No dia em que a origem dos bens de cada um estiver sujeita à
obrigatoriedade de comprovação, no caso de suspeita, é provável que haja
mais moralidade pública e menos circulação clandestina de dinheiro e de
benesses ilícitas.
São José Almeida, Público
Somos aquilo que sempre hajamos sido. Não mudaremos mesmo com o ladrar dos cães.
sábado, 22 de março de 2014
"NOVAS DROGAS"
RECOMENDÁVEL A LEITURA
sábado, 22 de Março de 2014
A Guerra do Ultramar e as Alucinações de Manuel Loff
"Nenhuma mentira chega a envelhecer no tempo." - Sófocles (496 a.C. - 406 a.C.)
O jornal Público deu à estampa no passado dia 20 de Março de 2014, um artigo do alucinado historiador Manuel Loff intitulado Alucinações e Manipulação Histórica[1],
artigo este onde o mesmo profere um rol de barbaridades e mentiras em
relação à Guerra do Ultramar que eu não só interpreto como uma ofensa
pessoal por ter tido familiares que combateram na mesma, como também
julgo necessário dar-lhe uma resposta adequada.
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Qualquer pessoa minimamente conhecedora daquilo que se passou durante a Guerra do Ultramar e liberta de prismas ideológicos, facilmente irá compreender e dar-me razão naquilo que aqui vou afirmar, os restantes que não concordarem comigo, das três uma: ou estão presos a dogmas ideológicos, ou não conhecem a verdade histórica, ou então já venderam a alma ao diabo...
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Qualquer pessoa minimamente conhecedora daquilo que se passou durante a Guerra do Ultramar e liberta de prismas ideológicos, facilmente irá compreender e dar-me razão naquilo que aqui vou afirmar, os restantes que não concordarem comigo, das três uma: ou estão presos a dogmas ideológicos, ou não conhecem a verdade histórica, ou então já venderam a alma ao diabo...
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No apócrifo artigo em questão e entre outras barbaridades do mesmo género, Manuel Loff afirma que Salazar empurrou Portugal "para o abismo pela opção da guerra colonial."
Tudo mentira!
Salazar não tomou nenhuma opção de "guerra colonial" como afirma o mentiroso historiador Manuel Loff, bem pelo contrário, a guerra foi-nos imposta pelos Estados Unidos e a União Soviética, fruto do clima de Guerra Fria então vivido e durante o qual ambas as potências pretenderam captar os territórios da África Portuguesa para a sua esfera de influência.
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Portugal viu-se preso no meio desta luta entre titãs e defendeu-se como pôde, primeiro pela via diplomática e posteriormente pela via militar quando assim se tornou necessário. É preciso salientar e deixar bem claro que Portugal não deu início a nenhuma agressão, mas apenas se limitou a defender-se dos ataques dirigidos contra si pelas superpotências em questão. Nada mais.
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Os verdadeiros agressores foram os Estados Unidos e acima de tudo a União Soviética que sem provocação foi imiscuir-se onde não era chamada, armando, financiando e treinando terroristas que posteriormente se infiltravam na África Portuguesa. Estes terroristas ao serviço dos assim-chamados "movimentos de libertação" cometeram as mais inimagináveis sevícias contra as populações civis negras e brancas.
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Veja-se hoje o que é feito da África Portuguesa, a Guiné-Bissau não passa de um Estado falhado e entregue a narcotraficantes, Angola vive debaixo da bota cardada do ditador José Eduardo dos Santos e Moçambique é um dos países mais pobres do Mundo e ainda em guerra civil após quase 40 anos de independência.
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Foi esta a "belíssima" e "humanitária" obra deixada pela esquerda portuguesa em África e que poderia perfeitamente ter sido evitada caso as coisas se tivessem processado de outra forma.
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Manuel Loff insiste na mentira e distorção dos factos considerando que a Guerra do Ultramar foi ainda "uma guerra ilegítima, sem apoio popular e sem saída militar."
