Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
As capas dos jornais e as principais notícias de Terça-feira, 31 de Dezembro de 2013.
"OS BIGORRILHAS CONTINUARÃO POR CÁ A VENDER-NOS, A TOSTÃO..."
Fonte: "Barbearia do sr. Luis"
Preparem os foguetes, vem aí 2014
Preparem o foguetório da propaganda que a defenestração anunciada pelo encolher dos números não passa de simulacro.
Os bigorrilhas continuarão por cá a vender-nos, a tostão e aos pedaços, respaldados no velho do Restelo-baixo e a inaugurar relógios que marcam o tempo inverso ao tempo que querem ganhar.
Se for verdade que 2014 será o ano seguinte a 2013 (adaptação literária de um dito Gasparalhinho) e se o relógio não parar de contar, havemos de chegar ao zero absoluto seguindo a trajectória em que estes zeros nos puseram.
Não é grande teoria para finalizar o ano, sei, mas foi o que se pôde arranjar. Faltam as doze passas. Uma por cada um dos meses que irão passar, de Dezembro a Janeiro.
LNT
[0.510/2013]
"A OBRA DOS ALDRABÕES QUE GOVERNAM O MEU PAÍS"
O enorme "sucesso" de uma reforma de opereta
por Pedro Quartin Graça, em 29.12.13
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publicado às 14:39
MENSAGEM ao Sr. 1º MINISTRO - (Natal de 2013)
Separemos
os planos:
em
1º lugar, enquanto pessoa, desejo-lhe Dr. Pedro Passos Coelho e aos seus
familiares, um Santo Natal.
...
...
Em
2º lugar, enquanto 1º Ministro e líder do PSD, gostaria novamente de lhe chamar
a atenção para alguns pontos:
...
...
(A)
ninguém de boa mente e com um mínimo de conhecimentos técnicos discute que o
Estado Português teria que proceder a cortes na sua despesa, e nomeadamente na
sua despesa de funcionamento!
.
.
De
facto o Estado herdado dos tempos do Prof. Doutor Cavaco Silva, que enquanto 1º
Ministro "engordou" o mesmo, era
manifestamente exagerado e incomportável para um país da nossa dimensão e para
a dimensão do nosso Produto Interno (PIB);
...
...
(B)
o que discuto, e sempre discuti, é a forma, o conteúdo e os alvos de alguns dos
cortes!
...
...
(C)
quanto aos Alvos das Suas políticas:
(c1)
não posso deixar de manifestar a minha oposição firme aos EXCESSIVOS CORTES nos
rendimentos, dirigidos a quem trabalha por conta de outrém (no sector público
ou no sector privado), em sede de IRS;
...
...
(c2)
não posso deixar de manifestar, também, a minha forte discordância, quanto á
PENALIZAÇÃO EXCESSIVA fiscal dos Reformados do sector privado e aos
Pensionistas do sector público; (não confundir reformas e pensões de pessoas
que trabalharam e descontaram mais de 30 anos, com benesses dadas a alguns de
usufruírem de reformas ou pensões com apenas 4 ou 8 anos de serviço, como é o
caso que indigna muita gente - (ex-Administradores de empresas públicas,
ex-Deputados, ex-Presidentes de Cãmara e outros cargos temporários)
...
...
(D)
Aqui cabe um parêntesis clarificador - quanto ao Estado Providência versus o
Estado Social - neste campo os sucessivos governantes do pós-25 de Abril
foram-se sucedendo na pretensão de ganhar ao anterior, estabelecendo uma série
de regalias, sem cuidar de saber se a riqueza gerada no país suportaria tal
acréscimo de despesas.
.
.
Recordo
que o Estado Providência estabelecia 3 áreas de ajuda aos cidadãos: 1º quando
atingisse os 65 anos teria uma reforma ou pensão que asseguraria uma
senioridade digna, e proporcional aos descontos efectuados; 2º quando ficassem
doentes e não tivessem rendimentos suficientes, seriam tratados devidamente no
sistema público de saúde; 3º quando ficassem involuntáriamente desempregados,
teriam uma verba, limitada no tempo, para sobreviver até arranjar novo emprego. O
Estado Social, seu sucessor, ampliou as regalias a uma vastidão de áreas, o que
nos trouxe, enquanto comunidade, até esta situação.
