Conflitos
comuns continuam a assumir dimensões perigosas, secretário-geral da ONU
adverte: . Observância
deste ano do Dia Internacional Remembrance hoje - o aniversário da libertação
do campo de concentração de Auschwitz - cai no momento em que há lembretes ao
nosso redor para os perigos do esquecimento . . Este ano
marca duas décadas desde o genocídio em Ruanda. Conflitos
na Síria, o Sudão do Sul e República Centro-Africano assumiram dimensões
comunais perigosos. Fanatismo
ainda percorre as nossas sociedades e nossa política. O
mundo pode e deve fazer mais para eliminar o veneno que levou para os campos.
.
Eu visitei
Auschwitz-Birkenau em novembro passado. Um
vento frio soprava naquele dia, o chão estava sob os pés rochoso. Mas
eu tinha um sobretudo e sapatos resistentes, meus pensamentos foram para
aqueles que não tinham nem : os judeus e outros prisioneiros que outrora
povoaram o acampamento.
. Eu
pensei que os presos nus por horas em clima gelado , arrancadas de suas
famílias e despojado de seus cabelos como eles estavam preparados para as
câmaras de gás . Pensei
daqueles que foram mantidos vivos apenas para ser trabalhado até a morte.
. Acima
de tudo, eu refleti sobre como insondável do Holocausto permanece até hoje. A
crueldade era tão profunda, a escala tão grande , a visão de mundo nazista tão
deformado e extrema , a morte de modo organizado e calculado natureza.
. O
quartel do campo de Birkenau parecia estender-se até o horizonte em todas as
direções - uma vasta fábrica da morte.
. O
"Livro dos Nomes" identificação de milhões de vítimas judias encheu
um quarto ainda continha apenas uma fração do pedágio , que também englobava
poloneses, ciganos, Sinti , prisioneiros de guerra soviéticos , dissidentes ,
homossexuais , pessoas com deficiência e outros. . Fiquei
especialmente comovido com um vídeo mostrando a vida judaica europeu na década
de 1930 - cenas de refeições em família e visitas à praia, performances
musicais e teatrais , casamentos e outros rituais , todos barbaramente extinto
com o assassinato sistemático único na história da humanidade.
. Marian
Turski , um judeu polonês que sobreviveu a Auschwitz e é hoje o vice-presidente
do Comitê Internacional de Auschwitz, me atravessou o infame portão "
Arbeit Macht Frei " - desta vez em liberdade. Rabino
Yisrael Meir Lau , sobrevivente de Buchenwald e agora o rabino-chefe de Tel
Aviv, esteve ao meu lado na rampa onde os comboios de transporte descarregado
sua carga humana , e contou o momento traumático quando o rápido movimento do
dedo indicador de um comandante SS significava a diferença entre a vida e a morte. . Lamento
por aqueles que morreram nos campos, e estou impressionado com aqueles que
viveram - que carregam memórias tristes ainda mostraram a força do espírito
humano.
. Eu
também foi acompanhada por alunos do Centro de Encontro Internacional da
Juventude em Oswiecim, que trabalham para construir pontes entre os povos e
nações. "
L'dor V'Dor " , Marian Turski me disse - hebraico para " de geração
em geração " , o repasse de sabedoria. . É
por esta razão que a Auschwitz- Birkenau está na lista do Patrimônio Mundial da
Unesco. Não
podemos construir o futuro sem se lembrar do passado, o que aconteceu uma vez
pode voltar a ocorrer.
. Combate
ao ódio está entre as missões principais da Organização das Nações Unidas . Nossos mecanismos
de direitos humanos trabalham para proteger as pessoas. Nossos
tribunais especiais e tribunais se esforçam para combater a impunidade , fazer
justiça e impedir violações.
. Conselheiros
especiais da ONU sobre Prevenção do Genocídio e a Responsabilidade de Proteger
a varredura do mundo para os precursores de crimes atrozes . . A
Aliança de Civilizações iniciativa pretende contrariar manifestações de ódio ,
de anti- semitismo ea islamofobia para ultra- nacionalismo eo preconceito
contra minorias. Nosso
novo esforço " Direitos Up Front " visa reforçar a acção precoce para
prevenir graves abusos dos direitos humanos.
. Por
quase uma década , o " Nações Unidas e do Programa de Divulgação do
Holocausto" tem vindo a trabalhar com professores e alunos de todos os
continentes para promover a tolerância e valores universais.