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Quanto à legitimidade da guerra, tinhamo-la toda do nosso lado, pois fomos nós que fomos atacados. Eu pergunto é que legitimidade é que a União Soviética tinha para armar, financiar e treinar os terroristas que nos atacavam sem justa causa?
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Que legitimidade tinham os Estados Unidos para apoiar os nossos inimigos?
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Que legitimidade tem Manuel Loff para vir afirmar que a guerra era ilegítima? Acaso ele esteve lá? Viu os massacres? Assistiu ao drama das populações? Ou diz o que diz apenas porque tem a cassette marxista instalada na cabeça?
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Depois, Manuel Loff ainda se enterra mais afirmando sem qualquer base científica e sem citar qualquer estatística que a Guerra do Ultramar não tinha "apoio popular".
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Eu posso-vos garantir uma coisa, já falei com um bom número de ex-combatentes até hoje, pessoas que estiveram no terreno e viram e sentiram o que por lá se passou e posso-vos garantir que no minimo uns 80% apoiam as acções do governo de Salazar no que diz respeito à defesa das populações e defendem a legitimidade da guerr
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Um dos meus primos, um Sargento do Exército especialista em minas e armadilhas, até se ofereceu como voluntário para ir combater na Guiné Portuguesa e por lá esteve durante vários anos a defender Portugal de terroristas e alucinados da laia do Manuel Loff, sem nunca se arrepender de nada.
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Manuel Loff dá ainda mais um passo na asneira e afirma que a guerra não tinha uma "solução militar." Bem, que eu saiba, nenhuma guerra tem uma solução militar a não ser que se extermine por completo a população civil do adversário. Aliás, os marxistas pelos vistos são bem entendidos no que toca ao extermínio de populações inteiras e até já levam com um saldo de cadáveres que ronda os 100 milhões de mortos a nível mundial...
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Todas as soluções são políticas e a política por natureza incorpora várias componentes como o são a componente económica, a educativa, a agrícola, a energética, a diplomática, a militar, etc... Portanto, a solução para o Ultramar nunca poderia realmente ser uma solução militar, pois o aspecto militar é apenas uma componente da própria acção política.
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Mais à frente no seu artigo, Manuel Loff até cita o "Marechal" Costa Gomes como se esse personagem da nossa história fosse um exemplo para alguém!
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Já que Manuel Loff quer falar de Costa Gomes, porque não refere então o facto de o mesmo em 1975 ter feito uma viagem à Roménia do ditador Ceausescu? Ditador este que durante anos sujeitou o povo romeno a sevícias e a um terror de Estado inúmeras vezes pior do que aquele que a PIDE/DGS alguma vez foi capaz de orquestrar.
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Costa Gomes foi até condecorado a 15 de Abril de 1976 com a 1ª Classe da Ordem da Estrela da Roménia.[2] Ou seja, aceitou uma medalha de um ditador comunista sem escrúpulos e que por sinal até era amigo dos Estados Unidos...
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Será que Manuel Loff não vê aqui uma certa contradição hipócrita quando ataca Salazar impiedosamente enquanto em simultâneo defende e cita um "Marechal" oportunista que deu a mão a Ceausescu e até aceitou medalhas do mesmo?
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Talvez seja a cabeça alucinada de Manuel Loff que não lhe permite ter uma maior clarividência, é pena, pois as vítimas do regime comunista romeno mereciam um pouco mais de respeito...
No apócrifo artigo em questão e entre outras barbaridades do mesmo género, Manuel Loff afirma que Salazar empurrou Portugal "para o abismo pela opção da guerra colonial."
Tudo mentira!
Salazar não tomou nenhuma opção de "guerra colonial" como afirma o mentiroso historiador Manuel Loff, bem pelo contrário, a guerra foi-nos imposta pelos Estados Unidos e a União Soviética, fruto do clima de Guerra Fria então vivido e durante o qual ambas as potências pretenderam captar os territórios da África Portuguesa para a sua esfera de influência.