...
...
(E)
Um dos princípios gerais e universais da Boa Governação, e do Direito,
estabelece que as acções de um Governo devem dirigir-se ao bem comum, que a sua
acção não deve privilegiar um grupo em detrimento danoso de outro e que os
cidadãos são iguais perante a Lei. Sabe que governar é optar. Mas isso não
invalida os limites atrás expostos.
.
.
Num
estado de excepção ou emergência, TODOS SEM EXCEPÇÃO deviam ser chamados a
ajudar.
.
.
Ora,
Senhor 1º Ministro, ao ter selecionado, em matéria fiscal e de cortes, apenas o
grupo dos trabalhadores por conta de outrém e os reformados e os pensionistas,
está V.Exª em manifesta desobediência a estes princípios.
.
.
De
facto ao ter deixado de fora dos sacrifícios (pese algumas medidas
"soft") e continuar a fazê-lo, as PPP's, as Rendas excessivas
(constantes do memorando da Troika e que até agora nada foi feito), a Banca
(causadora próxima da presente crise e
usufrutuária de isenções fiscais injustificáveis nestes tempos), as Fundações
(em isenções ficais), o excesso de Empresas Municipais, está V.Exª a desvirtuar
os princípios da Boa Governação.
...
...
(F)
quanto ao Conteúdo das Suas Políticas:
chamo
a sua atenção para um erro que tem cometido, desde a primeira hora, e que
poderá comprometer o futuro de Portugal e dos Portugueses. Erro
que, da direita à esquerda, há
.
.
UNANIMIDADE em apontar-lho:
- a falta de Medidas para o Relançamento da Economia e do Emprego.
Nomeadamente:
-
a refundação do Banco de Investimento (Banco de Fomento) para Novos Investimentos
(o que está previsto funcionar em 2014, desvirtua este objectivo de criar Novos
Investimentos e Novos Empregos);
-
a instutição do Crédito Fiscal a 100% dos Lucros que sejam reinvestidos em
equipamentos de produção;
-
a separação da Banca Comercial da Banca de Investimento, proibindo a sua
mistura;
-
a Proibição de o Banco Comercial Público (C.G.D.) praticar "spreads"
superiores a 1,5 pontos percentuais no seu crédito ás empresas, fazendo assim
baixar o custo do dinheiro a quem produz riqueza.
.
Por
outro lado, congratulo-me por, (e com os resultados que previ em Setembro de
2011 quando escrevi aos Srs. Ministros das Finanças e da Economia), ter
adoptado as medidas que recomendei de remunerar melhor os Certificados de
Aforro e de lançar Bilhetes do Tesouro (embora com outro nome) para
particulares.
.
MAS
... está tudo muito demorado e muito tímido.
Por
este caminho não vamos lá.
Mesmo
o IRC para NOVOS investimentos de raiz, (Novas empresas que criem Novos
empregos, com Novos Produtos) devia já ter descido para os 17%.
...
(G)
Ainda quanto ao Conteúdo:
-
concordo com as 40 horas de trabalho na Função pública. Aliás não compreendo
como se desceu para as 35 horas.
.
-
concordo com o despedimento dos Professores que estejam a mais. Isto é, aqueles
que não tiverem alunos, não faz sentido que paguemos salários a quem não
desempenha na prática uma função para que foi contratado. Não há crianças para
ocupar todos ... pois paciência, também não pode haver professores pagos por
todos nós que não tenham crianças para ensinar.
...
(H)
quanto à Fiscalização da Governação pelo Tribunal Constitucional
Vejo
que, finalmente, compreendeu que não vale a pena tentar ir contra a LEI e
sobretudo contra a LEI das LEIS.
...
Assim
Senhor 1º Ministro:
-
Portugal precisa de um "choque" de crescimento. Precisa de aumentar o
seu PIB para que todas as percentagens (rácios) se adequem ás práticas de uma
boa gestão:
-
Enquanto não fizer perceber à Troika que estas políticas estão erradas;
-
Enquanto não renegociar o Memorando, alargando prazos de pagamento, para 30/40
anos;
-
Enquanto não renegociar os Juros dos empréstimos da Troika para um máximo de
spread de 1,5 pontos percentuais sobre a taxa de desconto do BCE;
-
Enquanto não fizer perceber à Troika que o Défice criado por erros do Sistema
Financeiro e dos Governos anteriores, tem que descer à velocidade máxima de
0,5% ao ano até 2019;
Enquanto
o Sr. 1º Ministro não perceber que com a desigualdade de tratamento que as Suas
políticas comportam e que acarretam:
.
