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Portugal, como pela primeira vez em 1916, esteve representado AQUI no Bazar Internacional da Cruz Vermelha organizado pelas missões
diplomáticas acreditadas no Reino da Tailândia, com produtos de fina
qualidade onde se incluiram vinhos do Alentejo, Algarve, Bairrada, Dão e
Douro, presunto e enchidos do Porco Pata Negra de Barrancos, azeite
extra-virgem, sabonetes da famosa marca e internacionalmente conhecida
Claus e como estrela no pavilhão os genuinos Pasteis de Nata
portugueses.
O
pavilhão de Portugal, pelas 7 horas da manhã de sábado (1.03.14)
apresentava-se pronto para ser visitado por Sua Alteza a Princesa Maha
Chakri Shirindorn
Junto
às 8 horas, S. A. a Princesa Maha Chakri, passa em frente do Pavilhão
de Portugal, observa os produtos portugueses acompanhada pelo Embaixador
de Portugal (último lado direito) Luis Barreira de Sousa.
Embaixador
Barreira de Sousa à sua chegada ao pavilhão ouve a Conselheira Teresa
Nunes de Matos, em cima dos produtos expostos, cuja missão da
organização do pavilhão a si lhe pertenceu.
A
estrela dos produtos lusos vai para os pasteis de nata de confecção do
nóvel empresário na Tailândia (sediado em Banguecoque) Carlos Afonso com
o objectivo de dinamizar seu fabrico e colocar a famosa especialidade
em vários postos de venda na capital tailandesa.
A boa "pinga" portuguesa e da melhor cepa exposta no balcão de vendas
Azeite
extra-virgem de Trás-os-Montes da empresa lusa/tailandesa "Globo
Internacional", sob a gerência, dinâmica, de Carlos Afonso.
Carlos
Afonso, coloca o presunto Pata Negra no "stand" de corte para depois
ser vendido às fatias que hábilmente iria a cortar. Acrescenta-se aqui
que pela primeira vez o Pata Negra é vendido em Banguecoque
Igualmente, a primeira vez, o enchido do Pata Negra, exposto e vendido na Tailândia.
Os famosos sabonetes Claus, do Porto, dão uma nota de elegância no pavilhão.
Enquanto
S.A. a Princesa Shirindorn não chega para visitar o pavilhão Embaixador
Luis Barreira de Sousa troca dois dedos de conversa com o empresário
Carlos Afonso.
A
bela Cherry, directora da empresa importadora, de vinhos portugueses
"LAA-EDEM.Co,,Ltd, dá os últimos carinhos a garrafas, colocando-as em
recipiente, plástico, com gelo para depois o dar a provar (beber para
crer) aos visitantes.
O
pavilhão Portugal absolutamente dignificado, onde dentro todos a posto
aguardam que oficialmente seja aberto e vendidos produtos de excelência
lusos.
Um sorriso, bem português, de Carlos Afonso, tendo a seu lado uma "viola" Pata Negra de Barrancos
A Conselheira Maria Teresa Matos, antes da abertura oficial, dá os último retoques de paresentação
Pouco
depois das 7 da manhã e cerca de uma hora antes da abertura do bazar já
se movimentam pelas ruas dos pavilhões pessoas, de posses, com convites
especiais para ver quais os produtos estrangeiros que vão comprar. Aqui
referimos que a gente tailandesa sempre teve apetência (seja os que
forem) pelos produtos estrangeiros.
Agora
e depois de S.A. a Princesa Maha Chakri, partir e oficialmente
inaugurar o bazar sobem pelas escadas rolantes as primeiras dezenas de
pessoas em busca de comprar novidade chegadas, através das missões
diplomáticas, ao Bazar Internacional da Cruz Vermelha.
José Martins
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A EMBAIXADA DE PORTUGAL E LIGAÇÕES COM A CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL EM BANGUECOQUE
A organização,
voluntária de sentido humanitário, foi fundada em 1893, em Banguecoque, e a sua
finalidade é o de acudir às pessoas vítimas de catástrofes ambientais, feridos
de guerra ou fora delas; outras enfermidades.
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Todas as ajudas atribuídas a
pessoas estão inseridas sob a filosofia
da não distinção de raças, credos ou inclinações políticas.
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Pouco depois
da fundação são construídos, na capital tailandesa dois hospitais com os nomes
do rei Chulalongkorn (o pai da moderna Tailândia, de hoje, e o abolidor da
escravatura) e da Raínha Sawanwattana, que através dos anos foram sendo
modernizados e hoje encontram-se apetrechados com as mais modernas tecnologias
hospitalares que os coloca entres os melhores da Europa e América..