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Portugal viu-se preso no meio desta luta entre titãs e defendeu-se como pôde, primeiro pela via diplomática e posteriormente pela via militar quando assim se tornou necessário. É preciso salientar e deixar bem claro que Portugal não deu início a nenhuma agressão, mas apenas se limitou a defender-se dos ataques dirigidos contra si pelas superpotências em questão. Nada mais.
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Os verdadeiros agressores foram os Estados Unidos e acima de tudo a União Soviética que sem provocação foi imiscuir-se onde não era chamada, armando, financiando e treinando terroristas que posteriormente se infiltravam na África Portuguesa. Estes terroristas ao serviço dos assim-chamados "movimentos de libertação" cometeram as mais inimagináveis sevícias contra as populações civis negras e brancas.
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Veja-se hoje o que é feito da África Portuguesa, a Guiné-Bissau não passa de um Estado falhado e entregue a narcotraficantes, Angola vive debaixo da bota cardada do ditador José Eduardo dos Santos e Moçambique é um dos países mais pobres do Mundo e ainda em guerra civil após quase 40 anos de independência.
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Foi esta a "belíssima" e "humanitária" obra deixada pela esquerda portuguesa em África e que poderia perfeitamente ter sido evitada caso as coisas se tivessem processado de outra forma.
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Manuel Loff insiste na mentira e distorção dos factos considerando que a Guerra do Ultramar foi ainda "uma guerra ilegítima, sem apoio popular e sem saída militar."
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Quanto à legitimidade da guerra, tinhamo-la toda do nosso lado, pois fomos nós que fomos atacados. Eu pergunto é que legitimidade é que a União Soviética tinha para armar, financiar e treinar os terroristas que nos atacavam sem justa causa?
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Que legitimidade tinham os Estados Unidos para apoiar os nossos inimigos?
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Que legitimidade tem Manuel Loff para vir afirmar que a guerra era ilegítima? Acaso ele esteve lá? Viu os massacres? Assistiu ao drama das populações? Ou diz o que diz apenas porque tem a cassette marxista instalada na cabeça?
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Depois, Manuel Loff ainda se enterra mais afirmando sem qualquer base científica e sem citar qualquer estatística que a Guerra do Ultramar não tinha "apoio popular".
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Eu posso-vos garantir uma coisa, já falei com um bom número de ex-combatentes até hoje, pessoas que estiveram no terreno e viram e sentiram o que por lá se passou e posso-vos garantir que no minimo uns 80% apoiam as acções do governo de Salazar no que diz respeito à defesa das populações e defendem a legitimidade da guerr
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Um dos meus primos, um Sargento do Exército especialista em minas e armadilhas, até se ofereceu como voluntário para ir combater na Guiné Portuguesa e por lá esteve durante vários anos a defender Portugal de terroristas e alucinados da laia do Manuel Loff, sem nunca se arrepender de nada.
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Manuel Loff dá ainda mais um passo na asneira e afirma que a guerra não tinha uma "solução militar." Bem, que eu saiba, nenhuma guerra tem uma solução militar a não ser que se extermine por completo a população civil do adversário. Aliás, os marxistas pelos vistos são bem entendidos no que toca ao extermínio de populações inteiras e até já levam com um saldo de cadáveres que ronda os 100 milhões de mortos a nível mundial...
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Todas as soluções são políticas e a política por natureza incorpora várias componentes como o são a componente económica, a educativa, a agrícola, a energética, a diplomática, a militar, etc... Portanto, a solução para o Ultramar nunca poderia realmente ser uma solução militar, pois o aspecto militar é apenas uma componente da própria acção política.
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Mais à frente no seu artigo, Manuel Loff até cita o "Marechal" Costa Gomes como se esse personagem da nossa história fosse um exemplo para alguém!
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Já que Manuel Loff quer falar de Costa Gomes, porque não refere então o facto de o mesmo em 1975 ter feito uma viagem à Roménia do ditador Ceausescu? Ditador este que durante anos sujeitou o povo romeno a sevícias e a um terror de Estado inúmeras vezes pior do que aquele que a PIDE/DGS alguma vez foi capaz de orquestrar.