-
a "depressão do poder de compra de quem trabalha por conta de outrém;
-
um ataque às pensões e reformas, deixando esta faixa de portugueses mais
fragilizada;
E
ainda por cima deixando de fora sectores importantes, ... está assim a criar um
novo país mais pobre e sem futuro.
.
Ou
seja está a ser duro com os fracos e fraco com os fortes. Não é justo, nem
legal, nem legítimo.
PARA
REFLECTIR.
Melhores
cumprimentos
Miguel Mattos Chaves
Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia)
pela Universidade Católic
Auditor de Defesa Nacional
pelo Instituto da Defesa Nacional (CDN 2003)
Telemóvel– +351 919 400 053
Web link: http://pt.linkedin.com/in/Telemóvel– +351 919 400 053
PARA DIVULGAÇÃO AMPLA.....
O Marinho Pinto às vezes exagera, mas manda umas
bocas que, normalmente, ficam sem resposta.
(Ora aqui está uma das corporações
mais temidas pelo poder.
O Passos e a ministra devem ter
pesadelos só de pensar que mais cedo ou mais tarde têm de lhes ir à carteira.
Ou, se calhar, vão disfarçar até ao último dia, atitude que será
seguida piedosamente pelos "súcias" porque arranjar sarilhos não é
com nenhum deles.)
MUITO SÉRIO E GRAVE.
É preciso que a mensagem passe, contra os privilégios absurdos de alguns, que
se estão nas tintas para a Crise (dos outros)...
|
Alemanha. Cortes retroactivos nas pensões proibidos
Tribunal constitucional alemão
considera que as reformas são um direito dos trabalhadores idêntico à detenção
de uma propriedade privada, cujo valor não pode ser alterado. Tribunal Europeu
dos Direitos do Homem segue a mesma linha.
O Tribunal Constitucional alemão equiparou
as pensões à propriedade, pelos que os governos não podem alterá-las
retroactivamente.
.
A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade.
.
A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam.
.
Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
.
A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade.
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A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam.
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Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
CARTA ABERTA A PEDRO PASSOS COELHO FALEMOS SÉRIO!!!!
SEGURANÇA SOCIAL VERSUS PENSIONISTAS, REFORMADOS E APOSENTADOS
Esta carta foi escrita pela SRA. M. CONCEIÇÃO BATISTA
.
Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.
.
Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.
.
E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.
.
Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?
.
Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada.
.
Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar.
.
Falemos sério, Pedro. É tempo de falares sério, apesar do descrédito em que caíste. E falemos sério sobre reformas, sobre pensionistas e sobre Segurança Social.
.
Não fales sobre o que desconheces. Não te precipites no que dizes. Não sejas superficial, querendo parecer profundo apenas porque, autoritariamente, “engrossas” a voz. Não entregues temas tão complexos ao estudo de “garotos”, virgens no saber-fazer. Não entregues estudos a séniores que, vendendo a alma ao diabo, se prestam a criar cenários encomendados, para servirem os resultados que previamente lhes apresentaste, Pedro. E os resultados são, como podemos avaliar, desastrosos, Pedro. Económica e socialmente.
.
Vamos falar sério, Pedro. Não porque tu o queiras, mas porque eu não suporto mais a humilhação que sinto com as falsidades ardilosas lançadas para o ar, sobre matérias que preferes ignorar, porque nem sequer as estudas.
.
A raiva cresce dentro de mim, porque atinge a verticalidade e honestidade que sempre nortearam a minha vida, Pedro. Uma raiva que queima, se silenciada, E não me orgulho disso, podes crer Pedro.
.
Vamos por fases cronológicas que te aconselho a estudar:a) Pedro, por acaso sabes que o sistema que hoje se designa por “Segurança Social” deriva da nacionalização – pós 25 de Abril – das “Caixas de Previdência” sectoriais, que antes existiam?
