
da Manhã
TAILÂNDIA - SITUAÇÃO POLÍTICA
The Sunday Nation
clashes expected as thousands of reds, anti-govt protesters set to join rallies
BANGKOK: -- Clashes are expected today as thousands of government supporters and protesters convene in Bangkok for rival gatherings, as former Democrat MP Suthep Thaugsuban announced yesterday that different groups were getting together to "root out the Thaksin regime".
At the Democracy Monument protest site, Suthep ushered a group of academics, representatives of labour unions from state enterprises, members of the Silom business community, political activists among others to stage in front of thousands of cheering protesters.
The group on stage also included leaders of the People's Army to Overthrow the Thaksin Regime and the Network of People and Students for Thailand's Reform, who have been holding separate rallies in Bangkok to voice their opposition to the government-backed controversial amnesty bill and the so-called Thaksin regime.
The move came on the eve of a so-called "million-man march" planned today by Suthep and other protest leaders.
However, police said they only expected about 70,000 people to show up.
Pol Maj-General Piya Uthayo, spokesperson for the Centre for the Administration of Peace and Order, however, said that there may be attempts to spark violence between the two groups of protesters.
Rapid response teams
Piya said 40 teams of rapid-response police officers had been set up to deal with the situation tomorrow. Police will also be patrolling nine key spots around the capital more frequently, he said, adding that security personnel had three objectives: ensuring the safety of demonstrators, the general public and facilitating traffic flow.
Meanwhile, red-shirt leaders have called on supporters to gather at Rajamangala Stadium from today in order to deal with what is expected to be a massive gathering of anti-government protesters tomorrow. The protesters are expected to split into 12 groups around Bangkok.
Red-shirt co-leader Jatuporn Promphan told the press yesterday that this decision was made in order to bring red-shirt supporters to the capital from upcountry so as to protected Prime Minister Yingluck Shinawatra's elected government. He acknowledged that the anti-government protesters will increase in numbers today and hence, red shirts should be ready to descend on Bangkok today for a prolonged fight as the other group was already closing in on Government House. "We're not going to let Suthep take over Thailand," he said.
Separately, chairperson of the red-shirt Democratic Alliance against Democracy, Thida Thawornseth, called on vocational students to abandon the Democrat party-led protest, saying that the former Abhist Vejjajiva-led government never supported vocational schools and in fact, wanted to shut them down. She said it was time for the students to choose between backward conservative forces and progressive democratic ones.
Anurat Thinwad, chairman of the Isaan red-shirt sector, said 30,000 people were ready to descend on the capital no later than 2pm today. Red-shirt leaders from Pathum Thani said yesterday that they would be bringing more than 10,000 people to Rajamangala Stadium today.
The Chiang Mai 51 group had readied 150 buses last night to bring red-shirt protesters to Bangkok today. They also protested against the Constitutional Court ruling on Wednesday by burning a coffin.
Meanwhile, the anti-government STR group has moved closer toward the Government House and is now occupying the Nang Lerng intersection, which is just a few minutes by foot from the prime minister's office. They were told by a senior police officer that they were violating the Internal Security Act and could face a year in prison and/or a fine of Bt20,000. The officer, who was booed away by the crowds, later returned to present a letter of warning to the protest leader.
BANGKOK: -- Clashes are expected today as thousands of government supporters and protesters convene in Bangkok for rival gatherings, as former Democrat MP Suthep Thaugsuban announced yesterday that different groups were getting together to "root out the Thaksin regime".
At the Democracy Monument protest site, Suthep ushered a group of academics, representatives of labour unions from state enterprises, members of the Silom business community, political activists among others to stage in front of thousands of cheering protesters.
The group on stage also included leaders of the People's Army to Overthrow the Thaksin Regime and the Network of People and Students for Thailand's Reform, who have been holding separate rallies in Bangkok to voice their opposition to the government-backed controversial amnesty bill and the so-called Thaksin regime.
The move came on the eve of a so-called "million-man march" planned today by Suthep and other protest leaders.
However, police said they only expected about 70,000 people to show up.
Pol Maj-General Piya Uthayo, spokesperson for the Centre for the Administration of Peace and Order, however, said that there may be attempts to spark violence between the two groups of protesters.
Rapid response teams
Piya said 40 teams of rapid-response police officers had been set up to deal with the situation tomorrow. Police will also be patrolling nine key spots around the capital more frequently, he said, adding that security personnel had three objectives: ensuring the safety of demonstrators, the general public and facilitating traffic flow.
Meanwhile, red-shirt leaders have called on supporters to gather at Rajamangala Stadium from today in order to deal with what is expected to be a massive gathering of anti-government protesters tomorrow. The protesters are expected to split into 12 groups around Bangkok.
Red-shirt co-leader Jatuporn Promphan told the press yesterday that this decision was made in order to bring red-shirt supporters to the capital from upcountry so as to protected Prime Minister Yingluck Shinawatra's elected government. He acknowledged that the anti-government protesters will increase in numbers today and hence, red shirts should be ready to descend on Bangkok today for a prolonged fight as the other group was already closing in on Government House. "We're not going to let Suthep take over Thailand," he said.
Separately, chairperson of the red-shirt Democratic Alliance against Democracy, Thida Thawornseth, called on vocational students to abandon the Democrat party-led protest, saying that the former Abhist Vejjajiva-led government never supported vocational schools and in fact, wanted to shut them down. She said it was time for the students to choose between backward conservative forces and progressive democratic ones.
Anurat Thinwad, chairman of the Isaan red-shirt sector, said 30,000 people were ready to descend on the capital no later than 2pm today. Red-shirt leaders from Pathum Thani said yesterday that they would be bringing more than 10,000 people to Rajamangala Stadium today.
The Chiang Mai 51 group had readied 150 buses last night to bring red-shirt protesters to Bangkok today. They also protested against the Constitutional Court ruling on Wednesday by burning a coffin.
Meanwhile, the anti-government STR group has moved closer toward the Government House and is now occupying the Nang Lerng intersection, which is just a few minutes by foot from the prime minister's office. They were told by a senior police officer that they were violating the Internal Security Act and could face a year in prison and/or a fine of Bt20,000. The officer, who was booed away by the crowds, later returned to present a letter of warning to the protest leader.
