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A
primeira
participação de Portugal, nos eventos de caridade da Cruz Vermelha
Internacional na “Cidade dos Anjos”, aconteceu no consulado de Luis
Leopoldo
Flores que nos longínquos anos de 1916, onde ainda não se procedia à
venda de produtos portugueses, mas sim à angariação de fundos entre a
comunidade
portuguesa, composta na maior parte por pessoas de etnia chinesa, que
obteram
no Reino do Sião, após uma breve passagem por Macau, um documento que
lhes
conferia o estatuto de protecção do consulado português, e, ainda por
gente
natural daquele território, que constituia um
núcleo significativo.
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Estas primeiras angariações, entre a nossa
comunidade, contavam com a realização de espectáculos organizados por membros
da família real tailandesa.
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A primeiras
comunicações, conhecidas e transmitidas pelo Cônsul Flores ao Ministério dos
Negócios Estrangeiros em Lisboa, datam de 16 de Agosto de 1916, e as verbas
humanitárias conseguidas, em moeda siamesa e ouro, não se destinam à Cruz
Vermelha tailandesa ,mas à sua homóloga portuguesa para depois serem
canalizadas para o Príncipe de Gales, Presidente da Cruz Vermelha Europeia, com
a finalidade de amenizar e socorrer as vitímas da 1ª Guerra Mundial que
grassava, barbaramente, na Europa e onde Portugal participou com 100.000
soldados dos quais se contabilizam: 7.222 mortos, 13,751 feridos, 12,318
desaparecidos. Um cheque emitido pelo banco Hongkong Shangai designava 76,16
libras esterilinas, avultada importância para a época, daqui se pode concluir
que no Reino do Sião (Tailândia) no príncípio do sec. XX havia e se produzia riqueza.
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Em outro
ofício dirigido a Lisboa, datado de 27 de Agosto de 1917, assinado pelo Cônsul
interino João Flores ( o Cônsul Luis Flores, já não pertencia ao número dos
vivos, havia falecido em 17 de Abril, do mesmo ano, vítima de febre tifoide)
transmitia novas doações destinadas à
Cruz Vermelha Portuguesa que totalizavam 77,04 libras esterlinas. Este montante
foi angariado através da exibição de uma comédia no “Theatro Real Dusit Park”
em Banguecoque, sendo a sua receita
distribuída pelas Sociedades da Cruz Vermelha Americana, Belga, Inglesa,
Framcesa, Italiana, Portuguesa, Japonesa, Romaica e Rússia Elesta.
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João Flores
mencionava que todas as bandeiras dos países, aliados à guerra contra a
Alemanha, estavam hasteadas à frente do edifício. No final da primeira comédia
foi mostrada ao público uma caricatura, enorme, pintada a óleo, representando o
Kaiser alemão amarrado com cordas grossas e coroado de soldados de todas as
nacionalidades com as espingardas apontadas para ele.
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Depois das
manifestações de solidariedade em favor da Cruz Vermelha, nas primeiras duas
décadas do século passado, não demos conta mais algum evento levado a cabo, nos
arquivos da Embaixada de Portugal. A perturbação política em Portugal, saída de
uma monarquia centenária, não o permitia.
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O Consulado de
Portugal, na capital tailandesa, por falta de verbas, vindas de Lisboa, para a
sua subsistência, fica praticamente a viver das rendas dos armazéns, alugados e
construídos por firmas tailandesas e estrangeiras, no terreno doado pela Corôra
tailndesa em 1820, na margem do rio Chao Praiá, para construir Feitoria, doca
para a reparação e construção de navios.
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Portugal
regressa às manifestações humanitárias da Cruz Vermelha, depois de 1982 pela mão
do Embaixador Melo Gouveia que com a cooperação de empresas portuguesas
(destaco contribuição e entusiasmo do Fernando Oliveira, director de exportação
para a Ásia ca Corticeira Amorim, SOGRAPE Vinhos de Portugal e o Governo de Macau) que debaixo da
administração portuguesa tem, regularmente, todos os anos, estado presente nos
bazares da Cruz Vermelha.
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Desde 1997 e
quando a Representação do ICEP foi re-aberta, na Embaixada de Portugal, as
contribuições viriam a tomar outra dimensão com contributos de largas dezenas
de milhares de bahts.
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Agora, não como o século passado, os montantes são
dirigidos para a Delegação da Cruz
Vermelha Internacional Tailandesa com o patronato de Sua Majestade a Rainha
Sirikit, esposa de Sua Majestade o rei, da Tailândia, Bhumibol Adulyadej.
José Martins