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Costa Gomes foi até condecorado a 15 de Abril de 1976 com a 1ª Classe da Ordem da Estrela da Roménia.[2] Ou seja, aceitou uma medalha de um ditador comunista sem escrúpulos e que por sinal até era amigo dos Estados Unidos...
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Será que Manuel Loff não vê aqui uma certa contradição hipócrita quando ataca Salazar impiedosamente enquanto em simultâneo defende e cita um "Marechal" oportunista que deu a mão a Ceausescu e até aceitou medalhas do mesmo?
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Talvez seja a cabeça alucinada de Manuel Loff que não lhe permite ter uma maior clarividência, é pena, pois as vítimas do regime comunista romeno mereciam um pouco mais de respeito...
Manuel Loff refere depois que a Guerra do Ultramar foi uma "guerra injusta" e que esta foi declarada por Salazar em 1961. Aqui o nível das alucinações de Manuel Loff entram já no campo do delírio puro, pois não existe outra explicação para tamanha mentira. A Guerra do Ultramar segundo Manuel Loff foi "injusta" porquê?
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Ora vejamos, porque aparentemente, na sua opinião, o que Portugal deveria de ter feito era entregar o Ultramar aos soviéticos numa bandeja, abandonando em consequência de tal acto, milhões de portugueses de várias etnias que pacificamente coexistiam nas Províncias Ultramarinas.
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Manuel Loff não o diz directamente, mas o que ele manhosamente insinua como sendo correcto é o crime de traição à Pátria. Crime este que segundo o código penal dá uma pena de prisão de dez a vinte anos como podem ver aqui:
"Código Penal
LIVRO II - Parte especial
TÍTULO V - Dos crimes contra o Estado
CAPÍTULO I - Dos crimes contra a segurança do Estado
SECÇÃO I - Dos crimes contra a soberania nacional
SUBSECÇÃO I - Dos crimes contra a independência e a integridade nacionais
----------
Artigo 308.º - Traição à Pátria
Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:
a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou
b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;
é punido com pena de prisão de dez a vinte anos."[2]
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Mais delirante ainda é o facto de Manuel Loff considerar que a Guerra do Ultramar foi declarada por Salazar em 1961, quando na realidade foi a União das Populações de Angola (UPA) que deu início à guerra a 15 de Março de 1961 quando promoveu abertamente um massacre da população negra e branca. Aliás, a maioria das vítimas do massacre nem sequer eram brancos e muitas não passavam de crianças...
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É óbvio que o governo de Salazar reagiu a estes massacres com o envio de tropas para Angola. Manuel Loff queria que se fizesse o quê??? Que se abandonassem as populações à mercê de terroristas empunhando catanas contra civis inocentes???
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O que a UPA fez constitui um crime de guerra à luz do direito internacional. Qualquer ataque contra civis inocentes constitui um crime de guerra, seja de que parte for, e quem ignora ou branqueia estes factos é cúmplice desses mesmos crimes...
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Apenas uma pessoa intelectualmente muito desonesta (ou alucinada...) é que não é capaz de reconhecer estas evidências.
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Se Manuel Loff acha bonita e correcta a atitude então tomada pelos traidores da Pátria que na época andavam a servir a causa soviética e estado-unidense, então faça-nos um favor, pegue nas suas malas e meta-se a andar para Cuba, pode ser até que com um pouco de sorte o Fidel Castro ainda lhe conceda alguma condecoração.
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Mas o Manuel Loff não quer emigrar para Cuba, pois não?
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Não quer, porque sabe-lhe bem andar a receber um chorudo salário todos os meses no Portugal capitalista. Salário esse que ele sabe que jamais poderia igualar no assim-chamado "paraíso socialista" cubano...