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b) Por acaso sabes, Pedro, que o Estado português recebeu, sem qualquer custo ou contrapartida, os fundos criados nestas Caixas de Previdência, a partir das contribuições dos trabalhadores e dos seus empregadores?
.
c) Por acaso sabes que a Caixa Geral de Depósitos – Banco estatal de Valores e de credibilidade inquestionável – é, acrescidamente, património dos muitos reformados e pensionistas que hoje somos? É, Pedro, a CGD era o Banco obrigatório por onde passavam as contribuições destinadas às Caixas de Previdência, mas entregava a estas, as contribuições regulares, apenas 4, 5 e 6 meses depois.Financiando-se com estas contribuições e sem pagar juros às Caixas, Pedro?
.
Por isso sou contra qualquer alienação da CGeral. Também está lá muito de mim. Um muito que deveria estar na Segurança Social nacionalizada…para ser bem gerida.
.
d) Sabes por acaso, Pedro, que o Estado Português nunca reembolsou a Segurança Social pela da capitalização que conseguiu com a “nacionalização” das Caixas, como o fez aos Banqueiros?
.
e) Saberás, Pedro, que a “nacionalização” das Caixas de Previdência” se deve à necessária construção de um verdadeiro Estado Social, para o qual, maioritariamente, é a Segurança Social que contribui, sem as devidas e indispensáveis contribuições do Estado? Um Estado Social criado de base a partir dos “dinheiros” pertença daqueles que hoje são reformados e pensionistas. E que por isso exigem respeito pelo seu contributo mas, igualmente, exigem sejam bem geridos, porque ao Estado foram confiados contratualmente. Para me serem reembolsados mais tarde.
.
E boa gestão, Pedro, é coisa que não vejo na Segurança Social, sujeita a políticas de bastidores duvidosas e para as quais nunca fui consultada. Acredita, Pedro, os reformados, pensionistas e aposentados, sabemos o que dizemos quando afirmamos tudo isto, porque ainda temos muita capacidade – suportada por uma grande e valiosa experiência – para sermos um verdadeiro governo de bastidores. Com mestria, com sabedoria, com isenção e sem subserviências.
.
f) Por acaso sabes, Pedro, que a dívida do Estado à Segurança Social é superior à dívida externa, hoje nas mãos da chamada “troika”?
.
Pois é, Pedro, a dívida sob o comando da troika é de 78 mil milhões de Euros, é? A dívida à Segurança Social, aos milhões de contribuintes, muitos deles hoje reformados, é de 80 mil milhões de dívida. Valor que cresce diariamente, porque o Estado é um mau pagador. Uma dívida que põe em causa não só os créditos/reembolsos aos reformados e pensionistas, na forma contratada, mas igualmente as obrigações/compromissos intergeracionais.
.
Porque estás tão preocupado em “honrar” os compromissos com o exterior e não te preocupas em honrar os compromissos para com os credores internos que são, entre muitos, os aposentados, os reformados e os pensionistas, antes preferindo torná-los no “bombo de festins” de um governo descontrolado?
.
Falemos sério, Pedro. Reabilita-te com alguma honra, perante um programa eleitoral que te levou, precocemente, ao lugar que ocupas. Um lugar de representatividade democrática, que te obriga a respeitar os representados. Também os reformados, aposentados e pensionistas votam.
.
E falando sério, mas com muita raiva incontida, Pedro, vou dar-te o meu exemplo, apenas como exemplo de muitas centenas de milhar de casos idênticos.
.
a) Trabalhei 49 anos. Fui trabalhadora-estudante. E sem Bolonhas e/ou créditos, licenciei-me com 16 valores, a pulso. Nunca fui trabalhadora e/ou estudante de segunda. E fui mãe, num pais em que, na época, só havia 1 mês de licença de maternidade e creches a partir dos dois anos de idade das crianças. Como foi duro, Pedro. E lutei, ontem como hoje, para a minha filha, a tua Laura, as tuas filhas e muitas mais jovens portuguesas, terem mais do que eu tive. A sociedade ganha com isso. O Estado Social também tem obrigações pela continuidade da sociedade, pela contínua renovação geracional. Lutei, Pedro, muito mesmo e sinto muita honra nisso como me sinto orgulhosa do que conquistou a minha geração.