. Mais
novo pacote educacional do programa , produzido em parceria com a United States
Holocaust Memorial Museum, vai ajudar a introduzir estudos do Holocausto nas
salas de aula em países como o Brasil ea Nigéria para a Rússia e Japão . . Na
cerimônia de recordação deste ano na sede da ONU , o palestrante será Steven
Spielberg , cuja Shoah Institute for Visual History and Education foi um marco
na preservação testemunho sobrevivente.
. A
poucos passos do crematório em Auschwitz, eu levei um tempo para me para a
reflexão. Toquei
uma cerca de arame farpado - já não eletrificada, mas ainda afiados e
intimidante. . Senti-me
esmagada pela enormidade do que havia acontecido dentro e humilhado pela
coragem e sacrifício dos soldados e líderes de muitas nações que derrotaram a
ameaça nazista.
. Minha
esperança é que a nossa geração e aquelas que virão, irá convocar esse mesmo
senso de propósito coletivo para evitar que tal horror volte a acontecer em
qualquer lugar, para qualquer pessoa ou grupo , e construir um mundo de
igualdade para todos.
. Ban
Ki -moon é secretário-geral da Organização das Nações Unidas.
Rui Machete esteve esta manhã com Pires de Lima no
anúncio de menos burocracia e barreiras desnecessárias na emissão de
vistos turísticos a cidadãos de cinco países.
Comissão Europeia gasta 8 milhões em jactos privados e festas.
A Comissão Europeia e o seu presidente Durão Barroso, em tempos de
austeridade, enquanto pede sacrifícios aos contribuintes da união
europeia, gastam mais de 8 milhões de Euros em festas, férias luxuosas e
jactos privados. Durão Barroso terá gasto 28 mil euros apenas numa estadia de 4 noites em Nova Iorque
Segundo o Bureau of Investigative
Journalism, uma instituição de investigação jornalística sem fins
lucrativos, o presidente da CE gastou numa estadia de 4 noites em Nova
Iorque 28 mil euros.
Segunda a mesma instituição, Foram
gastos mais de 7,5 milhões só em jactos privados entre 2006 e 2010. A
este valor junta-se as facturas de estadias em hotéis de cinco estrelas,
limusinas, festas e presentes luxuosos. Dando como exemplo os 28 mil
euros gastos por Durão Barroso numa estadia de quatro noites num hotel
em Nova Iorque, em Setembro de 2009, durante a cimeira das alterações
climáticas das Nações Unidas.
Foram gastos ainda em festas de luxo 300 mil euros com destaque para uma em Amesterdão, que custou 75 mil euros.
Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, a divulgação destas notícias
está a gerar polémica no Reino Unido, ainda para mais numa altura em
que a Comissão Europeia pediu um aumento de 4,9 por cento no orçamento
do próximo ano.
O ministro britânico para a Europa, David Lidington,
afirmou que numa altura em que os contribuintes europeus estão a
enfrentar medidas duras de austeridade, a Comissão Europeia terá de
analisar as suas prioridades de despesas.
O ministro salientou ainda que
“qualquer evidência de extravagância e desperdício irá prejudicar não
só os comissários envolvidos mas também a União Europeia como um todo.
Sentença do processo submarinos/contrapartidas adiada
para 14 de fevereiro
A leitura do acórdão do julgamento do processo
submarinos/contrapartidas, que envolve 10 arguidos - três alemães e sete
portugueses - foi adiada para 14 de fevereiro, disse hoje à Lusa fonte ligada
ao processo.
A leitura do acórdão,
pelo coletivo de juizes que é presidido por Judite Fonseca, esteve inicialmente
marcada para 29 de Janeiro.
.
Nas alegações finais, realizadas a 13 de Novembro
último, o Ministério Público pediu para os 10 arguidos uma pena de prisão
inferior a cinco anos, eventualmente suspensa, pelos crimes de burla e
falsificação de documentos.
.
O procurador Victor Pinto justificou o pedido de pena
suspensa pela falta de antecedentes criminais dos arguidos, sublinhando contudo
que a sanção a aplicar aos três arguidos alemães tem de ser mais pesada, dado
que foram os principais beneficiários do negócio das contrapartidas ligado à
aquisição por Portugal de dois submarinos à empresa alemã Man Ferrostal.
.
Victor Pinto impôs como condição para a aplicação de
pena suspensa, que os dez arguidos pagassem solidariamente ao Estado uma verba
de 104 mil euros.
.
Nas alegações finais, o advogado Nuno Godinho de Matos
pediu a absolvição dos arguidos alemães ligados à Ferrostal, alegando que o MP
não pode exigir a condenação com base "em conjecturas" e mera
interpretação dos factos. Sublinhou ainda não estarem preenchidos os requisitos
de crime de burla -- o mecanismo enganoso e o consequente prejuízo causado.