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A sorte deste senhor, tal como a de muitos outros historiadores feitos de trampa que andam à solta no nosso Portugal, é que a falta de vergonha não mata, pois caso contrário, já teriam caído todos fulminados há muito tempo!
a) Tentar separar da Mãe-Pátria ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira todo o território português ou parte dele; ou
b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;
é punido com pena de prisão de dez a vinte anos."[2]
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Mais delirante ainda é o facto de Manuel Loff considerar que a Guerra do Ultramar foi declarada por Salazar em 1961, quando na realidade foi a União das Populações de Angola (UPA) que deu início à guerra a 15 de Março de 1961 quando promoveu abertamente um massacre da população negra e branca. Aliás, a maioria das vítimas do massacre nem sequer eram brancos e muitas não passavam de crianças...
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É óbvio que o governo de Salazar reagiu a estes massacres com o envio de tropas para Angola. Manuel Loff queria que se fizesse o quê??? Que se abandonassem as populações à mercê de terroristas empunhando catanas contra civis inocentes???
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O que a UPA fez constitui um crime de guerra à luz do direito internacional. Qualquer ataque contra civis inocentes constitui um crime de guerra, seja de que parte for, e quem ignora ou branqueia estes factos é cúmplice desses mesmos crimes...
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Apenas uma pessoa intelectualmente muito desonesta (ou alucinada...) é que não é capaz de reconhecer estas evidências.
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Se Manuel Loff acha bonita e correcta a atitude então tomada pelos traidores da Pátria que na época andavam a servir a causa soviética e estado-unidense, então faça-nos um favor, pegue nas suas malas e meta-se a andar para Cuba, pode ser até que com um pouco de sorte o Fidel Castro ainda lhe conceda alguma condecoração.
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Mas o Manuel Loff não quer emigrar para Cuba, pois não?
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Não quer, porque sabe-lhe bem andar a receber um chorudo salário todos os meses no Portugal capitalista. Salário esse que ele sabe que jamais poderia igualar no assim-chamado "paraíso socialista" cubano...
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A sorte deste senhor, tal como a de muitos outros historiadores feitos de trampa que andam à solta no nosso Portugal, é que a falta de vergonha não mata, pois caso contrário, já teriam caído todos fulminados há muito tempo!
E
se Manuel Loff estiver ofendido com a dureza da minha linguagem, então
paciência, da próxima que não venha ofender e cuspir em cima da memória
dos milhares de combatentes portugueses que tombaram ou ficaram feridos
num esforço de guerra que nos foi imposto por potências estrangeiras e
às quais nós nunca fizemos mal nenhum.
___________________________________________________
Notas:
[1] LOFF, Manuel - Alucinações e Manipulação Histórica. Público, 20 de Março de 2014. Link: http://www.publico.pt/portugal/noticia/alucinacoes-e-manipulacao-historica-1628964
[2] ORDENS HONORÍFICAS PORTUGUESAS - Cidadãos Nacionais Agraciados Com Ordens Estrangeiras: Roménia. Link: http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=155&list=1
[3] ALMEDINA - Base de Dados Jurídica. Link: http://bdjur.almedina.net/citem.php?field=node_id&value=1224904
João José Horta Nobre
Março de 2014
"DE PROMESSAS ESTÁ O INFERNO CHEIO!"
Seguro promete recuperação gradual de salários e pensões
António José Seguro prometeu uma
recuperação gradual de salários e pensões se for primeiro-ministro.
O líder do PS acusou o governo de pretender cortar mais cinco por cento
nos salários dos funcionários públicos depois das Eleições Europeias.
As forças russas invadir base de ucraniano
As forças russas usaram, pelo menos dois veículos blindados para invadir a base aérea ucraniana em Belbek após um tenso impasse horas de duração no portão. Tiroteios e explosões podiam ser ouvidas como os veículos derrubaram o portão e onde os ucranianos foram recusando a permitir-lhes a entrada.
Russian forces break into Ukrainian base
| |||||||||
![]() | |||||||||
Russian forces used at least two armored vehicles to break into the
Ukrainian air base in Belbek after an hours-long tense standoff at the
gate. Gunfire and explosions could be heard as the vehicles broke down
the gate where Ukrainians had been refusing to allow them entry.
Para mais:
Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...
A questão central da discussão em torno do "Manifesto dos 70", não é o Manifesto em si.