.
b) Fiz uma carreira profissional, também ela dura, também ela de luta, numa sociedade que convencionou dar supremacia aos homens. Um poder dado, não conquistado por mérito reconhecido, Pedro. Por isso tão lenta a caminhada pela “Igualdade”.
.
c) Cheguei ao topo da carreira, mas comecei como praticante. Sem “ajudas”, sem “cunhas”, sem “padrinhos” e/ou ajuda de partidos. Apenas por mérito próprio, duplamente exigido por ser Mulher. Um caminho que muito me orgulha e me formou de Valores, Honra e Verticalidade. Anonimamente, mas activa e participadamente.
.
d) No final da minha carreira profissional, eu e os meus empregadores, a valores capitalizados na data em que me reformei, (há dois anos) tínhamos depositado nas mãos da Segurança Social cerca de 1 milhão de Euros.
.
Ah! É bom que se lembre que os empregadores entregam as suas contribuições para a conta do/a seu/sua funcionário/a. Não é para qualquer abutre esperto se apropriar dele. O modelo que Churchil idealizou – e protagonizou – após a 2ª guerra mundial. Uma compensação no desequilíbrio entre os rendimentos do Capital e os do Trabalho, e que foi adoptado em Portugal ainda antes do 25 de Abril.
.
Quase um milhão de Euros, Pedro. Só nos últimos 13 anos de trabalho foram entregues 200 mil Euros à Segurança Social, entre mim e o empregador.
.
A minha pensão vem daí, Pedro. De tudo o que, confiadamente, entreguei à gestão da Segurança Social, num contrato assinado com o Estado Português. E já fui abrangida pelo sistema misto. E já participei no factor da sustentabilidade, beneficiando o Estado Social.
.
e) Mas há mais, Pedro. A esse cerca de 1 milhão de Euros, à cabeça dos cálculos da minha pensão, retiraram às minhas contribuições, à minha “conta”, 20%, ou seja 200 mil Euros. Como contributo para o Estado Social. Para a satisfação do compromisso que devo para com as gerações seguintes. Para o Serviço Nacional de Saúde, para um melhor bem estar da sociedade portuguesa.
.
E o dinheiro que se encontra – em depósito – nas mãos do Estado português através da Segurança Social, é de cerca de 800 mil Euros. Que eu exijo bem gerido e intocável.
.
f) Valor que, conforme os meus indicadores familiares (melhores que a média das estatísticas) da esperança de vida (85 anos em média), daria para uma pensão anual de 40.000€ actualizada anualmente pela capitalização dos meus fundos. É bom que saibas que, sobre este valor, eu pagaria cerca de 16.000€ de IRS, fora os demais impostos. Mas, por artes de uma qualquer “engenharia financeira” nunca recebi nada disto.
.
Mas se aquele valor, que foi criado pelas contribuições de tantos anos de trabalho, estiver nas minhas mãos e sob a minha gestão, matéria em que fui profissional qualificada e com provas dadas, eu serei uma Mulher que poderá dormir descansada, porque serei independente para mim e para ajudar filhos e netos, sem ter que acordar de noite angustiada.
.
É, Pedro, falemos sério e honra os compromissos que o Estado tem para comigo. Dá instruções ao Ministério da Solidariedade Social(?) para que me entregue o “meu dinheiro”. O MEU, Pedro!
.
.E vou refazer contas:
a) De modo frio, direi que o Estado tem que pôr à minha disposição os
100% de contribuições que lhe foram confiadas, ou seja, os cerca de 1
milhão de Euros.
b) Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora.
.
c) Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre.
.
Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa :
.
- quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE?- quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses?
.
- quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE?- qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade?
.
- Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos públicos?
.
- qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema?
.
- sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas?
.
Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!!
.
A reformada,M.Conceição Batista há alguns meses atrás.
b) Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora.
.
c) Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre.
.
Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa :
.
- quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE?- quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses?
.
- quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE?- qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade?
.
- Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos públicos?
.
- qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema?
.
- sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas?
.
Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!!
.
A reformada,M.Conceição Batista há alguns meses atrás.
.
PS – Aguardo que me seja entregue o meu dinheiro, conforme mencionei
atrás. Tenho vida a organizar.




