.
O advogado criticou ainda o facto de que a acusação
deduzida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal tenha sido
decalcada na perícia realizada pela consultora Inteli, que, antes, trabalhou e
foi paga pelo consórcio alemão da Man Ferrostaal.
.
João Perry da Câmara, defensor do empresário António
Lavrador, referiu que "o MP não produziu qualquer prova dos factos
imputados aos arguidos", e que foram os arguidos, com a prova produzida em
julgamento, a fazerem um "cabal esclarecimento de todas as dúvidas
suscitadas pelo MP".
.
Portugal contratualizou e consumou com o consórcio GSC
(German Submarine Consortium), que incluía a Man Ferrostaal, a compra de dois
submarinos em 2004, por mil milhões de euros, quando Paulo Portas era ministro
da Defesa Nacional e Durão Barroso, primeiro-ministro.
.
Segundo a acusação, o processo das contrapartidas
lesou o Estado português em mais de 30 milhões de euros.
.
Entretanto, o processo-principal relativo à compra dos
dois submarinos (já baptizados de Tridente e Arpão) permanece, há vários anos,
em investigação no DCIAP, sendo já um dos casos emblemáticos da morosidade da
justiça portuguesa.
Pires de Lima com versão diferente de Passos Coelho sobre a retomada do crescimento
Não foi uma resposta às advertências
do primeiro-ministro contra as ilusões num "milagre económico" a partir
do fim do programa de assistência, até porque a entrevista hoje
publicada já fora concedida na terça feira. Mas não deixa de ser
significativo o ministro da Economia afirmar categoricamente que "vamos
sair do programa com a economia em crescimento".
.
António Pires de Lima concedeu a entrevista ao diário espanhol El Pais
ao passar em Madrid, a caminho do Forum Económico Mundial de Davos. O
seu discurso tem de comum com o de Passos Coelho a liminar recusa de um
segundo resgate e a indefinição sobre o modelo a seguir para a saída,
algures entre o modelo irlandês e o programa cautelar, ou "resgate
brando" como lhe chamam os entrevistadores sem serem nisso
contraditados. .Mas os matizes começam logo ao ser-lhe perguntado se "é possível crescer
em tempos de escassez com as políticas de austeridade". Pires de Lima
admite que o aumento de impostos levado a cabo "não é bom para a
economia", mas logo acrescenta estar orgulhoso do caminho percorrido,
"porque vamos sair do programa com a economia em crescimento". A saída
do programa está prevista para 17 de maio, a data em que Passos Coelho
excluiu, no seu discurso de reeleição para a presidência do PSD, que se
possa contar com um "milagre económico". . Na entrevista a El Pais, Pires de Lima admite também que, com o
fim do programa de assistência, a vida dos portugueses não vai "mudar
automaticamente", e que seria uma "ilusão" esperá-lo. Mas afirma que
"vamos recuperar uma parte da nossa economia".Aumentar o salário mínimo em 2015Nessa
recuperação, afirma categoricamente, "não queremos que Portugal baseie a
sua competitividade em salários baixos". O ministro rejeita a ideia de
baixar salários no sector privado e afirma: "Em minha opinião, haveria
que actualizar o salário mínimo no próximo ano". . Também no próximo ano - o das eleições legislativas -, Pires de Lima diz
pretender "que se dêem as condições para começar a reduzir a carga
fiscal sobre os rendimentos do trabalho, que se viram muito penalizados
neste programa de ajustamento". No seu discurso de reeleição, e
referindo-se aos cortes de salários e pensões, o primeiro-ministro
afirmara que são transitórios, mas que não é possível assumir um
compromisso sobre o momento em que serão repostos os montantes
anteriores. . Na entrevista a El Pais, Pires de Lima afirma ainda esperar "que
não sejam necessários mais sacrifícios no sector público", embora não
rejeite a hipótese de baixa de salários para esse sector como o faz para
o sector privado. "Não é possível - explica - cumprir com o objectivo
de reduzir os impostos em 2015 sem controlar a despesa pública".
Portugal
atravessa um inverno demográfico. (...) Se a situação portuguesa se mantiver
como está durante os próximos anos, o país perderá até 2030 cerca de um milhão
de habitantes - ficando com 41 idosos para cada 100 portugueses em idade
activa. (...) Está, pois, na hora de os partidos se interessarem
verdadeiramente pelo tema. O inverno demográfico que nos aflige só será uma
fatalidade se continuarmos a olhar para o lado.