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É
óbvio
que a dívida, tal como se encontra estruturada atualmente, é impagável e
algo terá de ser feito nos próximos anos a esse respeito. Mas, antes de
ir ao ponto central do post, dizer que o primeiro passo para impedir a
resolução desse problema é precisamente adotarmos esta atitude de “nós é que temos razão e os credores é que estão errados”.
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Algum
tipo de reestruturação terá de existir, mas achar que temos margem para
ir impor condições aos nossos parceiros europeus é de um irrealismo…
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Minhas senhoras e meus senhores, levamos a bela média de quase 1 bancarrota a cada 10 anos,
infelizmente, é preciso lembrar que é esse o currículo (o cadastro…)
que Portugal tem para apresentar aos olhos de alemães, holandeses,
finlandeses e outros.
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Acredito que isto não se aplica a algumas das personalidades que o dinamizaram, mas o verdadeiro propósito do Manifesto, é ser (mais) um instrumento de arremesso político e reconquista de poder. Ponto!
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Acredito que isto não se aplica a algumas das personalidades que o dinamizaram, mas o verdadeiro propósito do Manifesto, é ser (mais) um instrumento de arremesso político e reconquista de poder. Ponto!
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A prova que esta iniciativa não passa de mais um episódio da categoria “Esquerda boazinha Vs Direita maléfica”, mais uma “polémica” para rechear telejornais, é constatar a candura com que aqueles mesmos ilustres que andaram cerca de uma década a defender que “havia mais vida para além do défice”,
por oposição aqueles que defendiam que a dívida criaria graves
constrangimentos ao País, surgirem subitamente como os maiores
opositores e críticos da dívida, reconvertidos ao seu novo credo “a dívida é má, a dívida é impagável!”.
Sim, vamos todos fazer de conta que nascemos ontem. Impagável, é o chico espertismo!
A austeridade não é a causa desta crise, é a consequência!
Deixemo-nos de utopias e ilusões e vamos ser “crescidinhos”. Portugal, terá "austeridade" durante 10 – 15 anos. Irá muito além de Passos, deste governo PSD/CDS, do próximo do PS e do que vier a seguir...
MAIS UM APONTAMENTO SOBRE O CASO
Claro que Portugal vai entregar (para não ferir interesses), o investidor, cidadão chinês, suspeito de ter praticado burlas na sua pátria e "cavou" para Portugal com o produto que supostamente teria sonegado; obteve um visto gold e investiu, parte, na zona de Cascais. Porém falso ou verdadeiro burlão, na China, quando ali chegar, certamente, não tardará que uma bala ponha termo a sua vida. Portugal foi o segundo país da Europa abolir a pena de morte em 1867. Seria bom que o Governo de Portugal, antes de conceder vistos gold, que obtivesse, pelos seus meios diplomáticos, a idoneidade das pessoas às quais lhes é concedido tal privilégio. José Martins
PJ deteve detentor de "Visto Gold" procurado por burla
A Polícia Judiciária deteve um cidadão chinês autorizado
a residir em Portugal, ao abrigo do programa de vistos dourados, os
chamados vistos gold. O homem foi detido por crimes de burla, depois de
um mandado de captura internacional emitido pela Interpol, a pedido das
autoridades chinesas. O suspeito, com cerca de 40 anos, terá comprado
uma casa de luxo, na zona de Cascais, com dinheiro ilícito resultante de
crimes cometidos na China. Estava em Portugal desde o final do ano
passado.
" GRITO DE ALMA (E-MAIL DE UM JOVEM DE PORTUGAL)
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Olá Sr. José Martins,
Como está?
Sou um jovem de Portugal, leitor assíduo do seu blog. Gosto das notícias e da sátira. Acima de tudo é importante o alerta social que se cria.
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Sei que um leitor que lhe vai contar mais do mesmo sobre Portugal. Miséria, desespero e especialmente falta de esperança.
Olá Sr. José Martins,
Como está?
Sou um jovem de Portugal, leitor assíduo do seu blog. Gosto das notícias e da sátira. Acima de tudo é importante o alerta social que se cria.
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Sei que um leitor que lhe vai contar mais do mesmo sobre Portugal. Miséria, desespero e especialmente falta de esperança.
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Conto-lhe um pouco da minha experiência, isenta de preferências partidárias. Tão somente o que penso e sinto. Sou de uma pequena cidade do litoral, outrora um pólo industrial de referência. Atualmente uma cidade semelhante ao antigo faroeste americano.
Conto-lhe um pouco da minha experiência, isenta de preferências partidárias. Tão somente o que penso e sinto. Sou de uma pequena cidade do litoral, outrora um pólo industrial de referência. Atualmente uma cidade semelhante ao antigo faroeste americano.
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No último recenseamento populacional consegui ter uma verdadeira noção da "desertificação" do litoral. Acumulavam-se casas e até ruas inteiras de casas de emigrantes.
No último recenseamento populacional consegui ter uma verdadeira noção da "desertificação" do litoral. Acumulavam-se casas e até ruas inteiras de casas de emigrantes.
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Já lá vão três anos, mas se é assim no litoral, fará no interior. Atualmente, olho para o lado e vejo uma parte da minha geração (mais próxima) no estrangeiro. França, Reino Unido, Estados Unidos, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, Suiça e até Itália.
Já lá vão três anos, mas se é assim no litoral, fará no interior. Atualmente, olho para o lado e vejo uma parte da minha geração (mais próxima) no estrangeiro. França, Reino Unido, Estados Unidos, Luxemburgo, Bélgica, Alemanha, Suiça e até Itália.
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Pelo que percebo estão felizes. Com esperança. Muitos deles já se começam a casar e a ter filhos. Na realidade, são quem menos me preocupam. Procuram a sua felicidade e certamente serão bem sucedidos. Nós portugueses somos bons. Não tenho dúvidas disso.
Pelo que percebo estão felizes. Com esperança. Muitos deles já se começam a casar e a ter filhos. Na realidade, são quem menos me preocupam. Procuram a sua felicidade e certamente serão bem sucedidos. Nós portugueses somos bons. Não tenho dúvidas disso.
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Cá a miséria prolifera. Conheço casos de pessoas cujo subsídio de desemprego acabou e que agora têm direito a...zero. Vivem da caridade (nós portugueses somos brilhantes na solidariedade) e do pequeno salário do marido/mulher.
Cá a miséria prolifera. Conheço casos de pessoas cujo subsídio de desemprego acabou e que agora têm direito a...zero. Vivem da caridade (nós portugueses somos brilhantes na solidariedade) e do pequeno salário do marido/mulher.
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Verdadeiramente, o que me custa mais é saber é que toda esta miséria, todo este sacrifício, toda este desespero, toda esta falta de dignidade poderia ser evitada. A corrupção e a impunidade abundam. A classe política é podre, lobista e calculista.
Verdadeiramente, o que me custa mais é saber é que toda esta miséria, todo este sacrifício, toda este desespero, toda esta falta de dignidade poderia ser evitada. A corrupção e a impunidade abundam. A classe política é podre, lobista e calculista.
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Por exemplo, na minha cidade, onde a emigração e o desemprego dispararam em flecha, o senhor autarca já viajou à custa de dinheiros públicos, para mais países que se calhar alguns ministros dos negócios estrangeiros.
Por exemplo, na minha cidade, onde a emigração e o desemprego dispararam em flecha, o senhor autarca já viajou à custa de dinheiros públicos, para mais países que se calhar alguns ministros dos negócios estrangeiros.
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Dá que pensar. Termino agradecendo a sua preocupação com Portugal, apesar de estar longe. Na verdade o cenário é uma porcaria, mas pode ser melhorado.
Obrigado.
Um abraço de Portugal,
J. A.
Dá que pensar. Termino agradecendo a sua preocupação com Portugal, apesar de estar longe. Na verdade o cenário é uma porcaria, mas pode ser melhorado.
Obrigado.
Um abraço de Portugal,
J. A.



























